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sábado, 4 de maio de 2019

Natureza Revelada (Missão Polícia Mirim)







Eu quero ser a criança
solta na natureza
inundada de leveza
 e pé no chão
a descobrir as riquezas
da minha terra
aprender a geografia do lugar
com todos os sentidos
saber mais que olhar
e reconhecer-me parte da paisagem
saber preservar..
Quero ser, sempre criança assim,
de delicadeza impregnada
conviver com muitos amigos
aprender com eles a amar,
 respeitar, ser valente
ser veloz, 
sempre pronto a ajudar.
E quando um amigo não puder
Caminhar, ou  algo realizar
eu a mão estender,
ter  um ombro amigo
sempre apto para apoiar
braços fortes para o carregar.
Juntos, eu criança e meus amigos
Uma família unida
aprendendo a ser feliz
 no silêncio dos dias
onde só pássaros cantam
 e as gargalhadas dos meninos
se fazem ouvir.
Nós todas crianças soltas
a correr de pé no chão
 o rio da vida percorrer
sinuoso como é
nosso caminho,
mas que nos traz a direção
frente, em frente sempre
 ao bom futuro trilhar,
de mente aberta , 
completa de valores
brincar, estudar,
correr, pular, saltar
no rio
 bem fundo de boas novas
 mergulhar,
em águas de bem querer
a boa paz provar.
Eu quero sempre ser criança
pura assim, como as águas da chuva
florescendo vida e alegria
e em toda sorte de bondade
fazer a minha habitação,
E  como esta natureza revelada
ser flor, rio, rocha,
a maravilhosa criação



Paula Belmino



Poema dedicado ao dia da Alice junto com os amigos da família Polícia Mirim que hoje visitaram em missão o  Cânion dos Apertados no município de Currais Novos RN, uma das 7 maravilhas do RN













Lá as crianças fizeram a trilha, atravessaram o rio, e a Alice por motivos físicos teve que ser amparada ( mais uma demonstração de respeito e empatia, generosidade) as crianças fizeram exercícios físicos com obstáculos, atividades de conhecer a geografia, hidrografia, e tudo mais que se deve saber aprender e valorizar para respeitar o meio ambiente.  



 O Geossítio Cânions dos Apertados está situado a 10 km, a SE, do centro de Currais Novos, na área privativa da Fazenda Aba da Serra, no leito do Rio Picuí, ao longo da Serra da Timbaúba.




Para conhecer mais:





terça-feira, 12 de dezembro de 2017

Os Girassóis de Van Gogh de Manoel de Barros: Um Clamor Pela Paz




Um girassol se apropriou de Deus: Foi em Van Gogh

Trabalhei com as crianças a obra de van Gogh e a poesia de Manoel de Barros
Como poesia não é pra se explicar, apenas expressar, sentir , e pela palavra explorar temas e sentimentos do mundo deixei que as crianças pudessem falar sobre o que sentiam com o poema que de início parecia ser algo difícil de se trabalhar com as crianças,mas e que temas devem ser abordados com elas, senão também as dores, o luto, as guerras, a questão dos refugados, dos órfãos, dos que não tem pátria e lar, nem pão e pouco menos amor?
Li uma vez:
"Os girassóis de Van Gogh", de Manoel de Barros
"Hoje eu vi
Soldados cantando por estradas de sangue
Frescura de manhãs em olhos de crianças
Mulheres mastigando as esperanças mortas

Hoje eu vi homens ao crepúsculo
Recebendo o amor no peito.
Hoje eu vi homens recebendo a guerra
Recebendo o pranto como balas no peito.

E como a dor me abaixasse a cabeça,
Eu vi os girassóis ardentes de Van Gogh."

Manoel de Barros

Dai pedi para me dizer o que sentia, que tipo de sentimento vinha sobre o coração deles.

No início disseram que achava que Manoel falava da solidão e da dor de Van Gogh, pois estudaram sua vida, a solidão no hospício, a maneira de retratar com a arte, como nas obras: Quarto em Arles


 Mas ai fui intervindo frase por frase, verso por verso, cada um lendo uma parte em voz alta com ritmo, e eu entonava como quem sofre e chora e quer dizer algo ao mundo, esmiuçando o que não se pode explicar, já que poesia  não precisa de razões para falar de sentimentos, por si só é todo sentido, no entanto como crianças ainda imaturas precisava instigar, e ir além do senso comum, criar espanto e assombros.


Para eles chegarem a essa compreensão e interpretação fui intervindo tipo: 
O que vocês acham que significa soldados cantando por estradas de sangue? Seria um canto de felicidade? 

Até um dos meninos dizer: ele canta de gratidão porque ficou vivo.
 outros disseram: Os soldados cantam em meio ao sangue dos mortos na luta, mas de tristeza, e também para agradecer pois conseguirá voltar pra casa.

E de novo eu indago: E o que dizer sobre frescura de manhãs em olhos de crianças? uns de inicio achavam que é porque as crianças tem frescura , ela achava que frescura era birra, fazer bico, até  ir no sentido da palavra frescura de fresca, limpa, de bom clima, até ai entenderam e disseram:

"as crianças são tão puras que nos seus olhos mostram isso, amor, vida, um ar de alegria como o dia que nasce. " Jamilli

E ai depois que entenderam que falávamos de guerra e da luta pela paz, das dores do mundo saíram frases assim:

"As mulheres mastigam esperanças mortas pois não verão seus maridos, remoem seus pensamento, seus sonhos" Hellias

Eu mais uma vez desafio:

Que homens receberiam a guerra?

Eles:
Os que matam todo dia!
Os que faz violência por pouca coisa.
Os que tem ambição!


E por fim:

Mas será que Manoel de Barros via a obra de Van Gogh, ou seria uma plantação de girassol?

Depois que eles puderam compreender que antes de Van Gogh usar as cores suas obras eram muito escuras a só quando ele foi para Paris conheceu o Impressionismo ele começa usar a técnica de luz, cores, principalmente o amarelo

Uma aluna me diz:

"Ele queria dizer que mesmo na dor com a cabeça abaixada a luz podia aparecer. Maria Eduarda"


Ele falava da guerra, da dor das mães sem filhos, dos que perdem seus pais, a esperança, mas mesmo na dor de repente surge a luz. Maria Clara, Maria Luiza

E por fim:

Só pode nascer uma flor pra provar vida né tia? Ryan

E Eduarda me diz:

Mesmo na guerra há a busca pela paz!


E ai eu entendi Manoel de Barros:

"e, como a dor me abaixasse a cabeça,
eu vi os girassóis de Van Gogh.

Assistam eles recitando e mostrando as artes deles:



Me espantei de alegria e gratidão!

Além de Van Gogh as crianças também fizeram releituras da obra de Tarsila do Amaral




Paula Belmino


terça-feira, 24 de outubro de 2017

Poesia para educar com empatia





E na escola também teve homenagem pra Ângela Lago.
Foi muita emoção e carinho, as crianças já tinham lido A festa no céu, a flauta do tatu, além de ver as ilustrações dela no livro Nas asas do Haicai de Sônia Barros pela Aletria  do qual ganharam rica inspiração para construir seus haicais e desenhos e eu não poderia deixar esse registro em vão.

Falei sobre a morte da autora, ilustradora e grande artista com sensibilidade, mostrando a eles que é preciso amar o terno, as pessoas que nos transforam por meio da literatura e da arte.

Eles também puderam conhecer O bicho folharal da Editora Rocco e brincar com o macaco e a onça cheia de cismas

Infelizmente eu não tinha o livro: O caderno do jardineiro mas levei impresso este poema: 


Árvore Vergada e depois de ler e ouvir várias vezes as crianças interpretaram oralmente o que sentiam, expliquei que não era para escrever o que o autor quer dizer, mas o que eles sentiam, e assim escreveram o que sentiam! 

Enquanto liam e refletiam, internalizavam os sentimentos e desdobravam a expressão na arte de fazer as flores de papel em homenagem à Ângela Lago




É a escrita com funcionalidade com expressão, viva, escrever para dar razão , registrar os momentos e sentimentos, deixar a alma falar.

As crianças falaram e escreveram sobre vida, sobre o tempo que passa, a saudade que ela sentia de si mesma, do colo do de sua infância, que de repente a vida passa e voamos.
O que mais me comoveu foi ler do aluno João: 



"Parecia que ela nos contava histórias aqui na nossa frente e de repente morreu, logo ela era tão querida. "
Compreendi que ele sentiu muita saudade e o medo de nunca mais ouvir as lindas histórias de Ângela, coisa que não deixarei acontecer , pois lerei sempre e sempre com novas releituras sua obra tão rica.




As crianças criaram seus poemas  escreveram nas folhas das flores de papel crepom:

Ângela virou flor!
Ângela Lago do amor!
Ângela voou!
Virou estrela no lago que brota amor.
Ângela é estrela no céu com o anjo Gabriel etc...

Uma festa pra ela sempre eterna.

Ainda vimos a biografia dela, e pudemos em matemática trabalhar a linha de tempo de sua vida, de sua obra.
Mas além de dar conteúdos quis trazer a humanização, a sensibilização, a empatia, para que as crianças possam se colocar na alma do outro, no lugar do outro e
 não construir robôs que saibam apenas calcular e elaborar conceitos, mas  educar para a sensibilidade , a ser mais  humano e apto a se voltar para as dores e alegrias do mundo.

Vejam  e se inscrevam no nosso canal:

quinta-feira, 20 de julho de 2017

Café com Leitura Na Escola Angelita Félix Bezerra




Café e Poesia
A poesia diária

Como bebida degustada 

Alivia a dor
trazendo pleno prazer e
alegrias.

É bálsamo, remédio, afeto.

Na alma se misturam os sentimentos 

À primeira hora
O café, o amor
Traz à vida sabor.

Em todo tempo se busca o sentido 

E realização ao

Prazer incontido.
Pra beber devagarzinho

A paixão aos goles, 

em burburinho.
Alimentando a boca e a alma:
_Um café, um poema, e muito amor por favor!!


Paula Belmino


*Poema inspirado no projeto literário Café com leitura realizado pela Escola estadual Angelita Félix, do qual pude participar recendo carinho em forma de apresentações dos jovens lendo e trabalhando alguns poemas de minha autoria no livro: Bem Poesia pela Editora Delicatta
Na ocasião houve a reinauguração da Biblioteca Câmara Cascudo que fica na escola aberta em tempo integral, e deve ser a fonte que alimentará a alma dos leitores, a bebida, a inspiração para seus deleites poéticos.

Com a presença da comunidade, professores e gestão os alunos pude falar um pouco da delícia que é se alimentar de poesia, sendo ela vida, e a palavra encarnada que gera transformação, reflexão. Em minha fala incentivei os alunos a continuar lendo, a viver a poesia em sua totalidade não apenas para distração ou estudo, mas sim para refletir, educar para a sensibilidade e humanização. Uma poesia viva, que na leitura diária, é café, é pão, alimentando a alma e nutrindo os sentimentos.



Meu poema Roda vida

Poema Bolhas


Pude também autografar alguns exemplares para professores e amigos e dar uma entrevista à RPTV












E com apoio da amiga Deborah Matt que está sempre semeando livros , recebi alguns exemplares que destinei no mesmo dia à biblioteca Câmara Cascudo, na escola, para enriquecer o acervo e prover inspiração ao público leitor!



Uma tarde maravilhosa entre os amigos, conversa, café e leitura:
A verdadeira poesia!!!

Para adquirir meu livro pelo site


Ou entra em contato que envio via depósito.