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quarta-feira, 3 de junho de 2020

Solidão Junina





Nasceu Junho
No peito, canta a saudade
Em sonho atiro o chapéu pra cima
Vejo o céu enfeitado
Salpicado de estrelas.
É noite de São João.
Bandeirinhas bem coloridas
No quintal cruzam a fogueira
Convidam Zé, Maria e Chiquita
Para dançar a noite inteira.
Mas Junho é solidão
Cada um em sua casa
Tempo de introspecção
Acender o amor feito brasa
Mandar ao céu uma oração
O pedido sobe como se fosse balão
Adira a lua e deseja
Que logo mais se faça festa!
Todos juntos a dançar
Xote, forró e baião
Todos a dançar.
É São João
Não há melhor festa que esta!

Paula Belmino

Arte de Alfredo Volpi

sexta-feira, 24 de abril de 2020

Embrionários do afeto




Carícias fecundas
geraram a humanidade.
Fomos feitos pelo toque.
Somos embriões do abraço
e do afeto.
Há uma relação entre criador e criatura
Afinada loucura, que nos refaz,

O carinho, o amor.


Em solidão,
Confinamento,
Buscamos afetuosidade,
Entregues à dependência
do outro, para sermos um só.
Cafuné no outro, no ego
para afagar a própria alma.


Como sempre foi:
Homem e Criador,
Bicho e árvore,
Corpo e espírito,
Unidos pelas emoções
pelo toque,
Para nunca se perder
a essência da criação.


E acariciados, reencontrarem-se
sempre,
Embrionários pelo afeto.


Paula Belmimo


quarta-feira, 4 de março de 2020

Arte e Literatura na Hora de Dormir




Flores passeiam
no azul do dia,
fabricam coloridos
silêncios,
como se fossem lenços
de seda e ar.

Roseana Murray

Flores exalam
Perfume ao jardim
Cantam cantigas
ao vento
Segredos,
Como se fossem notas musicais
a ninar nossa alma.

Flores dos pés a cabeça

a poesia para se cobrir
e adornar a alma.
Um jardim para se vestir.

Paula Belmino




É assim que chega a coleção Dedeka com parceria com o Instituto de Leitura Quindim Clube Quindim . A coleção assinada pelo artista Roger Mello e traz pijamas, camisetas, pantufas, babadores e bodys com as estampas do livro Jardins escrito pela poetisa de Roseana Murray





São peças que incentivam a imaginação e o contato com a natureza , educando as crianças para a poesia do olhar.

Além disso, toda parte da renda obtida com as vendas dos produtos é destinada ao Instituto de Leitura Quindim que será revertido em atividades de incentivo à leitura, formação de leitores.

A caixa da #instadedeka nos trouxe a poesia de Roseana com flores que passeiam... Sim vieram passear na minha memória afetiva, pois tenho amor por este livro Jardins publicado pela Global Editora

Além de amar flores e tudo que nos traz suas cores e perfumes.
Virei um jardim com flores de felicidade.
.
Alice amou! É logo mais temos ensaio por aqui.


De toda magia eu só sinto muito: não caber nessa poesia de vestir!! Mas pensando bem, não cabe meu corpo, mas meu espírito já se veste de poesia e flor faz tempo, e a #DEDEKA veio apenas regar meu jardim.
Obrigada!!
.
Aproveitem para vestir poesia e promover este lindo projeto social de fomento à leitura.
As peças já estão na loja virtual da Dedeka
.


domingo, 8 de dezembro de 2019

Prenúncio de Chuva-Cajuada Literária Escola Edmo Pinheiro






Prenúncio de Chuva

Fazia tempo não se ouvia
o som vindo do céu
o trovão a nos despertar
para olhar para dentro de nós, e para cima,
de onde provém  todas as bênçãos de vida.
Havia tempo o céu não se acinzentava
pintando de esperança o olhar do sertanejo.
E como quem anseia o verde na paisagem,
o céu pintou nuvens de chuva.
A brisa leve e tênue
trouxe o cheiro dos pingos d' água  caídos na terra,
há tanto tempo, sedenta das águas doces.
O som de um trovão nos aliviou a ansiedade
e bradou pra gente com veemência, a voz celestial:
A chuva vem no tempo certo!
E a lembrança da cantiga das águas lavando o telhado
fica ecoando dentro de nós:
Plinc plonc, Plinc, plonc.

Paula Belmino



Ontem ouvi um trovão, o Tempo mudou, o cheiro de chuva nos invadiu, e depois o vento levou a chuva que caiu aqui perto  no sertão . Daí recebi a esperança e este lindo vídeo da  2ª edição da Cajuada Literária, projeto desenvolvido no bairro de Cajupiranga, em Parnamirim-RN,  especificamente na Escola Municipal Edmo Pinheiro.


