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segunda-feira, 10 de dezembro de 2018

Feliz dia do Palhaço






Palhaço Zumzum

De cara pintada
Sapato grandão,
Nariz avermelhado
O palhaço é pura diversão!


Dá cambalhota

E cai de bumbum

Que palhaço engraçado
seu nome é Zumzum!


Um palhaço feliz

faz trapalhada e estripulias
arranca gargalhadas
e das crianças é a alegria.



De cara pintada

E sapato grandão

de roupa listrada

E um vermelho narigão

Palhaço zumzum
Faz magia com fitas.
É palhaço e mágico
com sua cartola divertida.

Da fita azul faz jujuba
a vermelha um coração
da fita amarelo nasce um girassol
Zumzum  gera em todos emoção.

Sua magia tem sentido:
O sorriso na alma é fita colorida.
A gente transforma tudo
para ser feliz na vida .



Paula Belmino


Minha homenagem a todos que produz na gente o sorriso

Em especial aos palhaços da nossa vida palhaço , da infância da Alice: Palhaço Cartuchinho Carlos Alberto Klen Palhaço Xibum Patati e patataRaul Figueiredo Doutores da Alegria Teleco e Teco e a todos os palhaços do mundo!

domingo, 9 de dezembro de 2018

Roupinhas em Algodão Para as Crianças do Sertão






Amar é ser solidário
é estender a mão
e rasgar-se por inteiro
é ser todo generosidade.
Amar é doar-se
uma entrega de corpo e alma
fazendo o bem pelo próximo
é completar-se nele
sem interesse algum
para ser seu vestido,
seu abraço
sua voz,
Amar é poder alimentar um sonho
e sonhando junto realizar o impossível.
Amar é trazer um pouco de esperança
É afagar o coração com alegria
e arrancar sorrisos de uma criança
Amar é cobrir de cuidados
e plantar nos homens 
a semente da esperança.

Paula Belmino

Aconteceu nesta sexta-feira dia 8 a entrega das roupinhas de algodão produzidas por muitas mãos que colaboram com o projeto Roupinhas em Algodão Para as Crianças do Sertão. O projeto do qual eu e minha mãe coordenamos aqui recebeu mais uma vez a presença de Janete Fontinelle trazendo malas cheias de vestidos em algodão e conjuntos para os meninos. O projeto que ano passado contemplou mais de 100 crianças, este ano de 2018 dobrou as doações e atendeu as creches das escolas que compõe o Centro Rural Nazaré Xavier, Cicero Romão de Souza, Centro Infantil Evilásio Luiz Victor, e a escola Francisco Jerônimo de Medeiros  enchendo  de alegria o coração de cada pequeno.

O projeto foi mostrado aqui  ano passado, e este ano a festa teve apresentação de poemas recitado pelas crianças do Centro Infantil Evilásio Luiz Victor e escola Municipal Francisco Jerônimo :




Dança de balé por Cristal e Jennifer do Balé de Tia Elaine




Música ao som de voz e violão por Alice, Francisco Bryan e o professor da Alice e amigo Ray Santos






O momento musical serviu de reflexão e agradecimento a Deus por todas as bençãos alcançadas e para lhe pedir que continue abençoando cada criança cada responsável por este projeto que leva amor ao sertão.
Foi muito interativo e as crianças se emocionaram!


Francisco Bryan e Ray santos cantam Meu barquinho com as crianças


Ainda tivemos uma apresentação poética do poema Roupinhas em Algodão de minha autoria pela turma da professora Albanita Gomes da escola em que trabalho, homenageando o projeto


E eu recitei outro poema com participação da Aluna Luiza que usa vestido de algodão que ganhou ano passado e para ela é muito importante



Contamos com o apoio da Secretaria de Educação que teve a coordenadora de Ensino Maria Da Paz agradecendo o projeto e incentivando a cada um cada vez mais a fazer o bem ao próximo


Contamos também com a fala de minha mãe Cicera Simões presenteando Janete com uma lembrança do sertão agradecendo este momento, assim como a gestora Maria Ivanilda do Centro Rural, que também foi beneficiado neste projeto



Após as recepções e apresentações foi hora do momento mais esperado do dia: A entrega as roupinhas às crianças. Obrigada aos diretores, coordenadores das escolas e às coordenadoras de Ensino Fundamental e Ensino Infantil Iranilda Coutinho e Aucileide pela ajuda mútua em todos os momentos











E não para por aqui, ainda tem mais entrega nas igrejas, logo mais trago por aqui!

