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domingo, 6 de maio de 2018

A menina que contava (Dica de Livro)



 Matemática


Conto os sonhos, conto tudo,
desde a hora do sol nascer
ao último segundo do sol se pôr.
Conto avelocidade do vento
trazendo uma folha na calçada,
E a quantidade de chuva pra fazer germinar a flor.
Quanto tempo precisa para nascer
No homem o espírito de  cuidar bem do planeta?
Conto  a altura do som do canto do galo
a me acordar
e o som dos pássaros que me fazem dormir.
Quantos são?
Quem canta primeiro? 
E quem canta por último?
Gosto de contar o que sinto...
Quanto amor cabe num abraço?
O que ganho ao distribuir generosidade?
Quantos amigos num sorriso cabem?
Conto as borboletas e os bichinhos do chão,
Conto as estrelas, e as voltas de um avião.
Conto os dias e as noites para aprender
E guardo sem perca de tempo, os afetos.
Amizade eu multiplico,
Com amigos, os problemas subtraem-se.
Para viver bem a vida,
Divido valores
E o amor infinito
 nas suas múltiplas formas.

Paula Belmino


Hoje é o Dia Nacional da Matemática depois de um Decreto de Lei em 2013, sendo a escolha da data uma homenagem ao matemático, escritor e educador brasileiro Júlio César de Mello e Souza, mais conhecido como Malba Tahan.

Matemática é uma ciência exata que por muito tempo foi bicho de sete cabeças e ainda amedronta muita gente, pois em épocas remotas na escola se aprendia de forma tradicional sem nenhum material concreto ou com aulas lúdicas, mas na base da decoreba o contar e a tabuada, entre outros conceitos matemáticos todos ensinados de forma rudimentar, onde o aluno só podia dar a resposta ou aprender da forma que o professor ensinasse.
Hoje a metologia e a didática para o ensino da matemática é criativa e incentiva os alunos a perceber que a matemática faz parte da nossa vida em tudo que vamos fazer e que pensando, brincando, criando, comparado, aprendemos o uso dos números para a vida em fórmulas e situações problemas de trato real e dinâmico, assim como procedimentos para usar as operações e resolver cálculos.

Hoje trago uma dica de livro que recebemos da Editora Paulinas que dá para trabalhar matemática dentro da literatura, com poesia e leitura pois é impossível compreender de forma autônoma  uma situação problema se a criança não souber ler ou interpretar.

A dica é:
A menina que contava de Fábio Monteiro com ilustrações de André Neves.


Alga nasceu diferente das outras crianças...
Onde olhava via números, desde pequenininha qualquer coisa era motivo pra contar, numerar, quantificar, classificar.


Sua mãe lhe deu um casaco e ela passava horas contando os botões de cima para baixo na ordem crescente e decrescente, ficava ordenando os botões em suas casas.
Alga contava desde os seus brinquedos, contava estrelas, e imaginava quantos anos-luz levava para ir até elas, era uma menina que adorava cálculos astronômicos, sem ao menos entender o quanto a matemática e a física era presente em sua vida.


Alga contava os brinquedos, o tempo, da volta que dava de bicicleta, e imaginava de quanto tempo era preciso, em minutos e horas para se chegar ao fim do mundo?Ela inventava maneiras de calcular usando objetos e respondia à sua maneira todos os cálculos.


Alga na escola adorava os desafios e era a número 1 em questões de raciocínio lógico, compreendia as propriedades e as operações, ganhava em dobro se divertindo com os números.


Alga contava tudo nuvens, sonhos, letras, amigos, e multiplicava esses últimos e só perdia nas competições, pois abria mão de ser a melhor para ter os amigos sempre perto, ajudando, afinal amizade é incalculável.


Um dia Alga sofreu um acidente, o tempo para ser socorrida parecia que não chegava, e Alga ali pensava em número de ossos de seu corpo, qual deles havia fraturado na sua dor pensar nos números fazia Alga aguentar o socorro chegar.
Já recuperada precisou contar todo acontecido aos amigos, ponto por ponto, nos mínimos detalhes.

