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quinta-feira, 9 de abril de 2015

Um Carrinho de Livros. Uma Biblioteca de Amor









Hoje é dia da Biblioteca. Como o próprio nome diz: uma coleção de livros, de sonhos, de infinito conhecimento.
Uma biblioteca não se resume a um prédio, onde por muitas vezes as crianças desfilavam o olhar nos livros sem poder tocá-los, sem poder ler em voz alta, sem poder sorrir. Uma biblioteca vazia de alegria, onde os sonhos encantados ficavam trancados a sete chaves. Este pode levar para casa , este não menino!
E assim estantes abarrotadas de livros entregues ao pó e ás traças porque mãos pequeninas poderiam sujar ou rasgar. Que fique para trás este tempo.
Que as bibliotecas sejam espaços de criação de novas ideias, onde o adubo da imaginação seja os muitos livros lidos por crianças e seus pais, encenados, coreografados, dramatizados por voluntários e bibliotecários, pessoas que sonham com um mundo melhor e entregue á educação e aos valores para se viver com dignidade e respeito. Que as bibliotecas sejam escadas para o sucesso, porto seguro e acalanto, lazer e o lugar encantado onde as crianças possam viver todos os dias, Como já disse Monteiro Lobato, livros onde as crianças possam morar, assim sendo, digo bibliotecas onde as crianças possam sonhar.
Para comemorar esta data hoje na nossa escola Centro Mun Prof Evilásio Luiz Victor as professoras Cicera Simões e Maria José encenaram  a peça baseada no livro menina bonita do laço de Fita e apresentaram ás crianças a biblioteca ambulante, uma vez que na nossa escola não temos espaço físico para uma biblioteca , mas nem por isso deixamos de ofertá-los ás mãos dos pequeninos, a ideia da biblioteca ambulante veio num carrinho de supermercado repleto de livros, poesias, contos e encantamento, como não dispomos na nossa escola de espaço físico ideal para uma biblioteca, levaremos até as salas de aula, de maneira lúdica e descontraída o carrinho dos sonhos. Quem quer comprar? poesia, sonetos, cordel, contos de fadas? quem quer comprar acrósticos, músicas, listas, folheto, cordel? Aqui nada se vende, tudo é de graça, e o melhor nessa biblioteca as crianças podem tocar, ler, sentir na mãos os livros e neles viver, crescer e sonhar.

Paula Belmino

Confiram só quanta alegria e umas imagens da encenação:
























PS. Minha mãe Cicera Simões tem quase 50 anos de atuação no magistério e exerce com amor a sua missão de ser professor, mesmo depois de aposentada, passou no concurso e continua a ministrar aulas de elitura incentivando as crianças a ler, a amr os livros, a serem pessoas de bem com auto estima elevada, e a construir o conhecimento de forma lúdica e significativa. Um exemplo. Deixo aqui minha homenagem á ela , em quem me espelho e desejo ser ao menos um terço da grande mestre que é.

Paula Belmino

terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

Marchinhas pra cantar, dançar e alfabetizar



O carnaval mesmo para quem não curte, não dança, não pula é uma festa cultural e social que está culturalmente arraigada nas ruas, nos salões, pela televisão difundida e a escola como responsável pela educação das crianças nunca fica de fora dos ritos e festivais culturais. No entanto mesmo que a escola trabalhe o carnaval como tema gerador, sua história, as músicas, as fantasias e tudo que lembra essa festa não pode apenas ser mera reprodutora da sociedade. Como instituição que transforma e prepara a criança para ser cidadãos que  cumprem seus deveres na sociedade, ela trás à tona nas rodas de conversa, as consequências trágicas de pular o carnaval sem consciência, como é o caso dos acidentes causados pela embriaguês, o uso de drogas, a violência nas ruas onde se encontram os foliões, a sujeira deixada na rua, a falta de compromisso com o meio ambiente, o mal uso da água, etc ...
Na escola o carnaval entra pra ser  festa, no uso de fantasias como falei no post passado aqui, com objetivo de desenvolver a imaginação e a criatividade, as brincadeiras para socializar e as marchinhas que são ótimos textos para ajudar na alfabetização, já que os textos que as crianças conhecem de memória são fontes riquíssimas para ajudar na construção da escrita e da leitura, ajustando o falado ao escrito e se preocupando apenas na maneira de como se escreve, com que letra começa, as características do sistema alfabético, os fonemas das palavras , já que para ler por elas já conhecerem a música vão apenas ajustando ao conteúdo. As marchinhas são nessa época do início do ano letivo referenciais para construção sistemática do processo de alfabetização e  nesse quesito a aula é nota 10.


