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terça-feira, 5 de dezembro de 2017

O Livro Que Ninguém Vai Ler



Escrever, escrever
registrar num diário 
sonhos, desejos , anseios
contar uma história
o mundo todo escrito e inventado.
Um amigo pra desabafar
e de repente sonhar se tornar escritora
com uma história legal
aclamada pelos leitores
lápis e papel na mão
melhor um caderno e caneta
Até um computador novinho
entrar em cena.



O livro que ninguém vai ler de Sylvia Orthof pela Editora Rovelle conta a história de uma adolescente que sonha ser escritora, ela ganha um computador e vai começar a escrever os relatos diários, uma espécie de diário, só ai numa dessas horas em que escreve deixa derramar refrigerante no teclado e esse começa a dar ares de vida própria assumindo por vezes a escrita.Parecia mesmo enfeitiçado!
O livro trata sobre o incentivo à escrita, as novas tecnologias, com palavras bem do meio virtual levando a gente a refletir sobre como as novas mudanças do mundo das redes sociais tem atrapalhado a escrita formal, e até a comunicação , o que deveria ser uma melhora, uma vez que agora temos mais motivos para escrever, registrar como os blogs que são diários também.


Na escrita do livro dessa adolescente Laura a história se passa em torno de Betina e Gilda, duas adolescentes que são apaixonadas por Flávio, um garoto de 15 anos que mora em Petrópolis. Betina e Gilda não são verdadeiras amigas, elas se aturam, se suportam para assim sonhar com Flávio que será disputado numa festa de debutantes e nela 15 pares dançarão a valsa, a festa de Gilda, e ela só chamou Betina por causa de sua mãe, afinal quem dançará com Flávio?
A história vai se desenrolando sempre com o teclado reinventando, mudando os capítulos e a história, como se duas pessoas escrevessem. Uma boa maneira de incentivar a criatividade e prender o leitor na história. Valorizando leitura e escrita!
Uma história que poderia até ser o conto de fadas de Betina e Flávio, se não houvesse Gilda e um teclado que muda tudo tudo!



Para comprar o livro: 






terça-feira, 27 de junho de 2017

Eloísa e os Bichos (Dica de Livro)




O que fazer quando a gente se sente perdida num lugar estranho?
Ser diferente a ponto de se sentir estranha?
Ser único num lugar onde tudo parece ser igual
Não achar pouso, e nem se sentir em casa?


A história que trago como dica literária hoje fala nas entrelinhas sobre a busca constante para se reencontrar e aprender a conviver consigo mesmo e com as pessoas ao redor  para se completar na  amizade, sabendo respeitar a todos na sua singularidade, na sua diversidade, e compreendendo que na multiplicidade de afetos, gostos diversos, somos completos,  seres incompletos que somos.

Aprendendo na diversidade, que para Deus somos iguais, mas somos únicos e multifacetados e é justamente nesse colorido da vida  que está a beleza de o ser e saber viver.


Foi com essa roda de conversa que iniciamos nossa aula sobre diversidade, inspirada no livro Eloísa e os bichos de Jairo Buitrago com belas ilustrações de Rafael Yockteng pela Editora Pulo do Gato .

O livro Eloísa e os bichos foi traduzido por Márcia Leite e narra a história de uma menina que acabou de se mudar com o pai para uma cidade nova. 
Eloísa se sente um bicho estranho, e vive triste a lembrar de sua vida passada. Na escola ela demora a se adaptar, até que com o tempo vai aprendendo a conviver com os demais.
O texto curto e lírico, traz grandes reflexões sobre convivência, respeito à diversidade, bullying, a questão das relações humanas e a ter empatia.

O texto casa com as belas ilustrações e nos faz pensar na pluralidade, no deslocamento das pessoas, temas que devem sempre ser abordados em sala de aula com as crianças.



