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quinta-feira, 13 de junho de 2019

Um brinde ao amor




Há um tintilar de taças,
lá fora todos celebram o amor,
cá dentro,
a alma embriaga-se nas lembranças
da paixão indolente,
outrora flamejante
a queimar o corpo,
o torpor, indecente,
suando as mãos,
trêmulas de desejo
pelo teu corpo
agora sagrado, 
intocável.

Há um sonho, um desejo
de que o tempo volte
e ofereça o beijo
com sabor de pecado
que nunca se desmanchou
nem perdeu-se e meu hálito. 
Este amor sorrateiro
se abateu em mim
e nunca mais se despediu
ainda que a vida siga e
o tempo voe...

Há um louco anseio
de olhar dentro de teus olhos
e poder libertar a minha alma
 engaiolada
dentro da tua.
Minha vida caminha a te buscar
presa em teu olhar,
como se pudesse,
ao sentir teu cheiro
e sob o brilho de tua face,
a minh'alma
voltasse a ser quem  era.

Há, apenas, saudade,
enamorados sob à lua
ternas confissões, 
lembranças dos
corpos lado a lado
abraçados,
cansados, ritmados
em  frenesi.
este amor paixão despedido há tempos
mas que inda mora 
nestas lembranças dentro de mim.


Paula Belmino


Esta é minha participação no Poetizando e  Encantando do blog Filosofando na Vida


quarta-feira, 19 de setembro de 2018

Para Cobrir-te de Flores



Cubro-te de flores criança,
da beleza do meu amor,
cubro-te de hibiscos coloridos
para pintar teus cabelos negros,
e encher tua vida de cor.
Cubro-te de flores menina,
e de perfume banho tua alma
incenso a eternizar
nossa relação
feita de apreço
com alegria e calma.
Cubro-te de flores meu anjo
das sementes de paz
plantadas nos teus olhos
e em tuas mãos modeladas
 Logo  pelo vento levadas
as flores da vida
 o teu, o meu peito, enfeitarão
cubro-te de flores de esperança
 para exalar cheiro bom a todo coração.

Paula Belmino


Poema inspirado na imagem da minha Alice coberta de flores. Logo ela fará 12 anos e como o tempo voa, é preciso cuidar, plantar e enfeitar a infância de belas flores de amor.

Esse poema também fiz para ser minha participação na 53ª BC do Filosofando na Vida o blog da Lourdes que nos estimula sempre a ler, escrever, interagir com os amigos
A inspiração foi essa imagem de uma moça adornada de flores


Para participar basta seguir o blog, visitar os amigos participantes, escolher uma imagem para a semana e usar a criatividade.
Essa foi a minha!

Participe




https://filosofandonavidaproflourdes.blogspot.com/2018/09/53-edicao-do-poetizando-e-encantando.html

terça-feira, 1 de maio de 2018

Flor de maio


Flor-de-maio

Flor-de-maio no canteiro
Passarinho na janela
O que espera passarinho
para beijar flor tão bela?

Passarinho bateu asas
Flor-de-maio acordou
A pena do passarinho
o vento levou.

Passarinho canta
para a  flor-de-maio
Do bico do passarinho
pingam gostas de orvalho.

Passarinho foi-se embora
Flor-de-maio murchou
Volta, volta, passarinho
Peço-lhe, por favor!

Eloí Elisabete Bocheco​


Flores de Maio

Flor de maio surgiu
Não é a primeira
É de toda cor e perfume
É jardineira!

É bela rosa
Cravo paixão
É margarida, tulipa
No vaso, pequeno botão.

A flor em maio se abriu
Deixa doçura no olhar
com cores alegres
e  perfume a exalar.

Perfuma o coração
 é poesia a se declarar
Natureza em festa
Para a rosa flor de maio brotar.