Na aula de sexta-feira passada antes de saírmos em recesso,trabalhei com as crianças a marchinha "Mamãe eu Quero" e  juntamente com as professoras da sala de leitura da escola , minha mãe Cicera Simões e Maria José Garcia, as crianças puderam cantar, dançar ao som de instrumentos musicais panderola, triângulo, fanfarra, um momento musical rico para construir conceitos de ritmos, timbre, intensidade etc... E ainda na magia da festa, as crianças puderam ouvir a história contada por elas de como era o carnaval antigamente na cidade, e também socializarem o que acham do carnaval, o que lembra essa festa, fazer listas sobre o que vemos no carnaval, desenhar, pintar e escrever o nome próprio em máscara gigante numa atividade coletiva e que é de suma importância para o processo de alfabetização, uma vez que o nome da criança é sua identidade e deve ser atividade permanente para a partir dele construir significados de outras palavras, por fim saíram de lá todos mascarados com tinta facial e se achando personagens de quadrinhos e filmes infantis.



Ainda voltaremos ao tema na quinta-feira que vem , para fazer a leitura das marchinhas em grupo, nos cartazes, circular palavras, ler e escrever com letras móveis, fazer máscaras de papel e atrelar cultura e arte no processo de ensino aprendizagem para que as crianças aprendam de forma saudável e lúdica.

Vejam alguns exemplos de Marchinhas que se pode trabalhar com Ed Infantil e  fazer a interdisciplinaridade com alguns temas éticos , morais e socioafetivos e socioambientais

OH! JARDINEIRA PORQUE ESTÁS TÃO TRISTE?
MAS O QUE FOI QUE TE ACONTECEU?
FOI A CAMÉLIA QUE CAIU DO GALHO,
DEU DOIS SUSPIROS E DEPOIS MORREU.


VOCÊ PENSA QUE CACHAÇA É ÁGUA?
CACHAÇA NÃO É ÁGUA NÃO
CACHAÇA VEM DO ALAMBIQUE
E ÁGUA VEM DO RIBEIRÃO


OLHA A CABELEIRA DO ZEZÉ
SERÁ QUE ELE É?
SERÁ QUE ELE É?


E para deixar a festa mais colorida faremos na sexta-feira um baile de fantasia, onde as crianças poderão ir com a fantasia que quiserem ou com roupas coloridas á gosto.
Como é o caso da dica da Bugbee com peças florais, cheias do poás , num ora bolinhas, e muito colorido pra deixar que a festa do carnaval seja plena brincadeira 
Espiem:



























Deixo aqui também dica de livros para trabalhar o Carnaval, entre eles o maravilhoso livro Frevolina de Jeane Siqueira que trabalhei com minhas crianças ano passado.





Sinopse:
 Frevolina é uma bonita sombrinha de frevo que, certa vez, em pleno carnaval, ficou esquecida no fundo de uma gaveta. Coitada de Frevolina! Logo ela que curtia tanto os dias de Momo… Mas, cheia de energia como o próprio frevo, ela conseguiu mudar o rumo de sua história. Para saber o final da história, só lendo e se divertindo junto com a sombrinha.

E ai gostaram?

Paula Belmino

*Foto da Alice e amigas no editorial Carnaval por Seimi Hiraga





terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

Para ser sério é preciso brincar






Tanto tem se falado em brincar, na qualidade do brincar, na valorização da infância, no olhar atentamente para a realidade de nossas crianças. Ea começar por nós pais, que tipo de contribuição estamos passando para nossos filhos? num mundo onde se vive para trabalhar fora de casa e garantir o pão de cada dia? Onde as nossas crianças ficam ou na escola, ou com babás, com as avós, vizinhos e parentes e muitas vezes após horas fora de casa não temos tempo para conversar e nem muito menos para brincar.
Que tipo de brincadeiras poderíamos nós pais propor para quebrar o sedentarismo, as horas expostas em frente a televisão ou ao computador ?
 Uma leitura antes de dormir? afinal ler é brincar e nos livros a gente fantasia, imagina, voa e quer morar. 
Quem sabe uma massagem, uma antiga brincadeira do: Cadê o ratinho que estava aqui? Ali mesmos na cama antes de dormir? E além de interagir, estaríamos desenvolvendo a oralidade, os sentimentos de carinho e afeto, conhecendo o corpo, abraçando um ser pequeno e deixando claro que estamos ali sempre que ele de nós precisar.
Nem bem deitamos e já é hora de acordar, levantar cedo para ir á escola ou ao trabalho,e onde é que fica o tempo para brincar? Que tal montarmos a mesa, e fazermos o café juntos, ou um biscoito? enrolar massa feito massa de modelar? contar as xícaras, talheres e ingredientes? Estaríamos alimentando  o vínculo entre pais e filhos, ajudando a compreender matemática em suas grandezas e medidas, de forma prazerosa, saboreando e experimentando novos aromas e sabores e assim se apropriando de novas sensações e estimulando os sentidos. 
 Antes de sair de casa dar um beijo demorado, um abraço apertado e brincar de esconde-esconde rapidinho, até que ao longo do caminho nos percamos no olhar da criança,já que para os menores é esta confiança que trás segurança: saber que  vamos, mas breve vamos voltar.E ao retornar para casa, mesmo cansados ainda brincar: no banho espumar, pintar os azulejos do banheiro, fazer bolhas de sabão, brincar de monstro e fantasmas de espumas, mas sempre lembrando de conscientizar, afinal não se pode a água desperdiçar.
Brincar, conversar, um jogo, uma advinha? um trava-língua, ou uma parlenda, para gostar de ler e de escrever, anotar recadinhos de amor, cartinhas e desenhos a colorir, brincar de pintar e descobrir cores novas.
Apenas brincar, mesmo quando o tempo é limitado, ou o espaço não oferece tanta opção, está junto e interagir, fazer parte desse mundo e ver o filho se desenvolver saudável, brincando e aprendendo a ser autônomo e feliz.
Brincar é muito sério para ser tratado como algo alheio ao desenvolvimento humano. Brincando aprendemos a resolver conflitos, a compreender o mundo e a nós mesmos, nos tornando seres sociais e intelectuais na prática do bem. 


Para Piaget: “…a atividade lúdica é o berço obrigatório das atividades intelectuais da criança, sendo, por isso, indispensável à prática educativa”.

Então porque parar de brincar?

 


Paula Belmino
*Fotografias de Flávia Alves e Ivelise Medeiros

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

Volta ás aulas divertido






" A primeira meta da educação é criar homens que sejam capazes de fazer coisas novas; homens que sejam criadores, inventores, descobridores."

                                                                                                 Jean Piaget 


Final de férias, início de um novo ano, e já chega a hora de se preparar para a volta ás aulas.Aqui onde moramos as aulas começam semana que vem, mas já tem muita escola que começou as aulas com todo vapor. Ano letivo batendo a porta e é hora de começar um novo ciclo, estudar mais, manter a rotina, aprender a aprender, se socializar,recomeçar.

Para que a criança volte ás aulas sem strass e de forma agradável é preciso seguir algumas sugestões:

*Dormir mais cedo pelo menos uma semana antes de voltar á escola
*Organizar o material escolar para que não esqueça dele no primeiro dia de aula
* Ler mais e estudar pelo menos uma hora todos os dias.
*Se alimentar bem principalmente no café da manhã
* Separar e uniforme ou customiza-lo, no caso de escolas que não exigem que a criança vista uniforme , usar roupas leves e confortáveis para dar liberdade aos movimentos, como shorts , shorts -saias, leggings, bermudas e calças.
*Calçar tênis para maior segurança na hora do recreio e das atividades físicas.

Com estas dicas o ano letivo promete trazer muito proveito e o principal de tudo é ter o apoio dos pais na hora do estudo e sempre que possível conversar com a criança sobre o que aprendeu na escola, quem são os amigos, o que fez lá, do que gostou mais?
No caso de dúvidas procurar o professor , ter uma ligação com ele e fazer parte da vida escolar para que a criança se sinta valorizada e tenha apreço e respeito pela escola e pelos seus amigos e funcionários.
Agora vamos conferir algumas dicas das marcas parceiras que lançam alguns produtos como roupas e tênis no estilo "college" para o volta ás aula scheio de estilo.


Coleção #FUN volta as aulas da Elian e a linha básica que combina com jeans e trás peças confortáveis e em cotton para atividades físicas






28383 - Infantil Masculino
camisetas básicas

29800 - Infantil Feminino
regata e capri

29797 - Infantil Feminino
Bermudas ciclitas e regata


E como na escola a criançada adora correr, pular e se movimentar não se pode deixar os pezinhos desprotegidos. Os produtos Pé com Pépassam por rigorosos testes biomecânicos que atestam o conforto e a qualidade necessários, respeitando o alinhamento correto para um melhor desenvolvimento da estrutura músculo esquelética dos pés das crianças.

Olha só que lindos produtos e com garantia de qualidade:

Para os kids


Linha casual Guty com cadarços e com velcro para as crianças que ainda não sabem dar o laço



Para conhecer o manual e certificado de garantia dos produtos Pé com Pé calçados clica aqui

Paula Belmino

* Alice usa:
Conjunto Jacris
Meias Lupo
sapatilha acervo
Mochila Claritoneta
Fotografia de Flavia Alves


quarta-feira, 8 de outubro de 2014

Dica de Livro: Pedolândia Cybele Meyer



Passo por passo , pé ante pé, um mundo encantado de criança
Onde os primeiros passos são importantes pra dizer quem ela vai ser, quem ela é.
Ler, fantasiar, aproximar-se dos livros
E de maneira lúdica brincar, falando de valores, família, meio ambiente e regras de convivência para todos aprender e se educar.
Um livro cheio de mistério, onde irmãos vão descobrir um mundo novo... Pedolândia onde se fala a língua do pé. Parecida a lingua do Pê que quando criança a gente aprendia dizer.
Pé de chuva, pensamento,
Pé de vento, livramento!
Pé descalso lá poderá também aprender?
E um bom pé de moleque, pra correr e também para comer.
Muita aventura para Gabriel e Gabriela, meninos que desobedecem os seus pais, e num mundo encantado conhece o mal, mas salvo pelo pé direito logo fogem pra casa e aprendendo a  falar a verdade, prometem nunca mais mentir aos seus pais, nunca mais enganar ou sair sem avisar. E os pais com muito perdão e alegria mudam o modo de agir, em vez de palmada ou castigo, as portas da liberdade aos filhos resolvem abrir.



Com este breve relato trago hoje a dica do livro : Pedolândia de Cybele Meyer, que a Alice recebeu de presente e claro divide com muitas crianaçs e entre elas meus alunos.
Além de ouvirem a história as crianças puderam na roda de conversar expor suas ideias, seus sentimentos, suas antecipações sobre os assuntos tratados no livro, além de enriquecer o vocabulário, conhecendo palavras diferentes e expressões idiomáticas que também já ouviram dos pais e avós e fazermos a interferência com outras que já ouviram fora da escola.
Por estarmos na semana da crianças usamos a história para falar dos direitos e deveres das crianças como brincar, ler , estudar, além de lazer e um bom relacionamento com a família e com os amigos. Realizamos algumas atividades como pintura do pé, onde trabalhamos coordenação motora fina e a sensibilidade, o tato, e um momento de descontração e maior aproximação das crianças através do toque e do prazer no riso e na gargalhada através do fazer cócegas ao pintar os pés e banhá-lo com água e sabão, num escalda -pés divertido.
Outra atividade foi a ilustração da história, já que é por meio do grafismo infantil, que a criança pode manifestar algumas de suas emoções e revelar como ela interpreta, além de ser percursor da escrita e de fundamental importância para o avanço das hipóteses silábicas.
Também reconstruímos as árvores de pedolândia que ao invés de produzir frutas davam sapatos, botas, chinelos e pedimos aos pais que mandassem sapatinhos de quando as crianças eram bebês, numa tentativa de aproximar criançae pais da escola, numa maneira prazerosa e que resgata o amor, e o afeto, em doces lembranças da vida infantil. As crianças colocaram seus saptinhos na árvore na sala e reforçamos a importância de se amar as plantas e cuidarmos bem delas,a final só as árvores de verdade são fontes de alimento para nós e como estamos na primavera, reutilizamos garrafas pet e tinta guache para pintarmos flores lembrando do outro livro da escritora Cybele Meyer: A flor amarela
Vejam algumas fotos e os desenhos das crianças:






















Pintura do pé, momento de afeto e escalda-pé com espuma, um momento prazeroso de se sentir o toque e sorrir e claro falar sobre higiene dos pés para a boa saúde corporal.