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quinta-feira, 29 de novembro de 2018
Poesia em LIBRAS
A poesia nos faz voar.
É asa, é sonho.
A poesia é liberdade para todo
ser humano se expressar.
É ato de inclusão e afeto
É pássaro na alma a cantar.
Meu poema Bem-te-vi foi musicado por Ray Santos com voz de Nova Morenno e agora ganha essa versão linda em LIBRAS (Língua Brasileira de Sinais )nas mãos e na alma do grande artista Guilherme Aniceto
Bem-te-vi
"Eu vi um bem-te-vi
de terna cor no bico,
hálito de vida,
de poesia,
suspirando sobre a flor.
Eu vi um bem-te-vi
cantando nostalgia
e morrendo de amor.
Eu vi um bem-te-vi
de terna cor no bico,
hálito de vida,
de poesia,
suspirando sobre a flor.
Eu vi um bem-te-vi
cantando nostalgia
e morrendo de amor."
Créditos:
Letra: Paula Belmino
Melodia: Ray Santos e Jonas Bryan.
Voz: Nova Moreno
Edição e remasterização: Studio Prime
sábado, 17 de novembro de 2018
Os ajudantes do H (dica de Livro)
Aprender sobre inclusão
O respeito ao outro
compreender a diversidade
Para aprender com o outro
para se autoconhecer
no singular,
sendo todos nós, pluralidade.
no singular,
sendo todos nós, pluralidade.
Ser amigo,
viver em união.
Na diferença se completar
se fazer irmão.
Conhecer as leis
Evitar o preconceito e o Bullying
Promover a cidadania
Onde todos somos iguais
e diferentes nesse mundo.
E quando em nossas dificuldades
Todos temos uma limitação
Mas ao lado do outro
nos completamos
E da nossa limitação
Nem lembramos mais.
.
Paula Belmino
Hoje lemos o livro do H de Adriana Maria Zabetta com ilustrações de Alice Tonobohn pela Editora Inverso
O livro chegou aqui bem na hora certa, afinal sempre temos falado e tratado o tema inclusão, cidadania, e respeito na escola.
O livro conta a história do H que se sentia triste e excluído de muitas atividades na escola. É narrado pela bruxinha Cueca, e por uma criança com deficiência física.
Os dois falam de direitos,das leis que garantem a inclusão desde a Declaração de Salamanca e trata de modo lúdico a maneira de enxergar e conviver com as diferenças.
As crianças ouviram a história, expliquei sobre as leis, algo que estamos sempre falando, mas que acima de tudo é o amor e a empatia quem nos faz melhores e aprender a respeitar o próximo.
Depois da leitura as crianças fizeram um texto dando suas opiniões sobre o tema e gravaram um vídeo recontando a história, expressando sentimentos e ideias de inclusão.
Veja e se inscrevam em nosso canal no YouTube
quinta-feira, 3 de setembro de 2015
Educação: Direito de Todos!
Estou participando de um curso sobre inclusão pela UFRN auqi na cidade e comecei a especializaçãoe m Psicopedagogia, estudando cada vez mais sobre as pessoas com deficiência e me conscientizando cada vez mais e me colocando no lugar dessas de repente numa busca em estudo me achei em uma poesia que fiz há algum tempo e foi usada por um grupo de escolas de Portugal em seu jornal circular, que trás as atividades produzidas pelas professoras e crianças. Fiquei muito feliz e venho compartilhar com vocês afinal não é todo dia que se tem uma poesia lida num outro país.Pra mim é uma honra!
Para ler clique na imagem. Ou visite http://issuu.com/aemfp/docs/jornal__especial_2p
A Educação inclusiva vem cada vez mais sendo discutida e aceita
nas instituições de ensino como um direito da criança estudar e se socializar
com outras crianças na escola regular de ensino , mas é no entanto uma
experiência desafiadora que deve e precisa ser aceita por toda escola, já
que uma escola para todos insere-se numa
perspectiva voltada para o respeito ás diferenças e valoriza a igualdade dos
direitos e valoriza a diversidade humana. Ao incluir uma pessoa com deficiência
na escola, essa também se torna um ambiente propício para a aprendizagem em
grupo, no coletivo, onde cada criança interage com as demais e compartilham e
constroem o conhecimento , uma vez que todas são diferentes entre si sejam
essas com deficiência ou não, pois a escola deve ser um lugar onde o respeito e
a solidariedade deve ser treinada e posto á prova constantemente na formação de
indivíduos que aprendem a conviver uns
com os outros e a respeitar as diferenças.
Ainda há entre os profissionais da educação o medo do
fracasso, de não saber trabalhar com a
criança com deficiência, do lidar com a criança que aprende diferente, de que é
necessário experimentar e criar situações problemas e metodologias novas para
alcançar uma aprendizagem significativa e eficaz, uma vez que educar não tem
receita pronta e nem há fórmulas e nem manuais de ensino iguais para todos os
seres humanos visto que todos nós somos diferentes. A partir desta tomada de
consciência a escola precisa atender a necessidades educacionais dos alunos com
deficiência e isso só será possível se juntos gestores, professores e toda
comunidade escolar possam andar de mãos dadas , pois educação é isto, voltar-se
para o outro, mostrar alteridade, é ser capaz de apreender no outro o estado de
dignidade e solidariedade, é aprender em grupo
compartilhando ideias e atitudes.Para isso é preciso estar consciente de
que ainda estamos engatinhando nas políticas públicas para o efetivo exercício
da cidadania e da inclusão, e que ainda há barreiras que impedem a eficaz
acolhida das crianças com deficiência na escola e para que não se sintam apenas
alunos presentes de corpo, mas que sejam
recebidos e envolvidos no processo de ensino. Para uma real inclusão é necessária
a derrubada das barreiras físicas
fazendo as devidas adaptações e ofertando as condições possíveis para a
locomoção da criança com deficiência física
bem como providências á nível
pedagógico que melhorem a participação e a comunicação do educando em
atividades escolares comuns a todos os alunos, sem distinção, afim de que o
objetivo da inclusão e da aprendizagem seja obtido, desde os materiais
didático-pedagógicos á maneira de olhar
do educador e do corpo docente e da escola, promovendo a efetiva
aprendizagem e o desenvolvimento pleno da criança.
A inclusão do aluno com deficiência física na escola é portanto direito
da criança, um desafio constante para o professor que deve ter formação
continuada, planejamento adequado com equipamentos que auxiliem a realização
das atividades escolares para garantir a inserção de todas as crianças durante
a execução dessas atividades sem
favoritismo ou a segregação. Para a
escola o apoio aos pais dessas crianças é muito importante , pois os mesmos
sentem medo de que a criança se machuque, de que sejam discriminada ou haja
preconceito e é através desse apoio e
das atividades lúdicas e do
engajamento de toda comunidade escolar para romper esse paradigma. é preciso
haver condições para receber essas crianças na escola, quanto menos limites
físicos e morais, mais aprendizagem, solidariedade, companheirismo e a efetiva
inclusão.
Incluir é mais que aceitar, é se por no lugar do
outro e ajudar, é ser competente a amar
de dentro para fora, é ver o outro com possibilidade para aprender e não
somente uma cadeira de rodas, um obstáculo, a falta de um membro, a deficiência
em si. Incluir é ser membro de uma sociedade acolhedora e cidadã que exerce o
dever de respeitar e apoiar, amar e
saber que todos nós somos diferentes, singulares, mas únicos no que se diz á
direito a Educação para todos.
Paula Belmino
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