A escola trabalhou meu livro: A Menina Que sabe Chover, junto com outros autores que enfocam o sertão, como o livro Ser Tão de Fabio Monteiro , Ana Maria Machado, André Neves e a ilustração de Ivan Cabral com foco no humor sustentável.

As crianças recitaram meu poema Chuvinha Pinga Pinga  do livro A Menina que sabe chover com ilustrações de Francisco Daniel​ pela Editora InVerso​


Fazia uns dias recebi o vídeo do Projeto Rio de Leitura em Parnamirim, e fiquei imensamente honrada pela escola ter acolhido meu nome para representar o sertão, a força do Nordeste, as chuvas de esperança a brotar pela poesia. 



É o prenúncio da chuva que minha menina que sabe chover vai trazendo por onde passa.


Quero parabenizar a toda equipe da Escola Edmo Pinheiro por ter acolhido minha poesia e dizer que me sinto honrada de fazer parte deste Rio de Leitura que move e lava a alma. Não é à toa que é o melhor projeto de incentivo á leitura do Brasil. Parabéns!!
 Me emocionei muito vendo as crianças, as canecas, as latas da água, tudo me fez chorar de emoção!!


Para ver mais:

http://www.riodeleitura.com.br/2019/11/cajuada-literaria-acontece-na-escola.html

*Crédito das imagens Rio De Leitura

Para adquirir o livro: pode ser comprado no site da Editora Inverso https://www.editorainverso.com.br/pagina-de-produto/a-menina-que-sabe-chover

Ou na Livraria Câmara Cascudo

Para pedir com autografo envio mediante depósito. Entre em contato belmino.paula@gmail.com

domingo, 1 de dezembro de 2019

A Menina Que sabe Chover no III Congresso de Conselheiros Escolares



Aconteceu no mês de Novembro em Parnamirim o III Congresso de Conselheiros Escolares com objetivo de debater assuntos que permeiam o conselho como gestão democrática, e afins.
Houve palestras, oficinas temáticas e apresentação de releitura de obras literárias, entre elas o meu livro A Menina Que sabe Chover , pela Editora Inverso


A escola Municipal Costa e Silva levou ao palco seus alunos fazendo a leitura e a releitura de forma teatral com minha poesia.


Maria é consciente, reutiliza a água e rega com esperança a vida.


Planta sabendo que árvore é vida, enquanto afaga a chuva no coração.



Bendita Maria menina. 
É força e esperança no sertão.
Espera a chuva
cuida da terra
e da pouca água que resta.
Ao viajar nos livros da escola,
vê nascer rios de esperança.


Lá vai Maria
chovendo pelo caminho
a água da cacimba
do açude quase seco.
Anda pelo deserto
pingando água.
Busca longe a água 
para banhar-se.


 Maria é consciente,
é dona do mundo,
cheia de bondade,
alma de poesia molhada.


Leva a lata d'água na cabeça e,
de flor adornada,
de pingo em pingo,
junta água
para saciar a sede
sem reclamar de nada.



Sapos em cantoria
Quando é inverno no sertão
os sapos fazem reunião,
tocam tambores,
cantam e celebram a chuva
e com suas cantigas antigas
trazem alegria e vida.

Paula Belmino


A professora mediadora Marizalba Silva junto com o professor de Arte Everson de Oliveira fizeram um excelente trabalho e eu agradeço imensamente, pelo privilégio d elevar essa mensagem de consciência de cuidados com o meio ambiente e com os recursos hídricos de forma poética e lúdica, arte pura.

* Os poemas acima citados, são trechos de poemas do meu livro A Menina Que sabe Chover com ilustrações de Francisco Dam, publicado pela Editora Inverso

Adquira o seu clicando na imagem abaixo:






domingo, 4 de agosto de 2019

Expressão e Arte







"Dançar é despertar o corpo e a mente para a música da vida."

 Paula Belmino 

Dança é movimento, além do corpo, exercita a mente, expressa, traz leveza, educa a postura, socializa, e dá disciplina.
O ballet é arte e dedicação, compostura e saber se conhecer, autoconhecer o próprio corpo e seus limites.


Essa é minha participação no Poetizando e Encantado do blog da Lourdes 

O Filosofando na Vida tem a Blogagem Coletiva que nos convida a expressar a criatividade e a participar socializando com os demais amigos blogueiros

Escolhi a imagem desta bela moça de um vestido esvoaçante e delicado que me lembrou os grandes espetáculos




Alice fazia ballet desde pequenina, mas com os horários de escola e projeto Polícia Mirim não dava mais tempo, agora conciliando estudos e arte, pediu para voltar, e claro eu aprovei.
Ontem depois de duas semanas que retornou às aula a já se apresentou no Festival de Dança: II Mostra de Dança Criança na cidade de Acari com o grupo Arte e Dança organizado pela Tia Elaine Pereira 
e claro a mamãe coruja vibrou seus passos, seu movimento, sua dedicação em tido que faz.

breve estará dançando solo em muitas outras apresentações. 

