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quarta-feira, 6 de março de 2019

Além das Cinzas







Esmorecem os dias
a vida passa
Dorme nosso corpo
E a alma voa
feito passarinho ansioso
em busca de novos vôos
outros caminhos.
Breve e cedo desaparece
sem deixar rastro de sua asa
pousada anteriormente sobre nós
de alegria e  sonho
asa  cheia de vigor.
Quando menos se espera,
envelhecemos
viramos pó, terra e cinza
e desaparecemos no infinito.
Refazemo-nos, no entanto
em vida eterna,
o celeste pássaro alado
vigoroso a voar pelo universo,
saído das cinzas do esquecimento
para brilhar com Cristo,
que há muito nos escolheu
para de volta ao lar
sermos com Ele herdeiros de Deus.

Paula Belmino



sexta-feira, 6 de abril de 2018

Siga a Luz



Caminhos verdejantes
ladeados de encantamento 
nem sempre são belos
nem sempre retos.
Há tropeços e obstáculos
desviam o pensamento
os sentimentos de retidão,
Os caminhos que nos chamam
e com vontade de alcançar o alvo
seguimos sem olhar para a trás
muitas vezes não se sabe o final
O que nos espera lá?
morte ou vida?
O que parece ser bonito de início
pode ser precipício.
A luz não se esconde embaixo da escuridão
siga a luz
sem olhar para os lados,
sem olhar para as flores 
que atraem o olhar.
Olhe para cima,
do alto vem a luz
e é de lá que o caminho brota para a vida
a salvação.
Olhe para a cruz, 
Siga a luz!

Paula Belmino

Uma canção de caminho, de olhar a luz, saber que caminho seguir, pela fé Ele nos atraiu para sua gloriosa luz!
Se inscrevam no canal e deixem lá seu like!


Esta é minha participação no Botando a cabeça pra Funcionar Nº 8






terça-feira, 6 de março de 2018

Poetizando E Encantando



Ainda estou aqui
esperando a luz
nessa escuridão.
E no meu devaneio
te vejo nu
ao meu lado
corpo colado
alma e espírito abraçados.

E quando de paixão 
juntos e pausadamente suspirávamos
o som do amor a ecoar
fazia a luz surgir
só pra resplandecer
dois enamorados ao luar.

Ainda estou aqui à procura,
alma gêmea escondida
na poeira de uma estrela
nessa nuvem que vagueia
no sal da fina flor da lua
onde, e o que restou?

O que fizeram de nós dois?
Onde nosso sonho definhou?
Ainda estou aqui 
sonhando acordada:
nós dois unidos 
num beijo doce de amor.

Paula Belmino


Essa é minha participação na blogagem coletiva da Lourdes no blog Filosofando na Vida
o objetivo é criar a partir de uma imagem sempre nova a cada semana um poema, um registro, uma forma de sentir e se expressar.

Para participar:

https://filosofandonavidaproflourdes.blogspot.com.br/

terça-feira, 12 de dezembro de 2017

Os Girassóis de Van Gogh de Manoel de Barros: Um Clamor Pela Paz




Um girassol se apropriou de Deus: Foi em Van Gogh

Trabalhei com as crianças a obra de van Gogh e a poesia de Manoel de Barros
Como poesia não é pra se explicar, apenas expressar, sentir , e pela palavra explorar temas e sentimentos do mundo deixei que as crianças pudessem falar sobre o que sentiam com o poema que de início parecia ser algo difícil de se trabalhar com as crianças,mas e que temas devem ser abordados com elas, senão também as dores, o luto, as guerras, a questão dos refugados, dos órfãos, dos que não tem pátria e lar, nem pão e pouco menos amor?
Li uma vez:
"Os girassóis de Van Gogh", de Manoel de Barros
"Hoje eu vi
Soldados cantando por estradas de sangue
Frescura de manhãs em olhos de crianças
Mulheres mastigando as esperanças mortas

Hoje eu vi homens ao crepúsculo
Recebendo o amor no peito.
Hoje eu vi homens recebendo a guerra
Recebendo o pranto como balas no peito.

E como a dor me abaixasse a cabeça,
Eu vi os girassóis ardentes de Van Gogh."

