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quarta-feira, 8 de agosto de 2018

O Papafigo



No ar o falcão

de olho no figo.
Fátima a figueira vigia.
Na fazenda de Filomena.
Fátima espanta o falcão:
-Foge falcão feio
Não come o figo!
Fátima enfadada
tira um cochilo.
O falcão veloz
o figo maduro fisga
e foge feliz
Em sobressalto Fátima acorda
E vive o pesadelo:
O falcão comeu o figo.
E Fátima fala: 
Esse falcão é um papafigo!


Paula Belmino


Ilustração de Danda Trajano

quinta-feira, 2 de agosto de 2018

Mani






Mani nasceu alva

Como flor de Narciso
Como a Via Láctea.
.
Lá da beira do rio
O cacique ouviu:
-Vida longa à Mani!

As andorinhas fazem verões 
Mas Mani viveu
apenas quatro estações.

A aldeia chorou sua morte
E embaixo da Sumaúma a enterraram
E seu corpo todos prantearam.

Seu avô a alma de Mani adorou
Foram tantas lágrimas
que a terra se afofou.

E na sepultura de Mani
Entre contos e lágrimas tantas
Nasceu uma pequena planta.


De rama delgada

Verde esperança
De grande raiz desenterrada.

Cor de canela por fora
Branca por dentro
Era de Mani o sentimento.
.
Matar a fome de seu povo
Ficar para sempre na história
Em farinha, goma, beiju e tapioca.


Tudo que se faz com mandioca!


Paula Belmino com licença de @Eloí Eloí Elisabete Bocheco



Essa é a releitura do poema de Eloí Bochecho no livro : Cobra Norato e outras miragens pela Habilis Press Editora com ilustrações de  Dane D'Angeli Ilustrador
As crianças ouviram a lenda contada como os antigos faziam, depois na versão de genêro poético.


Reescreveram a história, corrigimos o texto coletivamente.

Criaram os fantoches de dedo




Depois foram ler na turma do 1° ano da tia Cláudia Guimarães e contar a história, mostrar os fantoches, brincar e vivenciar a leitura.






Agora com esse novo poema vivenciaremos a história em outras releituras e expressões.Pois  A
gosto só iniciou com muita cultura,  folclore e muita leitura sempre!

Leitura do livro para outra turma


sábado, 2 de setembro de 2017

Levando Poesia à Escola Manoel Belmino




Fomos levar poesia
plantar sementes de esperança
cantar a melodia do sonho
adentrar novos corações
e conhecer novas terras.
A cada escola visitada
um cantinho, 
boca a boca,
o inatingível do ser, que só a poesia pode conhecer.

Olhos nos olhos
a palavra recitada, brincante
lida, encenada junto com
a multidão de sentimentos de desejo e boa sorte:
a educação a mudar as gentes,
a poesia a sensibilizar 
e tecer novos caminhos
dentro de cada coração ansioso.
Em cada criança, em cada um dos familiares
regando com  fé  a certeza de um dia novo.

E fomos levando poesia á escola Municipal Manoel Belmino que por sinal é meu sobrenome, e fica na zona rural da cidade de Cerro Corá, a convite da bibliotecária Maria Altiva que está com um projeto de incentivo à leitura está arrecadando livro para o acervo da escola.Além de recitar, ler e brincar com as crianças, também fizemos nossa doação, livros da Editora Paulus, que recebemos de uma amiga em Natal, para ir semeando poesia e livros onde por aqui precisa.







Ainda divulgamos nosso trabalho no livro Bem Poesia pela editora Delicatta 
E a antologia Casa da Poesia, entre outros






Ainda encontramos por lá o professor de música de Alice, Francisco Aprígio, que nessa escola é supervisor, e claro convidou a Alice pra tocar flauta doce com o grupo, ela prontamente aceitou, pois está amando mexer os dedinhos e ouvir o doce som da flautinha:


Assistam:


Alice tocou e cantou, eu li, e deixei uma homenagem em forma de acróstico ao homenageado na Feira Literária O Padre Ônio Amorim Caldas




A escola promoveu diversas apresentações culturais sobre o folclore, e foi uma tarde linda  cheia de poesia, arte, cultura e conhecimento popular com dramatizações, apresentação de parlendas com os alunos de todas as turmas.

Fica aqui o pedido de ajuda na doação  de livros para essa linda escola Manoel Belmino, (nome de meu pai) que logo mais estarei voltando por lá!

Conheçam a página clicando na imagem


quinta-feira, 24 de agosto de 2017

Poesia e Folclore!






Vocês conhecem Mani?
a índia tupi que nasceu com a pele 
branca como a via-láctea
alva feito uma flor de narciso?
Uma índia a trazer felicidade para sua tribo.
Mas ela ficou doente
e deixou a todos preocupados.
O pajé rezou
a tribo chorou,
mas de nada adiantou
Quatro estações apenas Mani durou.
E os avós com lágrimas
dentro da própria oca
o corpo de Mani sepultaram
e muitos tristes os índios ficaram.
Todos os dias as lágrimas da família
a sepultura de Mani regava
a terra seca era molhada
lágrimas de saudade e amor.
E ali uma planta brotou
de caule delgado
com as raízes saltando pra fora da terra.
Por fora uma raiz cor de canela
por dentro branca como a uma flor bela.
E nessa hora todos ali comprenderam
Mani era um milagre para trazer à sua gente fartura
E o cacique ouviu
Uma cotovia lhe disse:
É Mani que ainda vive!
Essa é a lenda de Mani,
a lenda da mandioca,
raiz que os índios transformaram
em tapioca, farinha e beiju,
raiz que alimentou todos na aldeia,
e as terras vizinhas.

Paula Belmino


Foi assim nossa aula com inspiração no poema de Eloí Elisabete Bocheco Mani, no livro Cobra Norato e outras miragens com ilustrações de Dane D'Angeli pela Habilis Press Editora
As crianças leram, criaram suas releituras, um texto coletivo, depois fizeram arte com reciclagem usando revistas e rolinhos de papel para dar vida a Mani. 
Vejam:







E essa e outras atividades sobre o folclore brasileiro sempre incentivando à arte, a leitura e as vivências poéticas serão apresentadas á toda escola na próxima semana. As crianças estão ansiosas!

Para comprar o livro: