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domingo, 27 de janeiro de 2019

O velho que trazia a noite



O velho dava medo no menino, com sua perna de pau e tão esquisito, parecia o velho do saco. De roupa preta causava pavor  quando as escadas descia, só saia de casa no fim da tarde. O que seria o mistério, o menino vivia  em agonia


E perguntava com insistência à mãe, porque o velho só desce á tarde?
A mãe logo respondia ao menino que era pra trazer a noite.



O velho fumava um cachimbo. E ria, e no seu riso o sol se escondia, ria de novo e e sol aparecia.
O velho misterioso, trazia a lua  e lobisomens, levava canto de colibris e  estrelas que tremiam.
Cantava que era 
o perneta 
de perna de pau, 
de olho de vidro,
e cara de mau.

E o dia escurecia, ele  trazia a noite tripreta no olhar.


E o menino via na noite o terror, o medo de dormir no escuro, mas tinha da mãe, cantigas, chás benzeduras e um canto na mão.


A mãe sabia fazer a luz nascer também,
De noite o velho buscava
de manhã a mãe trazia.
Era parteira, ajudava as crianças vir ao mundo, rasgando a noite em duas.
O menino vivia cercado do canto de muitos tipos de pássaros, na aurora, clareando seu dia.
E acordava com cheiro de doce, ouvindo cantoria
a mãe ocupada no fogão, ou sendo levada pela ventania, 
fazendo nascer as crianças
e o filho cercado de ansiedade, do medo do velho que tinha...


O tempo passando, o ressoo do perneta descendo as escadas, até o menino dormir, crescer e não ouvir mais nada que não fosse as belas lembranças de sua infância


O velho que trazia a noite é um livro lido de Sérgio Capparelli com ilustrações de Lélis publicado pela Global Editora, um livro lindo escrito com toda a sensibilidade da poesia, cheio de ternura, cantigas e imaginário popular que povoa a mente de todos nós, experiências e mitos como o velho do saco, lobisomem e outras histórias contadas pelos nossos pais que o autor Sérgio Capparelli transformou neste livro lindo


 O livro ganhou  do Prêmio Odylo Costa Filho, da FNLIJ o melhor para criança na categoria poesia.

Além do selo Lista de Honra do IBBY International Board on Books for Young People



Para comprar o livro:

https://globaleditora.com.br/catalogos/livro/?id=2507

quarta-feira, 23 de janeiro de 2019

Abecedário Poético de Frutas





Para aprender ler poesia


A gente lê poesia assim: vivenciando
sentindo o cheiro, o sabor.
Apropriando-se da poesia com os sentidos,
pra compreender a poesia
que não precisa de razão, apenas de sentimentos.
A gente lê poesia assim:
Compartilhada, pública.
Poesia falada com o coração
na voz ao vento,
aos quatro tempos,
em qualquer lugar, em qualquer momento.
A gente lê poesia assim:
com terna paixão,
dando vazão à imaginação.
A gente lê poesia com o corpo todo,
com a natureza perto
pra gente se sentir parte dela
como de verdade o somos.
A gente lê poesia com a alma aberta,
e o sonho de ver todos lendo,
por direito e por prazer
a poesia que há em se saber ler.




Paula Belmino


Muita gente diz não gostar de poesia, não entender, nãos aber ler, já ouvi muitos amigos dizer que lê e não entende. Talvez seja pelo simples fato de que poesia não é para entender, é para sentir.
Foi assim lendo poesia para sentir e viver que tivemos ontem uma tarde toda cheia de poesia , momentos de leitura ontem no sitio da minha amiga Vitória Lópes.  Nada foi combinado, apenas a gente leva muitos livros, as meninas leem , nós duas lemos, a irmã dela lê, sem registro de fotos, lemos sem obrigação a nada, só  de cumprir o papel do livro quem está por perto ler.

Lendo o poema tamarindo




Lendo o poema Manga


Lendo o poema jaca




É lindo a poesia do livro Abecedário Poético de Frutas de Roseana Murray com ilustrações de Claudia Simões pela Editora Rovelle
Ler assim fez sentido, cada poema lido embaixo de cada pé de fruta descrito no livro. Lemos na jaqueira, nas mangueiras, embaixo das Laranjeiras, Goiabeiras, tamarineiros, entre outras plantas frutíferas dali, todas carregadas de frutas da época, as crianças comeram o livro literalmente e eu ainda trouxe de presente jacas, mangas tudo tirado do pé.
E claro, eu vi as meninas correndo de um pé de fruta a outro, e quis participar . (Vejam os vídeos em boa resolução colocando HD ou 360p)



Leiturinha do poema Tamarindo, que a Alice achava que era chamado Tamaringo (rios)



O livro Abecedário Poético de Frutas de Roseana Murray reúne frutas conhecidas e nem tão pouco assim e ainda  poeta com sua arte de escrever pede licença poética para criar poemas de frutas que pensamos nem existir. Roseana ama árvores e em seu jardim tem flores e frutas e o que fez nesse livro foi dar toda sua contribuição  para aguçar o sabor e o desejo da gente está mais perto das árvores, de se alimentar melhor com frutas do pé.

Para comprar o livro:

https://www.saraiva.com.br/abecedario-poetico-de-frutas-8530764.html