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sexta-feira, 20 de abril de 2018

Sertão (Dica de Livro)




O sertão recebeu a graça

A chuva nas asas de um pássaro
Um pássaro de alegria e prosperidade
Trazendo esperança em seu voejar
O sertão virou mar de contentamento
E chama passarinhos e borboletas
O sertão em tempo de chuva virou primavera
E agora enverdejando nosso olhar
E enche de fé e vida a nossa alma.


Paula Belmino

Por aqui os livros vão chegando e invadindo as almas das famílias, suas crianças, pais, avós, amigos da escola, e com eles trazem uma chuva de afeto, emoção e muita riqueza.
Quando um livro chega aqui é lido, relido, passa por várias mãos, e cumpre sua papel de encantar e fazer os leitores se apaixonarem cada vez mais pela leitura.
Não foi diferente com o livro: Sertão de Fábio Monteiro com ilustrações de Maurício Negro que chegou aqui pela nossa parceria com a  Paulinas Editora, foi abrir suas páginas e flogo transbordando em nosso olhar a ternura e como quem aspirava o sonho da chuva fez-se real a fantasia, e como saída do livro e das belas ilustrações a chuva que está enchendo nossos açudes, foi ler e o nosso pequeno mundo no sertão ganhou verde  esperança.



O livro Sertão conta a história de Tonho, um menino que vive no sertão e que durante quase toda sua infância não viu a chuva e sonha ver um lugar onde exista muita água para o gado, para soltar barquinhos de papel, para nadar.




Tonho passa seus dias a cuidar do pouco que resta de plantação quase sem vida e de duas vaquinhas magras e a esperança de seu olhar  está num pássaro que tem cor de céu e vem todas as manhãs de um lugar inimaginável. Para Tonho o pássaro traz no olhar os rios, as grandes árvores cheias de frutas, que no seu lugar as árvores sem folhas definham e só servem para balançar.
Uma história de luta e esperança, de empatia e saber olhar a vida, de grande ternura e amizade.
O livro nos arrebatou a alma  primeiro nas mãos das meninas Alice e Tereza que acabavam de tomar banho de chuva e assim como o personagem principal Tonho, desejavam ardentemente pelo derramar das águas celestes, e foram inundadas de chuva e de poesia da boa esperança.



Minha mãe que é uma ótima leitora e nasceu no sertão ao ler o livro se emocionou pois achou nele a sua infância, a sua vida em meio às dificuldades , mas a beleza do puro e dos dias permeados pela fé em dias melhores

Diante de tanta beleza planejamos logo a ida do livro para a escola e coincidentemente estamos trabalhando sobre água e o uso consciente assim como sua forma, como se deu o nascimento das cidades á beira dos grandes rios, a preocupação com as doenças por causa da água poluída ou no caso de água parada como a dengue. Além de conteúdos, trabalhamos a realidade vivida pelas crianças em meio á falta das chuvas e como um presente esses dias chegou por semana inteira chovendo como se o livro desembocasse uma grande torneira dentro de nós e molhasse a terra.

E assim surgiu nossa sequencia didática:
As crianças ouviram a história do livor por mim, fizemos roda de conversa sobre a importância da água e sobre como o autor e o ilustrador retrata a realidade do sertão em prosa poética, num conto mágico e real
Depois em grupo, leram apoiando os amigos que ainda não leem fluentemente





 Fiz um ditado com algumas palavras do texto e a partir dele as crianças escreveram e desenharam a história como a compreenderam e fizeram dobraduras do pássaro amigo de Tonho













O livro foi lido, vivenciado, expresso em muitos sentimentos que além da escola foi lido no sertão e vivenciado em sua essência por amigos, e seus filhos e amigos,numa forma grata de ver a chuva chegar e mudar o cenário seco e ardente pela chuva que chega nesses dias.
Estamos encantados com o livor Sertão,  assim como o outro livro recebido da editora paulinas do mesmo autor Fábio Monteiro: A menina que contava, e que logo mais trago aqui a resenha e interações e com certeza será lido ainda por muitas crianças aqui na nossa cidade e região, pois assim como a chuva enche a terra, meu sonho é que a leitura banhe todas as almas ao meu redor e no mundo!



