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sexta-feira, 1 de junho de 2018

REVISTA BARBANTE - EDIÇÃO DE MAIO DE 2018


Tenho o privilégio de ter alguns poemas de minha autoria na Revista Barbante


Editorial

A edição de maio de 2018 da Revista Barbante está especialmente rica!
Atendendo à nossa chamada para uma reflexão sobre o Golpe de 2016, Gilvan Santana de Jesus
nos oferece o estudo “Processos de significação do impeachment da Presidente Dilma Rousseff
na/pela mídia brasileira”. Com viés político, Ivânia Nunes Machado Rocha nos convida à
reflexão a partir de “Literatura: uma categoria política”. Ainda na seção “Artigos”, Fabio Mario
da Silva nos apresenta a poesia de Airton Souza, em “A solaridade da obra Manhã cerzida,
de Airton Souza” e Aretha Ludmilla Pacheco Lira Barros, em “Caldeirão: quando a memória
revela a história”, um estudo filosófico sobre a obra de Cláudio Aguiar. Outra abordagem a
obra literária também pode ser lida: “Senhora de engenho: resistência e fragilidade feminina
em Fogo morto de Jośe Lins do Rêgo”, de Augusto Petronio Pereira. Já Margarida Maria
Araujo Bispo nos contempla com um estudo sobre o cinema no artigo “Babel, quatro histórias
entrelaçadas”.
A seção “Ensaios” também apresenta texto sobre o golpe 2016: “Refletindo o golpe de 2016”, de
Lidiane Almeida Silva. Além disso, traz “As Cantigas de Santa Maria – Séc. XIII” e “Leituras
Cascudianas”, ambos de João da Mata Costa; e o belo “Depoimento: do autismo ao altruísmo,
uma história de amor”, de Mirtes Veiga.
Em “Crônicas”, o texto de Bruno Elias “Sigamos o nosso caminho: Lula livre, Lula presidente”
e “Tarde de sol”, de Gilberlan Santos.
Já em “Contos”, este número reúne: “Dominuscídio (ou a morte de meu pai)” e de Antonio
Trindade; “Entre o asfalto e o infinito”, de Maíra Estela Santos.
Em “Literatura Infantil e Juvenil”, encontramos “O robôzinho medroso”, de Rosângela Trajano.
Na seção “Poesia”, uma surpresa especial: dois poemas da poeta e professora-doutora iraniana
Ulker Ucqar, traduzidos por Christina Ramalho (a partir da versão em francês), mas também
apresentados no idioma original, para que vocês confiram o “azeri”. E, na sequência, uma galeria
diversificada de poemas assinados por Antonio Trindade, Clécia Santos, Edson Santos, Fátima
Gonçalves, Gilberlan Santos, Jean Sartief, Lívia Ferreira, Maria Gabriella, Paula Belmino e
Renata de Castro. O último poema, “Golpe”, de Christina Ramalho, encerra a contemplação
do tema principal desta edição.
Em “Literatura de Cordel”, trazemos “Branca de Neve e os sete anões” de Rosa Regis.
A seção “Resenhas” traz uma bela resenha de Rosângela Trajano sobre o romance “As meninas”
de Lygia Fagundes Telles.
Fechando este número, a seção permanente, assinada por Mario Brito-Semedo, Esquina do
Tempo. Desta vez, Brito-Semedo nos presenteia com “Sport d’cinéma. Herói de cinema”.
Boa leitura! E continuem com a Barbante!

As Editoras





Na Edição do Mês de Março


Leiam a Revista na íntegra https://issuu.com/dandatrajano/docs/marco2018_completa

segunda-feira, 8 de janeiro de 2018

Meu amor é estrela





Um dia me senti acolhida
em teus braços nus
e o corpo acalentado
num infinito de azul.
A alma anoitecia
e acordava completa a teu lado,
não era preciso esperança
era completo o ser
dois pares de mãos  se encontraram
numa noite de luar
e se entregaram num beijo voraz
de para sempre.
Um dia éramos um só
olhando as estrelas
sendo parte da constelação
sonhos, projetos
e poesia.
Mas a vida passa como a noite
a roda gira, e no mesmo movimento da terra
corpos celestes se distanciam
para talvez num outro tempo 
voltar a se encontrar
e ficarmos assim envolvidos pelo mesmo olhar.
Por agora fica apenas, aquela estrela cadente
nossa história a contar.

Paula Belmino


Essa é minha participação no Poetizando e Encantando do blog

http://filosofandonavidaproflourdes.blogspot.com.br/



A brincadeira tem como objetivo disseminar a criatividade , usando um tema para expressar-se por meio das palavras. Além de unir os amigos leitores e blogueiros num intuito de incentivar á escrita e a leitura.

Deixo o convite a quem queira participar também!






quinta-feira, 14 de dezembro de 2017

Vivenciando a Poesia de Manoel de Barros









O menino fazia prodígios.

Até fez uma pedra dar flor!

A mãe reparava o menino com ternura.



A mãe falou:

Meu filho você vai ser poeta.
Você vai carregar água na peneira a vida toda

Manoel de Barros




Sempre tentando além de educar para a vida por uma educação de qualidade voltada para as artes, para a literatura, a poesia, levo o olhar atento às coisas simples da vida, porém valorosas, como a humanidade e a sensibilidade. Assim buscando alento e inspiração para as crianças pudemos este ano estudar muito sobre a Poesia de Manoel de Barros, teve oficinas de pintura nas pedras, escrita de poemas pelas crianças e haicais inspirados em Manoel, dança, música e tudo quanto pode ser movimento e arte focalizada para desenvolver habilidades e competências.

As crianças puderam estudar a biografia de Manoel de Barros, conhecer um pouco de suas amizades como o amigo Bernardo a quem sua obra cita, o lugar onde viveu, a vegetação do cerrado, o clima, os pequenos seres como rãs, formigas, bem-te-vis pelos quais Manoel se inspirava e brincava, para uma vida mais perto da natureza por amor e respeito à ela. E levam agora para a vida toda todo esse conhecimento contextualizado com as disciplinas, mas dentro do coração essa poesia bonita e tão importante da nossa literatura pra reinventar-se.


Ontem recebemos o convite para se apresentar numa Escola de Ensino Médio de tempo integral aqui em nosso município, a Escola Estadual Angelita Félix.  Fomos e recitamos, brincamos, as crianças puderam se expressar com os poemas:

Os girassóis de Van Gogh
Bernardo
O silêncio Branco

A minha Alice tocou e cantou: O menino e o rio e depois pudemos visitar as salas com a exposição dos trabalhos





Vejam um pedacinho de duas apresentações, infelizmente não pude gravar tudo, mas consegui esses vídeos. Se acaso achar outras compartilho com vocês


Bernardo


Bernardo, de Manoel de Barros
Bernardo já estava uma árvore quando
eu o conheci.
Passarinhos já construíam casa na palha
do seu chapéu.
Brisas carregavam borboletas para o seu paletó.
E os cachorros usavam fazer de poste as suas
pernas.
Quando estávamos todos acostumados com aquele
bernardo-árvore
ele bateu asas e avoou.
Virou passarinho.
Foi para o meio do cerrado ser um arãquã.


E o Silêncio Branco:


E isso foi só um pedacinho da poesia vivida!


Por uma Educação que abranja conteúdos, mas muito mais a humanização, sensibilidade e apreço pela natureza, valores e cuidados para com o outro e consigo mesmo.
Por uma educação que construa o conhecimento formal e cientifico, mas que além dele e do saber gerir fórmulas e regras matemáticas, promova novos olhares, para as coisas simples da vida e com igualdade garantir o respeito à diversidade e à inclusão.
Por uma educação que forme para dar condições às crianças  de ser um bom aluno, para com bom estudo poder adentrar universidades, mas que desde hoje, acima de tudo garantam a ela a educação que pensa nela como cidadão como cidadão, como ser de direito, como alguém que aprende brincando e deve sim, demonstrar suas emoções, bem além de suas conquistas.
Por uma educação com empatia e com poesia, com arte e música, considerando as particularidades de cada um e seus saberes e fazendo deles o ponto de partida para conhecer grandes nomes de nossa história.
Por uma educação significativa que eduque para ler por prazer, para escrever sabendo as finalidades dos diferentes gêneros textuais, e que norteie a ciência e a capacidade de pensar, criar, construir, se reinventar.
Por uma educação que arda no coração, e construa memórias afetivas através dos livros.
E assim por eles as crianças aprendam o que quiserem, e possam ser o que sonham ser!

É assim que quero continuar fazendo parte da Educação!

Paula Belmino

Deixo também a  poesia Sombra Boa tocada e cantada por Alice

quinta-feira, 13 de abril de 2017

Segredos do coelhinho


Coelhinho da páscoa que trazes pra mim?
Amor, alegria, amizade enfim!
Coelhinho da páscoa que cor é o amor?
Rosa, vermelho, branco furta cor!


Coelhinho da páscoa qual melhor presente?
Brincar, abraçar e estar sempre contente
Coelhinho da páscoa que será do futuro?
O futuro é agora, é a esperança do mundo.


Coelhinho da páscoa qual segredo da felicidade?
Afeto, poesia, alegria e bondade,
Coelhinho da páscoa como é ser feliz?
É amar, cuidar e escrever com papel e giz!

                                                                      Paula Belmino


Nessa páscoa independente da maneira que cada um comemora, se acredita em coelho ou não, o que importa é fazer felicidade  e viver a harmonia, servindo com alegria aos irmãos, estar em família, abraçar um amigo, aproveitar o feriado para brincar e refletir nas ações que promovam a paz. Em tempos de guerra, de crise econômica e social, vivendo em meio à tanta violência , nada melhor que semear poesia, amor, leitura e brincadeira com muita fantasia com as crianças.
A Dedeka em sua coleção Arteiros traz à tona o lúdico, o expressar alegria e sentimentos de afeto, para uma infância brincante que possa através da brincadeira e da imaginação desenvolver-se com muita alegria, tornando adultos saudáveis e conscientes de sua responsabilidade para com o mundo, o planeta, com a missão de cada um ser melhor do que ontem. Como em todos os anos a linha páscoa vem recheada de fantasia, cores diferenciadas em pijamas de coelho e pantufas que iluminarão o colorido da criança, não somente na páscoa , mas em momentos de brincadeira e na hora do faz de conta , antes de dormir, uma festa com leitura, brigadeiro, colo e muito afago.

Confiram mais da linha páscoa





E ainda na loja virtual você pode encontrar toda linha páscoa com descontos e as linhas passadas. Todas as peças vem com embalagem em plástico oxibiodegradável e parte da venda é revertida para a associação criança Feliz. Faça também sua parte!




terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

Momento literário no Abrigo Monsenhor Paulo Herôncio






É dom da poesia
apertar a mão que da lida
Por anos a fio o amor semeou
Na tenra idade trabalhou 
E todavia o tempo, que não se solidariza com nada
Deixou as marcas
Adiantando a estrada
E na vida o cansaço implantou.
É dom da poesia alimentar, prover, fazer sonhar.
É dom da poesia acolher
Aqueles que são como os pássaros
Alados em sonhos
Em histórias fabulantes
Em experiências vividas, ali dentro deles 
embora tão distantes
No coração  a guardar feito sagrado
O amor, ainda o mesmo como antes.
É dom da poesia acalentar
Guardar em paz os anjos que cantam
Os amigos que encantam
Os idosos em suas camas
A sonhar de novo seus mais belos sonhos
E a contar histórias para as crianças.
É dom da poesia envolver e abraçar
Ser alento e esperança
Ser cura e consolo em meio  ao pranto.
Fortuna aos desvalidos
Companhia na solidão
É dom da poesia levar um sorriso
E encher de alegria os olhos de quem ama
E a plena paz no coração.

Paula Belmino




Fomos visitar uma prima filha do irmão de meu avô com quem convivi minha infância e hoje se encontra em um lar de idosos,  há muito eu devia a visita, fui também no intuito de realizar o sonho e o pedido de uma senhora chamada Alice, no natal o abrigo de idosos de Currais Novos -RN, fez uma campanha pedindo alguns presentes que os idosos queriam, eram na maioria material de higiene, roupas, calçados, e chamou-me atenção o pedido especial de uma senhorinha cheia de sorrisos: um livro de poesia.

Como meu livro não havia sido lançado ainda deixei para quando estivesse em mãos e essa semana fomos lá, e qual não foi minha alegria, ver sua história, ela poeta nata, amante da música e das artes, e compartilhando seus sonhos comigo, ali conversamos com mais duas companheiras de quarto que ouviram poesia e oração em meu livro, e eu ali fui só plena alegria em poder levar amor e um pouco de esperança, boniteza e alento.
Alice se encantou com a sua xará e leu para ela e as outras companheiras, e prometemos voltar com mais tempo para ficar a poemar para os demais idosos do abrigo.



Que exemplo de vida aprendi, ali de um sorriso e almas francas, na velhice a solidão reparada por poesia e canção, sim ali um dos idosos tocava sua sanfona ao longe no pátio, e eu me comovi, me estreitei em ternura, e pude passar essa lição para a Alice e os primos que foram conosco crianças e idosos a conversar a transferir delicadezas e vida pura e simplicidades.
Esse é o dom da poesia florear, acalentar, cantar, ser cura e companhia, pois na leitura a gente viaja, no livro a gente sonha e se aventura, na poesia a gente materializa os desejos da alma mais profundos, é caminho, é bondade, é cura.

Vejam um pedacinho :




Vale a pena fazer uma visita e ouvir com tempo as belas histórias da Alice e suas amigas
Vale a pena ser solidário e levar mantimentos
Vale a pena fazer a poesia tomar vida levando alento e canção

O abrigo Monsenhor Paulo Herôncio está realizando um bazar e necessita de arrecadação d ealguns materiais para quem desejar colaborar:



Para entrar em contato


segunda-feira, 27 de junho de 2016

Panapaná


Borboletas voam no estômago,
Mil delas
Numa ansiedade e frenesi de te encontrar
As lembranças ardem e fervem
Borboletas que querem voar
Fazem brotar velhas sementes
Atiçam fogo à ervas daninhas que insistem em crescer
As borboletas desejam apenas rosas
O cheiro do amor a brotar e evanescer
Inundando o vasto mundo
Uma alma multicor
Sementes de amor brotadas
Um panapaná transpondo dulçor
Voam no meu estômago
Toda vez que a saudade trás sua presença
E logo tecem desejos e sonhos
Um romance que jamais poderá morrer!


Paula Belmino

terça-feira, 14 de junho de 2016

Era uma vez... Um menino Chamado AUGUSTO (DICA DE LIVRO)




O poeta da dor, do Eu, uma criança triste, solitária que se dedicou a ler embaixo de um pé de tamarindo,aprendendo versos de cor para recitar nas festas e reuniões em família. Criado pelo pai com literatura portuguesa e aulas de aritmética, a fé da mãe Sinhá Mocinha, cedo e à tardinha fazendo orações, e pelo padrinho recebeu aulas de catecismo. A cultura paraibana, no engenho, os parreirais, a sombra fresca da árvore amada e as tardes livres pelo quintal, sendo vigiado pela ama de leite Guilhermina com quem aprendeu o valor da amizade, assim foi a infância de Augusto dos Anjos poeta paraibano que amava a natureza e se perdia a ler e decorar poesias.
Professor e grande mestre deixou sua contribuição ao mundo e grande exemplo de didática e pedagogia não comum à época, vivenciando o valorizar o saber do aluno, foi grande mestre no ensinar.
Essa é um pouco da história do menino chamado Augusto livro que eu recebi de Neide Medeiros que retrata muito bem no livro: Era uma vez um menino chamado Augusto, com linguagem especial para as crianças e jovens prende a leitura e faz de modo especial querer saber mais da história do poeta cético e de sua obra que foi escrita ainda em 1912 com o título "eu", obra esta que tem muito ainda a dizer e guarda memórias por várias partes do Brasil por onde Augusto passara como o Memorial Augusto dos anjos em João Pessoa.
Um livro que conta em ilustrações rebuscadas que lembram as fotografias de família o livro narra a biografia e a história do poeta do Eu e da dor de maneira lúdica para aproximar as crianças do mundo mágico e sensível da poesia Augusta!




A árvore da serra
— As árvores, meu filho, não têm alma!
E esta árvore me serve de empecilho...
É preciso cortá-la, pois, meu filho,
Para que eu tenha uma velhice calma!

— Meu pai, por que sua ira não se acalma?!
Não vê que em tudo existe o mesmo brilho?!
Deus pos almas nos cedros... no junquilho...
Esta árvore, meu pai, possui minh'alma! ...

— Disse — e ajoelhou-se, numa rogativa:
«Não mate a árvore, pai, para que eu viva!»
E quando a árvore, olhando a pátria serra,

Caiu aos golpes do machado bronco,
O moço triste se abraçou com o tronco
E nunca mais se levantou da terra!

Augusto dos Anjos




A Esperança não murcha, ela não cansa, 
Também como ela não sucumbe a Crença, 
Vão-se sonhos nas asas da Descrença, 
Voltam sonhos nas asas da Esperança.

Augusto dos Anjos



Neide Medeiros foi professora de Literatura Infantil da UFPB, é mestra em Teoria da Literatura (UFPE), atualmente é leitora volante da Fundação nacional do Livro Infantil e Juvenil (FNLIJ) Tem livros publicados na área da teoria da literatura e memórias de leituras. É colunista do jornal" Contraponto" e colaboradora do "Correio das artes"
Outras obras de Neide Medeiros





Para conhecer mais Augusto dos Anjos

Um dos maiores biógrafos de Augusto dos Anjos é outro conterrâneo seu, o médico paraibano Humberto Nóbrega, trazendo à tona A poética carnavalizada de Augusto dos Anjos[2] uma das críticas mais relevantes às contribuições à investigação científica sobre o EU[3] por meio de sua obra de longo fôlego[4] , publicada em 1962, pela editora da primeira Universidade Federal da Paraíba, na qual o biógrafo Humberto Nóbrega foi também Reitor.
Augusto dos Anjos nasceu no Engenho Pau d'Arco, atualmente no município de Sapé, Estado da Paraíba. Foi educado nas primeiras letras pelo pai e estudou no Liceu Paraibano, onde viria a ser professor em 1908. Precoce poeta brasileiro, compôs os primeiros versos aos sete anos de idade.
Em 1903, ingressou no curso de Direito na Faculdade de Direito do Recife, bacharelando-se em 1907.[1] Em 1910 casa-se com Ester Fialho. Seu contato com a leitura, influenciaria muito na construção de sua dialética poética e visão de mundo.
Com a obra de Herbert Spencer, teria aprendido a incapacidade de se conhecer a essência das coisas e compreendido a evolução da natureza e da humanidade. De Ernst Haeckel, teria absorvido o conceito da monera como princípio da vida, e de que a morte e a vida são um puro fato químico. Arthur Schopenhauer o teria inspirado a perceber que o aniquilamento da vontade própria seria a única saída para o ser humano. E da Bíblia ao qual, também, não contestava sua essência espiritualística, usando-a para contrapor, de forma poeticamente agressiva, os pensamentos remanescentes, em principal os ideais iluministas/materialistas que, endeusando-se, se emergiam na sua época.[1]
Essa filosofia, fora do contexto europeu em que nascera, para Augusto dos Anjos seria a demonstração da realidade que via ao seu redor, com a crise de um modo de produção pré-materialista, proprietários falindo e ex-escravos na miséria. O mundo seria representado por ele, então, como repleto dessa tragédia, cada ser vivenciando-a no nascimento e na morte. Augusto nega a religião como algo que possa explicar o mundo, sua poesia é composta por muitas ironias contra o cristianismo e a religião de uma forma geral, embora em sua cidade natal, Engenho do Pau D’Arco, o escritor conduzia reuniões mediúnicas e psicografava.[5] [6]
Dedicou-se ao magistério, transferindo-se para o Rio de Janeiro, onde foi professor em vários estabelecimentos de ensino. Faleceu em 12 de novembro de 1914, às 4 horas da madrugada, aos 30 anos, em Leopoldina, Minas Gerais, onde era diretor de um grupo escolar. A causa de sua morte foi a pneumonia. Na casa em que residiu durante seus últimos meses de vida funciona hoje o Museu Espaço dos Anjos.
Durante sua vida, publicou vários poemas em periódicos, o primeiro, Saudade, em 1900. Em 1912, publicou seu livro único de poemas, Eu. Após sua morte, seu amigo Órris Soares organizaria uma edição chamada Eu e Outras Poesias, incluindo poemas até então não publicados pelo autor.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

A poesia esta na mesa


Vamos viver poesia?

Ler e comer?
Mergulhar a alma nas letras e na alegria
Fazer real a poesia
Com versos, ingredientes, aprendizado
Lamber os lábios de prazer
Poesia, arte
Receitinhas no fim de tarde
São presentes de quem gosta de ler.

Paula Belmino




Poesia é arte, é música, é alimento para alma, é momento vivido, delícias e sentimentos, expressão do corpo, aquilo que fala os olhos, o que alma canta sem saber porque.
Poesia é interação com a natureza, loucura, movimento, laço e abraço.
Saúde para os ossos, caminho para o conhecimento, pressa de sair voando, poesia é água que sacia a sede e comida que farta o coração.
é assim que sentimos poesia e queremos mais que sentir vivê-la, mais que entender versos e rimas, mais que saber diferença entre gêneros textual, ou conhecer o cenário e a vida dos personagens citados nos versos, fazer a poesia viva, que gira, que caminha, que se movimenta em nós em todo tempo. Ser poesia, comer poesia viver a beleza dos mais ternos versos de amor.
Recebemos um livro lindo aqui em casa: A poesia está na mesa da autoria de Rita Nasser e Tatiana Bianchini que trás em suas páginas, poemas de criar e que remetem os sentidos ás lembranças e cheiro de bolo da casa de avó, além de belas ilustrações em poemas e   receitinhas fáceis para a criança poder desenvolver seus gosto culinário enquanto ler.
Um livro mágico que flui em sentidos e lembranças e aguçam o desejo de se alimentar de forma saudável, como no tempo de nossas avós criando receitas e provando , lambendo a tigela, amassando a massa do pão.
Uma brincadeira com as palavras, sentidos, sensações, lembranças de infância e um incentivo para toda família ler e colocar a mão na massa, ou seja fazer poesia, afinal ela é tocável e sentida pelos poros.
Por fim ainda há uma parte no livro que deixa espaço para a criança interagir escrevendo suas próprias receitas e interações com o alimento-poesia . Um prazer de ler e criar.
Alice e a prima Hadassa de 4 aninhos que é louca por livros, leram, se encantaram e claro foram pra cozinha preparar um Shake Frozen pra comemorar a tarde juntas, e dão a dica de livro de hoje:
Assistam ai, uma graça só:



Para conhecer mais do livro curtam a página no facebook

https://www.facebook.com/apoesiaestanamesa/?fref=ts


Bom apetite!