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sábado, 28 de outubro de 2017

Pra ventar poesia








Tudo começou com um sonho, com um gosto de ler, de conhecer o autor que fazia o dia amanhecer,
o prazer de um menino em descobrir o som, o gosto das palavras.
Tui lia um livro que amava na escola, abandonado no caixote, e brincava de imaginar
Na sua terra o calor escaldante não deixava a chuva vir, nuvem alguma no céu, vento nenhum refrescava as tardes quentes, nada falava só o silêncio.
Ainda antes de sair de casa para a escola Tui ver a mãe reclamar da quentura, a avó se abanar estafada
Tui sai feito lagartixa pelas paredes, acha sombra em uma árvore após a ladeira que todo dia desce e um muro com um verso escrito sobre desejos, sobre a seca, sobre sede.
Qual sua surpresa os versos lembram o autor que tanto ama, é Manoel de Barros que o menino adota na alma, a professora sempre o vê entretido nos versos do livro gasto e esquecido, ainda oferece para que Tui leve para ler com a família, mas o menino diz que já tem todas palavras guardadas na memória.

Foi assim numa tarde quente como a do livro que vivemos na escola a história de  Tui  que encantou as crianças, fui lendo e eles se reconhecendo na história, meninas e meninos vindo no pingo do meio dia sob o sol castigante, beirando paredes para encontrar frescor.
Li mais uma parte e eles iam se familiarizando com a história, eram protagonistas feito Tui.
Leram, e se espantaram com a poesia de Manoel de Barros que fui introduzindo perante a beleza do livro de Rosana Rios e Maurício Negro pela editora Pulo do gato: Foi ele que escreveu a ventania e compreenderam que a poesia dá pra sonhar, sentir , brincar e que o menino era feliz guardando pedaços de sol, sonhando brisas...

Depois de ler as crianças reescreveram a história, criaram uns versos como os do livro e ainda apresentei Manoel de Barros, a biografia, alguns livros para as crianças se inspirarem e criar alguns poemas.

Leiam alguns:

"O sapo voou
na poesia
da menina. " Rafael

"Poesia é a gente brincar de imaginar ." Fernanda


"O passarinho cantou
no silêncio da sala de aula." Klewberth

" O sapo é um pedaço do rio
verde e bonito" Thaisly


Elas fizeram cataventos e escreveram neles palavras que ventam como poesia, amor, alegria, brisa, sonho, brincar.
Puderam suspirar e viver a poesia linda desse livro em homenagem a Manoel de Barros, o poeta menino












Assistam: