Mostrando postagens com marcador contos. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador contos. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 2 de janeiro de 2019

Embora mínima Marina Colasanti. Global editora



Que possamos ser gratos por todo bem
pela pequena abundância
que a vida nos reserva e diferente de lamentar o que não se tem
sejamos felizes pelo que o dia nos reserva.


Essa é a bela mensagem de um dos contos de Marina Colasanti no livro Quando a Primavera chegar pela Editora Global

Embora mínima conta a história de uma mãe que se reserva a multiplicar uma única fava para poder alimentar sua grande família.
Certo dia ao dormir o pé de fava nasce e cresce de em seu ouvido e se alastra pela cama, ao acordar a mulher se impressiona e imagina que o pé de fava poderá dá muitos frutos, mas ao limpar apenas duas vagens. Agora a mulher não faz mais pedido, mas sente-se feliz pela pouca abundância, antes era uma única fava, agora duas , uma a mais para alimentar seus filhos.

Que possamos ser gratos pelo pouco e pelo muito
E que em 2019 tenhamos muita prosperidade não só material mas espiritual

Estou incentivando a Alice a ler um por dia e a me explicar, uma maneira de incentivar a interpretação, nas entrelinhas, a compreender o texto e mais saber reproduzi-lo , contando, mesmo que com suas palavras. Uma forma de expressar-se e de se entender!

Vejam:



Para comprar o livro

https://globaleditora.com.br/catalogos/livro/?id=3836

quarta-feira, 26 de dezembro de 2018

Quando a primavera chegar



Quando a primavera chegar é um livro lindo com a escrita singular de Marina Colasanti e ilustrado por ela mesma, editado pela Global Editora chegou aqui para encantar adultos e crianças.


O livro traz dezessete contos inéditos, como: Tomando-o do mar, um belo conto de um marinheiro que tem sua casa invadida pelo mar. O marinheiro não viu, estava em alto mar, na volta encontrou tudo destruído. Gastou lágrimas, um mar d e lágrimas, e saiu decidido: Uma pedra colocar no lugar, a pedra fundamenta onde tudo ali havia sido levado seria o recomeço. Mas agora começou juntar fragmentos para reconstruir, além de pregos e madeira, de utensílios, saiu juntando cacos de louça quebrada, uma lente, para um novo olhar, conchas, ferradura enferrujada e outras coisas mais, fez uma gaiola deixou vazia e aberta , caso uma ave viesse lhe visitar. Era vazio o homem por dentro. A memória esvaindo-se, a saudade de casa apertando o peito.
Desenhou uma sereia na areia, o mar veio e levou embora a risca na areia.
Mas um dia ao pescar um grande peixe encontra dentro dele uma joia, seria da sereia?
A casa pronta, o homem voltou a navegar, e mar adentro reencontra um braço estendido, como quem quer a joia de volta, amarrada agora junto ao pescoço do homem.
O marinheiro em meio à calmaria do canto daquela mulher loura, devolveria, mas queria agora além da joia, o corpo de uma sereia?

 A casa pronta, o homem voltou a navegar, e adentrando o mar reencontra um braço estendido, como quem quer a joia de volta, amarrada agora junto ao pescoço do homem. 

O marinheiro em meio à calmaria do canto daquela mulher loura, devolveria, mas queria agora além da joia, o corpo de escamas, a sereia, para ser sua.


Este e outros contos lindos num projeto gráfico de Claudia Furnari, trazendo surpresa e espaço para a imaginação, emociona, faz refletir e voar pelas belas histórias.
O livro foi lido no nosso passeio literário por minha mãe, para os alunos, pelos alunos, por mim, de forma livre e leve como é o livro.


Para saber mais e comprar o livro:


Com ilustrações da própria autora e projeto gráfico de Claudia Furnari, a obra traz dezessete contos inéditos. Um crisântemo floresce na palma da mão, um menino nasce com um olho no meio da testa, um relojoeiro fabrica um robô, um rei precisa de povo. Tudo é surpreendente e tudo é verdadeiro no livre espaço do imaginário em que os contos deste livro acontecem. Mas não há estranhamento. Levado pela linguagem singular da autora, o leitor participa desse espaço, rumo a um encontro com suas próprias emoções.





Lemos com avidez, e cada conto impressiona e nos prende.

