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quarta-feira, 28 de fevereiro de 2018

BERNARDO É QUASE UMA ÁRVORE




Bernardo é quase árvore.
Silêncio dele é tão alto que os passarinhos ouvem
de longe
E vêm pousar em seu ombro.
Seu olho renova as tardes.
Guarda num velho baú seus instrumentos de trabalho;
1 abridor de amanhecer
1 prego que farfalha
1 encolhedor de rios – e
1 esticador de horizontes.
(Bernardo consegue esticar o horizonte usando três
Fios de teias de aranha. A coisa fica bem esticada.)
Bernardo desregula a natureza:
Seu olho aumenta o poente.
(Pode um homem enriquecer a natureza com a sua
Incompletude?)

Manoel de Barros


Alice está cada vez mais apaixonada por Manoel de Barros e desenhou o Bernardo, inspirado nas imagens do aplicativo Crianceiras para a poesia de  Manoel de Barros com o colorido dos lápis de cor CiS

E assim a gente vai vivendo a plena poesia com despropósitos como Manoel de Barros dizia

Alice lê, ouve , canta e toca em seu violão, recita e vai chamando os primos e amigos para também fazer parte do mundo das miudezas e da grandeza da poesia do poeta menino.

Ouçam e se inscrevam em nosso canal no youtube. Deixem lá seus likes! 

quinta-feira, 27 de julho de 2017

Sonho








Sonho é alimento
é força na caminhada
é aquela luz no fim do túnel
o prazer da vida
o que move e sustenta.

Pelos sonhos a gente voa
e realizar o extraordinário
o inédito, o impossível.
O sonho é mola 
que nos move nesse desejo
de mudar e recriar  histórias.

Pelo sonho a gente luta
e sem ele não somos nada.

Há que se acreditar, ter fé
a esperança que nada mais é 
que a fagulha do sonho.
o que produz a necessidade.

Sonhando a gente trilha 
por caminhos inimagináveis
e quando se percebe
eis o sonho à mão
pra sentir, abraçar, comer, cheirar
a realidade aumentada
que nunca deixa de ser sonho
e no coração pra sempre se faz morada.

Paula Belmino

Eu sempre fui muito sonhadora, tipo José do Egito, e até amigos e irmãos duvidaram de mim e do quanto eu podia ir, fazer, realizar, mas nunca desisti de sonhar. Alice é prova de meu sonho real, minha vida, meus poemas, meu trabalho
Um dos sonhos que tinha era poder conhecer pessoalmente a Roseana Murray que embalou meus sonhos de infância com seus poemas e me acompanha na escola, por onde vou levando poesia. E um dia de repente o sonho criou asas e me levou até ela numa de suas visitas à Natal, além de poder ouvi-la, conversar, abraçar, pude estar com ela na inauguração da Biblioteca Roseana Murray em Parnamirim e dividir com ela e o escritor José de Castro, momentos ímpares que ficarão para sempre no meu coração;
Para Alice é um sonho sonhado comigo, ela nem sabia como se expressar ver perto dela a fada da poesia, a mão e a voz que embalava seu sono, seus sonhos infantis.
Eu até hoje não tenho palavras para dizer e explicar o que sonho, só sei que é preciso continuar sonhando e levando poesia às crianças, jovens, adultos, ao mundo, em pequenas doses e assim quem saiba eu possa ajudar tantos quantos queiram e sonhem em fazer o novo, a realidade mudar.

Alguns momentos ao seu lado:



Coquetel de inauguração da Biblioteca Roseana Murray


Com a querida Vera Vilela e Roseana


Com o querido autor José de Castro, Roseana Murray , professores e o grupo Semear Livros que é outro sonho para mim!



E agora ganho esse vídeo de Roseana , além de tantos poemas lidos, livres, emoções a se guardar e compartilhar para novos sonhos florescer.




Para ver na página da autora clica

quinta-feira, 20 de abril de 2017

Caiu na rede é... Poesia. Momento literário











Caiu na rede... não é peixe
É poesia que eu quero fazer
É pescar o mundo com as mãos
No livro voar ao ler
É ter o aconchego na rede
No balanço frenético do amor
Acalentando sonho,
nuvens, árvores, estrelas
tudo ali bem perto do coração.

Caiu na rede... é poesia
é ler aninhando 
no vai-vém de uma canção
na rima, no som, nos trocadilhos das palavras
 brincar ao ler com emoção
Vestir-se de poesia
o corpo todo na rede rendido
cheio de poesia que embala
que dá a infância o sentido

Ler na rede 
No chão
debaixo da árvore, 
sentado, deitado, pulando
de poesia em poesia
na rede pescando!

Paula Belmino


 Essa foi nossa aula ontem, um momento literário na rede embaixo das árvores do jardim da escola, fizemos um recital poético, onde as crianças liam em voz lata para os outros, de três em três, de dois em dois, depois liam todos, embalados na rede, no amor à poesia.
Aproveitei para inaugurar lá essa ação literária: Caiu na rede ... é poesia  aproveitando todo o contexto dos conteúdos trabalhados, no caso, a cultura indígena, levei alguns livros que falavam sobre índios como: Poeminhas da Terra de Márcia Leite , pela editora parceira Pulo do Gato
Cobra Norato de Eloí Bocheco
e Pitulú de Bê e Léo Maciel pela Aletria

As crianças depois puderam ler os livros da biblioteca que chegaram pelo projeto RoMaria de Livros e e se esbaldaram.

Vejam só:











Em comemoração ao dia do índio, falamos sobre a importância do povo indígena e a contribuição na língua, comida, artesanato. Li o poema Cadê o índio que tava aqui? De minha autoria, as crianças fizeram a reescrita do poema e surpreenderam na produção. Aliamos o conteúdo ao livro didático sobre a cultura indígena e o trabalho dia a dia, materiais e extrativismo. 
Aprendizagem significativa, lúdica e reflexiva.

Assistam:


quarta-feira, 19 de abril de 2017

Cadê o índio que estava aqui?


1,2,3 indiozinhos...
Na mata sozinhos
Viram a onça e correram
Na árvore subiram,
Lançaram uma flecha
E da onça fugiram.

1,2,3 indiozinhos...
No rio, valentes
Cantavam pra Tupã
E cada um com sua  lança
Levaram um peixe só.

1,2,3 indiozinhos na mata ...
Plantavam sementes,
Colhiam  frutas maduras,
Alimento somente,
E ervas para a dor.

1,2, 3 indiozinhos...
Dentro de suas ocas
Mandaram fumaça
Ao deus do amor
Para ele ser da floresta,
Sempre o protetor.

1,2,3 indiozinhos...
Com medo da gente branca
que novo modo de vida  impõe.
Índios  eram livres
e agora,
Para onde a tal liberdade foi?

1,2,3 indiozinhos...
Na mata sozinhos
Já não sabem lutar.
A floresta está escassa,
No rio peixes não há.
Da onça já nem sentem medo,
Onça já não se vê por lá!

1,2,3 indiozinhos...
Que tristeza que dá!
A cara pintada na luta,
O corpo coberto de roupas,
Do homem branco
A língua nova a falar.

A casa  era de palha
tijolos e areia cimentou.
E agora não mais livres
Para 1,2,3 indiozinhos ...
O apito silenciou.

Onde estão os indiozinhos
Que no bote nadavam?
A onça os levou?
Bicho homem sem dó nem piedade
Sua terra, sua língua, sua cultura,
Tudo do índio mudou!


Paula Belmino







 Bem mais que pintar as crianças de índios e sair por aí a cantar é necessário refletir sobre a cultura, a vida, a extinção de tribos inteiras e atentar-se para lutar com eles pelo direito de sobrevivência de sua própria identidade!

E para trabalhar com as crianças toda importância da cultura indígena para nossa sociedade deixo a dica do livro Poeminhas da Terra de Márcia Leite pela editora parceira Pulo do Gato Editora




O livro com ilustrações em traços delicados e cheios de natureza em perfeita harmonia homem e animais traz versos curtos ricos em palavras da origem Tupi, fazendo a gente refletir sobre a causa do índio em sua luta pela terra, pela natureza, pela própria sobrevivência.
Para as crianças uma maravilhosa maneira de falar sobre essa arte ancestral, sobre o descobrimento das palavras e de como nosso país foi tomado, deixando os índios à deriva
De maneira simples a escritora brinca com a cultura e a arte indígena levando ao prazer pela leitura e pela conscientização do meio ambiente e do respeito aos indígenas, além de ser um livro muito bom para alfabetização, não deixando de lado que mesmo o leitor bem fluente tem muito a aprender com o lúdico e a singeleza que este livro traz e o grande poder de reflexão nas entrelinhas.


Vai pra escola comigo e com outros livros que falam sobre a cultura indígena e as crianças vão amar com certeza!!!!

sábado, 18 de março de 2017

No meio da rua tem poesia










Se essa rua , se essa rua fosse minha
Eu plantava, eu plantava uma árvore 
Só pra ver, as crianças lerem livros
E debaixo dela todas alegres se sentarem.

Nessa rua eu semeava sementes
Música, encanto, arte e poesia
Seriam as pedras todas enfeitadas
Com amor, ternura e muita alegria.

Se essa rua, se essa rua fosse minha
Eu mandava, eu mandava adornar toda calçada
Com tapetes coloridos e macios e almofadas
E as crianças leriam livros em belas almofadas.

Nessa rua, nessa rua mora um sonho
Dentro dele uma semente de amor
A poesia da vida se mistura
E nos livros desabrocham feito flor.


Que se essa rua fosse minha
Todo dia se contava uma história
Adornada a rua  toda de cantigas
As crianças cirandavam guardando afeto na memória!

Paula Belmino

Essa foi nossa ação literária no meio da rua, na rua de minha mãe, na calçada da vizinha, com amigos e primos, e os livros recebidos do projeto RoMaria de livros, editoras parceiras e escritores que acreditam nesse meu trabalho de incentivo á poesia.
Quisera que a poesia morasse assim em toda rua!






Uma leiturinha em voz alta, porque é preciso ler para quem se ama:


segunda-feira, 13 de março de 2017

Meu Pé de Poesia






Meu pé de poesia
Onde sou pássaro no ninho
Flor adormecida
Desabrochando carinho
Fruto doce ao paladar
Alimentando a alma
Meu pé de poesia
Ar fresco
Sombra e calma.
Plantada nele ainda viajo
Sou borboleta nas flores
Perfumando sentimentos bons
Sutil natureza me invade.
Meu pé de poesia
Aqui nasço e renasço
Com raízes fortes que sustentam toda vida
Lendo e embalando-se em versos de paz
Meu pé de poesia me satisfaz
É doçura, encanto, natural de estado
Infância, livro e natureza
Meu pé de poesia é semente boa semeada
Árvore de ternura
Plantada na alma.

Paula Belmino


Nosso domingo foi assim com a presença da família e parentes vindos da capital, aqui as crianças subiram nas arvores, pegaram frutas do pé, correram e pularam. Quando descobriram como era fácil ficar sob à sombra do cajueiro acomodadas os livros vieram lhe inspirar, rendeu boas conversas, sorrisos e amabilidade. Um pé de cajueiro transformado em poesia e um mundo repleto de felicidade.

Vejam só:

Enzo e a mamãe Márcia leem Lindo de se olhar de Cecília Botana pela Editora Bamboblê


Fernanda encantada com o livro Esconde-esconde de maria Helena Zancan Frantz que nos presenteou com os livros de sua autoria para nossas ações literárias e claro não podia ficar de fora!


Clara lê : Meu reino por um cavalo de Ana Maria Machado, esse chegou aqui em casa pelo projeto RoMaria de Livros e uso para nossas ações


Hadassa e Ismênia leem : Dandi e a árvore palavreira de Ana Cristina de Melo pela parceria linda da Editora Bambolê




As crianças nas fotos iniciais leem outros livros chegados aqui pelas parceiras editoras e escritores que nos apoiam.

Vejam um momento de plantar poesia pela Alice aproveitem e se inscrevam em nosso canal :