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domingo, 14 de julho de 2019

Como grão de areia




Cansada de relutar

contra o vento,
contra as ondas do mar,
pousa na areia.
Se firma, se funde,
germina leveza
nas asas,
 ainda mesmo feridas.
E como quem sonha,
descansa.
É mais um na imensidão.
Deitou na areia
 o voo breve
e transformou-se em grão.


Paula Belmino

É preciso aprender  mais que ver olhar, saber ver, transver o mundo como disse o poeta Manoel de Barros.
Estávamos na semana com a família na praia, e lá de repente vi, não uma mais duas borboletas feridas, findando a vida na praia, e aprendi com elas esta bela lição, todos somos grãos de areia, partimos, descansamos, nos transformamos.
Esta é minha participação para o Poetizando e Encantando do blog da Lourdes Filosofando na Vida

Escolhi a imagem abaixo




A vida é passageira, é como uma borboleta de asas leves, saibamos aproveitar!


Deixo uma canção que reflete a temática

domingo, 17 de fevereiro de 2019

Francisco .O caminho das Flores



Uma história de amor
de um homem que foi tocado pela luz.
Francisco era um jovem sonhador, amava cavalgar, rico e cheio de  objetivos, sonhava se tornar um grande cavaleiro, mas os horrores da guerra o fez viver momentos de grande tristeza, preso por dois anos , Francisco adoeceu e ao retornar para sua casa já não era o jovem sonhador de antes, no entanto em meio à natureza Deus o chamou para ver a beleza de sua criação.



Francisco aprendeu a amar as flores, as árvores, os animais, e chamava sol, lua de irmãos.
Outra maravilha de suas ações foi deixar seu lar, sua riqueza para servir aos pobres, levando a mensagem de Cristo, sem medo de se aproximar dos leprosos e dos mais fracos.
Até dos lobos ele se tornava irmãos.
Francisco é conhecido pela igreja católica por São Francisco e deixou um legado de amor e paz, de incentivo ao fazer o bem.


Essa leitura nos chama atenção para as pequenas coisas, para nos mostrar que somos na terra servos, para fazer o bem ao próximo, que é o primeiro mandamento: Amar a Deus sobre todas as coisas e ao irmão como se fosse a nós mesmos.


Em cuidar dos animais e da natureza Deus se revela em nós, nas nossas ações de humanidade, e além de cuidar do meio ambiente, se colocar no lugar do outro, do próximo, amando cada um na sua diferença, se tornando iguais perante Deus.



Por aqui a gatinha deu cria, 4 gatos, que vieram mortos, apenas um vivo, mas que ela ainda não sabe ser mãe, deixa o bichinho com fome, a vovó Cicera, e os netos o alimentam com conta-gotas, dão carinho, embalam em panos e por vezes passam horas acarinhando a mãe para que fique perto do filhote e o amamente: Isso é amar as criaturas de Deus assim como fez Francisco.


Um livro para trabalhar empatia, cidadania, e valores e toda a sorte de poesia que há em fazer o bem.

Vejam mais:



Para comprar o livro Francisco, o caminho das flores de Monique Morgillo pela Paulinas Editora basta entrar no site:

https://www.paulinas.org.br/loja/francisco-2

domingo, 27 de janeiro de 2019

Até quando esse vale, Vale?


Até quando caminharemos 
por esse vale de lágrimas

de água, minério,
de lama.

Até quando Vale?
O horror, a vergonha,

a triste dor, o horror
como foi em Mariana.
E quando achávamos;
Ficariam apenas cicatrizes, 
vem essa sangria no peito,
na alma outra vez, 
o choro, o vazio,
Tudo jogado na lama.
Um vale amargo,
Dissabor,
A morte se impunha.
E como foi já um dia
com tantas mulheres, homens, crianças,
O rio doce da paz
Chora a desesperança.
Ainda agora, vi a natureza inteira,
uma cidade Mineira,
Perdida por esse vale de lágrimas.
Brumadinho, Minas Gerais
Choramos com você
todos esses doloridos ais.


Paula Belmino

*Arte linda e cheia de sentimento da artista Nice Lopes


Ah! Se no caminho

Só encontrassem beleza e vida 

Como em outrora.
No vale, a sombra da morte
Brumadinho enche-se de lama,

 de dor, de lágrimas, 
uma dura sorte.

A terra chora,
as águas, 
as flores,

os amores que foram embora.


Paula Belmino

Histórias como essas deviam apenas está na literatura e ter ficado no passado, sem nunca machucar a vida.




E quando a gente pensava que a triste tragédia de Mariana -MG tinha ensinado as grandes estatais que não sabem quanto vale a vida e só pensam no lucro.
A história se repete em Brumadinho com mais vítimas do descaso.

O livro de Ana Rapha Nunes  se chama Mariana e é publicado pela Editora InVerso conta a história de uma menina com o mesmo nome da cidade, Mariana, que tem sua vida mudada pela tragédia.
O livro é uma homenagem da autora à cidade, às vítimas, mas nunca se imaginou que este triste fato voltasse em tão pouco tempo se repetir.
Mariana vive com o pai e a mãe, o pai trabalha dirigindo pelas estradas do Brasil afora.E para dar uma vida melhor à família compra uma nova casa noutra cidade.
Mariana ama a escola, língua portuguesa, seus professores. Tem um ótimo com quem duvide segredos e sonha em conhecer o mar.
Deixa sua cidade em busca de uma vida melhor e sai de Timóteo, para Mariana , lá ela cresce, descobre o primeiro amor, faz amizades, até que passa junto com outras pessoas desse momento difícil.
Como termina a história? Com uma lição que deveria ter sido aprendida pela Vale, pelos governantes com leis mais duras para preservar a vida e o meio ambiente.

Histórias assim só deviam ficar nos livros!

*Na foto a resenha da história feita por Anayara Santos

E outro livro que trata a absurdez e a dor de mariana e do Rio Doce e toda a vida ao redor é Um dia, Um rio de Leo Cunha que já tanto falei por aqui, mas vale relembrar para nunca esquecermos e para isso a poesia se presta para denunciar e também humanizar 

Vovó Cicera Conta com muita emoção:




Oremos por Brumadinho -MG


quinta-feira, 29 de novembro de 2018

Poesia em LIBRAS





A poesia nos faz voar.
É asa, é sonho.
A poesia é liberdade para todo
ser humano se expressar.
É ato de inclusão e afeto
É pássaro na alma a cantar.

Meu poema Bem-te-vi foi musicado por Ray Santos com voz de Nova Morenno e agora ganha essa versão linda em LIBRAS (Língua Brasileira de Sinais )nas mãos e na alma do grande artista Guilherme Aniceto


Bem-te-vi
"Eu vi um bem-te-vi
de terna cor no bico,
hálito de vida,
de poesia,
suspirando sobre a flor.
Eu vi um bem-te-vi
cantando nostalgia
e morrendo de amor.
Eu vi um bem-te-vi
de terna cor no bico,
hálito de vida,
de poesia,
suspirando sobre a flor.
Eu vi um bem-te-vi
cantando nostalgia
e morrendo de amor."


Créditos:
Letra: Paula Belmino
Melodia: Ray Santos e Jonas Bryan.
Voz: Nova Moreno
Edição e remasterização: Studio Prime



sábado, 24 de novembro de 2018

A noite chegou...E o sono não vem



Ler é vivenciar, entrar dentro do livro e viajar.
Na escola leio incansavelmente para as crianças contextualizando conteúdos, mesmo incentivando o ler e o escrever, trabalhando gramática e ortografia, mas sobretudo o ler para sentir prazer, ler para experimentar, ler para sonhar.
Nessas leituras em voz alta as crianças conseguem se posicionar, opinar entender o gênero trabalhado, o sentido do  texto nas inferências, nas entrelinhas.
Depois de uma leitura e roda de conversa sobre o assunto principal relacionamos a vida das crianças.Cada um fala um pouco de si, de sua casa, da sua vida familiar, das horas de leitura, antes de dormir, do lazer. Por meio da leitura as crianças enfrentam a realidade por vezes dura, mas fantasiam e conseguem entender o que passam, e amenizar suas dores e ou enfrentar e resolver seus  conflitos
Foi assim com mais esta história lida:



A noite chegou... E o sono não vem de Ana Rapha Nunes com ilustrações der Paula Kranz pela Editora Franco
O livro conta a história de Dudu que antes de dormir tem mil pensamentos, viaja na imaginação,

sente medo, pensa em bruxas

Voa com as fadas


Se assusta com monstros horripilantes 



Conta carneirinhos, mas perde a conta e quando vê conta os bichos todos de uma fazenda. A noite passa e Dudu não dorme, até a sua mãe vir ao quarto  lhe dar atenção e um remédio infalível para dormir e sonhar bons sonhos.

As crianças leram, ilustraram,reescreveram a história:





E assim a gente vai lendo, melhorando a  escrita, depois faço as correções com ditados, textos coletivos, trabalho a ortografia, o importante é que as crianças se expressem.
Após atividades de leitura e escrita é hora de resenhar a história, encenar, brincar.
As crianças entram dentro da história e são protagonistas, e como a leitura é um ato solidário e de inclusão pelo afeto, une laços e causa empatia, as crianças vão encenar e nosso aluno com deficiência física que não anda e nem fala vai ser o Dudu deitadinho, ronca e brinca, ele que adora ler é amado pelas crianças e nesse ato de ler e vivenciar as crianças põe na prática o ato de cuidar uns dos outros.
A mesa de reforço no pátio vira uma cama com colchonete e uma toalha passa a ser cobertor. Tecidos viram fantasia de monstros, a janela a estante, as crianças as personagens, uns assistem, depois trocam de lugar, tudo para que vivenciem o ato de ler pro prazer.


vejam mais:



E assim vamos construindo por meio da leitura crianças apaixonadas pelos livros e com certeza pessoas melhores.

terça-feira, 15 de maio de 2018

Zeca não tem medo de prova (Dica de Livro)







E quem não sente medo de errar?
De na escola sofrer alguma dificuldade

Medo de matemática, o bicho papão

De escrever e ler?
Falar errado e ser zombado?
Que criança não sente medo da professora ser brava
De deixar os pais e crescer
Ser autônomo independente para 
na escola as atividades fazer?
Quem não sente, ou já sentiu medo de prova?
Afinal é competição?
Quem é o melhor da turma tudo acerta
Quem na prova tem medo não se dá bem não.
E o que fazer pra se sentir confiante
Na prova tirar dez?
Vencer o medo e saber que aprender é fácil 
Para todo aquele que estuda
tem confiança em si mesmo
e sabe que o estudo é pra valer.



Paula Belmino 


Recebemos da Editora Inverso o Livro: Zeca não tem medo de prova da escritora Vanessa Tavares com ilustrações de Lulo Fernandes, uma boa maneira de introduzir a roda de conversa sobre os medos que as crianças sentem, pois algumas tem medo de não conseguir, de errar, de matemática, de não acertar as continhas, de não saber ler etc... 

Foram medos que foram falando e há ainda os que ficam na mente delas impedindo de avançar, uma vez que o medo paralisa.


 Vejam alguns escritos das crianças sobre seus medos:






Além de nosso diálogo sobre os medos de prova e de outras coisas referentes à Escola, as crianças leram a história, recontaram, desenharam e fizemos uma dinâmica onde cada uma delas escreveram num pedaço de papel seu maior medo e foram estimuladas a pensar no medo e descrever, e em seguida rasgar o papel e jogar fora, como num passe de mágica não o sentiriam mais.

Esse medo da Ester me encheu de emoção:


No Livro Zeca é um menino que ama a escola, mas morre de medo de prova e neste dia não consegue lembrar nada, treme, mal pega no lápis e a maneira como a professora conduz a situação o deixa ainda mais perdido.




Certo dia uma nova professora chega à escola e o ensina que prova é mais que dar nota, ou servir para reprovar  o aluno, mas é avaliar o que ele aprendeu, e como esse conteúdo está sendo construído.





A vida escolar de Zeca muda para  melhor, e ele consegue se sair melhor nas provas.


É evidente que é necessário confiança, empatia por parte do professor, ajuda da família e dos amigos e muita motivação, estímulo e muita conversa, sempre numa forma de ajudar as crianças a superar suas dificuldades de aprendizagem seja com atendimento individual, atividades em grupos produtivos, com material concreto, brincadeiras e jogos para assim eles aprenderem regras, desenvolver o raciocínio lógico, muita aula de artes manuais para desenvolver a motricidade, e o desenho que incentiva a criatividade, música, dança para expressar-se e muita, mas muita leitura para uma infinidade de benefícios, para construírem assim confiança para aprender e compreender que o erro nada mais é que uma forma de observar onde, porque e como errou e reiniciar a atividade, o caminho a percorrer para acertar e melhorar cada vez mais.