Manoel de Barros

Dai pedi para me dizer o que sentia, que tipo de sentimento vinha sobre o coração deles.

No início disseram que achava que Manoel falava da solidão e da dor de Van Gogh, pois estudaram sua vida, a solidão no hospício, a maneira de retratar com a arte, como nas obras: Quarto em Arles


 Mas ai fui intervindo frase por frase, verso por verso, cada um lendo uma parte em voz alta com ritmo, e eu entonava como quem sofre e chora e quer dizer algo ao mundo, esmiuçando o que não se pode explicar, já que poesia  não precisa de razões para falar de sentimentos, por si só é todo sentido, no entanto como crianças ainda imaturas precisava instigar, e ir além do senso comum, criar espanto e assombros.


Para eles chegarem a essa compreensão e interpretação fui intervindo tipo: 
O que vocês acham que significa soldados cantando por estradas de sangue? Seria um canto de felicidade? 

Até um dos meninos dizer: ele canta de gratidão porque ficou vivo.
 outros disseram: Os soldados cantam em meio ao sangue dos mortos na luta, mas de tristeza, e também para agradecer pois conseguirá voltar pra casa.

E de novo eu indago: E o que dizer sobre frescura de manhãs em olhos de crianças? uns de inicio achavam que é porque as crianças tem frescura , ela achava que frescura era birra, fazer bico, até  ir no sentido da palavra frescura de fresca, limpa, de bom clima, até ai entenderam e disseram:

"as crianças são tão puras que nos seus olhos mostram isso, amor, vida, um ar de alegria como o dia que nasce. " Jamilli

E ai depois que entenderam que falávamos de guerra e da luta pela paz, das dores do mundo saíram frases assim:

"As mulheres mastigam esperanças mortas pois não verão seus maridos, remoem seus pensamento, seus sonhos" Hellias

Eu mais uma vez desafio:

Que homens receberiam a guerra?

Eles:
Os que matam todo dia!
Os que faz violência por pouca coisa.
Os que tem ambição!


E por fim:

Mas será que Manoel de Barros via a obra de Van Gogh, ou seria uma plantação de girassol?

Depois que eles puderam compreender que antes de Van Gogh usar as cores suas obras eram muito escuras a só quando ele foi para Paris conheceu o Impressionismo ele começa usar a técnica de luz, cores, principalmente o amarelo

Uma aluna me diz:

"Ele queria dizer que mesmo na dor com a cabeça abaixada a luz podia aparecer. Maria Eduarda"


Ele falava da guerra, da dor das mães sem filhos, dos que perdem seus pais, a esperança, mas mesmo na dor de repente surge a luz. Maria Clara, Maria Luiza

E por fim:

Só pode nascer uma flor pra provar vida né tia? Ryan

E Eduarda me diz:

Mesmo na guerra há a busca pela paz!


E ai eu entendi Manoel de Barros:

"e, como a dor me abaixasse a cabeça,
eu vi os girassóis de Van Gogh.

Assistam eles recitando e mostrando as artes deles:



Me espantei de alegria e gratidão!

Além de Van Gogh as crianças também fizeram releituras da obra de Tarsila do Amaral




Paula Belmino


segunda-feira, 23 de outubro de 2017

Ângela Lago Para Sempre


Nas asas da liberdade
em caudaloso meteoro
repentinamente voou
e pousou no infinito distante
a estrela brilhante
pra dar luz à constelação!

Paula Belmino

                  Adeus Ângela Lago, continue nos inspirando e nos iluminando com sua arte.



Tive o prazer de poder mostrar aos meus alunos sua magnífica obra , há pouco tempo as crianças se inspiraram nela para produzir suas imagens e haicai com o trabalho do livro de Sônia Barros em conjunto com sua arte,  pincelando com maestria o livro Nas asas do Haicai pela Aletria. Aqui

É preciso viver intensamente, amar os livros e esses astros e estrelas que mudam nossa história para sempre. Eu aqui sempre que me chegam as mãos os livros ensino a Alice, ás crianças a conhecer o autor, o ilustrador, a editora, as pessoas por trás dos livros que nos fazem sonhar. E pareço conheço cada um, afinal o amor nos transporta para perto do coração .

