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domingo, 14 de julho de 2019

Como grão de areia




Cansada de relutar

contra o vento,
contra as ondas do mar,
pousa na areia.
Se firma, se funde,
germina leveza
nas asas,
 ainda mesmo feridas.
E como quem sonha,
descansa.
É mais um na imensidão.
Deitou na areia
 o voo breve
e transformou-se em grão.


Paula Belmino

É preciso aprender  mais que ver olhar, saber ver, transver o mundo como disse o poeta Manoel de Barros.
Estávamos na semana com a família na praia, e lá de repente vi, não uma mais duas borboletas feridas, findando a vida na praia, e aprendi com elas esta bela lição, todos somos grãos de areia, partimos, descansamos, nos transformamos.
Esta é minha participação para o Poetizando e Encantando do blog da Lourdes Filosofando na Vida

Escolhi a imagem abaixo




A vida é passageira, é como uma borboleta de asas leves, saibamos aproveitar!


Deixo uma canção que reflete a temática

domingo, 26 de maio de 2019

É Mamífero que Fala né?



Alimento da vida

no colo o carinho,
Fluído de amor
No seio materno
A gota de leite
é saúde e afeto
Sem distinção 
de classe ou cor.
Líquido saudável
Para se crescer feliz.
Quem se alimenta de leite
É mamífero 
É amor que se diz.


Paula Belmino 




Um poeminha pra anunciar o livro lindo que chegou hoje por aqui:
É mamífero que fala né? escrito por Vanessa de Abreu Barbosa Fernandes,Moises Chencinski
Editora Paulinas Editora
O livro fala da importância da amamentação seguindo a orientação da OMS que aconselham a amamentação exclusiva de leite materno até os 2 anos de idade.

O livro mostra os hábitos dos mamíferos de forma clara , linguagem lúdica com ilustrações coloridas de Helena Cortez 



A história se inicia com o menino Lucca curioso para compreender a importância do leite materno, já que sua mãe agora amamenta a sua irmãzinha, e a avó ler um livro com o título Mamíferos, e enquanto preparam um bolo na cozinha vai conversando com Lucca, dando exemplos de animais mamíferos, a quantidade de leite produzida, por exemplo a baleia a azul maior mamífero que produz até 600 litros de leite para seu filhote.


O mamífero que voa, o morcego, o mamífero canguru que nasce pequeno como um cubo de maça e vai crescendo da bolsa marsupial até poder sair , e a curiosidade de que a mãe pode produzir em cada teta um leite diferente, revelando assim que cada mamífero tem seu leite especifico, e que nós também mamíferos necessitamos do leite materno exclusivo, para ajudar a crescer e a se prevenir de doenças.


Na Escola as crianças ficaram surpresas com as curiosidades, e aprenderam de forma lúdica, lendo aos pares e trios, comentando, pesquisando , fazendo recorte e colagem com livros e revistas de animais mamíferos, com certeza uma aprendizagem significativa.






E aproveitando o nosso projeto Caixa Surpresa do Alfabeto, que consiste em cada aluno trazer uma surpresa, algo que se inicie com a letra de seu nome para dividir com a turma, e a aluna Anna Lívia trouxe o Álbum de sua família, suas fotos de recém-nascida, e aliamos ao tema mamíferos, quanto tempo mamou, como é os vínculos familiares etc...


 Após estas atividades as crianças listaram alguns nomes relacionados ao texto como afeto, leite, vacina, amor, importante, etc...E pesquisaram em casa outros mamíferos e fizeram ficha técnica


O livro É Mamífero que fala né? Ainda traz uma receita para preparar com as crianças que não leva leite, e aproveitei para falar sobre a restrição que algumas pessoas tem á lactose, como alergias, intolerâncias, e por sinal temos alunos na turma, e eu também venho apresentando alguns sintomas.


O bolo da vovó leva frutas, aveia e outros alimentos saudáveis que dá para preparar com as crianças de forma lúdica e para garantir aprendizagens de todas as formas, como medidas de massa, gênero textual receita, leitura e interpretação, aprendendo de forma contextualizada conteúdos e conceitos de Matemática, Ciências, Língua Portuguesa, etc...

Livro muito importante para trabalhar desde cedo os benefícios do aleitamento materno, e seus benefícios para a saúde da criança, e no estreitar laços afetivos entre a família.

Mais um pouco de nossa aula


Para comprar:

https://www.paulinas.com.br/loja/e-mamifero-que-fala-ne

quinta-feira, 20 de dezembro de 2018

Aula Passeio



A aula passeio é instrumento pedagógico e estratégia para que as crianças possam aprender ao ar livre o amor pela natureza, o contato com o meio ambiente. Desenvolvida pelo educador francês Celestin Freinet a mais de 100 anos a aula passeio motiva e traz entusiasmo às crianças contextualizando os assuntos referentes ao meio, à geografia, história, na observação do espaço, do movimento das coisas, cores, arte, e tudo que se pode observar e aprender por meio de outros sentidos que não seja limitado apenas ao ouvir do professor conceitos e temas abordados dentro de quatro paredes.
Com essa proposta de aprender brincando visitamos a cidade de Cerro Corá-RN, para as crianças observarem e aprenderem no olhar o que viram no livro de geografia.
Para Freinet a aula-passeio proporciona sentir com todo o nosso ser, não só objetivamente, mas com nossa sensibilidade natural. As aulas-passeio são experiências humanizadoras que proporcionam aos alunos e professores atribuir novos olhares á prática e ao estudo.


A cidade tem este nome em homenagem ao último momento da guerra do Paraguai, e é onde nasce o Rio Potengi, rio importante na história do Rio Grande do Norte.



As crianças visitaram praça, a casa grande, construída a mais de 100 anos intitulada Casa Grande e outros pontos turísticos da cidade como a Prefeitura Municipal com residência antiga




A Casa de taipa, onde abriga utensílios e ferramentas utilizadas pelo homem sertanejo e está localizada no espaço da Pousada colina dos Flamboyants que nos recebeu muito bem.
As crianças puderam brincar, observar o espaço geográfico, a flora, plantas da caatinga, o açude, e tudo relacionado aos assuntos estudados durante o ano letivo. Aproveitamos para falar sobre a importância da preservação das águas  nas nascentes, de não jogar lixo, de reciclar e de preservar assim o planeta.
A leitura é como um campo aberto onde você mapeia, e escolhe o melhor lugar para acampar, ou voar, viver, pousar.
Na praça as crianças também leram, desde o ônibus onde fizemos um Expresso literário no trajeto entre as cidades.









Sempre em nossas aulas há tempo e espaço para ler, afinal leitura se faz necessária para a vida, fora da sala de aula, onde puder e desejar, ler é livramento, ato social e deve ultrapassar os muros da escola.




Para finalizar fiz a leitura do livro Um dia, um Rio de Leo Cunha com ilustrações de André Neves pela Editora Pulo do Gato



Encerramos a aula na casa da professora de sala de Leitura Vitória Lopes onde as crianças puderam ver o mirante e admirar a serra de Santana e as formações rochosas e todo o relevo, além de algumas plantas típicas da caatinga



Uma aula contextualizada, dinâmica, e interdisciplinar com direito a observação, experimentação, leitura, brincadeira e muita aprendizagem.
Agradeço a Secretaria de Educação pela disposição do Transporte que nos permitiu realizar essa viagem de estudo.

Para comprar o livro:

http://www.editorapulodogato.com.br/

sexta-feira, 2 de março de 2018

Matemática com Poesia: Adeus Bicho de Sete Cabeças





Houve um tempo em que eu como aluna das séries iniciais e até do ensino médio achava a matemática  um bicho de sete cabeças, o que ainda o é para muitas pessoas e crianças, e até adultos, mas foi lendo, estudando, inventando aulas lúdicas por meio da poesia  que percebi e conclui: é preciso ensinar a gostar de matemática com jogos, brincadeiras, participação ativa com material concreto e uso da poesia. Sim a Poesia  e a literatura em geral ajuda as crianças a ler e a perceber que a matemática está em tudo, no raciocínio, no resolver conflitos, no dividir um brinquedo, no contar o tempo, e os dias de vir à escola, ou em compartilhar uma fatia de bolo e desejar feliz aniversário a um amigo. Tudo se resume à matemática, tempo, receitas, dados de documentos, idade, tamanho de nossa roupa e calçado, telefone, placas de carro, ruas etc.. Em tudo a matemática está presente. Para compreender a matemática é preciso saber muito mais que apenas a tabuada decorada e saber somar ou subtrais, mas ler, interpretar, pensar, e escolher as estratégias e regras da matemática para resolver problemas e equações. E para sair do nível das operações concretas para o estágio das operações formais quando a  criança consegue raciocinar e relacionar conceitos e realiza ações mentalmente e não apenas manipulando objetos, para isso a leitura traz sua contribuição fazendo a criança aprender a pensar, definir seus conceitos, internalizar, assimilar,a comodar e assim gerir seu conhecimento construindo de forma significativa.A literatura nos oferece caminhos para a compreensão da história dos números, de como chegamos a resolver problemas, como por exemplo na obra de Monteiro Lobato no livro: Aritmética da Emilia onde todos os capítulos passam pelos conceitos e história dos algarismos , compreender as regras e os vocábulos da matemática. 


Esse ano estou com uma turma de 3º ano novamente, eles chegam amedrontados, achando tudo difícil, ontem ouvi de um aluno que estava com saudade do 2º ano, e que bem que  a sua professora antiga tinha avisado que seria mais difícil o terceiro ano, e refletindo me coloquei no lugar dessa criança e de tantas outras , o que pude já na primeira semana avaliar, que não desenvolveram habilidades e competências para a alfabetização tanto em língua portuguesa , assim como em matemática, e como os direitos de aprendizagem para o 3º ano são outros é preciso correr contra o tempo, já que eles deveriam ter saído do 2º ano alfabetizados, o que não ocorreu em cerca de 40¢ da turma. Agora é correr contra o tempo e tentar levar aulas mais dinâmicas, onde eles fantasiem, experimentem, brinquem e se apropriem do abstrato usando o lúdico, o raciocínio lógico por meio de situações reais e imaginária, com uso de texto que assim também possam contribuir para a leitura ea interpretação entre tantos outras habilidades e competências necessárias para o ano em curso.

Assim refletindo sobre a prática e de acordo com o diagnóstico inicial, iniciamos o estudo da origem dos números, e com  uma aula de matemática contextualizada com literatura. 
As crianças puderam conhecer um pouco do mundo de Monteiro Lobato com o livro: Aritmética da Emília.
Li o 1° e o 2° capítulo para eles e puderam perceber e compreender o sistema de numeração romano a história dos números, algarismos Romanos e indo- arábicos como são usados no mundo atual é antigamente, a importância da posição dos números já usando subtração e adição, além de toda contextualização com a história dos Romanos, forma de registro de quantidade
As crianças puderam usar a sequência dos números e diferenciar algarismos romanos dos indo arábicos, eles ilustraram seus numerais e puderam assim analisar a importância da matemática em tudo que fazemos , assim como a leitura é fundamental para compreender todas as áreas do conhecimento.
Pudemos assim encenar e demonstrar a posição dos algarismos romanos assim como os seus valores como fez Visconde para explicar a Emília e Pedrinho.





Ler vai além de decodificação , mas a analisar, contextualizar, refletir, interagir, compreender, assimilar, e construir assim seus próprios conceitos e conhecimento de forma simples mas significativa para aprender matemática, que muitos ainda não o entendem como por meio da experiência, do lúdico e da poesia vive-se a matemática para a vida.


O que aprendi com isso?
Que é preciso usar-se da fantasia, do imaginário e de todas as ferramentas que tragam prazer em aprender, livros, natureza, espaços, objetos e o contato com o corpo e com o outro. E se atingi em todos a aprendizagem? Para o objetivo e minha expectativa foram além, pois mais que compreender e criar conceitos, queria que as crianças pudessem achar caminhos para construir o saber e em cada um avalio a boa aprendizagem, uns mais, outros menos, uns com ênfase na escrita, outros na expressão, alguns no raciocínio, outros ainda precisam de ajuda e apoio no grupos produtivos,sio  seguindo durante todo  ano letivo para que ao terminar o terceiro ano, possam muito mais que saber definir conceitos matemáticos ou realizar cálculo, mas amar a matemática assim como a própria vida e para a vida ter na matemática uma aliada e não um bicho de sete cabeças.

