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segunda-feira, 1 de outubro de 2018

Primavera Azul


A primavera é azul 
e te espera de braços abertos,
abrindo portas
plantando em sua vida jardins 
com flores de todos os perfumes.


A primavera te chama menina,
por trás das colinas e das árvores,
vem sorrateira trazendo o bem
vem toda azul
pintando tua tarde.


Perfuma teu olhar e tuas mãos
e pincela esperança
a primavera vem chegando criança,
e com ela traz águas de chuva doce
sementes de bondade,
azula tudo com saudade.


Te chama para voltar a brincar
Lembranças que o vento vai levando.
A primavera canta e dança
e desenha em aquarela
tua infância e juventude.


A primavera é sempre azul
e feito céu
ilumina tua vida com virtudes
e faz nascer em ti 
um jardim multicolorido.
de flores em todos os tons de azul.

 Paula Belmino

Minha inspiração para o Poetizando com a Lourdes no blog Filosofando na Vida, hoje com essa imagem de uma moça de azul a brincar entre as árvores, lembrei dese ensaio da Alice toda de azul feito no parque Burle Max em São Paulo e me bateu muita saudade, aqui ela tinha 5 anos e em breve dia 5 deste mês fará 12 anos de vida, é a primavera sempre azul colorindo-a.

Deixo portanto minha participação como homenagem e esperança azul de que sua vida seja sempre a mais bonita flor.



Para participar também basta seguir o blog, visitar os amigos participantes, deixar um carinho e usar sua criatividade.  Participe!
http://filosofandonavidaproflourdes.blogspot.com/


Fotografias da Alice por Graciela Lindner

https://www.facebook.com/gracielalindnerphoto/

domingo, 8 de abril de 2018

Mãos ao Alto




Abre os braços para a vida
bem abertos ao alto
e de todo  coração sempre agradecer
o que os céus te entregar
o que vem do céu e não é teu
é dom de Deus
é preciso receber e distribuir
fazer o bem
semear alegrias
e multiplicar flores pelo caminho
nesse deserto chamado vida
onde há espinhos e feridas
onde há desilusão e desesperanças
Abre teus braços para o alto
e entrega tua adoração
uma oração  alcançando o trono de Deus
e de lá fazer descer vida como renovo
como flores a perfumar tuas mãos
para ser esperança,
para ser pão,
para ser água,
uma palavra de edificação.
Benção inigualável que alcance quem te tocar
e por tuas mãos sejam benditas
todas as nações.

Paula Belmino

Essa e minha inspiração na blogagem coletiva sugerida pela Lourdes  do Filosofando na Vida com objetivo de interação, reflexão, desenvolver a criatividade, brincar com as palavras e alimentar a alma através da poesia. A imagem da semana escolhida é esta abaixo:
Uma mulher num capo com braços aberto para o céu, que me fez logo ver a capa e contracapa de meu livro Bem Poesia, onde a minha filha Alice eleva-se ao alto como quem busca benção celestial e entrega flores de paz.


E é mesmo do alto que vem o nosso socorro.
Para lá alcemos voz e as mãos.
E assim como nessa canção de hoje que a Alice toca e canta:
Quando estiver no deserto, cercado por inimigos, olhe para o alto, Deus é nuvem de fogo que protege, é refúgio e vento, é pão e sorte, é luz!

Ouçam e deem like lá no nosso canal:



Essas fotografias da Alice  foram feitas pelo fotógrafo Alberanir num ensaio para escolhemos duas delas para compor e vestir meu livro que como penso seria uma forma de elevar o mundo ao lírico, ao poético, mais perto de Deus. afinal o dom da poesia não é nosso é dom de Deus, e quando escrevo essa poesia chamo sempre Poesia do Céu, pois de lá vem, creio, com certeza, a força e a graça para abençoar que lê essa minha, (doada) poesia do bem.




Participe você também do Poetizando e Encantando!






sexta-feira, 9 de março de 2018

As Flores de Frida







As flores enfeitam sua cabeça
como para adornar a alma
sofrida, dolorida,
num lamento de dores e perdas
mas nunca, no entanto se queixa.
Pinta em tela sua dor
cenário de luto e sangue
e se faz forte em sua fraqueza
é mulher, a fina flor
mas é também asa
a voar sem pés
na imensidão da  poesia
no colorido da natureza
pintada em nostalgia,
Flores e bichos,
concreto e abstrato.
Assim fez da dor resistência
e empoderou-se Mulher
Forte, colorida Frida Kahlo
a nos dizer:
Seja tudo que sonhar e quiser ser!


Paula Belmino

E ainda sobre mulher, afinal todos os dias é da mulher, de lutar por seus direitos, par ser for e nunca frágil, se mostrar competente como poderia ser os homens, e sendo valorizada por tudo que é, levei par a escola o livro: Frida Kahlo da Coleção AntiPrincesas pela Editora Sur Livros para as crianças conhecer um pouco de sua história de vida, sua luta nunca se conformando em ser o que esperavam dela, mas enfrentando as dores e conflitos pela arte. 
Frida mesmo tendo a perna mais curta e manca por causa da sequela da poliomielite mostrou seu corpo e pintou sua dor em quadros que hoje são referência e famosos no mundo inteiro.
As crianças puderam ler a biografia, saber como era sua casa, o jardim de sua mãe, o motivo pelo qual ela se pintava com animais sempre perto e cercada de natureza para não se sentir só. Através da leitura compreenderam que ela mesmo ainda criança se impôs como mulher para se respeitada, lutando para estudar numa escola só para meninos.





Viram a técnica de pintura de Frida, o Autorretrato em que ela se pintava e se mostrava alma em pelo, dor e posicionamento para com a vida, sempre disposta a lutar pelo bem , não só para si mesma mas para o mundo, e das pessoas ao seu lado.
Além de ler e conversar, eles escreveram um texto sobre o que aprenderam com a artista Mexicana, fizeram a linha de tempo, usando-se da matemática para resolver situações problemas como quantos anos ela teria se estivesse viva? Com quantos anos Frida teve Poliomielite? Qual a diferença de meninos e meninas na escola? com quantos ans ela morreu? etc...
Depois puderam fazer o autorretrato de Frida usando lápis de cor e canetinhas e flores para o nosso cenário onde elas vivenciariam seus momentos de Frida e Diego Rivera





As crianças compreenderam como o Pai de Frida que era fotógrafo e gostava de pintar a influenciara, assim como o seu marido Diego Rivera que era também pintor, e os meninos puderam representar ao lado das Fridinhas o amigo esposo Diego

Vejam que lindos:










As crianças ficaram eufóricas e curiosas , desde ontem pedi para as meninas vir de tranças e roupa colorida, os demais acessórios trouxe e fomos todos juntos montando o cenário, para além da poesia e da vida exemplar de Frida para com a luta de respeito e valorização da mulher, compreender a arte como vivencia, sentimento, expressão.  Com a leitura do livro Frida Kahlo Antiprincesas  todos leram, conheceram, experimentaram, vivenciaram. As meninas com seus bigodes de canetinha CiS lavável, os meninos com seus paletós prontos para apresentar sua obra, e todos puderam nas palavras deles dizer:

As meninas com seus bigodes de canetinha Cis lavável puderam nas palavras deles dizer:

"Ela não se importava com que os outros pensavam"   Mateus

Ela não queria ser homem, mas mostrar que mulheres e homens podem fazer o que quiser " Ana Luiza

"Ela lutou com a dor, até a dor matá-la, ela era teimosa, mas nunca se entregou " Ana Clara

Continuaremos com arte, e leitura, poesia e incentivo à expressão e ao conhecimento com a obra de Frida que tem tanto a nos ensinar.

O livro Frida Kahlo de Nadia Fink e Pitu Saá é colorido, cheio de reflexões sobre suas obras, apresenta mais que a biografia da artista , mas desperta para a valorização da mulher, o conhecimento da obra de arte da artista, os costumes, suas preferências etc...




Mais sobre o livro?

EditoraSUR
ISBN9788556480002
Edição1º Edição
Páginas26 páginas
Ano de Publicação2015
AcabamentoBROCHURA
Dimensões1 x 21 x 21 (Altura x Largura x Comprimento)
Peso95g

Para comprar http://www.antiprincesas.com.br/

domingo, 3 de dezembro de 2017

Mar na alma mareia



Maresia
Mar
Mareia.


Borbulhas
brumas de amor
a alma da sereia.



Na praia
ondas do mar
 vão e vem,

beijam a areia.


Marina os olhos
o pensamento,

maré cheia.

E a alma só saudade,
chora um lamento:
de não poder voar ao céu
em noite de lua cheia.



Paula Belmino

 Pedras,dureza, imobilidade. 
água do mar bate insistente a cada maré cheia e vem de encontro ás rochas, assim como a dureza da vida em um coração que sofre, mas não se deixa abater e de repente de tanto insistir,  abre espaço à luz, à vida, e de lá surge pequenos seres do mar.
Como diz o ditado: Água mole em pedra dura tanto bate até que fura. Assim mesmo é a vida, é preciso nunca desistir, até que das pedras se veja a imensidão de mar, de vida.



Essa é nossa participação no desafio 11º poetizando e Encantando.
Uma maravilhosa brincadeira,  indicada pela Profª Lourdes Duarte em seu blog Filosofando na Vida.
filosofandonavidaproflourdes.blogspot.com.br/

Que tem como inspiração essa imagem que detalha pedras, um chapéu com flores esquecido entre as pedras e no encontro de céu e águas do mar, uma moça de vestes finas


Participe você também!

*Fotografias da Alice por Rafael Sousa





segunda-feira, 31 de outubro de 2016

Louco Amor





Ah, a loucura de te amar como eu amo!

O tempo não é capaz de minar
Remédio algum
Sem solução
Ironia do destino
Eu por ti me apaixonar.
E vão-se os dias definhando
Ainda assim há dentro de mim esse amor fugaz
Que arrepia a pele,
Que emudece a voz
E faz o coração bater mais forte a chamar teu nome.
Ah! essa doidice de amar assim em sonhos
E guardar-te em redoma nu.
Os versos e as palavras que minha mente produz
Soam ao vento a gritar por ti
Lá onde meus olhos não te alcançam
Nem minha boca pode saciar a sede com um beijo teu.
Ainda assim a alma sente com intensidade
O cheiro, o sabor e o som de tua voz ao meu ouvido dizendo que eras meu.
Ah! quão ilusório é amar assim...
Platonismo, doença, inconsequência,
Droga de amor que não se faz paz
Prefiro, no entanto, mesmo assim amar-te loucamente
E nessa fantasia soluçar meus ais
Lágrimas de saudade e a insônia ficarão comigo
E se acaso eu dormir sonharei que nunca mais te vais.




Poesia em meu livro : "Bem Poesia" pela Editora Delicatta em breve





sexta-feira, 7 de outubro de 2016

A Lei da Semeadura





Aprendi com a lei da semeadura
Que frutos amargos se transformam em doces
Que frutas caídas longe do pé sempre retornam pra casa
Que pequenas sementes apodrecidas se tornam frutos belos ainda
É preciso saber esperar, aguardar com paciência e com sorte
Um vento que leva a flor
Um passarinho que carrega a semente
Uma pedrada que derrube o cacho inerte ao chão , e logo darão em breve novas plantas no inverno,
Quando as chuvas regarem a terra e o grão vier a morrer , nascerá do que morreu nova flor na primavera!
Aprendi que o mal pode se transformar em bem, ou dele se aprender grandes lições, deixando que ele se vá, que não produza raiz de amargura no coração.
O que seria maldade sob nossos olhos, lançando aos pés de Deus se transforma em amor.
É só esperar o tempo certo, tudo que se planta se colhe em dobro, frutos bons mais doces, frutos podres nunca podre nascerão, deles nascerá remanescentes de vida,ainda que não seja o fruto doce que se gostaria de provar, afinal ninguém sega manga e colherá caju, e não se pode lançar sobre a terra milho e colher feijão.
É a lei da semeadura e tudo que se foi, voltará!
Tudo que se planta colherá!
Da bondade, amor
Do mal, frutos não tão doces assim.
Cabe a nós escolher o que regar, o que semear, para saber que a lei da vida é a ceifa de coisas boas ou desagradáveis.
Transforme no entanto o que tens nas mãos, lance todos sentimento ruim fora, mas sem medo de que ele se vá, deixe suas mãos limpas e o coração renovado, e o gérmen que se foi brotará em flores de benevolência e altruísmo que só quem entende que a vida é tempo de se plantar.


Paula Belmino

Alice usa Lecimar

http://www.lecimar.com.br/

terça-feira, 9 de agosto de 2016

De Tudo que a alma é






Sou dos mares 
a mais aconchegante sensação
A vida a desfiar-se em conchas
Pequenas pérolas 
Mar em agitação.
A brisa a soprar no rosto
Dos ventos a renovação
Que trás a mudança
Sementes a caírem no chão
E transformam-se em mudas 
Flores que brotam em perfeição.
Sou do tempo os minutos contados
Cada segundo roubado
Cada instante sagrado
Desde o canto do galo
Aos grilos no jardim a criquilar a noite toda
Numa melancolia que causa dó
Sou o mais pequeno raio de sol.
Sou do tempo a morna ânsia de deter
Esvaindo-se no horizonte ao dia nascer
E retornando em esperança esse tempo de guardar.
Sou a viva fé de nunca falhar.
Sou o silêncio que grita
E emudece o que fere, sobrando em lágrimas
Choro estampado que diz em versos tristes 
o quanto se poderia amar.
Silêncio e ais
Ambivalências que sente e retrai
Amor, saudade, dor e paixão
Sou solitário coração.
Memória que guarda resquícios de um beijo
Abraços intermináveis que curaram uma alma
Hoje longe de quem a ama leve e fugaz.
Depois de você
São lembranças de um amor remoto que nunca se esvai.

Paula Belmino