Paula Belmino



Nossa inspiração na poesia e nas flores da estampa Dedeka, coleção Outono/Inverno 2018 com tema: Quando Crescer, eu quero ser...
Em sintonia coma  natureza a Dedeka incentiva o cuidado com a natureza e tem em sua empresa responsabilidade com o planeta:


- Utiliza sempre tintas a base d’água e não tóxicas e, ainda assim, dispõe de uma estação de tratamento da água;

- As embalagens são oxibiodegradáveis, que se decompõem naturalmente no meio ambiente;



No livro Cantorias de Jardim de Eloí Bocheco com ilustrações de Elma Pela Paulinas Editora há uma coletânea de 21 poemas dedicados as flores como Hortência, Girassol, lírio, etc...evidencia-se esse cuidado para com o meio ambiente, onde a poesia mais que encanar traz essa função de sensibilizar e expressar amor e sentimentos de acuidados para com o meio ambiente. A autora usa de forma lírica uma conversa com as flores ofertando uma pequena história de afeto com elas, no que se diz da própria vida ao lado delas quando cuidava com sua mãe, no seu jardim das flores citadas, as flores desejadas, com memória e gosto pelo perfume de cada um que vai além de falar das flores , mas constituí-las em conjunto com rios, bichinhos de jardim e  de toda espécie de vida necessário para a  germinação, floração, e por certo a vida plena na natureza, para a boa e excelente vida em nosso ecossistema.

Assistam:




Para comprar o livro?

https://www.paulinas.org.br/loja/cantorias-de-jardim

E para conhecer e adquirir a coleção Dedeka https://loja.dedeka.com.br/

domingo, 18 de fevereiro de 2018

Navegar




Navegar é preciso
mesmo que o mar seja revolto.
Contra a nau, 
terríveis ondas
quase naufragam a embarcação 
no mar absoluto
que a tudo devora e vence.


E de repente o mar acalma-se,
navegar é preciso,
para se chegar ao lugar de repouso
desse mar, ora tenebroso, ora solitário das ondas.
Tudo conta dos segredos da terra
e de seu amor pela lua
deixando -o tenebroso
e num instante azul e calmo.


Navegar é preciso ,
para se chegar às terras distantes
da alma ferida pelas ondas da vida
ou no sossego de um dia de mar tranquilo.


É como se  enxerga o mar,
que saber-se-á prever, se terrível ou pacífico.
Um oceano de lágrimas deixa o mar aflito,
um sorriso pode transformar toda agitação
na paz em exercício.

Paula Belmino

Essa é minha participação no Poetizando e  Encantando do blog da professora Lourdes

http://filosofandonavidaproflourdes.blogspot.com.br/2018/02/23-edicao-do-poetizando-e-encantando.html

A inspiração da semana é essa:


 Na 1ª imagem: 
O mar escuro em movimento, no horizonte a lua cheia desponta


Na 2ª imagem


Uma paisagem do mar e um barco, com uma linda lua cheia.


E um vídeo ainda dos primeiros acordes da Alice tocando Meu barquinho


Participe também dessa brincadeira que tem como objetivo incentivar à criatividade e a expressão, socializar e interagir com mais amigos leitores e escritores.

quarta-feira, 27 de dezembro de 2017

Do Ler




Ler faz bem pra alma

Acalma!
Ler é parar o tempo
É pausa!
Ler traz saúde ao coração
Sensibiliza!
Ler transforma a mente
Humaniza!
Ler faz viajar
É aventura!
Ler é porto, casa, ponte
Abrigo!
Ler é nunca está sozinho, mas em
Multidão!
Mas se se quiser estar a sós
Ler é silêncio
Meditação!
Ler é ser, estar, agir,

refletir,enxergar, ir além,

Imensidão!


Paula Belmino

Fotografia de Camilla Bandeira

sexta-feira, 13 de outubro de 2017

Amor lilás


Esse amor primeiro
púrpura alma em cicatriz.
Quando se pensa é o fim,
está no triz,
delicada flor lilás
murcha e cai.
Mas logo revive
esse amor lilás
sempre é primavera
e busca na minha alma
a paz.

Paula Belmino


domingo, 24 de setembro de 2017

Canção da Primavera



Canção da Primavera

(Para Érico Veríssimo)

Primavera cruza o rio
Cruza o sonho que tu sonhas.
Na cidade adormecida
Primavera vem chegando.

Catavento enlouqueceu,
Ficou girando, girando.
Em torno do catavento
Dancemos todos em bando.

Dancemos todos, dancemos,
Amadas, Mortos, Amigos,
Dancemos todos até
Não mais saber-se o motivo...
Até que as paineiras tenham
Por sobre os muros florido!


Mario Quintana; Canções, 1946

Em casa celebramos a primavera coma  Alice lendo no jardim:



E na escola além da leitura cantamos o poema de Mário Quintana musicado pelo Crianceiras


terça-feira, 11 de julho de 2017

Se vinhas


Quando penso que vinhas me ver
todas as tardes ao pôr do sol
a alma vibrava em acordes
da mais perfeita melodia.

E o corpo de ternura se embevecia
se despia a te esperar
a alma sempre nua ansiosa
por teus beijos a esperar.

Ao sol se banhava de esperança,
os olhos perdidos ao horizonte,
saber que tu vinhas era o bastante
pra ter o coração em taquicardia
e o sorriso jubilante.

Até que às seis da tarde
uma mensagem ao telefone...

_Não vou mais
Não me espere como antes!



Paula Belmino

domingo, 18 de junho de 2017

Ler...



Ler é recriar-se!
É imaginar-se na vida do outro, usurpando o lugar dos personagens
de forma prazerosa cocriar um universo de possibilidades, cheiros, sentidos e sensações.
Ler é imaginar!

Ler é ponte!
É poder ir a lugares nunca idos e fazer mil caminhos de ida e volta. Sabendo o caminho, e mesmo assim descobrir veredas, portas e mil estradas.
Ler é caminho!

Ler é sonhar!
É sonhar acordado e nunca mais esquecer do sonho, sabendo-se quando quiser pode-se voltar a sonhar sem medo, e em toda vez lido um livro, o sonho será igual ou diferente, basta só o desejo querer.a imaginação mandar. Ler é criar possibilidades!

Ler é viajar!
É poder transportar-se para o mágico a hora em que se desejar, aventura-se no mágico, aberto a alma para o inimaginável, de cabeça e corpo mergulhados num oceano de palavras. Ler é voar!


Paula Belmino



Ensaio com livros lindos recebidos do Grupo Semear Livros para a Biblioteca Municipal de nosso cidade!

terça-feira, 16 de maio de 2017

Minha Poesia no Circuito literário Centro Educacional Logos





Rodeados de poesia
Cultura, livros, arte
Encantando a alma
Sonhos por toda parte.

Circuíto de autores
conhecer de cada um os versos de paz
versando sobre natureza
e cuidado com os animais.

A literatura que liberta
que dá sustento às ideias
que transforma e abençoa
cura as feridas abertas.

Poesia que faz sorrir
sensibiliza e humaniza
versos de encanto, singeleza em
qualquer que seja a poesia

Eternizada em muitos poemas
nos livros lidos
e por onde passa a multidão de sentimentos
numa flor, numa criança, numa borboleta multicor.

Literatura de qualidade
Regadas com amor as sementes
Trazendo frutos de amor e respeito
e no leitor prazer verdadeiramente!

Paula Belmino











Foi uma honra e uma grande alegria estar com essas crianças ansiosas por poesia, leitoras por prazer. 
Eu me sinto privilegiada em poder desfrutar de um momento impar, onde eu possa ter colaborado com incentivo e encantamento para que a cada dia mais a escola se torne lugar de transformação através da leitura!!!!
Obrigada a todos professores, alunos, gestão do Centro Educacional Logos Centro Educacional Logos 
O circuito literário é um sucesso!!


domingo, 7 de maio de 2017

Sob o véu




Por trás do fino véu enluarado
um encontro vertiginoso, 
um encontro de amor
sob o véu enevoado.

Uma paixão imortal
o desejo que não cessa
toda vida a pensar no ser amado
a se transportar além da terra.

Uma vertigem
ruptura da realidade,
Apenas um sonho 
Sob o véu da eternidade.

Sob esse manto sagrado
amar sem nenhum obstáculo.
É só dormir, sonhar
fiar abraços,tecer insanidades.

Encoberto de pó de estrela,
No véu do sonho, tocar as mãos,
a alma sentir no íntimo,
o ápice do prazer, propiciação.

Sob o manto sagrado 
não se pode desvirginar o tempo,
as estações desabrochadas ,
as muitas noites e manhãs.

E ao se desfazer o sonho
a alma amarga solidão,
Enleva-se ao mistério
e a boca implora
o beijo com gosto de hortelã.