O vídeo completo com a interação das crianças  em nosso canal no YouTube. Se inscrevam lá.





E na sequencia usamos o outro livro da Eloí Bocheco Pela editora Cuca Fresca para sequencia numérica e continuação do trabalho com os numerais, sempre relacionando, algarismo Romanos, e indo arábicos para compreensão do valor, da posição, usando a subtração e a adição, com exemplos reais e imaginativos
Cada criança ficou com um número e assim aprendeu o poema, recitou, usamos a sequencia aliando a ordem dos números em algarismos romanos e egípcios.
O tempo foi corrido por isso não tenho muitas fotos, mas o vídeo:







terça-feira, 12 de dezembro de 2017

Os Girassóis de Van Gogh de Manoel de Barros: Um Clamor Pela Paz




Um girassol se apropriou de Deus: Foi em Van Gogh

Trabalhei com as crianças a obra de van Gogh e a poesia de Manoel de Barros
Como poesia não é pra se explicar, apenas expressar, sentir , e pela palavra explorar temas e sentimentos do mundo deixei que as crianças pudessem falar sobre o que sentiam com o poema que de início parecia ser algo difícil de se trabalhar com as crianças,mas e que temas devem ser abordados com elas, senão também as dores, o luto, as guerras, a questão dos refugados, dos órfãos, dos que não tem pátria e lar, nem pão e pouco menos amor?
Li uma vez:
"Os girassóis de Van Gogh", de Manoel de Barros
"Hoje eu vi
Soldados cantando por estradas de sangue
Frescura de manhãs em olhos de crianças
Mulheres mastigando as esperanças mortas

Hoje eu vi homens ao crepúsculo
Recebendo o amor no peito.
Hoje eu vi homens recebendo a guerra
Recebendo o pranto como balas no peito.

E como a dor me abaixasse a cabeça,
Eu vi os girassóis ardentes de Van Gogh."

Manoel de Barros

Dai pedi para me dizer o que sentia, que tipo de sentimento vinha sobre o coração deles.

No início disseram que achava que Manoel falava da solidão e da dor de Van Gogh, pois estudaram sua vida, a solidão no hospício, a maneira de retratar com a arte, como nas obras: Quarto em Arles


 Mas ai fui intervindo frase por frase, verso por verso, cada um lendo uma parte em voz alta com ritmo, e eu entonava como quem sofre e chora e quer dizer algo ao mundo, esmiuçando o que não se pode explicar, já que poesia  não precisa de razões para falar de sentimentos, por si só é todo sentido, no entanto como crianças ainda imaturas precisava instigar, e ir além do senso comum, criar espanto e assombros.


Para eles chegarem a essa compreensão e interpretação fui intervindo tipo: 
O que vocês acham que significa soldados cantando por estradas de sangue? Seria um canto de felicidade? 

Até um dos meninos dizer: ele canta de gratidão porque ficou vivo.
 outros disseram: Os soldados cantam em meio ao sangue dos mortos na luta, mas de tristeza, e também para agradecer pois conseguirá voltar pra casa.

E de novo eu indago: E o que dizer sobre frescura de manhãs em olhos de crianças? uns de inicio achavam que é porque as crianças tem frescura , ela achava que frescura era birra, fazer bico, até  ir no sentido da palavra frescura de fresca, limpa, de bom clima, até ai entenderam e disseram:

"as crianças são tão puras que nos seus olhos mostram isso, amor, vida, um ar de alegria como o dia que nasce. " Jamilli

E ai depois que entenderam que falávamos de guerra e da luta pela paz, das dores do mundo saíram frases assim:

"As mulheres mastigam esperanças mortas pois não verão seus maridos, remoem seus pensamento, seus sonhos" Hellias

Eu mais uma vez desafio:

Que homens receberiam a guerra?

Eles:
Os que matam todo dia!
Os que faz violência por pouca coisa.
Os que tem ambição!


E por fim:

Mas será que Manoel de Barros via a obra de Van Gogh, ou seria uma plantação de girassol?