Vejam um pedacinho da apresentação dela, ela aparece no fundo do palco



segunda-feira, 10 de dezembro de 2018

Feliz dia do Palhaço






Palhaço Zumzum

De cara pintada
Sapato grandão,
Nariz avermelhado
O palhaço é pura diversão!


Dá cambalhota

E cai de bumbum

Que palhaço engraçado
seu nome é Zumzum!


Um palhaço feliz

faz trapalhada e estripulias
arranca gargalhadas
e das crianças é a alegria.



De cara pintada

E sapato grandão

de roupa listrada

E um vermelho narigão

Palhaço zumzum
Faz magia com fitas.
É palhaço e mágico
com sua cartola divertida.

Da fita azul faz jujuba
a vermelha um coração
da fita amarelo nasce um girassol
Zumzum  gera em todos emoção.

Sua magia tem sentido:
O sorriso na alma é fita colorida.
A gente transforma tudo
para ser feliz na vida .



Paula Belmino


Minha homenagem a todos que produz na gente o sorriso

Em especial aos palhaços da nossa vida palhaço , da infância da Alice: Palhaço Cartuchinho Carlos Alberto Klen Palhaço Xibum Patati e patataRaul Figueiredo Doutores da Alegria Teleco e Teco e a todos os palhaços do mundo!

quinta-feira, 29 de novembro de 2018

Poesia em LIBRAS





A poesia nos faz voar.
É asa, é sonho.
A poesia é liberdade para todo
ser humano se expressar.
É ato de inclusão e afeto
É pássaro na alma a cantar.

Meu poema Bem-te-vi foi musicado por Ray Santos com voz de Nova Morenno e agora ganha essa versão linda em LIBRAS (Língua Brasileira de Sinais )nas mãos e na alma do grande artista Guilherme Aniceto


Bem-te-vi
"Eu vi um bem-te-vi
de terna cor no bico,
hálito de vida,
de poesia,
suspirando sobre a flor.
Eu vi um bem-te-vi
cantando nostalgia
e morrendo de amor.
Eu vi um bem-te-vi
de terna cor no bico,
hálito de vida,
de poesia,
suspirando sobre a flor.
Eu vi um bem-te-vi
cantando nostalgia
e morrendo de amor."


Créditos:
Letra: Paula Belmino
Melodia: Ray Santos e Jonas Bryan.
Voz: Nova Moreno
Edição e remasterização: Studio Prime



terça-feira, 30 de outubro de 2018

Flor Amarela






Floriu primavera.
O ipê pintou seu dia.
Vestiu-se amarelo.

Paula Belmino

A primavera tomou conta de nós e não podemos deixar de ver as flores como elas são ainda que depois de caídas ao chão. Resto de flor é flor como já diz a artista Maria Cininha que nos inspira a criar arte com as flores de ipê amarelo que por aqui as crianças não conheciam por este nome, e sim craibeira.

Inciamos a aula com o poema de Cecília Meireles : a flor amarela do livro: O isto, ou aquilo pela Editora Global, que inclusive foi aprovado pelo PNLD literário e pode ser escolhido por escolas de ensino fundamental de todo país até o dia 31/10 com o código 0542L18601


Após a leitura indaguei sobre qual tamanho poderia ser a flor na poesia de Cecília Meireles, que tipo, como seria?
Surgiram nomes e assim os alunos escreveram uma lista
de flores baseadas no poema, e nas fores que já leram em outros livros, fizeram frases, acróstico com a palavra Primavera e depois na releitura da obra recriaram o deles assim:








Depois lemos um texto informativo sobre uma flor amarela de alto porte que floresce no ipê. As crianças puderam ver como floresce, a altura, para que é usada a madeira, como é conhecido o ipê em outras regiões etc... E depois da leitura foi hora de fazer uma aula passeio aos arredores da escola para descobrir flores amarelas. Será que existiam flores nas janelas? Ou em árvores grandes?


As crianças ficaram encantadas e puderam medir o diâmetro do tronco, sentir o perfume das flores, fazer estimativas da altura da árvore etc...
E por fim pegaram as flores caídas no chão para fazer arte na sala, sempre ressaltando a importância de se preservar , de não retirar as flores do seu habita, contextualizando para que serve cada parte da planta com atividades do livro didático de ciências.


Artes usado tinta guache, lápis de cor e flores de ipê amarelo






Por fim criamos um texto coletivo sobre o Ipê amarelo e as crianças levaram para casa a missão de plantar e acompanhar o crescimento de um vegetal, como por ex: um pé de feijão e ir registrando o processo.
Ler e escrever sempre para uma aprendizagem significativa!

Fiquem com a poesia a Flor amarela de Cecília Meireles em uma singela apresentação da Alice e da amiga Anayara na Biblioteca Pública de nossa cidade para alunos de escolas públicas