Por vezes sangro quase a desfalecer.
A alma pálida em tantas
roturas e estrangulamentos,
sangra à beira da morte
e fraca esvai-se a cada dia
verte apenas lágrima.
O sangue a fugir das veias
Vermelho como a vida
vai perdendo-se,
derramando-se nessas guerras interiores,
na luta entre a mente
e o coração ferido,
da razão e da emoção.
Cicatrizes que já não se curam mais,
São tantos ais!
E se faz um mar de sangue
a banhar as mãos,
os pés,
o meu olhar
Esmaece o tom dos lábios
e já nem pronunciam mais o que se sente
só pedem socorro,
em silêncio.
em silêncio.
E quando a guerra parece tudo destruir,
ser mesmo o fim,
a poesia renasce de um sorriso alheio,
é como uma transfusão:
alimento para veias e artérias
a bombear o sofrido coração.
E quem outrora lapidava
todo dia a morte,
todo dia a morte,
refaz a vida,
numa lágrima, num sorriso,
na fé e na poesia
vermelha feito sangue
mesmo aos cacos,
refaz-se,
para refazer a vida.
Paula Belmino
Essa é minha poesia inspirada na imagem de uma moça de vermelho com olhar ao céu, e de chapéu , Usei s imagens acima da minha Alice também de vermelho e de chapéu para chamar atenção para este pedido de socorro, de que muitas vezes estamos aos cacos, rasgando a alma, pedindo socorro e mesmo por fora bem vestidos, a alma anda em frangalhos, e é preciso sangrar quase a morte por vezes para em lágrimas obter o socorro Divino
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