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domingo, 17 de março de 2019

Floreia Tu o Mundo



Se o mundo for só espinhos, insistamos em o florir.
Poucas vezes alguém irá perceber o grande trabalho que se dá no plantio, na preparação da terra, manejar, adubar, e plantar, esperando com paciência que a semente morra para depois germinar.
Poucos vão perceber que o trabalho árduo em se livrar dos arbustos e ervas daninhas consiste em todos os dias corrigir, fazer uma limpeza com cautela, mexer na terra que nos marca as mãos, e por vezes até deixar que um outro matinho cresça junto com a planta para que ela aprenda a ser forte, a saber superar as dificuldades de clima e solo, e luz, sem nunca no entanto deixar de ser atento ao jardim.
É necessário muita dedicação para florir o mundo, mesmo quando, quase todo mundo reclama dos espinhos, da dor, das dificuldades e inconveniências  da vida, sejamos a mão que produz a flor.
E quando tudo for espinho, uma flor nascerá, perfumando a vida, ainda que a correria do dia a dia impeça alguém de chegar perto do jardim, estender a mão, e se debruçar para saber que cheiro tem a flor que acabou de desabrochar. Floreemos mesmo assim!
O mundo anda demasiadamente ocupado, com espinhos demais, mas seria insuportável viver entre espinhos se não fosse uma flor ao longe a nos inspirar, e permitindo que seu perfume se instale em nossas narinas até nos acordar por dentro.
Insistamos pois; mão na terra, trabalhando, sangrando, cheia de pó, a afofar um ninho para a da vida, e dando motivos para um coração feito de areia deixar os espinhos e ervas daninhas de lado, e apenas como se fosse um milagre, florear.

Paula Belmino


Essa foi a minha participação para o 73º Poetizando e Encantando do blog Filosofando na Vida 


Filosofar e brincar com as palavras, refletir e sonhar, olhar o mundo com outro olhar para poder enxergarmos melhor a beleza que há nos oferecido todos os dias mesmo em meio às dificuldades.
Esta é a proposta da Lourdes, que nos sugere a escrita criativa com uma imagem, escolhi esta abaixo de uma criança com flores, e usei as de Alice sempre junto às flores e natureza para aprender que a beleza é um milagre todos os dias mesmo quando tudo parece um caos, e há que se plantar o bem, uma flor de amor.


Participe você também  https://filosofandonavidaproflourdes.blogspot.com/

domingo, 27 de janeiro de 2019

O velho que trazia a noite



O velho dava medo no menino, com sua perna de pau e tão esquisito, parecia o velho do saco. De roupa preta causava pavor  quando as escadas descia, só saia de casa no fim da tarde. O que seria o mistério, o menino vivia  em agonia


E perguntava com insistência à mãe, porque o velho só desce á tarde?
A mãe logo respondia ao menino que era pra trazer a noite.



O velho fumava um cachimbo. E ria, e no seu riso o sol se escondia, ria de novo e e sol aparecia.
O velho misterioso, trazia a lua  e lobisomens, levava canto de colibris e  estrelas que tremiam.
Cantava que era 
o perneta 
de perna de pau, 
de olho de vidro,
e cara de mau.

E o dia escurecia, ele  trazia a noite tripreta no olhar.


E o menino via na noite o terror, o medo de dormir no escuro, mas tinha da mãe, cantigas, chás benzeduras e um canto na mão.


A mãe sabia fazer a luz nascer também,
De noite o velho buscava
de manhã a mãe trazia.
Era parteira, ajudava as crianças vir ao mundo, rasgando a noite em duas.
O menino vivia cercado do canto de muitos tipos de pássaros, na aurora, clareando seu dia.
E acordava com cheiro de doce, ouvindo cantoria
a mãe ocupada no fogão, ou sendo levada pela ventania, 
fazendo nascer as crianças
e o filho cercado de ansiedade, do medo do velho que tinha...


O tempo passando, o ressoo do perneta descendo as escadas, até o menino dormir, crescer e não ouvir mais nada que não fosse as belas lembranças de sua infância


O velho que trazia a noite é um livro lido de Sérgio Capparelli com ilustrações de Lélis publicado pela Global Editora, um livro lindo escrito com toda a sensibilidade da poesia, cheio de ternura, cantigas e imaginário popular que povoa a mente de todos nós, experiências e mitos como o velho do saco, lobisomem e outras histórias contadas pelos nossos pais que o autor Sérgio Capparelli transformou neste livro lindo


 O livro ganhou  do Prêmio Odylo Costa Filho, da FNLIJ o melhor para criança na categoria poesia.

