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domingo, 11 de agosto de 2019

Falta Um Pai






Não é que nos falte o Pai
Ele está ali,
no amor  sempre presente
buliçoso e visceral
abrindo o sorriso,
estampado no rosto,
no fundo dos olhos a atrair
em busca de retribuição,
E àquele que nos acenda a esperança
do amor por toda a vida.
Não nos falta o amor,
falta, no entanto o Pai,
não a figura masculina,
mas a presença humana.
Falta o afeto, o tocar de mãos,
o olhar na mesma direção,
o canto na voz 
nos chamando de filho.



Falta o abraço,
Falta o aconchego, o colo.
Falta o aperto de mão.
Não nos falta o pai.
ele está sempre vivo no sonho,
no desejo de ser chamado,
a ecoar pelos cantos
de nossa boca e coração:
PAI, PAI, PAI...

Não nos faltou o Pai
faltou apenas a cumplicidade
ainda na infância,
o carregar no ombro
o andar lado a lado.
E só agora ao fim desta poesia entendemos,
as rugas nos ensinaram;
as mãos calejadas não puderam afetuar
fazer um carinho, um cafuné.
Não nos faltou um pai
Faltou o abraço e toda poesia de saber ser:
Pai Amor!

Paula Belmino





Que nunca falte amor entre pai e filho, e nunca a mão afetuosa, o olhar no olho. o que me faltou.
Ai pai da Alice desejo que seja sempre amigo e companheiro, assim como a todos os pais.
Fotos de Camilla Bandeira

segunda-feira, 14 de maio de 2018

Do ser mãe




Mãe todo dia,
365 dias, a vida toda,
sem tempo, sem férias
sem descanso.
O peito cheio
de sentimentos diversos
entre a culpa e
o afeto demasiado
amor incondicional.
Mãe em todo tempo,
sem medidas,
sem limites,
noites em claro
dias de amor desenfreado
que conduz ao zelo
ao cuidado
ao caminho da eterna aprendizagem.
Mãe sempre,
mãe por toda vida,
daqui até a eternidade.

Paula Belmino


E o nosso dia das mães foi assim:

Café da manhã preparado com carinho e livro:




Presente escolhido por ela


e à noite apresentação de jogral e canções na igreja







Vejam:



Uma canção de amor para todas as mães, todos os dias:





sexta-feira, 13 de abril de 2018

Dia do Beijo






Beijo pra declarar amor
Beijinho pra selar amizade
Beijo pra cumprimentar e com flor
Trazer a felicidade.
Beijinho pra deixar o dia lindo
Cheio de bênçãos celestiais
Beijo pra adoçar a vida
E a todos que a gente ama
Ofertar a paz.

Paula Belmino


E no dia do beijo:
Um beijo de leitura,
Um beijo de afeto
Pra selar a amizade.
Um beijo que cola coração
Já cheio de saudade de Alice pela prima Hadassa que vai viajar
E uma leitura linda do livro de Maria Cininha:

Cola para coração e varinha de condão.

No livro a fada Preciosa chora pela sua varinha quebrada e encontra um urso choroso pela perda de seu amigo passarinho. Juntos eles aprenderão a resolver conflitos, dividir a dor e refazer os sentimentos.
Um beijo  cura dor de coração, e acomoda toda situação, o beijo é onde tudo se torna melhor quando temos alguém que nos dê carinho.

Leiturinha necessária!


Mil beijos para todos que passarem por aqui!

quinta-feira, 8 de março de 2018

Dia Internacional da Mulher




Para toda mulher as flores, as cores, o amor.
Para toda mulher a formosura, a ternura, o valor.
Para toda mulher carinho, afeto e doçura.
Olhar cheio de encanto, alegria e sentimento.
Para toda mulher o reconhecimento.
Para toda mulher beleza, conforto, certeza
De que a vida é feita para ser feliz 
e de colorido se vestem os dias
Para anunciar que nas mulheres se encontram pureza,
força e delicadeza que irradia paz
Delas nascem na luta a história
A mão que embala e consola
E acalanta,transforma.
A mulher é berço e jardim
É coração que pulsa, é mola, é sonho e luta.
Mulher que ama e labuta,
Sente todas as dores para dar a luz
E se anuncia em forma da mais plena poesia
Nunca frágil,
Mulher sim, a mais forte das alegrias.


