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domingo, 1 de setembro de 2019

A vida no abraço



O abraço,
um apertado laço
o afago
em que me faço,
onde a paz eu acho
dentro de um simples abraço.


Num abraço 
abro os braços
o medo desfaço
o corpo e a alma refaço,
não mais os pedaços,
sou completa
dentro de um  abraço


Os nós da vida
desato,
dentro de mim 
não sou nunca, fracasso,
num abraço
sou livre no espaço.


Dados os braços,
as mãos ao regalo,
alma desfaz-se do cansaço
laço por laço,
passo por passo,
a vida cabe toda
dentro de um abraço.

Paula Belmino


Este é meu poema inspiração para o 95ª edição da Blogagem Coletiva Poetizando e  Encantando com a Lourdes no Blog Filosofando na  Vida
escolhi a imagem do abraço que em todo tempo nos refaz e nos cura, nos faz encontrar o outro e a nós mesmos!



sexta-feira, 30 de novembro de 2018

Você faz, eu faço também. (Dica de Livro)







Somos para o outro exemplo.
O outro, nosso espelho.
A quem amamos apreciamos,
no outro nos vemos.
e vemos nele, o que temos de bom em nós 
e o que não somos, no outro podemos nos completar.

Você faz, eu faço também?
Será?
É preciso saber ver no outro as qualidades, os defeitos, mas não se deixar levar pela primeira impressão, dar razão ao bom de cada pessoa, e saber respeitar as diferenças.
A quem admiramos devemos sempre imitar. Será?

Mas e se ele faz tudo podemos fazer?
É sobre encontrar-se e autoconhecer e saber apreciar as características de cada um que trata o livro de hoje que lemos na escola: Você faz, eu faço também de Marcelo Jucá com ilustrações de Vanessa Prezoto pela Editora e Livraria Bambolê
Na história um personagem divertido se apaixonado por uma raposa resolve imitar seu comportamento, tem nela o maior apreço, até que começa a fazer algo que ele mesmo percebe não ser certo, não ser bem o que quer ser ou fazer.
Repleta de animais a fábula nos traz uma lição nas entrelinhas, devemos sim imitar o que é bom, fazer o que é certo e ser referência sem deixar jamais de ser como somos, autênticos e de atitudes próprias.
Após lermos o livro e conversarmos sobre nossas atitudes e como as pessoas nos enxergam, o que aprendemos com o outro e o que podemos copiar, ou seguir de exemplo as crianças compreenderam bem saber respeitar as diferenças, fazer aquilo que você acha certo e não o que o outro faz, ou quer que você faça.
Depois foi a vez de cada um criar seus "Funzines" usando recorte e colagem, desenhos e escrevendo sobre o que é bom imitar no comportamento das pessoas como por ex: Ler , escrever poesia, brincar, ajudar o outro, respeitar, cuidar do meio ambiente.










O livro Você faz, eu faço também acaba de receber o prêmio Selo Cátedra Cátedra Unesco de Leitura da PUC do Rio de Janeiro 2018


para comprar o livro:


quarta-feira, 28 de novembro de 2018

Vovô Ipê (Dica de Livro)






A história de hoje foi lida ao ar livre, em frente aos Ipês, na esquina da escola, para vivenciar e contextualizar com os temas trabalhados, as árvores e a primavera, a poesia de Eloí Bocheco que presenta o livro na capa e  de Manoel de Barros, o amor entre a família, para se movimentar e sonhar, para aprender brincando a ler e perceber que a leitura é um ato solidário, social,  e que pode ser feito em qualquer lugar.
As crianças foram ouvindo a história do livro Vovô Ipê de André Luis Oliveira pela Adonis Editora  e se imaginando ver o o personagem dessa história: O vovô Ivo que por amar árvores e ser alto como uma delas parecia mesmo o ipé. Vovó Ivo tinha um neto chamado João e ensinou a ele a brincar, subir em árvores e comer frutas do pé, cuidar da na natureza e do mar e sobretudo a ler. Sempre que podia o vovô entregava pedaços de papel com citações poéticas para João ler e um dia ao ser perguntado o motivo de ler aqueles versos de Manoel de Barros e Eloí Bocheco, ele respondeu que a gente ler para saber para onde vai.
As crianças compreenderam que os livros, a leitura nos transporta, a música, a arte, a natureza são exemplos para nós de usar a mente para viajar e nos transformar.
Após a leitura e roda de conversa as crianças ilustraram a história e escreveram o resumo do texto de acordo com a hipótese silábica de cada um.










Vejam mais:



quarta-feira, 21 de novembro de 2018

Reconto (Dica de Livro)





A poesia do olhar
está em saber  além do ver
REver as coisas.
REconectar-se com a natureza,
com o universo
para se conhecer e
REencontrar-se.
Inspirados na natureza e
naquilo que não se explica
apenas se sente
 aprender a REolhar a vida
e REvelar-se cada vez melhor
Para saber viver
na memória afetiva
REviver.

Paula Belmino



Estamos estudando a obra de Manoel de Barros que nos ensina a olhar as coisas com um olhar apurado para a simplicidade da vida, para a natureza. Aliando essa poesia da miudeza e das coisas que são maravilhosas mesmo que pareçam insignificantes, de que nenhum valor pode pagar aquilo que se guarda no coração, hoje lemos o livro da Elizabeth Titton pela Editora Inverso, que traz à tona a reflexão e o autoconhecimento com expressão para a magia das palavras que Recriam e possibilitam olhares diferenciados para a nossa existência.
As crianças ouviram alguns poemas e com mediação puderam interpretar além do que está escrito, ver nas palavras o sentido figurado, o neologismo, o abstrato, interpretar nas entrelinhas,interpretar o que está intrínseco no texto e eles precisam desenvolver essa habilidade de leitor crítico algo que ainda eles estão em processo , mas com ajuda se saíram muito bem.








Depois de ler fomos ao jardim da escola, no quintal observar tudo ao redor do chão ao ar, no vento, nas árvores, nas folhas, nos insetos e inspirados produziram os seus próprios textos, curtos e concisos, breves e cheios de poesia assim como é escrito o livro Reconto

O livro Reconto é escrito em português e inglês  e ilustrado de forma criativa e com traços que nos levam a brincar, a reolhar.
Textos curtos mas cheios de intenção e interpretação que instigam a imaginação.


Vejam um pouco mais:

Para conhecer e comprar o livro




https://www.editorainverso.com.br/pagina-de-produto/reconto

domingo, 11 de novembro de 2018

A árvore e a lua





A lua do alto observava
a árvore a se contorcer,
como quem quisesse alcançá-la,
braços abertos a se estender.

A árvore, pela lua apaixonada
deixava-se ir, o vento a desnudava.
Suas folhas de verde pintavam o céu azulado,
e dizia  com ternura: -Sou tua!

Lá bem distante, a lua sorria feliz
por ser admirada pela árvore
de folha em folha,
para o alto,  à lua branca subir.

E de repente, com  paixão,
um beijo  entre a árvore e a lua 
aconteceu.
Tudo brotou na terra e no céu:
nasceram flores na árvore, 
a lua tornou-se redonda.
Grávida de amor, no céu apareceu.

Paula Belmino




Essa é minha inspiração para o Poetizando e Encantando do Blog  Filosofando com a Lourdes. Essa blogagem coletiva que nos inspira a desenvolver a criatividade, a interagir com a poesia e o olhar poético em ver numa imagem alguma expressão para interagir com os demais amigos leitores, escritores, poetas.
Eu já estava escrevendo este poema de amor entre  a lua e a árvore com inspiração nessas imagens que fiz na casa de uma amiga, quando vi a imagem da casinha em meio ao campo rodeada de árvores e numa noite sem lua sugerida pela Lourdes para a 60ª  Blogagem coletiva, então vi que a poesia compunha bem com a arte aqui expressa.
E sendo assim,eis aqui minha participação:


Participe você também da BC, basta seguir o blog, ler e comentar, visitar os participantes e deixar a imaginação fluir.


Carinho que ganhei da Lourdes


Mimo para Alice


quarta-feira, 31 de outubro de 2018

Desejo de passarinho






Desejos



Desejo de árvores e flores,
 aves de multicoloridas asas,
a ávida liberdade.
Desejos de luz,e cor
de flor e sombra.
Desejos de ouvir o som da paz
ecoar no murmúrio do vento,
no sussurro do tempo.
Desejo de crianças e poesia
na terna magia da leitura e do brincar.
Desejos dessa esperança verde árvore,
natureza a dançar
envolta da nossa alma
que cisma a fé, firme no futuro
aqui, hoje,
no agora desta hora
onde árvores, pássaros e crianças
são a pura poesia da existência
contrariando o mau desejo
que paira sore o mundo.



Paula Belmino

Poema inspirado na poesia de Roseana Murray no livro: Desejo de árvores e pássaros com ilustrações de Valdério Costa pela Editora Imeph. O livro é uma homenagem ao poeta Manoel de Barros que dedicou sua obra às singelezas de aves e natureza, de rio e criancices, a poesia das pequenas e valiosas coisas.
Na escola hoje levei as crianças ao jardim e pedi que em silêncio observassem tudo ao redor, a natureza a cantar, o vento, os sons, as cores. Em silêncio usando os sentidos as crianças ouviram, viram, tocaram, sentiram, expressaram e fui chamando um a um para ler um poema do livro, depois de ler, de relacionarmos a importância das árvores e dos pássaros, contextualizando a poesia com os conteúdos de ciências como fotossíntese, partes das plantas e suas funções, sem perder a beleza da abstração.
As crianças puderam assim também após leitura criar seus próprios versos, sempre incentivando a escrita autoral, com autonomia, para compreender que escrever vai além de conceituar, contar, estruturar, resenhar, mas também de expressar sentimentos.
E eles se saíram bem.






 Até que de repente na hora do recreio as crianças acharam um pardalzinho caído da árvore com a asa machucada e foi mais um motivo para compreendermos o cuidado para com os animais, o respeito á natureza, a empatia, o zelo pelo verde preservando, alimentando. As crianças deram carinho, fizeram mais silêncio para não assustá-lo, deram água e pedacinhos de bolacha e depois de muito carinho o colocaram em cima de um galho do jardim, e ele como agradecesse esperou a foto, um afeto da nossa voz e voou.



Vejam mais: