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sábado, 15 de julho de 2017

O menino azul







O menino azul

O menino azul
gosta de adivinhar o tempo
assobiar passarinhos
engatinhar com os bichinhos
e colher borboletas.
O menino azul é todo alegria
seus olhos ativos
duas avelãs a saltar no riso.
Verte os mais belos encantos
seu cheiro suave acorda as manhãs.
O menino azul brinca o dia inteiro
o que mais gosta é apontar estrelas
murmurar ao vento
fiar poesia
descobrir a vida a engatinhar
em seu pequeno caminho.
O menino azul é pleno céu de primavera
quer só mil abraços
e as estrelas mais belas
voar de avião, brincar com as nuvens,
cantarolar e ouvir histórias que lhe ensinem o amor.
O menino azul
é como um pequeno pássaro livre no ninho
que logo cresce e bate as asas
e se mistura ao céu num longo voo
Todo azul, um amor de passarinho
em busca da flor,
ou de alguma estrela que se encantou.

Paula Belmino





Essa poesia vai para meu sobrinho-neto Bernardo que veio passar as férias conosco e hoje já retorna á Goiás deixando muita saudade!!!

segunda-feira, 24 de outubro de 2016

Sapo Julião






Cansado de tanto pular
O sapinho busca água
Busca onde se esconder
Quer  um lugar pra se refrescar!

No calor só a sombra do catingueiro
O sertão a fumegar
Julião quase desfalece o dia inteiro
E de carona vai pra cidade passear.

Pula ali, pula aqui
Vai de calçada a jardim
Em busca de felicidade.
Julião só precisa de um cantinho!

Quer comer moscas 
Quer insetos provar
De flor em flor a namorar
Um pouco de água pra sede matar.

Ah! pobre Julião
O brejo ressecou-se
A lagoa não existe mais
A água ali já se foi.

Falta chuva no sertão
Nem cantar pode mais o probre Julião.
Quer brincar, quer coaxar
Quer  no riacho ao fim da tarde nadar.

Vive sedento de água fria.
E eis a ideia se disfarça de pedra
E no vaso de planta se enfia.

Fica no jardim da menina Alice
Ali disfarçado entre as folhas de comigo-ninguém-pode
Aproveitando a água que rega a planta pra sobreviver
Vai esperando o inverno
E com a menina a brincar de  poesia
Anseia que volte a chover.


Paula Belmino

Poesia bem real, aconteceu aqui no nosso jardim, e eu que tenho fobia de sapos quase morria se não fosse o primo Milton pra tirar do vaso, coitado. E pra me redimir e pedir desculpas, crio essa poesia aqui. E eu que  nunca imaginei que faria um poema com sapos,!
Pra ilustrar a foto do meu sobrinho neto Bernardo lindo, usando roupinha de estampa de sapo, ou vocês acreditavam que eu tinha coragem de colocar um sapo de verdade aqui? Hehehehe