Paula Belmino


E participando da Blogagem coletiva Poetizando e  Filosofando do blog Filosofando na Vida  que acontece uma vez por semana , dessa vez uma homenagem às mulheres de luta, de garra, que resistem, e insistem pelos direitos iguais, respeito, valorização, deixo minha homenagem a todas mulheres
E já agradeço o troféu selinho e  carinho que a Lourdes sempre nos traz



Participe você também!

*Foto minha e da Alice por Alberanir Gomes


domingo, 14 de janeiro de 2018

Gato Estelar




Em nossa casa havia um gato , nada comum aos gatos  que já conhecíamos. Esse amava pular, brincar, receber cafuné, até aqui tudo bem, pois todos os gatos são assim, mas esse era especial e se chamava Pitoco, um gatinho super  fofo e sapeca, metade branca com manchas amareladas quase laranja e um pêlo ouriçado e macio, com uma mancha acima dos olhos lembrando a ponta de uma estrela, e um par de asas ladeando o focinho. Era só você olhar  no seu olhar e se  podia ver o gatinho sapeca voando, e pra disfarçar que podia voar a qualquer hora, saía pulando feito macaco pela casa.
Para as crianças era uma festa brincar com ele, e sua brincadeira preferida era abraçar com as duas patas os braços das crianças e lutar, ele amava lutar com a garra-mão que lhe faziam, a mesma mão que dantes lhe acariciava, e também lhe fazia medo, só pra ver ele rosnar assim como quando estava se alimentando, se alguém o chamasse rosnava feito leão.
Esse gato chamado Pitoco dava sinais de ser de outro mundo, um país distante nas estrelas, país da mesma estrela pintada em sua pelagem, onde vivem outros gatos espertos, pois esse gato amava ouvir poesia. Era só alguém abrir um livro e começar recitar que ele pulava no sofá entre as pernas do leitor e o livro e ficava ali, querendo morder o livro, querendo receber carinho e  ouvir a poesia de forma melodiosa e afetiva.
Um dia, sem mais nem menos, de forma rápida alguém passou e roubou a vida de Pitoco, que nada disse, nem sequer um verso de dor, nem um poema triste, apenas acenou o rabinho e voou.

Agora, quando a gente olha o céu, pode ver entre as constelações, seu rabo macio de gato, feito pêndulo, afastando as estrelas e escrevendo com saudade a palavra: Amor!

E se a gente reparar bem nas noites de lua, poderá  ver o gato pular de uma estrela para outra, ou voar com suas asas macias para uma nova galáxia para brincar.
Só assim poder-se-á  compreender : Pitoco era um ser estrelar!

Paula Belmino




Hoje nosso domingo não é dos mais felizes, ontem à noite um triste fato nos roubou a alegria. Á noite vindo da igreja nosso gatinho brincava na calçada de minha mãe, enquanto esperávamos a chave para abrir a porta, pois ela esquecera, vim pra casa e deixei a Alice por lá com a tia, primos, quando o pai chega com ela vem aos prantos pois um carro atropelou nosso gatinho Pitoco que amava ouvir poesia, brincar, pular, arranhar e morder de mansinho see machucar as crianças. E essa semana mesmo mostrei ele aqui

Alice ficou aos prantos, e eu não consegui segurar a dor da tristeza, da saudade, da perda de um ser tão iluminado, nosso gato que só trazia alegrias.
Precisei conversar com Alice sobre a morte, a perda e li para ela o poema de Manuel Bandeira: Pardalzinho:


Pardalzinho

O pardalzinho nasceu livre.
Quebraram-lhe a asa.
Sacha lhe deu uma casa,
Água ,comida e carinhos.
Foram cuidados em vão:
A casa era uma prisão ,
O pardalzinho morreu.
O corpo Sacha enterrou
No jardim; A alma ,essa voou
Para o céu dos passarinhos!


Manuel Bandeira




Após todo choro e conversa, ela me conta que ele apenas abanou o rabinho, e eu lhe disse: Com certeza Alice ele lhe deu até logo, pois queria dizer que era muito amado por você e viveu sua vida muito feliz, mas agora como o pardalzinho, Pitoco vai para o céu dos gatinhos e de lá vai ver você feliz com outros gatinhos que aparecerão na nossa casa.
Ela foi ao quarto escreveu na agenda dela e pedi para passar para um papel com um desenho, assim seria uma maneira de superar a dor, e pelo luto, compreender suas emoções e saber assim administrá-las, afinal como tudo na vida, passa!
Restará a saudade e as boas lembranças de nosso Pitoco que amava ouvir poesia

Esse vídeo foi nosso último poema lido para ele, que parece agora nos dizer, que como o gato preto no telhado da Poliana Barbosa ele também iria para um casa-telhado, o céu!




Vejam como Pitoco amava poesia: Era começar a ler e ele vinha ouvir


Olhem bem a farra de Pitoco com a poesia de Sônia Barros




Aproveitamos então a Blogagem coletiva da Lourdes no blog  com a inspiração numa imagem por semana, para o Poetizando e  Encantando, com objetivo de criar, inspirar, interagir, poemar.

Hoje a imagem é essa de dois caminhos, ao fundo uma árvore vistosa e verde ladeada de flores violeta, na qual me inspiro e escrevo o que sinto:
Nosso Pitoco seguiu viagem em um caminho celeste, e agora sobre em árvores durante o dia, corre e brinca com flores violetas de beleza e perfume, e à noite se mostra nas estrelas a piscar e acenar com suas asas!





Participe também!

filosofandonavidaproflourdes.blogspot.com.br/

sexta-feira, 13 de outubro de 2017

Amor lilás


Esse amor primeiro
púrpura alma em cicatriz.
Quando se pensa é o fim,
está no triz,
delicada flor lilás
murcha e cai.
Mas logo revive
esse amor lilás
sempre é primavera
e busca na minha alma
a paz.

Paula Belmino


sábado, 16 de setembro de 2017

O ovo amarelinho da galinha do vizinho (Dica de Livro)




Sebastião queria ficar rico
mais rico do que sultão
resolveu procurar a galinhas de ovos de ouro
a que bota ovo amarelinho
como aquela da galinha do vizinho


Bateu porta aqui aqui
porta acolá
Estava difícil de achar.

Procurou na casa do soldado
só achou ovo enferrujado.

Buscou na casa do delegado
só tinha ovo prateado.

Na casa do caipira Zé Roque
ovo por lá só rosa choque.

Como é difícil encontrar
um tesouro para nunca mais trabalhar!


Sebastião andou por ruas e sítios
foi até nos reinos perdidos
Nos contos de fada com certeza o tesouro
seria embevecido

Mas que nada...
voltou desanimado,
cabisbaixo ,
até com Dona Maricota conversar
e achar um lugar
onde o ovo amarelinho podia lhe salvar.
Onde será que ele está?

Paula Belmino


Essa é a poesia inspirada no livor de Rosana Mont'Alverne pela Editora Aletria, nossa parceira.
As crianças ouviram o livro em voz alta, depois foram interagindo tentando memorizar, brincamos com as rimas, fizeram ilustrações, trabalhamos matemática com os números ordinais, leram em duplas e trios na hora do recreio, sim um livro aqui viajar, faz parte da vida de toda escola, na sala de aula e no recreio e ainda levam pra casa para compartilhar com os pais.
Na sequencia didática as crianças completaram os versos com as rimas, criaram as suas, recitaram e brincaram.
Escreveram a parlenda de memória: A galinha do vizinho, resolveram situações problemas, mas acima de tudo se divertiram com essa história e tiraram uma bela lição: Por vezes o que a gente procura está bem perto de nós e o valor é inestimável


O livro é de uma leveza intensa e deixa a gente com vontade de ler mais e mais, com as ilustrações de Raquel Abreu, tudo bem colorido e instigando a curiosidade. Essa história atravessa o universos dos contos de fadas, brinca com as cores, traz novas referências e faz a criança aventurar-se no imaginário e nas entrelinhas levando a refletir sobre a ambição e a importância que damos as coisas.
Muito divertido.







Vejam só a nossa roda de conversa coma  dica do livro que as crianças adoram fazer:

segunda-feira, 4 de setembro de 2017

Moscas e outras Memórias (Dica de Livro)




Sempre é possível aliar leitura, cuidado, amor, afeto, resgate aos boas lembranças, porque lendo também construímos memórias afetivas de ótima qualidade que nunca irão se perder no tempo.
A leitura é a marca que ficará para sempre no coração e nas lembranças.
Sempre que posso preparo a mesa do café para Alice com um carinho a mais, sem ser preciso ostentar ou mostrar os tipos de alimentos quase raros de nosso cardápio, mas sim incentivando a ela a se alimentar com uma fruta, coisa que não gosta muito pela manhã, e nessa hora oferecer-lhe um livro para ir vendo, sentindo enquanto alimenta o corpo, saciando a alma que é faminta de afetividade e ânsias de cultura e arte.
Hoje uma flor de fruta, uma xícara de café com leite, e soldas (biscoito doce caseiro e artesanal, feito á base de ovos e farinha de trigo, que também pode ser preta com rapadura, canela, cravo, mel e e gengibre) Assim um alimento típico de nossa região e ela vai forrando o estômago e a alma.


O livro Moscas e outras memórias escrito por Eve Ferreti e ilustrado por Fabíola Werlang pela Editora Aletria é do tipo que se mostra terror à primeira vista, apresentando personagens esquisitos, coisas que dá nojo como uma menina que adora brincar com minhocas, uma tia que devido a perda do noivo deixou de tomar banho, mas á segunda olhada é um texto fantástico e excêntrico com incentivo à curiosidade.


O narrador é um menino que começa contar nesse livro , uma espécie de album de família que é sua avó que adora lhe levar para passear na praça, lá ela fica imóvel e só se mexe para matar as moscas que pousam nela e no neto e junta num vidro e leva para casa,
Outra personagem esquisita é uma tia rica que ele nunca viu, mas que todos gostam de contar da boa sorte, pois a tia vive viajando e manda muitos cartões postais, mas parece mesmo que a tia nunca viajou a lugar algum a não ser pelos livros, informação essa que não aparece no texto, mas que as imagens vão denunciando e cabe ao leitor apurar, interpretar, pois imagem verbal e não verbal aqui se misturam e brincam com o leitor.
Além da tia Anne que nunca deixa o menino brincar pois tinha medo que ele se machucasse, ela ficou assim depois do acidente do noivo e parou de tomar banho.
Ainda há histórias de amigos da família , como Edílio, um vizinho que vivia arrumado de forma impecável como sua mãe queria


Ao mostrar a capa na escola as crianças logo pensavam que era contos de assombração, mas foram percebendo que as pessoas da família do menino que narra a história tem manias e costumes esquisitos como todos nós, e que cada um precisa saber compreender as pessoas como elas são.

O livro faz a gente refletir e olhar mais a quem vive ao nosso lado e por vezes é excluído, é deixado de lado, pelo fato de hábitos estranhos, ou por viver no mundo da lua.
Ler ajuda e muito nesse processo de compreensão do outro, na empatia, no valorizar as pessoas e se colocar no lugar delas, e se não se pode ajudar, ao menos dar-lhes a chance de ser feliz, com amor, amizade, um olhar diferenciado.
E é por isso que esse livro veio pra mesa do café da manhã da Alice, porque nem tudo no mundo é conto de fadas , há luto, dor, perdas, vazios... Há esquisitices por ai afora e até dentro de cada um.
Moscas e outras memórias é ilustrado como um álbum de família, onde a ilustração conversa com o texto, em tons terrosos de forma poética que comove e dá ao leitor inúmeras maneiras de interpretar e compreender a história.
Possibilidades essas que faz do livro um texto rico cheio de ficção e terror, que por vezes, chega a ser engraçado e não passa de saber olhar com cuidado os detalhes da vida, de cada pessoa.

Na escola as crianças leram, refletiram, e foram incentivadas a buscar nas suas memórias as esquisitices de seus pais, avós, depois criaram um album seriado com essas manias e ilustraram, deram muitas risadas das boas lembranças

Vejam só:













E ainda teve apresentação dos trabalhos com as entrevistas que as crianças fizeram com seus avós, fotografias, curiosidades que elas pesquisaram em fotos e outros registros as mudanças nas roupas, brincadeiras, costumes e hoje apresentaram na sala para os outros alunos.


Uma aula rica de conhecimento e aproximação da família!
As crianças citaram por exemplo: a brincadeira bandeirinha, que elas hoje não brincam
O uso de roupas bem compostas, com babados,aviamentos e que se chamava fazenda o tipo de tecido  que as avós compravam na feira e eram elas mesmas quem faziam as roupas.
Outra aprendizagem foi sobre a fotografia, antes em preto e branco e muito difícil de se fazer, além de serem reveladas.


Aula maravilhosa com mediação de leitura 

 Para saber mais e comprar o livro: