Mostrando postagens com marcador natureza. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador natureza. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 8 de maio de 2020

Os bicos das aves.





Quando Deus criou as aves
Um bico, para cada uma inventou:
Bico pequenino para pássaro comer sementes,
Bico oscular para o belo beija-flor.

Fez também bicos curvados
Fortes, para a águia e o gavião
Aves rapinantes
A dilacerarem bichos do chão.

Cada um com sua função:
Bico-lanças das garças para pescar,
Carniceiros como o do urubu
E bicos de pato e flamingo para filtrar.

Desde o bico do pica-pau a quebrar madeira
 João-de-barro a construir casa,
Até o bico da colorida arara
dentro da árvore a buscar sementes e larvas.

Criou Deus bicos diferentes
Tudo belo e singular.
O do tucano, bico frugívoro
Para com frutos o alimentar.

Furtar-cor, e grande o bico
Destaca-se entre as aves.
Tucano quando bate asas,
Leva no bico, o pôr do sol pelos ares.

Paula Belmino 

Minha sobrinha me enviou essas imagens la de Goiás, me deu tanta saudade de ver essas belas aves, que criei este poema.

segunda-feira, 13 de abril de 2020

Caçadora de Borboletas






Acordo cedo com o canto do galo no quintal, e os passarinhos fazendo festa em minha janela. São pequenos pardais e colibris, rolinhas e pombos a rulhar, quem sabe um galo de campina desgarrado de seu bando, numa melodia afinada a chamar o sol.
A luz chega ao meu quarto, entra pelas frestas das portas, e das janelas, e por cima de meus olhos, abre as fendas de uma noite em pesadelo ou ansiedade. A luz e a cantoria da passarada iluminam minha alma e me convidam a ir para fora.
Escorrego-me entre os lençóis, espreguiço-me ainda cansada, piso o chão com firmeza de quem sabe está tudo bem, apesar do caos dentro de si. E com a alegria de viver a primavera, arrasto-me para sair da penumbra.
Jogo água nos olhos cansados, e aperto-os bem, é preciso abrir a visão para o que me espera logo ali. Ponho os óculos e saio, e eis que no quintal a pequena Buganvília florida, sobre ela apresenta-se um gracioso balé de flores a dançar com o vento a se abrirem às muitas borboletas, umas estampadas, outras bordadas, amarelas, alaranjadas, pretas e brancas. É quase impossível dizer qual delas é a mais bela.
 O sol queima minha face, esquenta minha cabeça, mas o vento da manhã refresca a minha alma e me perco ali, a voar com as borboletas, leve e feliz.


Esvoaço-me com asas de sonho, enxergo as cores e as formas das flores, em contraste com o céu azul claro, um quadro mágico que pincelo, enquanto me imagino ser o fruto seco no galho, onde o pequeno pássaro alisa sua asa. Já não sou mais eu, sinto-me também ser fruto,  e de repente, já sou ave.
Devaneio, ora sou folha a farfalhar no telhado, ora sou ave a piar, sou vento a dançar e também sou a cor azul



Fecho os olhos por um instante, como quem não quer acordar do sonho,e ao abri-los prendo a atenção  no pistilo da pequena flor que se abriu. Está ali o que mais me torna feliz: a borboleta a brincar de ser flor e folha a voar, beija e ama, esvoaça e pousa. Leve bailarina de vestido colorido a enfeitar o jardim.


Só assim o dia amanhece, e me despertam passarinhos, galos de campina e a luz da manhã. Canta dentro de mim o terno sonho de ser como as borboletas, leves e livres. Por  isso vou à caça delas todas as manhãs onde meu olhar cansado pode avistá-las, mesmo tendo a certeza que as almas das borboletas  sempre se acasulam em mim, e quando o sol rompe a aurora, elas abrem as asas e fazem panapaná para sair por entre meus olhos de volta ao jardim.