Deixo aqui registrado o meu muito obrigada a Janete e sua família que se deslocaram da capital até o sertão para essa entrega encantada. Agradeço a todos que apoiaram esse belo projeto, a cada colaborador, costureira, doador,artesãos, e à Secretaria de Educação pelo apoio, aos gestores e professores , cantores, músicos e crianças.
Agradeço também à minha amiga Vitória Lópes pela bela decoração do espaço




Vejam mais momentos no blog Lagoa Nova Destaque


E um momento de poesia:



Para ajudar este projeto no próximo ano atender mais crianças Lagoanovenses entre em contato comigo,  basta doar tecidos, aviamentos camisetas.
 ou com Thereza  Elizabete


Créditos das imagens Wallace Frade e Roberto Paixão

quinta-feira, 14 de dezembro de 2017

Vivenciando a Poesia de Manoel de Barros









O menino fazia prodígios.

Até fez uma pedra dar flor!

A mãe reparava o menino com ternura.



A mãe falou:

Meu filho você vai ser poeta.
Você vai carregar água na peneira a vida toda

Manoel de Barros




Sempre tentando além de educar para a vida por uma educação de qualidade voltada para as artes, para a literatura, a poesia, levo o olhar atento às coisas simples da vida, porém valorosas, como a humanidade e a sensibilidade. Assim buscando alento e inspiração para as crianças pudemos este ano estudar muito sobre a Poesia de Manoel de Barros, teve oficinas de pintura nas pedras, escrita de poemas pelas crianças e haicais inspirados em Manoel, dança, música e tudo quanto pode ser movimento e arte focalizada para desenvolver habilidades e competências.

As crianças puderam estudar a biografia de Manoel de Barros, conhecer um pouco de suas amizades como o amigo Bernardo a quem sua obra cita, o lugar onde viveu, a vegetação do cerrado, o clima, os pequenos seres como rãs, formigas, bem-te-vis pelos quais Manoel se inspirava e brincava, para uma vida mais perto da natureza por amor e respeito à ela. E levam agora para a vida toda todo esse conhecimento contextualizado com as disciplinas, mas dentro do coração essa poesia bonita e tão importante da nossa literatura pra reinventar-se.


Ontem recebemos o convite para se apresentar numa Escola de Ensino Médio de tempo integral aqui em nosso município, a Escola Estadual Angelita Félix.  Fomos e recitamos, brincamos, as crianças puderam se expressar com os poemas:

Os girassóis de Van Gogh
Bernardo
O silêncio Branco

A minha Alice tocou e cantou: O menino e o rio e depois pudemos visitar as salas com a exposição dos trabalhos





Vejam um pedacinho de duas apresentações, infelizmente não pude gravar tudo, mas consegui esses vídeos. Se acaso achar outras compartilho com vocês


Bernardo


Bernardo, de Manoel de Barros
Bernardo já estava uma árvore quando
eu o conheci.
Passarinhos já construíam casa na palha
do seu chapéu.
Brisas carregavam borboletas para o seu paletó.
E os cachorros usavam fazer de poste as suas
pernas.
Quando estávamos todos acostumados com aquele
bernardo-árvore
ele bateu asas e avoou.
Virou passarinho.
Foi para o meio do cerrado ser um arãquã.


E o Silêncio Branco:


E isso foi só um pedacinho da poesia vivida!


Por uma Educação que abranja conteúdos, mas muito mais a humanização, sensibilidade e apreço pela natureza, valores e cuidados para com o outro e consigo mesmo.
Por uma educação que construa o conhecimento formal e cientifico, mas que além dele e do saber gerir fórmulas e regras matemáticas, promova novos olhares, para as coisas simples da vida e com igualdade garantir o respeito à diversidade e à inclusão.
Por uma educação que forme para dar condições às crianças  de ser um bom aluno, para com bom estudo poder adentrar universidades, mas que desde hoje, acima de tudo garantam a ela a educação que pensa nela como cidadão como cidadão, como ser de direito, como alguém que aprende brincando e deve sim, demonstrar suas emoções, bem além de suas conquistas.
Por uma educação com empatia e com poesia, com arte e música, considerando as particularidades de cada um e seus saberes e fazendo deles o ponto de partida para conhecer grandes nomes de nossa história.
Por uma educação significativa que eduque para ler por prazer, para escrever sabendo as finalidades dos diferentes gêneros textuais, e que norteie a ciência e a capacidade de pensar, criar, construir, se reinventar.
Por uma educação que arda no coração, e construa memórias afetivas através dos livros.
E assim por eles as crianças aprendam o que quiserem, e possam ser o que sonham ser!

É assim que quero continuar fazendo parte da Educação!

Paula Belmino

Deixo também a  poesia Sombra Boa tocada e cantada por Alice