Alga contava, recontava e sua vida seguiu assim tendo a matemática e os números como seus melhores amigos.
O fim da história é surpreendente e não posso contar aqui, mas vale uma nota alta, um valor incontável o fim, ou melhor, o recomeço da história de Alga.




Um livro lindo que com certeza estará presente sempre nas minhas aulas e no ensino da matemática de forma lúdica e sem pressão para as crianças aprender criando, lendo, pensando, fazendo estimativas, tocando, com uso dos livros de literatura aliando ao conhecimento formal e científico, sempre ajusto às aulas o uso da poesia e da ludicidade para as crianças aprender desde as operações às formas geométricas, e o uso de  material concreto que desafiem as crianças a aprender conceitos e procedimentos no uso da matemática para a vida.






Para saber mais do livro e adquirir:


quinta-feira, 3 de maio de 2018

A Joaninha Aninha (Leitura e Sequência didática)





 A Joaninha Aninha chegou trazendo encantamento e curiosidade para com o reino animal, mas precisamente os insetos.
Vivendo em um lugar cheio de natureza e cor a Joaninha Aninha nasceu numa família de mais três irmãos todos com suas cores vermelhas e bolinhas pretas, ela no entanto, nasceu sem pintinhas e foi motivo de preocupação entre os seus, afinal as bolinhas das joaninhas são sinais que a protegem de predadores.
 As crianças leram a história e durante essa semana fizemos algumas atividades coma  sequencia didática, contextualizando as áreas de Ciências, matemática,artes e Língua portuguesa, ética, cidadania, etc...

Didática
*Leitura compartilhada pelo professor
*Roda de conversa com as curiosidades sobre as joaninhas
*Leitura pelas crianças





*Ilustrar o texto
*Confecção de fantoches com os personagens do texto
*Recontar a história usando os fantoches






* Interpretação do texto sobre a história
*Conversar sobre as diferenças de cada um, combatendo o Bullying e o preconceito
*Pesquisa na internet sobre as joaninhas e fazer uma ficha técnica.



Matemática

Situação problemas:

Leia o texto e resolva as situações problemas:

A joaninha tem duas asas duras e
vermelhas para se proteger e duas asas
transparentes para voar.Tem duas
antenas para sentir o gosto e o
cheiro.Tem sete pintinhas pretas nas
costas.Tem seis patas,três de cada lado.

1 Quantas asas tem uma joaninha? E duas joaninhas juntas quantas asas têm?

2- Se uma joaninha tem sete pintinhas nas costas quantas pintinhas teriam 4 joaninhas?


3- Quantas patas teriam 5 joaninhas?

Com base na pesquisa as crianças apresentaram seus textos na sala no dia posterior e responderam:

Quanto tempo vive uma joaninha?
Do que se alimentam?
Quantos dias são necessário para nascer?

Gravação de um vídeo para recontar a história e avaliar o aprendizado e repassar aos familiares para acompanhamento e estudo em casa


Sobre o livro:


A Joaninha Aninha de Miriam Leonila de Oliveira
Ilustrações Etsuko Ishizuka Moreira
Editora Inverso
Ano 2017

Naquele lindo jardim, o nascimento da pequena Joaninha Aninha, foi motivo de muita alegria para a sua família. Porém, Aninha nasceu diferente e por causa disso, passou por algumas situações difíceis. Mas contou sempre com um grande amigo para livrar-se delas. Até que um dia, aconteceu algo incrível, que mudou a vida de Aninha.
Como será que ela reagiu a toda essa mudança?
Conheça a história dessa simpática Joaninha, e saiba tudo que ela passou por ter nascido diferente.

Para comprar:

https://editorainverso.com.br/livros/infantil/a-joaninha-aninha/

sexta-feira, 20 de abril de 2018

Sertão (Dica de Livro)




O sertão recebeu a graça

A chuva nas asas de um pássaro
Um pássaro de alegria e prosperidade
Trazendo esperança em seu voejar
O sertão virou mar de contentamento
E chama passarinhos e borboletas
O sertão em tempo de chuva virou primavera
E agora enverdejando nosso olhar
E enche de fé e vida a nossa alma.


Paula Belmino

Por aqui os livros vão chegando e invadindo as almas das famílias, suas crianças, pais, avós, amigos da escola, e com eles trazem uma chuva de afeto, emoção e muita riqueza.
Quando um livro chega aqui é lido, relido, passa por várias mãos, e cumpre sua papel de encantar e fazer os leitores se apaixonarem cada vez mais pela leitura.
Não foi diferente com o livro: Sertão de Fábio Monteiro com ilustrações de Maurício Negro que chegou aqui pela nossa parceria com a  Paulinas Editora, foi abrir suas páginas e flogo transbordando em nosso olhar a ternura e como quem aspirava o sonho da chuva fez-se real a fantasia, e como saída do livro e das belas ilustrações a chuva que está enchendo nossos açudes, foi ler e o nosso pequeno mundo no sertão ganhou verde  esperança.



O livro Sertão conta a história de Tonho, um menino que vive no sertão e que durante quase toda sua infância não viu a chuva e sonha ver um lugar onde exista muita água para o gado, para soltar barquinhos de papel, para nadar.




Tonho passa seus dias a cuidar do pouco que resta de plantação quase sem vida e de duas vaquinhas magras e a esperança de seu olhar  está num pássaro que tem cor de céu e vem todas as manhãs de um lugar inimaginável. Para Tonho o pássaro traz no olhar os rios, as grandes árvores cheias de frutas, que no seu lugar as árvores sem folhas definham e só servem para balançar.
Uma história de luta e esperança, de empatia e saber olhar a vida, de grande ternura e amizade.
O livro nos arrebatou a alma  primeiro nas mãos das meninas Alice e Tereza que acabavam de tomar banho de chuva e assim como o personagem principal Tonho, desejavam ardentemente pelo derramar das águas celestes, e foram inundadas de chuva e de poesia da boa esperança.



Minha mãe que é uma ótima leitora e nasceu no sertão ao ler o livro se emocionou pois achou nele a sua infância, a sua vida em meio às dificuldades , mas a beleza do puro e dos dias permeados pela fé em dias melhores

Diante de tanta beleza planejamos logo a ida do livro para a escola e coincidentemente estamos trabalhando sobre água e o uso consciente assim como sua forma, como se deu o nascimento das cidades á beira dos grandes rios, a preocupação com as doenças por causa da água poluída ou no caso de água parada como a dengue. Além de conteúdos, trabalhamos a realidade vivida pelas crianças em meio á falta das chuvas e como um presente esses dias chegou por semana inteira chovendo como se o livro desembocasse uma grande torneira dentro de nós e molhasse a terra.

E assim surgiu nossa sequencia didática:
As crianças ouviram a história do livor por mim, fizemos roda de conversa sobre a importância da água e sobre como o autor e o ilustrador retrata a realidade do sertão em prosa poética, num conto mágico e real
Depois em grupo, leram apoiando os amigos que ainda não leem fluentemente





 Fiz um ditado com algumas palavras do texto e a partir dele as crianças escreveram e desenharam a história como a compreenderam e fizeram dobraduras do pássaro amigo de Tonho













O livro foi lido, vivenciado, expresso em muitos sentimentos que além da escola foi lido no sertão e vivenciado em sua essência por amigos, e seus filhos e amigos,numa forma grata de ver a chuva chegar e mudar o cenário seco e ardente pela chuva que chega nesses dias.
Estamos encantados com o livor Sertão,  assim como o outro livro recebido da editora paulinas do mesmo autor Fábio Monteiro: A menina que contava, e que logo mais trago aqui a resenha e interações e com certeza será lido ainda por muitas crianças aqui na nossa cidade e região, pois assim como a chuva enche a terra, meu sonho é que a leitura banhe todas as almas ao meu redor e no mundo!



Para conhecer mais e adquirir o livro clica na imagem