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quarta-feira, 27 de abril de 2016

Tua mão em minha mão


Ah! tua mão na minha
Tocando levemente a flor
Em oração cantando ao céu que se abre
Saúdam  com respeito a manhã.
O Teu olhar na mesma direção do meu
Olhando bem de perto as belezas dos  caminhos
Passo a passo percorremos
Em paz, na  doce sinfonia do amor.

Ah! tua mão na minha
Moldando a vida
Tecendo sonhos
Criando desenhos coloridos
Afetuosos carinhos de irmãs 
Que se doam e se conhecem a cada dia
Alma na alma a se acarinhar de forma sã.

Tua pequena mão
E a vastidão do mundo
Sonhos, sentimentos , expressões
Juntas descobrimos os mais belos contos e canções
Segredos guardados nos livros
E de lá suspiram anseios de nossos corações.

No sossego do lar sempre prostram-se nossos joelhos
e nossa boca sorri e murmura atenção
Ao mundo inteiro paz e esperança
Que a mão de uma mãe guarde sempre sua criança.
As nossas vão fortes entrelaçadas,
Tua mão na minha mão.

Nelas leio  os versos de amor que faço constantemente pra ti
Em lágrima de felicidade
Em  sangue e pulsar de um sonho antigo
Um anjo a voar sobre nosso pensamento
Alento, sagrado sacramento é nossa amizade.

E de corpo a corpo abraçados
Nossas almas gêmeas são
A vida a nos cobrir de alegria e esperanças renovadas
Segurança, compreensão
Quando estamos assim unidas
Tua mão na minha mão
Corpo, alma e coração.

Paula Belmino

Essa é apenas uma doce inspiração neste livro mágico que é : Tua mão na minha de Eloí Bocheco que retrata o amor de uma filha por sua mãe vivida pelas lembranças, no brincar, no sonhar, e nas delicadezas de um caminho e uma vida toda percorrida sob os olhos da mãe que partira e deixara a saudade, que sob estrelas e nuances de anjo voa perto sempre a olhar a menina Dúnia que deitada com as flores do caminho, insetos e passarinhos tem o colo e o consolo de sua avó. Uma mãe, uma filha, um amor iguala  tantos outros como o nosso, o seu , o de Eloí Bocheco, que rasga a alma em verso e prosa pra encher de lágrimas os olhos de um leitos, mais diretamente o olhar de uma mãe.
Vale a pena conhecer, ler, adquirir, guardar no coração e compartilhar com seus filhos, sobrinhos, netos, amigos e é um lindo presente para o dia das mães, afinal um livro é amor para a vida toda, é eterno.
Para adquirir




Para saber mais:


Em uma antiga brincadeira infantil, a menina Dúnia encontra um modo de elaborar a dor e o desamparo de uma grande perda. Descobre que podia continuar brincando o jogo infantil que aprendera com a mãe, que partiu. Brincaria pela mão da avó que transmitira a brincadeira à família. A personagem tira do imaginário o ponto de apoio para continuar caminhando porque a vida e o jogo Tua mão na minha continuam, apesar de tudo.



Foto de Naline Joele, eu e Alice lendo o livro, com preview de nosso ensaio de dia das mães parceria Lecimar. Aguardem!


sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

Tua Mão na Minha





Mais um conto de amor, uma história para ler vivenciando cada sentimento, cada passeio, voar no passado, no presente e na poesia fazer a ponte entre sensibilidade e alma, sonho e realidade, vida e dor, pois que a morte é presente e sempre nos prega peças, deixa marcas, leva de nós o que amamos.
Recebemos o livro Tua mão na Minha de Elói Bocheco que foi mais que uma breve leitura, é alimento, é comer palavras e sentimentos, é revirar a mente do avesso e se fazer nessa história doce poesia inspiradora.
Ao ler essa linda história minha alma e minha Alice viajamos com a menina Dúnia, personagem principal do conto, que de balde na mão vai fazer os mandados da mãe, carregando água do poço, inventando histórias, conversando com os bichos, sentindo a brisa de leve no rosto, atenta á natureza em festa, sempre feliz a brincar, catar pedrinhas, deixando a água do balde derramar-se na terra quente, fazendo canoa de folhas e navegando no rio, enchendo os cabelos de peixes coloridos.
Ler faz relembrar, viver, voltar ao que se viveu recordar... Recordei então que eu assim como a menina da história também andei muito por estradas de terra aqui na minha cidade durante a infância tanto com minha mãe, como sozinha a caminho da casa de avó, na minha delicada fragilidade de menina, amada e a neta preferida e primeira da avó, minha mãe que criava para a mãe verdadeira trabalhar de dia á noite sem parar. Eu vivia assim como Dúnia ás voltas pelo quintal , brincava com folhas, flores, pimentas, não havia rio, no fundo do quintal uma lagoa com garças e pássaros a voar, a cantar, e no quintal um poço fundo onde maribondos pousavam, cachorros d'água e cágados viviam a nadar. Do poço também carregávamos água para ajudar a lavar roupa, limpar a casa, tomar banho.
Do quintal da avó, trago doces lembranças: o cheiro de café fresco pilado e torrado no terreiro, terreiro esse que era enorme e eu assim como Dúnia fugia para não varrer, pois gostava mesmo de imaginar, de voar nas histórias que meu avô contava ao pé da cama. Ele balançando a rede com os irmãos mais novos todos dentro a dormir, e eu, a menina franzina de conto e conto a se encantar, sonhar, ser feliz.
Um tempo de paz, de flor, de sonhos e quimeras, nascentes para aquecer um coração que se pusera a chorar... De saudade, do quintal, dos pássaros, do colo da avó, da voz doce que me falava, dos cafunés que como na palma da mão Dúnia e a mãe viviam a brincar... Da mão de minha avó lembro os cafunés, o cozer ( simpatia para nervo triado) quando machucávamos o pé, o braço, ela era procurada para fazer as simpatias e benzedeiras, o cozer com flor de mato, agulha e linha dizendo no seu linguajar popular construído na cultura em que vivera.
Ela perguntava: - O que é que eu cozo?
A gente respondia:
Carne triada, nervo rendido e osso torto.
E assim cozia dizendo em oração:
- Com o poder de Deus e de São Virtuoso tudo isso eu cozo!
E assim a dor passava, os nervos se curavam, o machucado desaparecia, sem médico, sem remédio, só a mão suave e a fé, a voz doce e crente, e a presença constante e milagrosa que nos acudia com carinho e afeto em panos quentes.

A história de Eloí Bocheco, trás à tona todo romantismo e poesia escondida na alma de quem viveu o amor, o viver ao lado da pessoa amada e a perdeu e agora guarda nas memórias o afeto e a saudade que nada mais é que a eternidade ramificada no corpo e alma de nosso ser
A história: Tua mão na minha é toda minha, nela me vi, me retratei, emoções a navegar, fui lida pela autora tão distante e sem nenhum conhecimento de minha vida, mas é esse mesmo o papel importante da leitura e da escrita, visitar histórias, mover lembranças, verificar sentimentos e torná-los registros de belas histórias e cenários.
Dúnia nesse conto lindo de Eloí sofre uma grande perda, a mesma dor que vivi quando menina, a primeira perda do avô maravilhoso que tive, e me trouxe o triste silêncio de não mais poder ouvir histórias encantadas, o afago e o carinho ao tom de cantigas e canções, e tempos depois a triste perda de minha avó, que silenciou como passarinho, sem sofrer, sem dar adeus. Apenas partiu e no céu foi morar, deixando no nosso coração uma memória afetiva eterna com tanta coisa para lembrar
Hoje vó Sebastiana é um pontinho no céu, uma estrela singular, a mais brilhante, um pássaro a cantar... Como a mãe de Dúnia, uma luz, um reflexo no firmamento
A voz suave e melodiosa, que cantava as mais lindas canções de ninar, agora do alto com os anjos junto com a mãe de Dúnia, as duas com tantas outras mães e avós, velando pelos seus com estrelas a plantar, com aves do céu a pastorear.
Este conto é simplesmente: Uma poesia na minha lágrima!
E a saudade no meu olhar!

Paula Belmino


Para saber mais do livro:

Em uma antiga brincadeira infantil, a menina Dúnia encontra um modo de elaborar a dor e o desamparo de uma grande perda. Descobre que pode continuar brincando o jogo infantil que aprendera com a mãe que partiu. Brincaria pela mão da avó que transmitira a brincadeira à família. A personagem tira do imaginário o ponto de apoio para continuar caminhando, porque a vida e o jogo "Tua Mão na minha" continuam, apesar de tudo.
Uma história sobre o poder de cura das palavras brotadas da imaginação e dos afetos. ( quarta capa)


TUA MÃO NA MINHA
Autor: Eloí Elisabete Bocheco
Categoria: Infantojuvenil
ISBN: 978-85-60967-48-3
Comprimento: 27 cm
Largura: 21 cm
Peso: 0,175 kg
Número de páginas: 28
Conheça mais da autora
Visite e curta sua página https://www.facebook.com/sbocheco/timeline

























Eloí Elisabete Bocheco é formada em Letras pela Universidade de Passo Fundo-RS e pós-graduada em Alfabetização e Metodologias de Leitura. Atuou como alfabetizadora, professora de Língua Portuguesa e Literatura, trabalhou como animadora da biblioteca escolar, foi coordenadora do ensino de língua e literatura, dentre outras atividades ligadas ao ensino.