Fiquei muito feliz ao perceber que as crianças já citam a leitura e a poesia como grandes e muito importantes ferramentas para a aprendizagem, pois em todo conteúdo e disciplina é necessário saber ler, interpretar, e escrever dando opinião etc..
e assim vamos motivando e estimulando as crianças a resolverem conflitos internos e com as pessoas ao redor e compreender que o erro nada mais é que o ponto de partida para o acerto.

As crianças se saíram muito bem hoje e aproveitei essa terapia narrativa para falar sobre suas emoções, quando choram por medo e ansiedade de não saber, que a escola está ali para ensinar, que a professora vai ensinar sempre que perguntarem etc... Depois de tudo ainda ganharam da escritora marcadores especiais com o tema do livro, que ela nos enviou pessoalmente pelos correios e agora todos marcarão seus textos preferidos e as páginas dos livros para pesquisa e estudo. Que belo incentivo! Obrigada Vanessa Tavares

Vejam a alegria das crianças!


Quando os livros chegaram aqui pela Editora InVerso a Alice ficou logo encantada com Zeca, é que ela passou e ainda passa por esse medo de prova, chegou muitas vezes a ter insônia, e isso não é um problema isolado, acontece e muito em muitas escolas

Vejam a opinião dela:



Para comprar este e outros livros da Editora Inverso

https://editorainverso.com.br/

terça-feira, 24 de outubro de 2017

Poesia para educar com empatia





E na escola também teve homenagem pra Ângela Lago.
Foi muita emoção e carinho, as crianças já tinham lido A festa no céu, a flauta do tatu, além de ver as ilustrações dela no livro Nas asas do Haicai de Sônia Barros pela Aletria  do qual ganharam rica inspiração para construir seus haicais e desenhos e eu não poderia deixar esse registro em vão.

Falei sobre a morte da autora, ilustradora e grande artista com sensibilidade, mostrando a eles que é preciso amar o terno, as pessoas que nos transforam por meio da literatura e da arte.

Eles também puderam conhecer O bicho folharal da Editora Rocco e brincar com o macaco e a onça cheia de cismas

Infelizmente eu não tinha o livro: O caderno do jardineiro mas levei impresso este poema: 


Árvore Vergada e depois de ler e ouvir várias vezes as crianças interpretaram oralmente o que sentiam, expliquei que não era para escrever o que o autor quer dizer, mas o que eles sentiam, e assim escreveram o que sentiam! 

Enquanto liam e refletiam, internalizavam os sentimentos e desdobravam a expressão na arte de fazer as flores de papel em homenagem à Ângela Lago




É a escrita com funcionalidade com expressão, viva, escrever para dar razão , registrar os momentos e sentimentos, deixar a alma falar.

As crianças falaram e escreveram sobre vida, sobre o tempo que passa, a saudade que ela sentia de si mesma, do colo do de sua infância, que de repente a vida passa e voamos.
O que mais me comoveu foi ler do aluno João: 



"Parecia que ela nos contava histórias aqui na nossa frente e de repente morreu, logo ela era tão querida. "
Compreendi que ele sentiu muita saudade e o medo de nunca mais ouvir as lindas histórias de Ângela, coisa que não deixarei acontecer , pois lerei sempre e sempre com novas releituras sua obra tão rica.




As crianças criaram seus poemas  escreveram nas folhas das flores de papel crepom:

Ângela virou flor!
Ângela Lago do amor!
Ângela voou!
Virou estrela no lago que brota amor.
Ângela é estrela no céu com o anjo Gabriel etc...

Uma festa pra ela sempre eterna.

Ainda vimos a biografia dela, e pudemos em matemática trabalhar a linha de tempo de sua vida, de sua obra.
Mas além de dar conteúdos quis trazer a humanização, a sensibilização, a empatia, para que as crianças possam se colocar na alma do outro, no lugar do outro e
 não construir robôs que saibam apenas calcular e elaborar conceitos, mas  educar para a sensibilidade , a ser mais  humano e apto a se voltar para as dores e alegrias do mundo.

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