Para comprar o livro



https://globaleditora.com.br/catalogos/livro/?id=3836

quarta-feira, 29 de novembro de 2017

Adelaide , a canguru voadora



Adelaide é uma canguru diferente, ela nasceu com asas. Essa é a personagem principal do livor de Tomi Ungerer com tradução de Ronaldo Simões Coelho pela Aletria editora acaba de ser lançado e já voou aqui pro RN encantando a Alice e os primos Amós e Hadassa que é apaixonada por cangurus.
Na escola o livro fez a criançada se esbaldar de alegria, brincaram de conhecer algumas curiosidades da França, já que na história Adelaide vai voar para lá e conhecer museus e monumentos, a torre Eiffel por exemplo e a catedral de Notre-Dame em Paris.



Iniciei a aula querendo saber deles o que já conheciam sobre os cangurus, classe, alimentação, uma vez que já estudamos os animais, mesmo assim sempre estamos rememorando e aprendendo juntos.
Depois sobre a França como se fala, algumas saudações por exemplo.
O aluno Paulo logo disse que se diz Merci em francês para se dizer obrigado.
Daí fomos falar sobre o autor consagrado um dos mais influentes do mundo na literatura infantil e premiado pelo prêmio Hans Cristian Andersen, um dos maiores prêmios da literatura infantil.
 Li uma vez o texto, fizemos a roda de conversa sobre a personagem principal, suas características, os valores da família dela, o amor, o quanto é importante a gente estar em família. Uma roda de conversa que visa por meio da literatura a aproximação de pais e responsáveis, de ser cada vez mais unido, de amar os amigos e respeitar suas diferenças, aceitação e inclusão.
Depois da primeira leitura chamo as crianças para ler a três, em duplas, quartetos, por agrupamentos produtivos para que lendo em voz alta ajustem a pauta sonora, tirem dúvidas sobre fonemas e grafemas, para ler sem medo de errar e se apoiar nos outros para uma leitura fluente.
Enquanto isso os demais vão recontando suas histórias transformando em histórias em quadrinhos, onde estimulo o uso das características como os diálogos, ainda não o fazem por completo, mas conhecem o gênero, suas características e importância.
Minha sala de aula parece um circuito literário: Uns leem, outros desenham, outros que terminam primeiro podem ajudar os colegar, montar os jogos, ler de novo, até todos estarem prontos, e a gente recontar e avaliar o que estudou naquele dia.

As crianças recriaram assim suas histórias





Adelaide, a canguru voadora


Adelaide nasceu diferente de todos de sua família, tinha asas, erra apaixonada por tudo que voava e sonhava conhecer o mundo. 
Quando cresceu se despediu de seus pais e acompanhou um avião que passava, o piloto se admirou. Adelaide logo fez amizade e quando cansava deitava-se sob a asa do avião.



Com seu amigo Piloto ela conheceu muitos lugares do mundo. Foi até a Índia, conheceu um rico marajá


Depois seguiu viagem até à França, lá resolveu aterrizar e conhecer museus, monumentos, os lugares mais interessantes


Adelaide não sabia das regras da sociedade, que precisava de dinheiro para por exemplo pagar um táxi e quando foi cobrada ficou bem envergonhada. Nessa ocasião conheceu o Monseur Marius, um homem muito gentil com quem logo fez amizade. Monseur Marius lhe mostrou pontos históricos de Paris como a torre Eiffel, a Catedral de Notre-Dame, entre outros lugares e passeios divertidos.





Adelaide na França se tornou artista, e uma salvadora de crianças


Adelaide era feliz, realizava seus desejos, mas algo lhe faltava ,ela queria conhecer um canguru como ela.


E assim Adelaide percebeu que as asas lhe foram úteis para realizar seus sonhos.
Um lindo livro que não vou dar spoiler para contar o final pra não tirar a graça da história, mas que garanto foi ricamente aproveitado pelas crianças.

Além de todas as atividades contextualizando as disciplinas as crianças usaram o Tangram, um jogo de origem japonesa, para montar as personagens e cenário da história usando as formas geométricas





Assistam a interação das crianças com a história:


Para saber mais sobre o autor Tomi Ungerer que ontem fez 86 anos e comprar o livor com desconto especial de lançamento aproveitem e visitem o site da Aletria






Sobre o autor:



Jean-Thomas Ungerer, mais conhecido como Tomi, nasce na cidade francesa de Estrasburgo, região da Alsácia, no dia 28 de Novembro. Filho de Alice e Theodore, Tomi tinha três irmãos: Bernard, Edith e Vivette.
Com uma infindável lista de prêmios, dentre eles o Hans Christian Andersen, maior premiação da literatura infantil mundial, Tomi Ungerer tem nada mais nada menos que um museu fundado pelo governo francês em sua homenagem, o Tomi Ungerer Museum. Seu museu, localizado em Strasbourg, foi escolhido pelo conselho de Arquitetura da Europa como um dos “Top 10” museus europeus. Tamanha é a importância do autor e ilustrador, que o Tomi Ungerer Museum foi o primeiro museu público na história da França a homenagear uma personalidade ainda viva. 

Confira toda matéria no blog da Aletria

terça-feira, 15 de agosto de 2017

Letras de Carvão (Dica de Livro)






Quando um livro chega até nós tratamos logo de encontrar um lar para ele na memória, e acolhemos bem perto do coração, como quem semeia uma planta delicada e espera a flor brotar. Agora tem vezes, que alguns livros chegam até nós e parece que já moravam dentro da gente, era parte de nossa história, se não totalmente, afina-se com nosso tempo, viveu as mesmas tramas, é parte de nossa realidade.
Li a citação de Georg Christoph Lichtenberg que diz que "O livro  um espelho" e eu faço o adendo:  a gente vê no livro o que mora dentro de nós, a poesia, a realidade aumentada, o sonho de ver brotar a esperança!


Foi assim que recebemos Letras de Carvão de Irene Vasco , com ilustrações de Juan Palomino pela Editora Pulo do Gato com muita emoção. O livro chegou e criou asas, voou para onde se refletia melhor, fez ninho no colo da minha mãe, avó de Alice que chorou ao ler a história que se passa na Colômbia, numa aldeia onde quase ninguém sabia ler, e por isso cartas eram desejadas em sua essência , como quem tenta descobrir o mapa da mina, acariciando letra por letra a personagem principal que narra sua história ao filho num tempo em que era criança, tenta ler os códigos, sendo que só conhecem a letra "o". Ali em Palenque o único que sabe ler é seu Veloso, comerciante que ajuda a menina a aprender a ler em troca de ela o ajudar a pesar as mercadorias. A menina vive rodeada de letras e vai assim descobrindo o alfabeto, as sílabas, os fonemas, e ajudando a irmã Gina a tentar ler as cartas de amor que recebe de um jovem médico que trabalhou na missão. O tempo passa, as duas sonham sob a mangueira,, a vida dá voltas. Quando se vê a ensina escreve com carvão, ensina a ler, amigos, irmã, e irmãos, e o mundo ali em torno muda.
Foi por isso que minha mãe chorou, pois lembrou de seu tempo , da história do livro refletida nela, que aprendeu a ler escrevendo no chão de areia fina e branca aqui na Serra de Santana. O largo da matriz era o lugar preferido das crianças para brincar e cantar, e ali ela que hoje é professora lia e ensinava muitos amigos, tornando-se assim alfabetizadora. Minha mãe foi uma das principais professoras no programa antigo Mobral, Movimento Brasileiro de Alfabetização e também ainda ensinou meus avós pelo menos a conhecerem seus nomes e assinar. 
Os livros são sementes plantadas, são pedaços de esperanças, são utopias necessárias que toda alma precisa sonhar.
Assim trouxe para a escola para que as crianças possam conhecer além do tempo como era difícil noutras épocas aprender a ler, a ter contato com um livro. Meus alunos ficaram emocionados e encantados, e o livro Letras de Carvão nos rendeu belas lições, além sempre é claro de que eu os incentive a ler, reescrever, opinar, demonstrar os sentimentos por meio de imagens, vídeos, etc...
E assim nossa aula foi como um espelho que mostrava o passado e pode refletir às crianças um futuro promissor por meio dos livros, da leitura, da poesia viçosa que mora em nós.

Vejam algumas atividades das crianças em sala de aula







Reescrita









Para conhecer e comprar o livro:




Autor: Irene Vasco
Ilustrador: Juan Palomino
Tradução: Márcia Leite
ISBN: 978-85-64974-90-6
Páginas: 36
Formato: 26 x 26 cm
Cores: 4 x 4
Indicação: leia comigo; já leio quase tudo.
Na pequena cidade de Palenque quase ninguém sabia ler. Com o propósito de ajudar a irmã a decifrar as cartas que recebia, e contando com a ajuda do dono da mercearia, a menina começa a descobrir o que as letras e as palavras significam, e não demora muito para que um mundo novo de possibilidades se abra para ela e para todos os habitantes de seu povoado. Essa é a história que a mãe conta ao filho ao se lembrar da própria infância e de como aprendeu a ler e a escrever.

https://editorapulodogato.lojaintegrada.com.br/none-11169014