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domingo, 23 de junho de 2019

Ser mãe me deu sentido pra viver


Antes de ser mãe de Alice, perdi um filho,e quase perdi a razão de viver, mas lutei, fui sobrevivendo ao luto dia após dia, e como já contei aqui, quando achei que tudo ia passar, eu sofri um acidente que me impossibilitou de andar, de ser mãe, devido as sequelas, mas por teimosia engravidei, um milagre, o sonho de fazer real o desejo de ser mãe.
Ao ver a Alice , seus olhos me deram motivo para viver, para tentar ser melhor.
Tudo que eu faço é por ela, minha vida, meu trabalho, minha poesia.

Ser mãe me ensina a cada dia a ser mais paciente, a superar meus limites físicos e psicológicos. Quando me descobri mãe, esqueci meus problemas, meus medos, mesmo cheia deles, tentando ser mais confiante, sabendo da fragilidade de meu coração, de minha mente intranquila e cheia de traumas.




Ser mãe me faz evoluir, crescer, absorver conceitos e reinventar-me, tomar partido e posição, me colocar à frente de meu tempo, do espaço em que vivo para ser abraço, olhar, sorriso, palavra .
Com isto não digo que sou uma mãe excelente, pelo contrário, erro muito, por vezes magoo, mas eis ai a dualidade de ser mãe, bicho errante, que mais aprende com o filho, e pede perdão, sabendo não não ser heroína, e sim uma eterna aprendiz.


Ao ser mãe ficou para trás meus desejos de juventude, que demonizavam meu espírito, sempre à procura de um amor inventado na minha memória, e s[o quando mãe  percebi que ao nascer a Alice, o amor verdadeiro estava em mim,  pulsando agora fora de meu coração. Um amor para vida inteira, que me fez deixar o luto, a lágrima, a saudade de um filho morto,
para ser mãe de um anjo que  agora pousa a mão em minha mão, um beijo em minha face, o brilho de seus olhos nos meus. Ao ser mãe eu renasci, ressuscitei de dentro para fora.

Paula Belmino



Esta é minha participação na Blogagem Coletiva  Projeto: Na Casa Da Vizinha – Blogagem Coletiva uma iniciativa de Cris Philene e Tê Nolasco

domingo, 7 de outubro de 2018

Estrela Distante


Bem longe, 
a voar pelo universo
os olhos buscam 
alcançar uma estrela 
para iluminar a alma vazia
de quem perdeu seu par.

Viaja pelo espaço 
o ser celestial,
anjo das auroras e alvoreceres.
A outra alma, cá na terra
vaga no olhar
em plena escuridão 
como quem procura uma fagulha 
para ao encontrar 
se fazer luz outra vez
na alma desse anjo alado.

Quando o sonho se esvai
a lembrança remanescente
é amarga ferida
é saudade.
E só  quando o anjo se faz aurora
a alma solitária 
recebe o consolo de 
um canto.
Seria anjo
ou pássaro?
Um sussurro, um afago dentro do peito diz:
"- A dor da ausência se ameniza 
na esperança de que as almas se reencontrem 
sob o céu de uma noite estrelada. " 

Paula Belmino 


Hoje meu filho se tivesse nascido vivo faria 14 anos.
Um dia eu e ele nos reencontraremos junto à sua irmã Alice.

Augusto Rômulo  é anjo de luz, de auroras e alvoreceres
é estrela!

sexta-feira, 6 de maio de 2016

M de Mãe







Certo dia minha filha me perguntou:
- Mãe porque tem um "M" escrito na nossa mão?
Pensei e respondi que eram nossas digitais, linhas de nossa vida, destino para alguns que creem , talvez apenas marcas.
Fui repensar e ao dormir meditei: O "M" desenhado em nossa mão é sinal escrito, é a letra sagrada da palavra Mãe.
Um "M" de mãe
De maestria perfeita
De Maior Amor!
Na palma da mão , a mãe marcada com sangue , por Deus pincelada para nunca apagar-se de nossa vida.
Mãe é verbo bendito, escrito em linhas e formas de paz
É selo no coração,
É milagre o "M" da nossa mão.
Mãe que é para muitos filhos enquanto que muitos filhos não o são para uma mãe, como diz o ditado: mil filhos não valem uma mãe, pois que mãe é raro valor, é inestimável presente, é segredo relavado e doado de Deus para nós.
Então só poderia ser o "M" da palma da mão, a marca, o sinal, a anunciação, que  mãe é eternidade, amor em pronunciação.
O "M" escrito na nossa palma é o retrato de nossa mãe.
É mãe a mão que acarinha, embala, oferece o pão.
A materna mão que ensina, que levanta do chão quando caímos, que está sempre aberta para nos abençoar.

O "M" da nossa palma é com certeza um sinal de mãe, que ama , afaga, faz cafuné, e nos enche de amor num toque de mão.


Paula Belmino


A pergunta da Alice e nossa inspiração vem do lindo livro de Eloí Bocheco que eu não canso de indicar aos amigos e falar aqui que vale muito a pena ler, nele há uma história de amor entre mãe, filha e avó, e lá são retratados brincadeiras com a mão, amor, afeto, lembranças
O livro "Tua mão na minha " trás uma linda citação de brincadeira com as mãos que é mesmo uma relação afetiva que diz que nas três linhas ponho tua mão na minha mão, ou seja o amor escrito, a alma de um filho na mão da mãe, e para nós com certeza o registro para que nunca venhamos esquecer o retrato sagrado, o maior significado do que é nossa mãe.
Sendo apaixonada por este lindo livro: Tua mão na minha, não poderíamos deixá-lo de fora de nosso ensaio comemorativo às mães, portanto as belas imagens inspiradas no conto pela fotógrafa Naline Joele, e com a parceria da Lecimar 

Para adquirir o livro:



Créditos

 Alice usa
Vestido Lecimar
Sapatilha Pé com Pé Calçados

Eu suo
Vestido Lecimar
Sapato Usaflex

Fotografia de Naline Joele Fotografias