Aliado ao livro didático, as crianças puderam ler, expressar suas ideias sobre respeito às diferenças e falar por exemplo sobre a questão dos refugiados, ou até mesmo de sua própria realidade quando os pais deixam o lar, a cidade pequena em busca de uma vida melhor na cidade grande.




Depois de ler, refletir, as crianças fizeram interpretação oral, e ilustrações, e uma lista dos animais que aparecem no livro, explicando como são as características dos seres invertebrados.





Aula contextualizada, com ênfase na cidadania, diversidade, amor e amizade, usando a interdisciplinaridade para aprender de forma lúdica, sempre partindo de um boa leitura literária.



Para comprar o livro:

http://www.editorapulodogato.com.br/livro.php?id=26

quinta-feira, 20 de abril de 2017

Caiu na rede é... Poesia. Momento literário











Caiu na rede... não é peixe
É poesia que eu quero fazer
É pescar o mundo com as mãos
No livro voar ao ler
É ter o aconchego na rede
No balanço frenético do amor
Acalentando sonho,
nuvens, árvores, estrelas
tudo ali bem perto do coração.

Caiu na rede... é poesia
é ler aninhando 
no vai-vém de uma canção
na rima, no som, nos trocadilhos das palavras
 brincar ao ler com emoção
Vestir-se de poesia
o corpo todo na rede rendido
cheio de poesia que embala
que dá a infância o sentido

Ler na rede 
No chão
debaixo da árvore, 
sentado, deitado, pulando
de poesia em poesia
na rede pescando!

Paula Belmino


 Essa foi nossa aula ontem, um momento literário na rede embaixo das árvores do jardim da escola, fizemos um recital poético, onde as crianças liam em voz lata para os outros, de três em três, de dois em dois, depois liam todos, embalados na rede, no amor à poesia.
Aproveitei para inaugurar lá essa ação literária: Caiu na rede ... é poesia  aproveitando todo o contexto dos conteúdos trabalhados, no caso, a cultura indígena, levei alguns livros que falavam sobre índios como: Poeminhas da Terra de Márcia Leite , pela editora parceira Pulo do Gato
Cobra Norato de Eloí Bocheco
e Pitulú de Bê e Léo Maciel pela Aletria

As crianças depois puderam ler os livros da biblioteca que chegaram pelo projeto RoMaria de Livros e e se esbaldaram.

Vejam só:











Em comemoração ao dia do índio, falamos sobre a importância do povo indígena e a contribuição na língua, comida, artesanato. Li o poema Cadê o índio que tava aqui? De minha autoria, as crianças fizeram a reescrita do poema e surpreenderam na produção. Aliamos o conteúdo ao livro didático sobre a cultura indígena e o trabalho dia a dia, materiais e extrativismo. 
Aprendizagem significativa, lúdica e reflexiva.

Assistam:


sábado, 18 de março de 2017

No meio da rua tem poesia










Se essa rua , se essa rua fosse minha
Eu plantava, eu plantava uma árvore 
Só pra ver, as crianças lerem livros
E debaixo dela todas alegres se sentarem.

Nessa rua eu semeava sementes
Música, encanto, arte e poesia
Seriam as pedras todas enfeitadas
Com amor, ternura e muita alegria.

Se essa rua, se essa rua fosse minha
Eu mandava, eu mandava adornar toda calçada
Com tapetes coloridos e macios e almofadas
E as crianças leriam livros em belas almofadas.

Nessa rua, nessa rua mora um sonho
Dentro dele uma semente de amor
A poesia da vida se mistura
E nos livros desabrocham feito flor.


Que se essa rua fosse minha
Todo dia se contava uma história
Adornada a rua  toda de cantigas
As crianças cirandavam guardando afeto na memória!

Paula Belmino

Essa foi nossa ação literária no meio da rua, na rua de minha mãe, na calçada da vizinha, com amigos e primos, e os livros recebidos do projeto RoMaria de livros, editoras parceiras e escritores que acreditam nesse meu trabalho de incentivo á poesia.
Quisera que a poesia morasse assim em toda rua!






Uma leiturinha em voz alta, porque é preciso ler para quem se ama:


quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

Sebastião( Dica de Livro)










E assim nossa tarde ontem foi encantada com o momento literário da história de Sebastião de Nice Lopes para as crianças da educação infantil, na escola Caminho para o futuro.
Um livro encantador que fala de sentimentos, de diversidade, de relacionamentos e  de que a gente sempre precisa aprender a conviver com nosso interior e vendo as pessoas como elas são,respeitar, conviver, mas também de alguma forma ajudando, trazendo alento, com poesia, com um sorriso, com um abraço, uma oração, uma palavra que faça o bem.
Sebastião é a história de um menino que nasceu com uma doença no coração, uma flecha no peito que o impede de sorrir, de fazer amizades, de se relacionar normalmente com os outros.
Sempre sozinho e isolado ele descobre paz nos livros, na biblioteca, e seu único amigo é o silêncio, mas ainda se sente triste pois gostaria de tocar o céu, de conversar com animais, de sentir a festa envolver seu coração sempre ferido e triste, uma dor que afasta as pessoas, e se mostra em suas lágrimas
Um dia, no entanto ele conhece a felicidade... O que seria?
Quem poderia fazer Sebastião sorrir?
Sei que a história termina com a oportunidade de vivenciar o belo, e nos dá uma lição de que mesmo na dor, na solidão, na angustia,a inda assim podemos ser felizes nas pequenas coisas e que a felicidade mora ali bem perto de nós, até mesmo na luta diária que enfrentamos diariamente. Num coração ferido há espaço para uma terna delicadeza de sorrir.
Um conto mágico que trata de um assunto ainda difícil de se tratar com as crianças
Nice de forma poética e com traços lindos de um menino de cabelos vermelhos faz o apelo à nossa sensibilidade para olhar com olhar de ternura as crianças e suas deficiências ou dificuldades de aprendizagem, de socialização, sem didáticas no entanto, narra e faz o leitor refletir e rever seus prejulgamentos e nos destina a agir de maneira amorosa e sempre alerta para a psicologia infantil
As crianças da Escola Caminho para o futuro adoraram!!!

Para conhecer o livro:


















Sebastião

Um singelo poema narrativo que nos aproxima de
uma dura realidade: assim é Sebastião,
um livro que trata a doença do personagem – tema
complexo para o universo infantil –
de forma sensível e delicada.
O livro conta a história de Sebastião, um menino
que nasceu com uma flecha fincada no coração.
O menino cresce e se dá conta da sua condição.
Mas, apesar de todo sofrimento, Sebastião
acredita que ainda pode ser feliz.
ISBN: 978-85-5500-013-3 
Autor: Nice Lopes

Editora: Cuore
Edição: 1° Edição | Páginas: 32 | Ano de Publicação: 2016



Mais sobre a autora e ilustradora














Nice Lopes vive em Santos/SP, pertinho do mar. Formada em Publicidade e Propaganda, é ilustradora e artista plástica. Seu traço já percorreu o país e o mundo. Teve seus trabalhos publicados em revistas de circulação nacional e no jornal nova-iorquino The Wall Street Journal. Sua arte também aparece em dois grandes livros, considerados a “bíblia” dos ilustradores: Illustration Now!2 e Illustration Now Portraits, ambas da editora alemã Taschen. Como ilustradora trabalhou na criação de livros infantis de diversos autores e isso a incentivou a escrever as histórias que já habitavam seu imaginário. Sebastião é seu livro de estreia como escritora. Em sua obra, a artista revisita sua própria infância e procura traduzir parte de seu mundo fantástico onde convive com personagens oníricos, cercados de lirismo e poesia. Você pode conhecer um pouco mais do trabalho da Nice, acessando seu site: www.nicelopes.com.
Assistam o BookTrailer