Depois que eles puderam compreender que antes de Van Gogh usar as cores suas obras eram muito escuras a só quando ele foi para Paris conheceu o Impressionismo ele começa usar a técnica de luz, cores, principalmente o amarelo

Uma aluna me diz:

"Ele queria dizer que mesmo na dor com a cabeça abaixada a luz podia aparecer. Maria Eduarda"


Ele falava da guerra, da dor das mães sem filhos, dos que perdem seus pais, a esperança, mas mesmo na dor de repente surge a luz. Maria Clara, Maria Luiza

E por fim:

Só pode nascer uma flor pra provar vida né tia? Ryan

E Eduarda me diz:

Mesmo na guerra há a busca pela paz!


E ai eu entendi Manoel de Barros:

"e, como a dor me abaixasse a cabeça,
eu vi os girassóis de Van Gogh.

Assistam eles recitando e mostrando as artes deles:



Me espantei de alegria e gratidão!

Além de Van Gogh as crianças também fizeram releituras da obra de Tarsila do Amaral




Paula Belmino


terça-feira, 20 de junho de 2017

As cores dos pássaros (dica de Livro)





No início os pássaros eram sem cor
a dona coruja esperta usou verde, amarelo e vermelho e anunciou:
Vou pintar tecidos de seda e de algodão
peças de roupa para qualquer ocasião.



E assim começou a trabalhar o dia inteiro
misturando as cores descobrindo novas tonalidades
para todos os gostos das aves.
Ela mesma se pintou e muito bela ficou.


Um canarinho que por ali passava pediu:
Me pinte amarelo sol 
e o dia se abriu.


Todos pássaros agora queriam cores vibrantes
uns como o poente
outros com cores berrantes


E assim foi
Dona coruja o dia todo a pintar
Bem-te-vis, melros, colibris , sabiás.


De tão cansada que ficou
guardou suas tintas 
o dia então terminou!



Mas eis que um corvo ainda não tinha sido presenteado
esbaforido, maledicente, sem paciência
todas as tintas juntou
e assim deu-se a confusão!

Paula Belmino


E agora como acabaria essa bela história?


De Lúcia Hiratsuka  o livro As cores dos pássaros pela Editora Rovelle, traz lirismo e ares poéticos que aqui transformei num poema. O livro é cheio de inspiração e trabalha o surgimento das cores, convidando o leitor a viajar na imaginação e voar com os pássaros.
A autora que também é ilustradora usa lindas pinceladas com a técnica chamada Sumi-ê : Um estilo de pintura oriental que mistura basicamente a cor preta atrelados ao desenho e elementos da caligrafia. 
Nessa técnica as pinceladas não são retocadas e o material usado pelo artista são elementos da natureza como pincéis de bambu ou de pelos, que minhas crianças inspiradas na história tentaram reproduzir usando canudos e tinta guache, foi um incentivo para que eles possam partir para a técnica da pintura abstrata pois eles ainda estão bem no concreto, e tenho oferecido na medida do possível, novos materiais, novas maneiras de mostrar como são feitos os desenhos, e até as crianças que achavam que não desenhavam bem, hoje estão se superando os próprios limites.
As crianças na escola ficaram encantadas e como estamos trabalhando os animais vertebrados alio ao conteúdo didático e ao livro , a literatura, a imaginação, novas maneiras de aprender de forma significativa, sem apenas decorar conceitos, ou fatos.

Com a leitura desse livro primeiramente compartilhada por mim, as crianças puderam ir fazendo a interpretação oral. Fiz um ditado com os nomes dessas aves e eles puderam pesquisar conhecer um pouco das aves que para eles tem outros nomes por aqui, bem como saber mais sobre os costumes de cada um.
Após o ditado as crianças reescrevera a história como compreenderam, e estão melhorando e muito o processo da escrita







Por fim depois de toda a festa foi a hora de tentar recriar a ilustração baseada na técnica Sumi-ê usando canudos e eles adoraram!!





Para comprar o livro?

http://www.rovelle.com.br/livro/as-cores-dos-passaros

E veja um pouco mais da arte de Lúcia Hiratsuka