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quinta-feira, 14 de maio de 2020

Casa de Consertos- Eloí Bocheco



Dica de Livro:
Casa de Consertos Eloí Elisabete Bocheco ilustrado por Walther Moreira Santos Editora Melhoramentos
Para aprender que a literatura também ajuda a consertar a alma! Paula Belmino





“Sempre que chegam as férias, a menina Olímpia vem ficar com os avós. Os dias são cheios de aventura no casarão, que parece de bruxas, cheio de lugares encantados. O casarão é o mais antigo da rua, cheio de esconderijos e um sótão que dá pra ver a cidade toda, o mar, a ponte.
Junto ao casarão fica a marcenaria do tio Jairo, da Olímpia, onde o pai da criança também trabalha . O quintal da casa é grande e cheio de goiabeira O casarão tem varanda, tem corredores , muitas portas e uma delas dá pro corredorzinho e leva a Casa de consertos, onde a avó conserta brinquedos.
A avó Sofia já anda devagar se apoiando em móveis, e conta muitas histórias aos fregueses ou sempre recomenda "remedinho literário " para as dores da alma.
Sofia era enfermeira até se aposentar, agora conserta brinquedos e recita versos, aconselha a neta.
Olímpia tem boas lembranças do pai para quem gostava de ler , e se foi para as estrelas. Agora com a avó Sofia vai sonhando e imaginando o mundo através das histórias por trás de cada personagem ou brinquedo que chega à casa de consertos, soldadinhos de chumbo, cavalinho azul, bailarina de caixinha de música, bonecas que são mais que brinquedos, sai histórias de vida.


Um livro para falar de infância, das relações familiares, de amizade, de história e da importância de se construir memórias por meio dos livros.
Inspirador e poético , o texto apresenta diálogos entre a menina e seu pai, sua avó e o tio, além das muitas conversas com fregueses ao telefone ou em passagem pela casa de consertos que são pura nostalgia e saudade, aulas para a humanização."



Ouçam um capítulo da história





Para comprar o livro:

sexta-feira, 10 de abril de 2020

Redoma







Recolhem-se do próprio ego,
Humildemente aceitam-se
Renegados,
 Na incapacidade do eu,
De superioridade abstraída,
Guardam-se, despem-se,
No próprio íntimo emudecem
Voltam ás origens, tessituras,
Reflexão prevista
O que mais importa na vida?
Do avesso se pegam
Desconectados das riquezas
e  da supérflua vaidade,
Apenas resguardam-se
No sonho que é estar em casa,
Ao lado de quem se ama,
À deriva dos sonhos
Em  redoma, se mostram pequenos,
Cacos de vidro,
De volta ao útero do mundo
Numa bolha, bem guardados,
Deixando-se serem soprados,
Talvez por outros ventos de sorte
Que tragam a paz, a vida,
E seres humanamente melhores.

Paula Belmino