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segunda-feira, 7 de agosto de 2017

Ser flor em meio aos espinhos




É por falar de flores que ás vezes esquecemos os espinhos e nos detemos no perfume, na beleza, na cor que se abrem pelo caminho.
E se se olhar bem as flores vão ver bem que se alçam ao céu, não olham para baixo, cativam borboletas e pássaros, abelhas e insetos que lhe fazem bem. Por vezes uma formiga cortadeira lhe sobe o fino galho e quer adentrar sua delicada vida, os espinhos ali como empecilho , algumas vezes impedem o duro destino de destruir a beleza, de arruinar sua cor e perfume. 
Que importa na vida uma flor que não traga beleza e graça? Cheiro de amor pelo ar? Que deixa-se destruir sem lutar?

Assim é a vida, a gente se pinta, se rodeia de graça e olha ao redor fazendo o bem, por vezes tem algum espinho no caminho, um empecilho, algo a nos destruir, vejamos o outro lado da flor o espinho, há que saber a hora de ser só beleza, outra hora que a dureza da vida requer que a gente lute, ande por outros caminho, o espinho pode ser a força pra gente lutar e não ser destruído pelas agruras diárias. A flor em sua delicadeza tem dois lados, um que perfuma e encanta, outro que fere e impede que a destruam, vejamos esse símbolo da natureza que nos mostra que é preciso sempre ir à luta. 
Sim, os espinhos, pedras, empecilhos que encontramos na estrada não devem nos fazer desistir, esmorecer,  mas ser o motivo pra erguer o sorriso, tornar a gente mais forte pra perfumar o caminho e voltar a encantar.
 E mesmo sendo flor, rodeada de espinhos, saber o momento de perfumar, brilhar, lutar, fazendo o bem, pois o que importa na vida é ser cheio de graça e ser bondoso sem olhar a quem.
Sejamos flor, mesmo com espinhos, nunca se deixar deles ferir ou alguém magoar, mas com a beleza de um sorriso, a amizade dentro da gente viver, e todos poderão ver que somos cativos de afeto e carinho e quem quiser pode na gente morar.


Paula Belmino



Seguimos sempre tirando exemplos na vida e na natureza, e foi esse olhar que seguimos para esse ensaio lindo com look Bugbee da coleção Inverno 2017 com o tema Girl Gang que traz sua inspiração na onda do empoderamento feminino, com uma mostra street bem divertida, onde as meninas  curtem o Hip Hop e vem na música a ferramenta para a auto expressão, nas frases de estímulo e encorajadoras o poder de transformar  a realidade, mostrando que as meninas são fortes, e podem sim, usar azul,ou rosa, que não há cor de menino ou menina, que as meninas podem brincar de boneca ou skate, dançar, e fazer esportes de aventuras, ser o que elas quiserem ser. 

Confira o look lindo com estampa com a frase encorajadora: Seja forte!





Sejamos flor nesse mundo sem cor, perfumando a vida, mas mostremos a todos que somos fortes e diante dos espinhos podemos transformar a nós mesmas, com resiliência e empoderamento, a garra para transformar a realidade ao redor.

Paula Belmino

Alice usa Bugbee

Para conhecer a coleção


domingo, 22 de janeiro de 2017

Crônica São Paulo











Ando por essas ruas ladeadas de poesia, a contemplar árvores que principiam a paz, flores, pássaros, cada ser nativo, cada floreio enlaçando amigos que pelas calçadas vão, os mais ternos dos casais.
Em olhar o céu aqui cinza, já não quero, prefiro a imensidão azulada abraçando as pipas nas mãos dos meninos que voam comigo,  assim adentrando a fantasia de voar sem asas por lugares ancestrais como os de dentro de mim, bem ali em ruas que se enviesam em pequenas vielas e jardins, sonhos de criança a brincar e a sorrir, vou ali perdida entre lembranças e anseios de um tempo de paz.
Aqui, nos dias cinzas dessa selva de pedra, a chuva é minha alma a chorar, pelo que se foi, pelo que deixei para trás, mas, não por remorso, ou arrependimento, só pelo fato da nostalgia que enche o peito pela vida que se viveu, o caminho que se trilhou, o saber de tanta luta e fortuna que se conquistou até aqui, nostalgia que se instaura em mim. A chuva também é choro dos desamparados, os que não sabem para onde ir nesses caminhos e ruas sem saída, vagueiam sem saber onde ir, ou onde pousar.
 E a vida segue, o futuro breve a romper com o passado que nunca ido, mora dentro de nós, não importa o quanto se olhe para a frente de cabeça erguida. São nessas ruas cheias de pichações que leio arte e rebelião de seres indomados que clamam sorte e dias melhores. Como todos nós um clamor em alta voz.
Ando pelas ruas a observar tudo, ruínas, monturos e de lá o que parece perdido, pessoas que não prestam mais, quem os amaria assim seres que são esquecidos, entregues à própria sorte, sem valor, sem vida, impelidos de sorrir e de viver, já vegetam a dor que neles morre a cada dia, todo dia sem encontrar o bemfazer.
 E a tristeza em mim grita como esse céu cinza, corroendo a ferida aberta, e chora com a chuva, dia a dia, mesmo que o sol volte outra vez no céu azul a cantar poesia, eu cinza aqui morreria toda vez
quando ao passar nas ruas e esquinas, nas vielas, visse meninos e meninas sem esperança a ansiar quem os oferte a mão , educação, sonho e pão, aqui nessas ruas imensas da terra da garoa que chora sempre pelos que já não são. Quem os amaria? Que alma boa existiria pra ver além das flores e arranha-céus , os seres indefesos e pequeninos feito insetos que só querem uma flor pra germinar?
Enfim em meio aos dias cinzas, vou fantasiando e como se tapasse a visão, devaneio dias de luz, sol em amplidão, pipas ao léu, pessoas a correr na cidade que não para pra brincar, e se vestem de esperança e fé, sabendo que a vida é assim como ela é, importa viver e sonhar, ter um motivo pra não voltar atrás, e mesmo que a chuva chore a dor dos homens, dos que lutam sem sorte, dos que já beiram a morte, invoco aos céus, a benevolência de um dia azul a nascer,há de raiar, o sol pra todos certamente brilhará.

Paula Belmino

Alguns momentos em São Paulo que nos inspiram, nos faz viver, reviver, criar poesia em nós