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segunda-feira, 28 de outubro de 2019

Ecoam Flores os Sinos





Seu olhar altivo
para o vistoso ipê
fez-lhe também belo
um Ipê-de-jardim
feito buquê.
Delicado e terno
ao toque da mão
sinos flores em botão.
Amarelou a paisagem
e floriu de quem viu
o coração.
Ecoam dos sinos amarelos
a bela primavera
numa doce canção.


Paula Belmino

Este é o ipê-de-jardim (Tecoma stans)

Bignoniaceae

Árvore de pequeno porte com flores tubulares amarelas muito vistosas semelhantes às do ipê. Espécie comumente encontrada em áreas urbanas. Está na frente da casa da vizinha de minha mãe.

E para deixar nosso dia mais florido um vídoe da Alice lendo poemas Leilão de Jardim e A flor amarela de Cecília Meireles no livro Ou isto ou Aquilo pela Global Editora


domingo, 8 de setembro de 2019

O Vestido de Bolinhas da Maria Percevejo



Maria percevejo
foi sua prima encontrar
à sombra da goiabeira
toda arrumada para passear
esperou na porta
a prima lhe receber
Maria Fedida estava lá dentro
sem saber o que fazer.
enfeitando-se toda
para arrumar um casamento
mas qual roupa serviria
para aquele belo momento?
E indecisa com o que vestir
pediu ajuda à percevejo Maria.
Maria percevejo
que é de moda entendida
logo se pôs a ajudar
Fez para Maria Fedida uma saia igual a dela
e uma blusinha de Poá
e agora Maria Fedida desfila
embaixo da goiabeira
o amor a procurar,
toda bela e faceira
com certeza, um marido vai achar.
Já a Maria percevejo
continua na janela da sua casa
à espera de um besourinho
Todo pintado de bolinhas,
Como  é o seu vestido.
Espera com paciência
um besouro divertido
para com ela família formar
e todos os besourinhos
vestidos de bolinhas,
felizes os percevejinhos
brincarão entre as flores do cajueiro
e juntos,
a família percevejos  bolinhas
o amor vai desfrutar.




Paula Belmino



Encontrei o besourinho hoje na porta da casa fui pesquisar sobre ele e criei esse poema com inspiração nesta espécie
Pachycoris torridus A espécie é Pachycoris torridus (Pachycorinae), conhecido como percevejo-do-pinhão-bravo, único percevejo de importância econômica, atacando culturas como cajueiro, goiabeira, laranjeira, mangueira, pinhão e sobretudo a aceroleira. Os padrões de cores e manchas podem variar muito e eles demonstram cuidado maternal.



sábado, 30 de março de 2019

Canto para a lua


Canto ao léu
olhando o céu
a canção de ternura envolvida
à musa lua 
para que me leve pelo ar
feliz, como quem sonha,
flutuante 
de paixão inebriante,
num doce voo azul
ao infinito da noite
ao seu encontro
e peço humildemente 
 que nunca amanheça
e jamais se perca de mim
a lua,
a amada minha.
E como pelo pedido atendido
as estrelas me chamem
e me transportem breve,
leve feito
pó de constelação,
para perto viver eterna
bem dentro do coração da noite
neste céu de encantos:
eu, a lua
e o amor.

Paula Belmino


Minha participação no Poetizando e Encantando do blogue Filosofando na vida, a convite da amiga Lourdes 


Deixo mais uma vez aqui o convite para os amigos de Natal de perto me abraçar no lançamento de meu livro nesta sexta-feira próxima dia 5 Na III Jornada de Leitura e Educação organizada pela Casa das Palavras e no sábado aqui na minha cidade





O livro está lindo com temas sobre ecologia, cuidados com o meio ambiente e os recursos hídricos, onde o cenário é o sertão e vai até onde possa existir um ser humano, a menina dessa história que na verdade passeia por todos os poemas, sim o livro é de poesia, e traz 45 páginas repletas de beleza e encantamento ilustrado por Francisco Dan, um cearense que agora vive lá no Japão.
O livro logo pode ser comprado na loja virtual da Editora InVerso, conto com cada amigo para me ajudar divulgar e fazer o livro chegar ás mãos de crianças e adultos, sim o livro pode ser lido por qualquer idade.