Para conhecer mais e adquirir o livro clica na imagem






terça-feira, 13 de março de 2018

As palavras voam Cecília Meireles Editora Global



As palavras voam
e saem do livro
pra dentro da gente,
a nos fazer dançar
como as folhas,
a dançar com o vento.

As palavras voam
e pousam em nós
Nos dá asas de liberdade
pra ir e vir,
sem limites,
além do sol.

Com elas
Vamos à lua,
e dormimos em estrelas,
sonhos de aquarela
Ou mais profundos 
que o fundo  do mar.

As palavras voam
Pra lá e pra cá
E dentro da gente
nascem, crescem
vem morar
até pela palavra
nossa alma de poesia
transbordar.


Paula Belmino





O livro As Palavras Voam de Cecília Meireles pela Editora Global, nossa parceira chegou aqui nos arrancando suspiros de ternura e mil sentimentos vivos que ecoam na poesia do saber ler e ouvir, sentir e brincar
O livro tem 144 páginas e reúne vários poemas da autora organizado pelo poeta mineiro Bartolomeu  Campos de Queirós com muita sensibilidade organizando poemas que falam de dor e tristeza, solidão, dúvidas e mistérios, bem como as pequenas alegrias da infância esquecidas no tempo, as cantigas e canções da alma para leitores não tão pequenos, mas sem nunca deixar de ler para eles, afinal para a poesia não há idade e tema, é possível falar com as crianças sobre dor, morte, solidão, conflitos e com a poesia fica ainda mais fácil tratar os assuntos sérios que moram em nossas almas.



A obra de Cecília Meireles é cheia de lirismo e encanto, num e ritmo melodioso em suas rimas pra gente brincar, e se deleitar, voar com asas de poesia ao lermos seus versos harmoniosos que quando falam das coisas desse mundo nos tira da terra a ponto de nos arrebatar para dentro do mais profundo da alma, ou pelos lugares cheios de encanto que só a poesia é capaz de nos levar, podemos mesmo quando se fala se sentimentos adversos ver beleza e delicadeza, arte e ternura. Pura sensibilidade!

Quadra 6
" A cantiga que eu cantava,
por ser cantada morreu.
Nunca hei de dizer o nome
daquilo que há de ser meu."

E é possível voar com Cecília Meireles ao ler versos harmoniosos que quando falam das coisas desse mundo nos tira da terra a ponto de nos arrebatar para dentro do mais profundo da alma, ou pelos lugares cheios de encanto que só a poesia é capaz de nos levar.

Em um dos poemas ela fala dessa magia de voar nas palavras e das palavras nos despertar e nos fazer viajar:

Voo

Alheias e nossas
as palavras voam.
Bando de borboletas multicores,
as palavras voam.
Bando azul de andorinhas,
bando de gaivotas brancas,
as palavras voam.

Voam as palavras
como águias imensas.
Como escuros morcegos
como negros abutres,
as palavras voam.

Oh! Alto e baixo
em círculos e retas
acima de nós,
em redor de nós
as palavras voam.

E às vezes pousam.

Cecília Meireles

Foi neste poema Voo que me inspirei para o poema inicial deste post, e com que a cada dia me inspiro para fazer as crianças e meus alunos voarem comigo com asas de poesia.


Na escola as crianças puderam ler os poemas, brincar, recitar e aqui deixo um vídeo de um dos momentos com o poema: Pequena Canção de 1960, com ele brincamos, fizemos interpretação, observamos a sonoridade, a semelhança das palavras com que ela brinca e compreendemos expressões como por exemplo: Nem osso de ouvido, onde a palavra osso, se assemelha ouço, mas falando dos ossos dentro do ouvido, sem os quais é impossível ouvir, e pelo que a autora cita na sua poesia, uma terra sem flor, sem mar, onde um pássaro canta só, sem que haja ninguém para ouvi-lo e ainda assim canta seu canto mágico e puro. Através dessa lição pudemos em roda de conversar perceber que é preciso mesmo nas adversidades lutar, insistir, ser forte, cantar e sempre ser feliz!

Usamos a sequencia didática para incentivar a leitura:



Leitura em voz alta pelo professor
Leitura de versos e estrofes em duplas
Recitar em grupo com gestos
Fazer a roda de conversa sobre os sentimentos que o poema nos faz sentir
Escrita do poema ditado pelos alunos , para que as crianças em processo de alfabetização possam vencer as hipóteses silábicas tendo o professor como escriba.
Desenhos e dobradura.
Interpretação do texto
Apresentação final para outras turmas.

Vejam um pedacinho em vídeo e se atentem para o coro de passarinhos que entoam a Pequena canção com as crianças:

Se inscrevam em nosso canal!




Para adquirir o livro

http://globaleditora.com.br/?s=as+palavras+voam

segunda-feira, 30 de outubro de 2017

Senhor Vento e Dona Chuva Sylvia Orthof



O livro Senhor Vento e Dona Chuva pela Editora Rovelle conta de forma melodiosa e lírica uma história do século XIX escrita por Paul Musset e adaptado pro Sylvia Orthof. Nesse texto o Senhor Vento e a Dona Chuva tem poderes mágicos e entram em cena ajudando a família de João Pedro, Claudina e seu filho Pedroca. Uma família pobre que vive passando por dificuldades ainda mais estabelecidas pela divisão de classe, em que o barão alega ser dono das terras em que João Pedro vive com a criação de animais e de plantação de  cereais e que por isso ele  precisa pagar impostos de tudo que colhe. João Pedro vive danado da vida pois suas terras nada produzem, parece que os vetos só fazem girar os moinhos dos vizinhos agricultores e no dele nem um pé de vento pra lhe ajudar a melhorar. Parece que sempre tem vento a girar na vizinhança e se giram produzem e moem farinha que é vendida e dá renda.



Por mais que João Pedro se esforce nada dá certo, e tudo que consegue vai pra impostos e as despesas com o bebê Pedroca, seu filho que acaba de nascer. Até que um dia a situação muda quando o vento bate á sua porta cheia de buracos e frestas. os espíritos do vento agradecem a hospitalidade e prometem ser gratos à família quando precisarem. E assim ouvindo a reclamação de João pedro de que na sua plantação nunca chove, o vento dá uma ajudinha sopra um ventinho que logo traz a Dona chuva, que também entra na casa de João pedro e agradece a hospitalidade prometendo sempre que precisar podem procurá-la. E  assim a plantação do moleiro vai de vento em polpa. Isso tudo acontece entre João Pedro e o Senhor Vento sem que a esposa soubesse. Claudina estava adoecida, mas depois de que João conseguiu moer dois sacos de farinha co ajuda da chuva e do Senhor Vento vendeu e pagou as contas e ainda trouxe pão pra alimentar a família, Claudina ficou boa. Até que descobrindo o segredo dá com a língua nos dentes pra toda vizinhança. Até cair nos ouvidos do barão que vem cobrar mais impostos sobre impostos levando assim os últimos centavos do bolso do moleiro.



Quando o dinheiro acaba o casa vai sempre pedir ajuda ao vento que oferece um barrilzinho mágico que faz magia, com mestre cuca e pratos reais, e o barão ao descobrir corre a ludibriar a família, dizer que eles por serem simples não precisariam de um barril com mestre cuca que prepara pratos finos, mas ele por ser barão precisa e muito, e oferece  dinheiro, e compra, por pouco dinheiro que de repente acaba. E assim vai a família sempre recorrer por ajuda.



A situação muda quando por ajuda do Senhor Vento o filho já grande recebe um baú que tem um teatrinho de bonecos, e com ele começa a contar histórias e ganhar dinheiro. O menino vai até a casa do barão apresentar o teatro para os filhos do barão e se apaixona pela filha Margarida, loira, de olho azul como o céu, mas que usada pleo barão logo consegue o baú. O menino sofre as consequências e os castigos de seus pais, mas esperto Pedroca consegue contornar a situação e muda a história.


O livro é escrito com muita interação e  prende o leitor do início ao fim, dá enfase ao teatro e apresenta em cenas o ato apresentado no teatrinho por Pedroca aos filhos do barão. Faz refletir sobre a divisão de classes, a valorização do dinheiro e do status. O livor desperta a imaginação e a criatividade.
Vale a pena ler!

Para comprar:







segunda-feira, 13 de março de 2017

Meu Pé de Poesia






Meu pé de poesia
Onde sou pássaro no ninho
Flor adormecida
Desabrochando carinho
Fruto doce ao paladar
Alimentando a alma
Meu pé de poesia
Ar fresco
Sombra e calma.
Plantada nele ainda viajo
Sou borboleta nas flores
Perfumando sentimentos bons
Sutil natureza me invade.
Meu pé de poesia
Aqui nasço e renasço
Com raízes fortes que sustentam toda vida
Lendo e embalando-se em versos de paz
Meu pé de poesia me satisfaz
É doçura, encanto, natural de estado
Infância, livro e natureza
Meu pé de poesia é semente boa semeada
Árvore de ternura
Plantada na alma.

Paula Belmino


Nosso domingo foi assim com a presença da família e parentes vindos da capital, aqui as crianças subiram nas arvores, pegaram frutas do pé, correram e pularam. Quando descobriram como era fácil ficar sob à sombra do cajueiro acomodadas os livros vieram lhe inspirar, rendeu boas conversas, sorrisos e amabilidade. Um pé de cajueiro transformado em poesia e um mundo repleto de felicidade.

Vejam só:

Enzo e a mamãe Márcia leem Lindo de se olhar de Cecília Botana pela Editora Bamboblê


Fernanda encantada com o livro Esconde-esconde de maria Helena Zancan Frantz que nos presenteou com os livros de sua autoria para nossas ações literárias e claro não podia ficar de fora!


Clara lê : Meu reino por um cavalo de Ana Maria Machado, esse chegou aqui em casa pelo projeto RoMaria de Livros e uso para nossas ações


Hadassa e Ismênia leem : Dandi e a árvore palavreira de Ana Cristina de Melo pela parceria linda da Editora Bambolê




As crianças nas fotos iniciais leem outros livros chegados aqui pelas parceiras editoras e escritores que nos apoiam.

Vejam um momento de plantar poesia pela Alice aproveitem e se inscrevam em nosso canal :




domingo, 30 de outubro de 2016

O Guardião da Chuva (Dica de Livro)








Ler trás sonhos 
Cura a alma 
Faz realizar e voar

Faz acreditar num ideal
Ler é transportar-se para onde a alma gosta de estar.

Paula Belmino 




Quão bom é poder levar poesia às crianças!

Nossa última aula essa semana  foi embaixo do guarda-chuva, aula cheia de encantamento e magia. O sonho de ver o conto : O guardião da chuva se tornar realidade.Livro de Dailza Ribeiro e ilustração de Andre Flauzino pela Editora Bambolê narra com muita sensibilidade e ternura a história de um menino diferente dos outros, com olhar além de seu mundo, quieto, calado, cheio de esperança . O menino sai de galochas e guarda-chuva em plena estação de seca, deixando a mãe e a todos abismados com a sua reação em se preparar pra chegada do inverno no sertão  apoiado na fé e numa visão que tivera. Chuva ali seria um milagre, e é nele que Miguel acredita quando sai de casa convicto e cheio de esperança sai de casa levando um guarda-chuva, calçado de galochas e paramentado para o frio que a chuva traria, mesmo quando o céu claro não dá nem um sinal de pequena nuvem.





O livro chegou na escola trazendo alento em dias de tempo seco aqui em nosso estado, tal como no livro. 
Li em voz alta, cheia de suspense, com voz calma, depois em grande estrondo o susto que o menino pregara na mãe, fiz a voz das fofoqueiras nas janelas assustadas com a aguçada sensibilidade do menino, e quando a chuva caiu a alegria de todas as crianças acompanharam em coro.
Lemos em duplas, lemos as imagens, as crianças fizeram suas preces e orações em pequenas gotas que enfeitaram o guarda-chuva que levei para a sala.





As crianças leram em duplas, escreveram uma oração a Deus pedindo chuva, afinal há meses não chove e a barragem que abastece as cidades do RN só garante um mês de água. Sendo a fé, a força maior e a esperança cremos que Deus pode mandar água para nós . Ele é dono de tudo.
Aproveitando a oportunidade trabalhei o gênero bilhete, e em formas de gotas enfeitamos o guarda-chuva. As crianças desenharam, interpretaram oralmente e escreveram, e brincaram, a leitura e a escrita sempre juntas de forma lúdica e significativa.


Este é um tipo d elivro que fica para semrpe em nossa memória afetiva e já conquistou a todos por aqui

Alice se aprontou para ler e esperar que a chuva chegasse de madrugada





Minha mãe leu para as netas e ficou emocionada. Logo mais o vídeo por aqui!