A leitura é
liberdade
asa e olhos.
É porto e casa,
ponte e agasalho,
aprendizagem e troca.
A leitura é o ato de ler a nós mesmos
e nos acharmos dentro de um livro
e depois de revelarmo-nos pela literatura
ter o poder de ser quem a gente quiser
Leitura é teletransporte
é transformação
passagem para o inimaginável.
Paula Belmino
E hoje tive o prazer de participar da Jornada
pedagógica da cidade de Bodó-RN a convite da Secretaria de Educação para falar
um pouco da Educação literária na Prática, uma abordagem alinhada a BNCC que
prevê a literatura como eixo da Língua Portuguesa e norteia todo o trabalho
contextualizado numa visão de Educação Integral.
Relacionei as competências gerais da BNCC ao Documento Curricular do RN com ênfase na Educação Literária como eixo
integrador, visando garantir o direito da criança, do aluno com base na leitura
viva, e pelo poder da poesia, e da literatura em geral, transformar, ser alento
e cura, ser ponte e porto.
O papel do professor como mediador de práticas de leitura
que vão além de tratar conceitos, mas de formar cidadãos, leitores críticos,
que sabem opinar, se expressar, ser resilientes e empáticos. A leitura como
bússola para falar de assuntos difíceis de serem lidados, mas que com as narrativas
as crianças expõem o que sentem sem perceber e sem se sentirem constrangidas,
colocando para fora o que sentem e fazem mal, dando voz as palavras e renovando-se
pela poder da palavra, transformando
assim a realidade em que vivem por meio
da fantasia.
O momento foi de conversa com os professores, com dinâmicas
que eles podem levar pra sala de aula. Um momento Literário-musical com meus poemas musicados em
parceria com o músico José Garcia, um projeto que permite ao aluno utilizar-se
de várias linguagens como rege a BNCC na Competência 4
“Utilizar diferentes linguagens – verbal (oral ou
visual-motora, como Língua Brasileira de Sinais [Libras], e escrita), corporal,
visual, sonora e digital–, bem como conhecimentos das linguagens artística,
matemática e científica, para se expressar e partilhar informações,
experiências, ideias e sentimentos em diferentes contextos e produzir sentidos
que levem ao entendimento mútuo.”
A literatura permite o exercício de si mesmo e do outro,
numa tomada de decisões, na reflexão, na assertividade, na empatia, ofertando a
visão global de todas as áreas do conhecimento, onde o professor pode se
utilizar de um único texto para trabalhar de forma contextualizada todas as
unidades curriculares e oportunizar assim aos alunos o desenvolvimento construtivo
de suas habilidades e competências.
Em suma nossa tarde se deu em destacar vorazmente o poder da leitura como um ato libertador e emancipatório.
Espero ter compartilhado e contribuído um pouco para a
aprendizagem dos professores, pois também lá me emocionei e aprendi.
Uma das professoras um dia antes leu meu poema Anjo
Flautista e viu seu filho com autismo nele, não escrevi pensando na inclusão,
mas a poesia está ai para fazer pontes e variadas interpretações quando chega à
alma de quem lê.
Esta é a aluna Rayane Guimarães aluna de uma escola pública de Bodó que dedica seu tempo á poesia, lendo, recitando, e escrevendo com autoria
E aqui recita meu poema Pirilampo, que fez majestosamente um dia antes no 1º dia da Jornada pedagógica
Obrigada a todos pelo convite!