Paula Belmino


quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

A utopia da palavra (Dica de Livro)






As cordas de meu coração vibram uma palavra 
a cantar o indizível.
E em silêncio ali escondida 

sentimentos mil ecoa

embora adormecida 
a gravidez da palavra  desponta:

Uma melodia viva de empatia
em tessituras mil,
os anseios do mundo.
Sons de pássaros  voam longe e aqui
nessa palavra absolta e gestante
a dar a luz
a iluminar os sonhos das crianças
e os anseios dos mais velhos.
Traduzindo perfumes de flores raras que já dormem
E germinar plantas novas.
Há uma palavra nas cordas do coração que encanta
E rompe o vazio de meu ego
Tornando linguagem plena, 
ali envolvente em mistérios,
no átrio do meu peito...
o amor.


Paula Belmino
.
Poema criado agora com inspiração nesse livro maravilhoso de Severino Antônio pela Editora Adonis que recebemos no #PoesiadoBem .



O livro faz um apanhado de poesia e reflexões sobre o uso da poesia como encantamento, como geração de vida, em que a palavra é fonte de expressão, mostrando que a linguagem é natureza e cultural, parte de nós, carne e sangue, a alma aberta a expressar e sentir. Assim a poesia que está em tudo se materializa no poema e nele abre constelações e multidão de sentimentos, e que por ser uma explosão, bem mais que inspiração o poema necessita de silêncios para conversar conosco, além do que mais que ouvir e ler é necessário conhecer e conviver com os poemas.
De maneira magistral o autor dispõe em sua fala o quanto somos necessitados de poesia para viver, afinal somos inteiramente linguagem desde a nossa formação, retomando a própria formação do homem no Édem.
Severino Antônio escreve com sutileza e sonho, permeia por canções e poesias citadas em cada capítulo abrindo a  visão e a alma, levando a gente a pensar no quão importante é ver a poesia em todos os lugares e dela retirar a palavra utópica, usual, mas que transforma, modela, cura e faz sonhar.
Um livro para ler devagarinho saboreando cada frase  e sentindo a fundo toda magia que a palavra poesia gere em nós, no que diz o escritor a raiz da palavra é a poesia.
Ainda no livro reflexões de como o poema é produzido , arquitetado , ou numa criação mágica que mesmo assim em assombro se faz , e necessita de estudo, de uso de pensamento lúdico, e de que o poeta não procura em uma relação adjetivos que o componha, a não ser se muito ruim o poema, mas que sente primeiramente a poesia da vida a ser assim linguagem que mora ali dentro de si e invade a quem ler.

Com apresentação de Rubem Alves que cita dois tipos de livros: primeiro os livros que são lidos e os são lidos para sempre, e segundo os livros que são raros, nunca terminados pois a gente ler e retoma, sempre ler outra vez, e foi isso mesmo que senti ao ler esse livro: A utopia da palavra .Educação, linguagem e Poesia: Algumas travessias, eu li, reli, comi e me alimentei, e senti fome , sede de atravessar com o autor por novos campos da palavra e do sentimento que a poesia nos traz.
Estou simplesmente apaixonada pelo livro e aconselho a qualquer educador, poeta e amante das letras a fazer o mesmo: Voar no livro!

Mais sobre o livro:



Constelarmente pensada e escrita, esta obra-tessitura, de diálogo com muitas vozes, tem agora uma nova edição, ampliada.
À primeira edição, há muitos anos esgotada, acrescenta-se um novo prefácio, de Regiane Rossi Hilkner, e uma quarta parte, “Diálogos de criação”, com textos que dialogam com diferentes autores e obras.
Hoje, mais do que antes, suas teses centrais permanecem vivas: a concepção da poesia como raiz da linguagem e utopia da palavra, e a necessidade de poetizar o pedagógico, como campos primordiais da recriação de sentido e do reencantamento do mundo – questões vitais de nosso tempo.
  • Preço de capa: R$50,00
  • ISBN: 978-85-7913-311-4
  • Ano: 2016
  • Edição: 2ª
  • Número de páginas: 190
  • Formato: 15,5 x 22,5cm
  • Escritor: Severino Antônio
  • Classificação: Formação