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sexta-feira, 8 de maio de 2020

Os bicos das aves.





Quando Deus criou as aves
Um bico, para cada uma inventou:
Bico pequenino para pássaro comer sementes,
Bico oscular para o belo beija-flor.

Fez também bicos curvados
Fortes, para a águia e o gavião
Aves rapinantes
A dilacerarem bichos do chão.

Cada um com sua função:
Bico-lanças das garças para pescar,
Carniceiros como o do urubu
E bicos de pato e flamingo para filtrar.

Desde o bico do pica-pau a quebrar madeira
 João-de-barro a construir casa,
Até o bico da colorida arara
dentro da árvore a buscar sementes e larvas.

Criou Deus bicos diferentes
Tudo belo e singular.
O do tucano, bico frugívoro
Para com frutos o alimentar.

Furtar-cor, e grande o bico
Destaca-se entre as aves.
Tucano quando bate asas,
Leva no bico, o pôr do sol pelos ares.

Paula Belmino 

Minha sobrinha me enviou essas imagens la de Goiás, me deu tanta saudade de ver essas belas aves, que criei este poema.

terça-feira, 17 de março de 2020

Chover Poesia





Chove poesia
um temporal de alegria
muito encanto e magia.

No céu de brigadeiro
onde voavam pássaros alados
agora dançam  nuvenzinhas
se desfazem a brincar.

Despencam  serenamente gotinhas
e a menina com seu guarda-chuva
inventa de chover poesia
e com os sapos vai cantar.

Paula Belmino

Momentos de muito encantamento no Sarau em celebração ao dia da Poesia em que meu livro: A Menina Que Sabe Chover com ilustrações de Francisco Dam, pela Editora InVerso foi mais uma vez lido, relido e vivenciado a poesia na prática na Escola Municipal Antônio Basílio Filho em Parnamirim-RN


As crianças leram fantasiadas, encenando com os personagens trajados como sertanejos


Professores também leram, e brincaram com suas crianças fazendo som de chuva e trovão


Maria, a menina que sabe chover, levou água na moringa, enquanto o sertanejo carregava a lata d'água


guarda-chuvas pingavam água, e choveu de verdade a manhã inteira na cidade, tanto que faltaram crianças


Tive a honra de dividir a mesa com o mestre cordelista Acaci que encantou as crianças com sua cantiga ao violão, e a contadora de histórias Daluzinha Avlis  que também contou uma história de sapo, contextualizando com a poesia  Sapo Julião de meu livro


A mediadora Vânia me recebeu com muita alegria, num cenário preparado por ela e Erica e a equipe da escola


Também conversei na Biblioteca da Escola, com as crianças do 5º ano, recitamos, ouvimos poemas e respondi a entrevista deles e nos emocionamos.





Vejam mais:





E você ainda não leu A Menina Que Sabe Chover?
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Também saímos no portal da Prefeitura de Parnamirim
vejam:




quinta-feira, 27 de fevereiro de 2020

A Lenda do Teatro de Sombras




Aprender arte e cultura

Com sabor de boa história
Literatura que abre as portas
e a imaginação aflora
Vida e poesia
Teatro de sombras
Fantoches
Dança, lendas, memórias.
Tudo que se aprende nos livros
Para se fazer inspiração
E nos educar o coração. 



A história de hoje é: A lenda do teatro de sombras que nos conta a antiga lenda chinesa que envolve o imperador Wu'Ti , a bailarina preferida dele, Li, e o mago da corte: Shao-weng. A lenda recontada de forma poética por Marco Haurélio  pela Editora Paulinas
Com versos lúdicos que nos faz compreender como a paixão do rei foi interrompida após a morte levar sua bailarina favorita.
Wu'Ti logo ordena ao mago que traga à vida sua amada ou teria sua cabeça cortada fora.
Shao-weng incomodado sem saber o que fazer , pensa em como do Reino das sombras alguém trazer?
E o imperador ansioso aguarda a presença de Li.
E foi assim numa noite escura que o mago descobre a solução:
Um teatro de sombras e eis a aparição:
Li a dançar para o imperador agradar.




Alice leu para Hadassa, e logo desenhou os personagens.

É claro essa linda lenda nos acende a curiosidade de entender como surgiu o teatro de sombras.
O bom da leitura que prende a atenção são as rimas, e a arte de Fernando Vilela com traços que lembram a arte chinesa.


O bom da leitura que prende a atenção são as rimas, e a arte de Fernando Vilela com traços que lembram a arte chinesa.
As meninas Alice e Hadassa brincaram de teatro de sombras e claro, confeccionaram um teatrinho usando caixa de papelão, tinta guache e para os personagens desenhados no papel cortados e colados no canudo.



Vejam mais da leitura:



O teatrinho de sombras reciclável e a ludicidade de saber que ler é movimento e luz!




Para comprar o livro:

https://www.paulinas.com.br/loja/lenda-do-teatro-de-sombras-a

domingo, 19 de maio de 2019

Sapato Furado.Mário Quintana


Amizade é um amor que nunca morre disse Quintana e amar a perder de vista, foram ditos e escritos tantos poemas e frases que se entrelaçam à nossa história, um poeta que via nas pequenas coisas a grande poesia da vida, e os escreveu,  frases de grande impacto na vida dos leitores, a brincar com as palavras e até para assuntos mais difíceis usou o humor, a ironia, a percepção aguçada para deixar partir os problemas e o modo como via seus inimigos, disse: eles passarão...eu passarinho.

Foram canções de garoa, de primavera, poesia a falar de natureza e do cotidiano.
O livro Sapato Furado que aqui mostramos é bem diferente, reúne vários poemas e frases, com certa graça, na alegria dos causos escritos em prosa poética, falam de morte, de fantasma, de vampiro, sem causar terror, mas aguça a curiosidade e aquele friozinho na barrica para os temas que põe medo nas crianças, no entanto ao lê-los em sua obra Sapato Furado, percebe-se a dor de um mendigo que não bem visto, tem o sapato aberto que parece sorrir para quem o vê, fala de uma princesa que tinha um nome esquisito e por isso se sentia a pessoa mais infeliz do mundo, fala nas entrelinhas de problemas sociais e desconfortos, de bullying e de nosso eu, e nos encontra com sua poesia.
Alice e Hadassa leram e amaram e ao chegar na escola o livro causou espanto e arroubos de felicidade nos alunos
Li em voz alta, fizemos a escuta ativa, deixamos que as crianças interagisse, cada par lendo o seu preferido, ou em trio, depois ilustrar e reescrever a seu modo.

E aqui parafraseio o poeta Mário Quintana: É preciso amar uma criança a perder de vista, lendo para ela até ver sua alma de poesia transbordar.  Paula Belmino 






Mário Quintana foi poeta , tradutor, jornalista brasileiro. Gaúcho, nasceu em Alegrete no dia 30 de julho de 1906 e faleceu no dia 5 de maio de 1994.
Quintana escreveu em 1948 o livro Sapato Florido , culminância de poemas irônicos , curtos e com muita densidade poética
Recebeu prêmio Machado de Assis por sua obra em 1980. Quintana
Neste livro Sapato furado foi publicado no ano de sua morte e esta é a 6° Edição pela Global Editora com Ilustrações de  Andre Neves

O livro Sapato Furado é uma Antologia de poemas e prosas poéticas, e reúne humor, brevidade e simplicidade, com densa brincadeira que aguça a curiosidade e faz o leitor ver com sensibilidade assuntos do cotidiano.


O livro chegou aqui e já encantou as crianças Alice e Hadassa que se arrisca na leitura fluente e lê: Que nome!


" Não sei ao certo quem era ela, nem o que ela fez,
mas tenho certeza de que Dona Urraca foi uma das princesas mais infelizes do mundo...
.
O livro Sapato furado descreve com ar brincalhão e frases curtas assuntos e temas, sentimentos, bichos e fatos.

"Amor
Quando o silêncio a dois se torna cômodo.
.
Amizade
Quando o silêncio a dois não se torna incômodo.

O pior
O pior dos problemas da gente é que ninguém tem nada com isso."

As crianças amaram escrever o que compreenderam e a poesia de Quintana que internalizam na alma 








Aproveito o  post para participar do Filosofando na vida do blog da Lourdes, que por sinal,
ando atrasada, e das imagens lá sugeridas escolho esta na Blogagem Coletiva 80 de um jovem tocando violino descalço
e interajo aliando a poesia de Quintana que aqui faço o interlace no livro Sapato Furado

Alegre miséria

Os teus sapatos parece que estão rindo.  Quintana

Minha participação

Na minha alegre miséria, a canção é riqueza,
desnuda a minha alma, e voa
já não necessito de sapatos.




Vejam mais:


quarta-feira, 2 de janeiro de 2019

Embora mínima Marina Colasanti. Global editora



Que possamos ser gratos por todo bem
pela pequena abundância
que a vida nos reserva e diferente de lamentar o que não se tem
sejamos felizes pelo que o dia nos reserva.


Essa é a bela mensagem de um dos contos de Marina Colasanti no livro Quando a Primavera chegar pela Editora Global

Embora mínima conta a história de uma mãe que se reserva a multiplicar uma única fava para poder alimentar sua grande família.
Certo dia ao dormir o pé de fava nasce e cresce de em seu ouvido e se alastra pela cama, ao acordar a mulher se impressiona e imagina que o pé de fava poderá dá muitos frutos, mas ao limpar apenas duas vagens. Agora a mulher não faz mais pedido, mas sente-se feliz pela pouca abundância, antes era uma única fava, agora duas , uma a mais para alimentar seus filhos.

Que possamos ser gratos pelo pouco e pelo muito
E que em 2019 tenhamos muita prosperidade não só material mas espiritual

Estou incentivando a Alice a ler um por dia e a me explicar, uma maneira de incentivar a interpretação, nas entrelinhas, a compreender o texto e mais saber reproduzi-lo , contando, mesmo que com suas palavras. Uma forma de expressar-se e de se entender!

Vejam:



Para comprar o livro

https://globaleditora.com.br/catalogos/livro/?id=3836

quinta-feira, 18 de outubro de 2018

Poemas de Céu (Dica de Livro)






Poemas de céu
caminhos nas nuvens
espaço celeste
silêncio na noite
estrelas cadentes,
encantamento.

Assim é o livro: Poemas de Céu de Roseana Murray com ilustrações de Mari Ines Piekas pela Paulinas Editora.
O livro reúne 26 poemas sobre corpos celestes e celebra a vida, trata os mistérios do desconhecido com delicadeza, afetuosa curiosidade, revela o lúdico e mil constelações no olhar de quem lê.


O livro chegou na escola trazendo o brilho no olhar das crianças, incentivando a leitura e contextualizando com os conceitos científicos que eles vão internalizando, formando, compreendendo a ciência, a física, a matemática, o olhar poético atrelado a tudo que se conceitua, no espírito, o som da solidão, a gravidade, o voo noturno, a busca de caminhos entre as estrelas, a vida fora da terra, o mistério do crepúsculo, as cores do arco-íris.
Li o livro, cada aluno pôde ler um poema, e oferecer a um amigo, falar sobre o que sentiu, de que fala o poema, ilustrar, brincar, desenvolver o vocabulário no conhecimento de outras palavras e termos científicos bem como desenvolver a leitura fluente na entonação do ritmo da poesia. 
Após a leitura cada criança fez sua estrela e escreveu nela uma palavra, uma frase sobre o poema aliando aos termos da ciência das estrelas, do espaço , do sistema solar, e fizeram o painel negro representando a noite e os corpos celestes.




Puderam ilustrar e também criar seus versos inspirados nos de Roseana Murray, para uma turma de alfabetização percebo o avanço na escrita, nas ideias, no ver a poesia além da gramática






Vejam mais:
As crianças interagindo com o livro:



E contextualizando o conteúdo Sistema solar com a poesia



Para comprar o livro:

https://www.paulinas.org.br/loja/poemas-de-ceu