Além do selo Lista de Honra do IBBY International Board on Books for Young People



Para comprar o livro:

https://globaleditora.com.br/catalogos/livro/?id=2507

segunda-feira, 21 de janeiro de 2019

Rimandinho Tatiana Belinky


Brincar com Rimandinho
Um palhaço que fantasia com as palavras
que entona e desatina
sonha e ultrapassa a razão.
Palhaço Rimandinho
ama falar coisas sem sentido
é todo poesia esse palhacinho.
Gosta de ler e de rimar
e desafia a gente 
a se divertir e
 aprender a leitura fluente
Palavras com ritmo
e com agilidade
desafiando o trava-língua.
Rimandinho nos ensina a poesia do
ler para brincar
e compartilhar com quem ainda
 está aprendendo a ler.
Ler para desafiar a si mesmo
e despertar a curiosidade e a imaginação.
Ler para se atrever também a escrever e interagir
brincando de rimar
com o som das palavras.

Paula Belmino

Recebemos mais 4 livros da Editora Paulinas que estão fazendo a festa aqui em casa
Foram eles:

*Sabe como ele fala? escrito por Edméa Campbells com ilustrações de Ivan Coutinho

*Contos Africanos para crianças Brasileiras . Escrito por Rogério Andrade Barbosa e ilustrado por Maurício Veneza

*Branca de Rosinha Campos

*Francisco . O caminho das flores de Monique Morgill
E *Rimandinho de Tatiana Belinky com ilustrações de Cláudia Martins 

que destaco hoje aqui a leitura da Alice e a prima Hadassa




O livro Rimandinho escrito por Tatiana Belinky tem o poder que é só dela de brincar com as palavras e descaracteriza o sentido das coisas e dá outros significados com imaginação e ousadia, como por exemplo a vaca botar ovo, a bola ser quadrada. Uma leitura cheia de neologismo e muito afeto. 
O personagem é um palhaço, o Rimandinho que convida o leitor a brincar de rimar. Ora com os bichos e a natureza, ora incentiva a comer comida saudável. De repente inventa e desafia a criança a também rimar e dar vez e voz.
A leitura ajuda na fluência e é ótima para trabalhar ritmo,o humor, a fantasia e a sonoridade.
Ilustrado por Claudio Martins com desenhos coloridos e cheios de infância, desafia o leitor desde a primeira infância e adultos a voltar ao tempo de ler com prazer, como quem chupa um pirulito, numa pirulima, um pirulito com rima, com doce sabor de brincadeira.

Vejam mais:



Para comprar

https://www.paulinas.org.br/loja/rimandinho

sexta-feira, 14 de dezembro de 2018

Aboborela


Aboborela é a personagem do  conto de fadas, daqueles que encantam , que nos faz lembrar as histórias contadas por nossos avós.
Escrito por Stela Barbieri com ilustrações de Fernando Vilela pela Editora Pulo do Gato, onde o protagonista dessa história é Shen,  um rapaz trabalhador e pobre, que nada tinha a não ser uma túnica, uma calça, um chapéu e um par de chinelos. Shen morava sozinho numa casa pobre e sentia falta de uma companhia.



Um dia indo para o trabalho encontra um velhinho, e ao conversar com ele sobre sua vida, o velhinho lhe dá uma flauta mágica e ao colocar na boca parece até  que já tocava há muito. Um dia passando sobre uma ponte Shen salva uma carpa de umas crianças que estão machucando-a, e em gratidão a carpa lhe dá uma semente de abóbora, que de bom grado Shen planta.  Da semente nascerá uma abóbora e a solução para a solidão de Shen, a bela Aboborela, moça corajosa e cheia de virtudes que se casa com Shen, mas a notícia logo chega aos ouvidos do rei que é ambicioso, e rapta  Aboborela, o final da história é surpreendente, um enredo cheio de mistério e suspense.

O livro acaba de receber o Selo Cátedra UNESCO pela PUC-Rio









Um conto lindo que as crianças ouviram com muita atenção e depois leram em duplas por partes, depois reescreveram tentando seguir as características de um conto, e ilustraram.
Vejam o relato das crianças:




Uma aula gratificante com mistério, suspense, fantasia e imaginação.
Para adquirir o livro:

https://editorapulodogato.lojaintegrada.com.br/none-32319067

sábado, 17 de novembro de 2018

Tempo de Amar



Sempre que penso ter te esquecido.
vem à janela da minha memória
o teu cheiro,
o sabor do teu beijo,
o sonho de um amor só nosso, imortal.
Não há como apagar esse fio de luz
a escorrer entre meus olhos
iluminando meus dias tristes
e cheios de saudade.
A tristeza é o caminho que me leva 
outra vez a estar contigo,
e a saudade, o elo a nos manter
para sempre ligados,
não importa quanto tempo passe.
Minha memória não tem calendário
e meu coração 
nunca soube o que era ampulheta.
Saudade, tristeza e até  melancolia
são formas de retornar aos dias 
em que estivemos juntos
no amor, completos,
de volta aos dias em que fui
apenas  felicidade.

Paula Belmino

Essa é minha participação para o 61º Poetizando e Encantando, blogagem coletiva sugerida pelo blog da Lourdes no Filosofando na Vida

Para participar basta se inspirar e deixar a criatividade fluir
Minha imagem foi esta abaixo de um casal feliz no ápice do amor!