Ontem em nossa homenagem à Ângela, a Alice não estava em casa pois tinha ido passar o domingo no sertão, quando soube em casa à noite chorou e sentiu muita tristeza e pediu para gravar essa homenagem





Um pouco de Ângela Lago

domingo, 22 de outubro de 2017

Há festa no céu pra Ângela Lago








O céu se abre
chama o pássaro azul
seu pouso de luz em festa.
E de lá brilha para sempre,
acena e nos conta histórias
feito estrela a piscar
eterna!

Paula Belmino


A festa no céu é um conto de nosso folclore e foi lindamente ilustrado e escrito por Ângela lago que hoje nos deixou para fazer festa no céu.
Uma estrela que se junta às tantas constelações para brilhar infinitamente. Por ironia do destino esse livro dela foi lido esta semana na escola, hoje a Hadassa minha sobrinha na foto acima, quando soube ficou triste, e ai expliquei que agora a grande mestra contará histórias no céu, e que nós aqui continuaremos vivendo sua vida por meio dos livros.

Descrição da imagem:

Lá no horizonte se põe a
estrela maior pra receber outra estrela 
que seguiu a estrada de flores 
e pintou pra gente a vida em cor.

Paula Belmino


Quando vi a imagem sugestiva do blog Filosofando na vida de Lourdes na brincadeira Poetizando e Encantando vi um caminho de conquistas, um céu aberto para receber aqueles que amamos e deixam aqui saudade, mas ficarão guardados para sempre em nossa memória afetiva através de suas boas obras. No caso de Ãngela Lago deixará nossa memória literária enriquecida, por poemas e contos, ilustrações que nos faz sonhar. Fica para sempre entre nós, pois um escrito não morre, escreve em nosso coração para sempre sua história, faz uma estrada de sonho e poesia que nos leva além da imaginação.

Vá em paz Ângela lago pela estrada celestial e aqui trilharemos pelo caminho dos livros de sua obra a criatividade e a fantasia.




Obras da autora



Alguns Livros de Ângela-Lago
Cena de Rua, Editora RHJ, Belo Horizonte, 1994
Tampinha, Editora Moderna, São Paulo, 1994
A festa no céu, Editora Melhoramentos, São Paulo, 1995
Uma palavra só, Editora Moderna, São Paulo, 1996
Um ano novo danado de bom, Editora Moderna, São Paulo, 1997
A novela da panela, Editora Moderna, São Paulo, 1999
Indo não sei aonde buscar não sei o quê, Editora RHJ, Belo Horizonte, 2000
Sete histórias para sacudir o esqueleto, Companhia das Letrinhas, São Paulo, 2002
A banguelinha, Editora Moderna, São Paulo, 2002
Muito capeta, Companhia das Letrinhas, São Paulo, 2004
A raça perfeita, Ângela Lago e Gisele Lotufo, Editora Projeto, Rio Grande do Sul, 2004
A casa da onça e do bode, Editora Rocco, Rio de Janeiro, 2005
A flauta do tatu, Editora Rocco, Rio de Janeiro, 2005
O bicho folharal, Editora Rocco, Rio de Janeiro, 2005
João felizardo, o rei dos negócios, Cosac-Naif, São Paulo, 2006
Um livro de horas, Editora Scipione, São Paulo, 2008

quinta-feira, 5 de outubro de 2017

Felicidade se chama Alice




És o sonho dança na alma
e flui nas mãos
quando posso te tocar.
Os olhos marejados de alegria
és brisa suave que traz alento todas as manhãs
o luz da minha vida
Um doce raio de sol nas primeiras horas do dia.
És a doce presença que ilumina 
e irradia a paz.
És poesia a sorrir
a primavera que floresce no meu olhar
o sonho esperado
a aurora que se abre ao mundo
 trazendo o canto de um pássaro
livre e belo
encantando os fins de tarde.
És o anjo alado a cuidar de cada detalhe
a suprir minhas necessidades vitais,
És a vida pulsando em mim
e toda a razão de minha poesia .

Paula Belmino


E hoje ela faz 11 aninhos de vida e parece que foi ontem que seus olhos se abriram pra mim e encheram minha vida de ternura. O sorriso dela sorriu e minha alma dançou pra sempre.

Feliz aniversário Alice com muita luz e paz, saúde, graça, sabedoria e todos os sonhos realizados.