Sombras
escuras
Cercam
a alma,
Invadem
e aprisionam.
São
sombras do medo
Fantasmagórico,
A
impelir, a causar pânico,
A
escurecer a visão.
Nessa
fumaça de incertezas
Ninguém
sabe do futuro
Escapa-se
num instante frágil
Beijado
ao hálito da morte,
Tão
próximo, e corriqueiro
deixando
a humanidade refém.
Só
resta uma delicada esperança,
Uma
breve fé,
Impulsionando
o cuidado,
de
si e do outro.
Ao
observar-se além do véu da escuridão
que se assola sobre o mundo
pode-se
enxergar a esperança.
Ela
tem asas transparentes e finas,
Feito
uma libélula a voa e se esvair.
E
a fé é como um cristal fino e delicado
a
qualquer ruído se despedaça.
As
duas: esperança e fé
Fogem
ante as sombras do medo
e
para resgatá-las,
Deve-se
olhar com firmeza o céu
que nunca sentiu medo algum,
jamais temeu nenhuma tempestade,
E sempre renova-se num novo olhar,
Mais claro e mais azul.
Paula
Belmino