Paula Belmino


domingo, 8 de setembro de 2019

O Vestido de Bolinhas da Maria Percevejo



Maria percevejo
foi sua prima encontrar
à sombra da goiabeira
toda arrumada para passear
esperou na porta
a prima lhe receber
Maria Fedida estava lá dentro
sem saber o que fazer.
enfeitando-se toda
para arrumar um casamento
mas qual roupa serviria
para aquele belo momento?
E indecisa com o que vestir
pediu ajuda à percevejo Maria.
Maria percevejo
que é de moda entendida
logo se pôs a ajudar
Fez para Maria Fedida uma saia igual a dela
e uma blusinha de Poá
e agora Maria Fedida desfila
embaixo da goiabeira
o amor a procurar,
toda bela e faceira
com certeza, um marido vai achar.
Já a Maria percevejo
continua na janela da sua casa
à espera de um besourinho
Todo pintado de bolinhas,
Como  é o seu vestido.
Espera com paciência
um besouro divertido
para com ela família formar
e todos os besourinhos
vestidos de bolinhas,
felizes os percevejinhos
brincarão entre as flores do cajueiro
e juntos,
a família percevejos  bolinhas
o amor vai desfrutar.




Paula Belmino



Encontrei o besourinho hoje na porta da casa fui pesquisar sobre ele e criei esse poema com inspiração nesta espécie
Pachycoris torridus A espécie é Pachycoris torridus (Pachycorinae), conhecido como percevejo-do-pinhão-bravo, único percevejo de importância econômica, atacando culturas como cajueiro, goiabeira, laranjeira, mangueira, pinhão e sobretudo a aceroleira. Os padrões de cores e manchas podem variar muito e eles demonstram cuidado maternal.



domingo, 7 de julho de 2019

Agradecer




Aos céus se ergue
estendidos braços,
humildes,
os galhos

envoltos de flor.
Pintam o azul celeste
de rosa e verde, de amor. 
cresce, floresce,
celebra a vida
em alto azul
O jasmim manga rosa
pincela o céu 
como quem clama
a vida colorida
para não perder a esperança. 
Agradece a flor rosa ao céu 
que dele a  busca a paz 
nunca se cansa.
.
Paula Belmino 


Este vai para cada um que sabe mais que ver, olhar , transver e a natureza perceber como exemplo de simplicidade para nós. 
Em especial o post vai para a amiga Chica do Céus e Palavras, que me ensinou a sempre olhar os céus

sábado, 4 de maio de 2019

Natureza Revelada (Missão Polícia Mirim)







Eu quero ser a criança
solta na natureza
inundada de leveza
 e pé no chão
a descobrir as riquezas
da minha terra
aprender a geografia do lugar
com todos os sentidos
saber mais que olhar
e reconhecer-me parte da paisagem
saber preservar..
Quero ser, sempre criança assim,
de delicadeza impregnada
conviver com muitos amigos
aprender com eles a amar,
 respeitar, ser valente
ser veloz, 
sempre pronto a ajudar.
E quando um amigo não puder
Caminhar, ou  algo realizar
eu a mão estender,
ter  um ombro amigo
sempre apto para apoiar
braços fortes para o carregar.
Juntos, eu criança e meus amigos
Uma família unida
aprendendo a ser feliz
 no silêncio dos dias
onde só pássaros cantam
 e as gargalhadas dos meninos
se fazem ouvir.
Nós todas crianças soltas
a correr de pé no chão
 o rio da vida percorrer
sinuoso como é
nosso caminho,
mas que nos traz a direção
frente, em frente sempre
 ao bom futuro trilhar,
de mente aberta , 
completa de valores
brincar, estudar,
correr, pular, saltar
no rio
 bem fundo de boas novas
 mergulhar,
em águas de bem querer
a boa paz provar.
Eu quero sempre ser criança
pura assim, como as águas da chuva
florescendo vida e alegria
e em toda sorte de bondade
fazer a minha habitação,
E  como esta natureza revelada
ser flor, rio, rocha,
a maravilhosa criação



Paula Belmino



Poema dedicado ao dia da Alice junto com os amigos da família Polícia Mirim que hoje visitaram em missão o  Cânion dos Apertados no município de Currais Novos RN, uma das 7 maravilhas do RN













Lá as crianças fizeram a trilha, atravessaram o rio, e a Alice por motivos físicos teve que ser amparada ( mais uma demonstração de respeito e empatia, generosidade) as crianças fizeram exercícios físicos com obstáculos, atividades de conhecer a geografia, hidrografia, e tudo mais que se deve saber aprender e valorizar para respeitar o meio ambiente.  