sábado, 20 de outubro de 2018

Dia do Poeta





Ser Poeta

Ser poeta é transformar sussurros da alma em palavras que ecoam mil versos.
Ser poeta é dar voz ao silêncio e ouvir o que diz o coração.
Ser poeta é brincar com a imaginação e transformar a realidade, por mais dura que ela seja em arte.
Ser poeta é reverberar lembranças e guardar o tempo com palavras.
Ser poeta é ser explorador do sonho, amante da utopia.
Ser poeta é falar a voz da dor, a linguagem do amor, a língua de todos os homens.
É fazer de tudo Poesia.
Ser poeta é ter nos versos o caminho, a estrela, o mar, o desconhecido, e fazer do que não vê um poema
E enxergar o mundo mais bonito.

Paula Belmino


Feliz dia do poeta a todos grandes amigos poetas e poetisas que usam a arma da poesia para falar à mentes e corações.


E apresento mais uma Antologia da qual faço parte com alguns poetas. Essa é a coletânea Vivendo Criança II. Brincando com versos com participação de poetas de vários lugares do Brasil e de outros países, organizado por Ira Rodrigues  e publicado pela UNY Editora

domingo, 7 de janeiro de 2018

Dia do Leitor






Ler é acumular prazeres à alma
e construir uma multidão de sentimentos.

Saber ler-se pela mão de quem escreve e se autoconhecer.
É enxergar mil caminhos a seguir e ter a oportunidade de abrir janelas e portas.

Ler é reinventar-se e ir à fundo na criatividade para refazer-se na vida.
O leitor é personagem principal do livro, sem ele a história não tem sentido
quando o leitor abre o livro ai a história inicia e pode tomar forma e realidade transformando, trazendo alento, reflexão e sorriso.



Feliz dia do leitor com boas leituras e algumas fotos de nossos ensaios com incentivo á leitura, sempre que fotografo ou convido as amigas de Alice para casa oferto-lhes livros e assim elas vão brincando e lendo, lendo com prazer, um momento de ver o livro como base para a amizade, o fortalecimento das relações, o afeto.

Deixo aqui também um vídeo da Alice lendo para Hadassa o livro : A marreca de Rebeca de José de Castro



Paula Belmino

Nas fotos Alice lê o livro de Neide Graça pela Editora Muiraquitã Alice no país dos seus sonhos. Que em breve eu trago a resenha aqui.
E Beatriz em trânsito de Eloí Bocheco

Sara e Sophia leem  Rangers a ordem dos arqueiros de Jonh Flanagan pela Editora Fundamento



segunda-feira, 30 de outubro de 2017

Senhor Vento e Dona Chuva Sylvia Orthof



O livro Senhor Vento e Dona Chuva pela Editora Rovelle conta de forma melodiosa e lírica uma história do século XIX escrita por Paul Musset e adaptado pro Sylvia Orthof. Nesse texto o Senhor Vento e a Dona Chuva tem poderes mágicos e entram em cena ajudando a família de João Pedro, Claudina e seu filho Pedroca. Uma família pobre que vive passando por dificuldades ainda mais estabelecidas pela divisão de classe, em que o barão alega ser dono das terras em que João Pedro vive com a criação de animais e de plantação de  cereais e que por isso ele  precisa pagar impostos de tudo que colhe. João Pedro vive danado da vida pois suas terras nada produzem, parece que os vetos só fazem girar os moinhos dos vizinhos agricultores e no dele nem um pé de vento pra lhe ajudar a melhorar. Parece que sempre tem vento a girar na vizinhança e se giram produzem e moem farinha que é vendida e dá renda.



Por mais que João Pedro se esforce nada dá certo, e tudo que consegue vai pra impostos e as despesas com o bebê Pedroca, seu filho que acaba de nascer. Até que um dia a situação muda quando o vento bate á sua porta cheia de buracos e frestas. os espíritos do vento agradecem a hospitalidade e prometem ser gratos à família quando precisarem. E assim ouvindo a reclamação de João pedro de que na sua plantação nunca chove, o vento dá uma ajudinha sopra um ventinho que logo traz a Dona chuva, que também entra na casa de João pedro e agradece a hospitalidade prometendo sempre que precisar podem procurá-la. E  assim a plantação do moleiro vai de vento em polpa. Isso tudo acontece entre João Pedro e o Senhor Vento sem que a esposa soubesse. Claudina estava adoecida, mas depois de que João conseguiu moer dois sacos de farinha co ajuda da chuva e do Senhor Vento vendeu e pagou as contas e ainda trouxe pão pra alimentar a família, Claudina ficou boa. Até que descobrindo o segredo dá com a língua nos dentes pra toda vizinhança. Até cair nos ouvidos do barão que vem cobrar mais impostos sobre impostos levando assim os últimos centavos do bolso do moleiro.



Quando o dinheiro acaba o casa vai sempre pedir ajuda ao vento que oferece um barrilzinho mágico que faz magia, com mestre cuca e pratos reais, e o barão ao descobrir corre a ludibriar a família, dizer que eles por serem simples não precisariam de um barril com mestre cuca que prepara pratos finos, mas ele por ser barão precisa e muito, e oferece  dinheiro, e compra, por pouco dinheiro que de repente acaba. E assim vai a família sempre recorrer por ajuda.



A situação muda quando por ajuda do Senhor Vento o filho já grande recebe um baú que tem um teatrinho de bonecos, e com ele começa a contar histórias e ganhar dinheiro. O menino vai até a casa do barão apresentar o teatro para os filhos do barão e se apaixona pela filha Margarida, loira, de olho azul como o céu, mas que usada pleo barão logo consegue o baú. O menino sofre as consequências e os castigos de seus pais, mas esperto Pedroca consegue contornar a situação e muda a história.


O livro é escrito com muita interação e  prende o leitor do início ao fim, dá enfase ao teatro e apresenta em cenas o ato apresentado no teatrinho por Pedroca aos filhos do barão. Faz refletir sobre a divisão de classes, a valorização do dinheiro e do status. O livor desperta a imaginação e a criatividade.
Vale a pena ler!

Para comprar:







sábado, 28 de outubro de 2017

Pra ventar poesia








Tudo começou com um sonho, com um gosto de ler, de conhecer o autor que fazia o dia amanhecer,
o prazer de um menino em descobrir o som, o gosto das palavras.
Tui lia um livro que amava na escola, abandonado no caixote, e brincava de imaginar
Na sua terra o calor escaldante não deixava a chuva vir, nuvem alguma no céu, vento nenhum refrescava as tardes quentes, nada falava só o silêncio.
Ainda antes de sair de casa para a escola Tui ver a mãe reclamar da quentura, a avó se abanar estafada
Tui sai feito lagartixa pelas paredes, acha sombra em uma árvore após a ladeira que todo dia desce e um muro com um verso escrito sobre desejos, sobre a seca, sobre sede.
Qual sua surpresa os versos lembram o autor que tanto ama, é Manoel de Barros que o menino adota na alma, a professora sempre o vê entretido nos versos do livro gasto e esquecido, ainda oferece para que Tui leve para ler com a família, mas o menino diz que já tem todas palavras guardadas na memória.

Foi assim numa tarde quente como a do livro que vivemos na escola a história de  Tui  que encantou as crianças, fui lendo e eles se reconhecendo na história, meninas e meninos vindo no pingo do meio dia sob o sol castigante, beirando paredes para encontrar frescor.
Li mais uma parte e eles iam se familiarizando com a história, eram protagonistas feito Tui.
Leram, e se espantaram com a poesia de Manoel de Barros que fui introduzindo perante a beleza do livro de Rosana Rios e Maurício Negro pela editora Pulo do gato: Foi ele que escreveu a ventania e compreenderam que a poesia dá pra sonhar, sentir , brincar e que o menino era feliz guardando pedaços de sol, sonhando brisas...

Depois de ler as crianças reescreveram a história, criaram uns versos como os do livro e ainda apresentei Manoel de Barros, a biografia, alguns livros para as crianças se inspirarem e criar alguns poemas.

Leiam alguns:

"O sapo voou
na poesia
da menina. " Rafael

"Poesia é a gente brincar de imaginar ." Fernanda


"O passarinho cantou
no silêncio da sala de aula." Klewberth

" O sapo é um pedaço do rio
verde e bonito" Thaisly


Elas fizeram cataventos e escreveram neles palavras que ventam como poesia, amor, alegria, brisa, sonho, brincar.
Puderam suspirar e viver a poesia linda desse livro em homenagem a Manoel de Barros, o poeta menino












Assistam: