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domingo, 1 de dezembro de 2019

A Menina Que sabe Chover no III Congresso de Conselheiros Escolares



Aconteceu no mês de Novembro em Parnamirim o III Congresso de Conselheiros Escolares com objetivo de debater assuntos que permeiam o conselho como gestão democrática, e afins.
Houve palestras, oficinas temáticas e apresentação de releitura de obras literárias, entre elas o meu livro A Menina Que sabe Chover , pela Editora Inverso


A escola Municipal Costa e Silva levou ao palco seus alunos fazendo a leitura e a releitura de forma teatral com minha poesia.


Maria é consciente, reutiliza a água e rega com esperança a vida.


Planta sabendo que árvore é vida, enquanto afaga a chuva no coração.



Bendita Maria menina. 
É força e esperança no sertão.
Espera a chuva
cuida da terra
e da pouca água que resta.
Ao viajar nos livros da escola,
vê nascer rios de esperança.


Lá vai Maria
chovendo pelo caminho
a água da cacimba
do açude quase seco.
Anda pelo deserto
pingando água.
Busca longe a água 
para banhar-se.


 Maria é consciente,
é dona do mundo,
cheia de bondade,
alma de poesia molhada.


Leva a lata d'água na cabeça e,
de flor adornada,
de pingo em pingo,
junta água
para saciar a sede
sem reclamar de nada.



Sapos em cantoria
Quando é inverno no sertão
os sapos fazem reunião,
tocam tambores,
cantam e celebram a chuva
e com suas cantigas antigas
trazem alegria e vida.

Paula Belmino


A professora mediadora Marizalba Silva junto com o professor de Arte Everson de Oliveira fizeram um excelente trabalho e eu agradeço imensamente, pelo privilégio d elevar essa mensagem de consciência de cuidados com o meio ambiente e com os recursos hídricos de forma poética e lúdica, arte pura.

* Os poemas acima citados, são trechos de poemas do meu livro A Menina Que sabe Chover com ilustrações de Francisco Dam, publicado pela Editora Inverso

Adquira o seu clicando na imagem abaixo:






terça-feira, 8 de agosto de 2017

O grão de milho (Dica de Livro)



Esta é a história de um rei, bondoso, amigo, cheio de virtudes, mas que tinha uma preocupação: Por não ter filhos se preocupava como seria quando morresse e não tivesse alguém à sua altura para cuidar do seu povo, reinar como ele com retidão.
O rei perdia o sono, e num dia de tanto pensar, sonhou e no sonho ouviu uma voz que o mandava adotar.
O rei saiu pelos quatro cantos do reino a procurar crianças , e trouxe consigo três crianças .
O rei educou e amou seus filhos como príncipes, sem fazer distinção.


 O tempo passou e o rei mais velho ficou e fez um desafio aos três filhos.
Deu-lhes a cada um um grão de milho e disse que aquele que trouxesse a melhor colheita seria digno de ser seu sucessor no trono.


Os três meninos voltaram pra sua terra,e começaram a plantar e regar todos os dias
O grão de nenhum deles não nasceu!


E agora o que fariam?
Como poderiam se tornar reis?
Agradar o seu pai?
O mais velho pediu conselhos ao tio
O do meio pediu conselhos também.
Resolveram a questão e voltaram no tempo certo levando consigo seus molhos, a colheita boa de sua plantação.


O mais novo voltou triste, nada trazia nas mãos.
Ouviu o conselho da avó , sábia e centenária de dizer o motivo ao pai.
E agora o que fara o rei?
Quem poderá lhe suceder?

Essa é uma historia linda escrita por Manfei Obin e Olivier Charpentier pela Editora Rovelle

As crianças puderam ouvir a história, ler , brincar, encenar, recriar, recontar desenvolvendo a oralidade com a participação de alguns encenando o conto.
Além disso nossa sequencia didática com a roda de conversa sobre valores como honestidade, integridade, respeito e amor , foi introduzido no tema, pais adotivos, mostrando que a figura do pai vai além do biológico, cabe a de quem cuida, quem ama, que representa a figura paterna na família.
As crianças ainda recriaram a história em HQ

Olha a beleza que o aluno Lukas Valdoni fez:




E também com a reescrita em forma de conto, se preocupando com a pontuação nos diálogos dos personagens







E ilustrações lindas:




Agora assistam o vídeo com a encenação e um momento para eles recontarem a história levando em conta a sequencia lógica, o enriquecimento do vocabulário, a expressão, o falar em público, o vivenciar a poesia da leitura.



Se inscrevam em nosso canal!

Para comprar o livro:

http://www.rovelle.com.br/livro/o-grao-de-milho

quarta-feira, 2 de agosto de 2017

A pipa e a flor (releitura)



Era uma vez uma flor
bela, perfumada, 
cheia de encantos.


Era uma vez uma pipa
a voar leve e feliz
por todos os cantos.


Como por obra de feitiçaria
a pipa viu lá de cima a flor
e ela era tão linda
seus olhos encantados lhe hipnotizaram
e pela flor a pipa se apaixonou.


E assim a amizade entre elas começou
a pipa voava 
e voltava ao chão
contava os segredos dos ares
as aventuras na imensidão.
A flor gostava de ouvir, mas
começou a sentir ciúme
uma raiz de amargura
a inveja ardeu no coração.
Não podia voar tão alto quanto a pipa
ficava sempre a mercê da vida
presa ali ao chão.


E a flor se entristeceu
um sentimento ruim tomou conta de sua alma
agora não sorria
e nem a linha da pipa soltava
cada vez mais prendia, apertava
que agonia!


Cada vez mais presa 
a pipa não podia cumprir sua missão de alçar voo
seu destino seria ara sempre ser presa à flor?


E a pipa sofria
assim presa não sorriria mais
não seria feliz ela
nem a flor jamais!


E agora o que fazer?
Viver presa sem sorrir?
Ou tentar agradar alguém que diz amar , mas prende, acusa,afoga, ofende
tira a liberdade?



Essa é a história do livro de Rubem Alves : A pipa e a flor,que já contei aqui de uma outra forma com oficina de pipas com as crianças na escola e sequência didática. Hoje trago a releitura  da obra escrita em versos, uma forma de interagir com o livro, a encenação por parte de Alice e Anayara é uma forma que uso de incentivar à leitura, delas podere guardar na memória afetiva o amor pelos livros, o gosto pela leitura, assim fotografando e contando a história seguimos o passo a passo, a sequencia de fatos e imagens, e as meninas vão refletindo sobre sentimentos de respeito e amizade, o verdadeiro amor que não submete à escravidão, mas é livre e traz paz.


A Pipa e a flor foi lançado pela Editora Adonis em parceria com o Instituto Rubem Alves e traz lindas ilustrações de Bruna Pellegrina , neta do autor Rubem Alves, e as crianças fizeram questão de dar vida a essas imagens



A pipa e a flor ao se conhecerem e deixar o amor reinar



Uma semente do mal foi plantada na flor?
Seria feitiço?



A pipa com a linha curta, não voa e se entristece
Quem seria feliz vivendo preso ao lado de alguém que faz sofrer?

 Rubem Alves criou essa história com inspiração numa pessoa que ele amava , mas que tinha um relacionamento que não era saudável
Ouçam e vejam o  vídeo com a raquel Alves, filha do autor falando sobre o livro



O livro traz três finais diferentes que o leitor pode escolher
Nós aqui preferimos ver a pipa e a flor cobertas de amor livres a sorrir e brincar



Para saber como termina a história encomende seu livro aqui

http://www.gostinhodeleitura.com.br/livro/a-pipa-e-a-flor-325


Alice usa Bugbee

sexta-feira, 5 de maio de 2017

Marias do Sertão






Marias somos todas nós
De pingo em pingo
Juntando na mão a esperança
da água farta a molhar a alma
sem que seja a água salgada
que escorre dos olhos em lágrimas.


Marias conscientes
donas do mundo
de bondade molhadas
levam a lata na cabeça
De pingo em pingo
E com flores adornadas
Juntando água



Pra lavar o filho
Fazer chá e lava-pés
alento que mata a sede
Maria que bondosa tu és!



Marias somos todos nós
que cuidamos da terra
e nos preparamos na falta
sobrevivemos à seca
à escassez, a falta d'água
e à dura incredulidade.


De guarda-chuva aberto ao contrário
As Marias não se protegem da chuva
Entram debaixo dela
querem mesmo é se molhar
Se banhar, e benzer a cabeça
O corpo e a alma.



Marias encantadas
Abençoadas
Marias que sabem bem viver!
São assim as Marias
Levando na cabeça sob a rudia
o líquido precioso



Nas costas água no galão
No regador amor pela flor
Lá se vão as Marias guardiãs!


Compondo a vida
Guardando água em cisternas e cacimbas.
Cuidam de rios e lagoas
Guardam no coração
De pingo em pingo
Com suor de seu trabalho
As águas de cada manhã.
E á elas dão proteção
Cuidam, reciclam, reutilizam
São benditas essas Marias no sertão!



Marias somos todas nós
que ansiamos a chuva,
a boa água
clara, límpida, transparente
Pra beber, lavar, banhar, benzer, revigorar.
marias que esperam ansiosas
uma chuva de poesia
Pois todas as Marias
sabem o quão bom é receber
a chuva de amor
Enchendo todo seu ser.


Paula Belmino


Estamos trabalhando na escola juntamente com a estagiária Késsya Gomes o projeto Chuva de Poesia, que tem como tema principal o uso consciente da água e de forma interdisciplinar engloba os conteúdos, valores, arte, e cultura e claro todas as formas de expressão, com poesia, música, teatro, e releituras de obra de arte, que hoje a inspiração veio da artista Maria Cininha com suas personagens lindas e lúdicas: As Marias, todas conscientes com o uso da água. 



Iniciamos a aula onde o rei do Baião Luiz Gonzaga em sua música asa branca retrata a dureza da seca e todo cenário de uma terra que enfrenta grandes desafios no tempo de estiagem.
As crianças cantaram, leram, fizeram a interpretação e encenaram usando instrumento musical típico do homem sertanejo como por ex o triângulo.



Após toda roda de conversa e aula expositiva, vídeos sobre o sertão, clima, meio ambiente, e a conscientização de se plantar mais, de reutilizar a água, de saber guardar para não faltar, as crianças puderam conhecer um pouco d a história de seus pais e avós, quando ainda era mais difícil conseguir água, num tempo em que nem saneamento básico ou água encanada havia. As crianças puderam ver as marias usando baldes, pau de galão, tonéis, barris etc e toda maneira de como a água chegava até suas casas.
Por fim as meninas se trajaram como as Marias, desfilaram ouvindo o poema pelo jardim, e fizeram a releitura da obra usando giz de cera, com vivência lúdica, e poética para uma conscientização eficaz de que poupar água é urgente.

Algumas atividades da releitura com giz de cera das crianças





Vejam o vídeo: