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sexta-feira, 15 de maio de 2020

Contemplação



Sombras escuras
Cercam a alma,
Invadem e aprisionam.
São sombras do  medo
Fantasmagórico,
A impelir, a causar pânico,
A escurecer a visão.
Nessa fumaça de incertezas
Ninguém sabe do futuro
Escapa-se num instante frágil 
Beijado ao hálito da morte, 
Tão próximo, e corriqueiro
deixando a humanidade refém.
Só resta uma delicada esperança,
Uma breve  fé,
Impulsionando o cuidado,
de si e do outro.
Ao observar-se além do véu da escuridão
 que se assola sobre o mundo
pode-se enxergar a esperança.
Ela tem asas transparentes e finas, 
Feito uma libélula a voa e se esvair.
E a fé é como um cristal fino e delicado
a qualquer ruído se despedaça.
As duas: esperança e fé
Fogem ante as sombras do medo
e para resgatá-las,
Deve-se olhar com firmeza o céu
que nunca sentiu medo algum,
jamais temeu nenhuma tempestade,
E sempre renova-se num novo olhar,
Mais claro e mais azul.


Paula Belmino


Um poema para participar da Blogagem coletiva do Coisinhas da Chica