 O Geossítio Cânions dos Apertados está situado a 10 km, a SE, do centro de Currais Novos, na área privativa da Fazenda Aba da Serra, no leito do Rio Picuí, ao longo da Serra da Timbaúba.




Para conhecer mais:





quinta-feira, 14 de março de 2019

Bom Dia Poesia Todo Dia



A poesia enleva
encanta a alma,
o espírito eleva.
É ponto de luz
é palco e passagem,
travessias,
um mar de sentimentos
desaguado na alma da gente.
A poesia é plano,
é sonho do inconsciente
ou uma verdade a pulsar
a fantasia inocente,
anjo a voar.
A poesia é arte, 
palavra a nos curar.
Gera vida,
gera um novo ser
humanos em construção
para sermos melhores
e aprendermos  amar.
A poesia se instala 
e o coração restaura.
Poesia não precisa entender
 não tem explicação
a poesia é segredo revelado
é utopia, uma verdade sem razão
Poesia é o silêncio
da  alma  ganhando voz,
poesia é leveza,
movimento dentro de nós

Paula Belmino


No dia nacional da Poesia hoje 14 de março comemorando pelo aniversário do poeta dos escravos Castro Alves,  assim como em todos os dias dedico meu tempo a ler para as crianças poemas, cantigas, contos, mas me perco nos versos de autores clássicos e contemporâneos que amo como Roseana Murray, Eloí Bocheco, Manoel de Barros, Mário Quintana, Drummond, Cecília Meireles, Cora Coralina, José de Castro, Lalau, Fernando Pessoa entre outros

Algumas ações do dia de hoje na Escola:
Iniciei a acolhida ainda na fila lendo para as crianças o livro Cantorias de jardim de Eloí Bocheco pela Paulinas Editora



Teve aula de leitura com a professora Vitória Lópes no Projeto Aprendendo com a poesia de Pablo Morenno


E na casa da vovó
Todo dia é dia de poesia, de leitura








domingo, 17 de fevereiro de 2019

Francisco .O caminho das Flores



Uma história de amor
de um homem que foi tocado pela luz.
Francisco era um jovem sonhador, amava cavalgar, rico e cheio de  objetivos, sonhava se tornar um grande cavaleiro, mas os horrores da guerra o fez viver momentos de grande tristeza, preso por dois anos , Francisco adoeceu e ao retornar para sua casa já não era o jovem sonhador de antes, no entanto em meio à natureza Deus o chamou para ver a beleza de sua criação.



Francisco aprendeu a amar as flores, as árvores, os animais, e chamava sol, lua de irmãos.
Outra maravilha de suas ações foi deixar seu lar, sua riqueza para servir aos pobres, levando a mensagem de Cristo, sem medo de se aproximar dos leprosos e dos mais fracos.
Até dos lobos ele se tornava irmãos.
Francisco é conhecido pela igreja católica por São Francisco e deixou um legado de amor e paz, de incentivo ao fazer o bem.


Essa leitura nos chama atenção para as pequenas coisas, para nos mostrar que somos na terra servos, para fazer o bem ao próximo, que é o primeiro mandamento: Amar a Deus sobre todas as coisas e ao irmão como se fosse a nós mesmos.


Em cuidar dos animais e da natureza Deus se revela em nós, nas nossas ações de humanidade, e além de cuidar do meio ambiente, se colocar no lugar do outro, do próximo, amando cada um na sua diferença, se tornando iguais perante Deus.



Por aqui a gatinha deu cria, 4 gatos, que vieram mortos, apenas um vivo, mas que ela ainda não sabe ser mãe, deixa o bichinho com fome, a vovó Cicera, e os netos o alimentam com conta-gotas, dão carinho, embalam em panos e por vezes passam horas acarinhando a mãe para que fique perto do filhote e o amamente: Isso é amar as criaturas de Deus assim como fez Francisco.


Um livro para trabalhar empatia, cidadania, e valores e toda a sorte de poesia que há em fazer o bem.

Vejam mais:



Para comprar o livro Francisco, o caminho das flores de Monique Morgillo pela Paulinas Editora basta entrar no site:

https://www.paulinas.org.br/loja/francisco-2

sexta-feira, 21 de dezembro de 2018

A arte de se viver bem





É a arte de se viver bem a vida...
Esse florescer constante, mesmo em meio aos espinhos
E na primavera desprender-se, permitindo-se semear novos brotos  das flores e sementes levadas pelo vento, ou no bico de qualquer ave.
E passado o ciclo, em pleno verão ardente, deixar-se ressecar, sem nunca morrer, lutar, ser resistência.
No verão o que poderia ser calor e sequidão, pode ser facho de luz e saber se valer de todo sol, de toda a energia, para com paciência esperar pela chuva, que vem, rápida, temporal, lavando tudo, adubando para a sorte, nas  águas que saciam e fazem perene a vida.
A primavera nunca morre, abriga-se na terra, e sabe que em breve volta em  flores  renovada, para noutro tempo serem colhidas, como deve ser também, o saber viver...a resiliência, seja primavera ou verão.
A natureza nos dá o conselho:
Para se viver bem a vida, é ser como a natureza deixar-se plantar, semear, renovar-se nas águas do amor, e alimentar-se de luz, para saber ser flor, e fruto, ser luz.
A primavera nos dá adeus, e inicia-se hoje mais um verão cheio de luz.
Aproveitemos para aproveitar cada segundo que a vida e a natureza nos oferece e tiremos dela as boas lições.



A Dedeka traz na linda campanha Primavera/Verão 2018 Trilhando Aventuras roupa de banho com conforto e fator de proteção solar UV-A, UV-B, são camisetas com tecido em alta tecnologia que evitam que a criança fique exposta ao sol, vento e produtos químicos, e maiôs, sungas e biquínis com estampas florais, coloridas,  para as crianças aproveitarem todo verão com segurança e muita diversão.



Para comprar na loja virtual

https://www.dedeka.com.br/

quarta-feira, 28 de novembro de 2018

Vovô Ipê (Dica de Livro)






A história de hoje foi lida ao ar livre, em frente aos Ipês, na esquina da escola, para vivenciar e contextualizar com os temas trabalhados, as árvores e a primavera, a poesia de Eloí Bocheco que presenta o livro na capa e  de Manoel de Barros, o amor entre a família, para se movimentar e sonhar, para aprender brincando a ler e perceber que a leitura é um ato solidário, social,  e que pode ser feito em qualquer lugar.
As crianças foram ouvindo a história do livro Vovô Ipê de André Luis Oliveira pela Adonis Editora  e se imaginando ver o o personagem dessa história: O vovô Ivo que por amar árvores e ser alto como uma delas parecia mesmo o ipé. Vovó Ivo tinha um neto chamado João e ensinou a ele a brincar, subir em árvores e comer frutas do pé, cuidar da na natureza e do mar e sobretudo a ler. Sempre que podia o vovô entregava pedaços de papel com citações poéticas para João ler e um dia ao ser perguntado o motivo de ler aqueles versos de Manoel de Barros e Eloí Bocheco, ele respondeu que a gente ler para saber para onde vai.
As crianças compreenderam que os livros, a leitura nos transporta, a música, a arte, a natureza são exemplos para nós de usar a mente para viajar e nos transformar.
Após a leitura e roda de conversa as crianças ilustraram a história e escreveram o resumo do texto de acordo com a hipótese silábica de cada um.










Vejam mais: