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sexta-feira, 15 de fevereiro de 2019

Abecedário Poético de Frutas. Roseana Murray



Hoje teve poesia das frutas na escola



Trabalhamos com a turma de 2º ano do Fundamental e é necessário ainda mais ler para as crianças, que estão em processo de alfabetização, para que estas se desenvolvam plenamente em suas competências e habilidades.
A partir da leitura do livro Abecedário Poético de Frutas de Roseana Murray as crianças puderam ler com ajuda, desenvolver a leitura fluente e sendo mediadas a compreender o abstrato nas vivências de sua realidade, enriquecendo o vocabulário conhecendo palavras novas e seus significados além de nomes de outras frutas diferentes da nossa cultura, como sapoti, oiti, caqui etc...
Pude assim diagnosticar a hipótese silábica de cada um que veio ler um poema de fruta diferente, bem como observar os que se negam, ou por timidez ou por ainda não saberem ler.






A leitura foi feita com o microfone para que eles pudessem  ouvir bem sua própria voz, e na leitura com voz alta desenvolver a fluência e saber se expressar, assim como oralizar em público.
As crianças trouxeram frutas para juntos fazermos uma salada e uma história matemática, já trabalhando quantidade, tamanho, formas geométricas, e resolução de problemas envolvendo adição.
De acordo com as frutas que as crianças traziam fizemos uma lista, e deixei que elas escrevessem como sabem, depois coloquei no quadro os nomes das frutas com ajuda deles para contar e de acordo com a contagem fizemos um gráfico de barras, sendo sempre instigados a pensarem e responder:
Qual fruta tem mais?
Qual fruta tem menos?
Quantas ao todo?

Ainda resolveram alguns problemas envolvendo as frutas e pintaram as barras do gráfico de acordo com as cores das frutas.
 Em Artes conhecemos a obra O vendedor de Frutas de Tarsila do Amaral, eles puderam analisar o que viam, de onde vem o homem, como, o que carrega no barco? E ilustraram de acordo com o que observavam.
Daremos continuidade a esta obra na próxima semana
Por fim saboreamos uma deliciosa salada com as frutas




Um pouco de nossa leitura





quarta-feira, 23 de janeiro de 2019

Abecedário Poético de Frutas





Para aprender ler poesia


A gente lê poesia assim: vivenciando
sentindo o cheiro, o sabor.
Apropriando-se da poesia com os sentidos,
pra compreender a poesia
que não precisa de razão, apenas de sentimentos.
A gente lê poesia assim:
Compartilhada, pública.
Poesia falada com o coração
na voz ao vento,
aos quatro tempos,
em qualquer lugar, em qualquer momento.
A gente lê poesia assim:
com terna paixão,
dando vazão à imaginação.
A gente lê poesia com o corpo todo,
com a natureza perto
pra gente se sentir parte dela
como de verdade o somos.
A gente lê poesia com a alma aberta,
e o sonho de ver todos lendo,
por direito e por prazer
a poesia que há em se saber ler.




Paula Belmino


Muita gente diz não gostar de poesia, não entender, nãos aber ler, já ouvi muitos amigos dizer que lê e não entende. Talvez seja pelo simples fato de que poesia não é para entender, é para sentir.
Foi assim lendo poesia para sentir e viver que tivemos ontem uma tarde toda cheia de poesia , momentos de leitura ontem no sitio da minha amiga Vitória Lópes.  Nada foi combinado, apenas a gente leva muitos livros, as meninas leem , nós duas lemos, a irmã dela lê, sem registro de fotos, lemos sem obrigação a nada, só  de cumprir o papel do livro quem está por perto ler.

Lendo o poema tamarindo




Lendo o poema Manga


Lendo o poema jaca




É lindo a poesia do livro Abecedário Poético de Frutas de Roseana Murray com ilustrações de Claudia Simões pela Editora Rovelle
Ler assim fez sentido, cada poema lido embaixo de cada pé de fruta descrito no livro. Lemos na jaqueira, nas mangueiras, embaixo das Laranjeiras, Goiabeiras, tamarineiros, entre outras plantas frutíferas dali, todas carregadas de frutas da época, as crianças comeram o livro literalmente e eu ainda trouxe de presente jacas, mangas tudo tirado do pé.
E claro, eu vi as meninas correndo de um pé de fruta a outro, e quis participar . (Vejam os vídeos em boa resolução colocando HD ou 360p)



Leiturinha do poema Tamarindo, que a Alice achava que era chamado Tamaringo (rios)



O livro Abecedário Poético de Frutas de Roseana Murray reúne frutas conhecidas e nem tão pouco assim e ainda  poeta com sua arte de escrever pede licença poética para criar poemas de frutas que pensamos nem existir. Roseana ama árvores e em seu jardim tem flores e frutas e o que fez nesse livro foi dar toda sua contribuição  para aguçar o sabor e o desejo da gente está mais perto das árvores, de se alimentar melhor com frutas do pé.

Para comprar o livro:

https://www.saraiva.com.br/abecedario-poetico-de-frutas-8530764.html

quinta-feira, 8 de novembro de 2018

O Peixinho do São Francisco (Dica de Livro)




Compreender a importância dos rios vai além de conhecer a hidrografia, mas de preservar as águas a começar por não poluir desde jogar um papel de bala ao chão, sabendo que o lixo não desaparece só porque não está mais na sua vista, mas que as águas da chuvas, o vento,  se encarregam de levar aos mananciais, as nascentes dos rios que podem por sua vez contaminar as águas e acabar por poluir rios e mares, e que o tempo de um pedaço de papel, do plástico e de outros tipos de lixo demoram muitos anos para se decompor podendo causar danos ao solo, onde as águas subterrâneas alimentam os rios.




Lemos o livro: O peixinho do São Francisco de Luis Pimentel com ilustrações de Graça Lima pela Editora Rovelle que traz uma bela lição de um peixinho que cuida das águas e é líder da associação dos defensores do Rio São Francisco, rio totalmente brasileiro que tem mais de 2.800km de extensão e passa por 5 estados brasileiros
Na história toda em poesia o peixinho branquinho de olhar arisco é bravo, mas também sabe contar histórias de assombração, brinca e joga futebol e frescobol, faz gol de peixinho e é muito divertido.



As crianças puderam ler em duplas e trios, em voz alta, para trabalhar a fluência, interpretar oralmente e depois reescrever a história em prosa e poesia cada um respeitando a hipótese silábica em que se encontram







As crianças puderam estudar no mapa onde nasce o Rio São Francisco e que estados ele banha
Nessa conversa constante que temos em sala de aula de cuidados com o meio ambiente para preservar o verde, os animais,a  vida, está o cuidado em economizar água, água que por aqui no sertão é escassa e vale muito mais que ouro, já que as chuvas são escassas. As crianças aqui já são acostumadas a viver essa escassez, essa economia, a escola no entanto prioriza que possam levar o conhecimento aos pais, à família para aliar na conservação e  no racionamento da água.
Ideias são sugeridas e aprimoradas pelos alunos tais como:
 *reaproveitar a água usada no enxague nas roupas para regar plantas, lavar o banheiro ou dar descarga
*Já existem vasos sanitários com dispositivos para economizar na hora da descarga, mas colocar uma garrafa PET com areia dentro do depósito de descarga fará com que entre menos água e assim ao se dar descarga na privada gastará menos água e fará o mesmo papel.
*Apagar as luzes quando não estiver num cômodo gasta menos energia, que vem da força das águas
*Não jogar lixo no chão
*Plantar mais árvores e não cortar as que tem na rua

No livro didático compreender como as cidades se formaram à beira dos rios, os chamados ribeirinhos, além de saber a importância desses rios para a agricultura e para a vida, e puderam relacionar o rio que é pura vida com a lagoa que deu origem á nossa cidade que há muitos anos é poluída e traz consequências desagradáveis como o mal cheiro puindo o ar

Vejam a Alice dando a  dica do livro:




O livro O peixinho do São Francisco foi aprovado pelo PNLD Literário e de acordo com a escolha dos professores deve chegar às escolas públicas de todo o Brasil


saiba mais:


quarta-feira, 17 de outubro de 2018

A Poesia da Ciência






Tenho fases, como a lua.
Fases de andar escondida,
fases de vir para a rua.

Cecília Meireles

Aprender sobre as fases da lua, a ciência, a geografia, conceitos e matemática para mim não pode se distanciar da poesia. Por isso estudamos o sistema solar com poesia de autores como Roseana Murray da qual lemos o livro Poemas de Céu pela Paulinas Editora e as crianças se debruçaram sobre o sistema solar, astros e estrelas, movimento da terra e etc.. E eu trarei em breve a aula só com Poemas de Céu. Aguardem!



Sem se prender apenas a textos informativos e científicos, mas levando a poesia para aprender no lúdico, na magia, vivenciando a história.


Hoje as crianças aprenderam sobre as fases da lua, e para iniciar lemos o livro Gato de cá, rato de lá de Sylvia Orthof pela Editora Rovelle que inclusive foi aprovado no PNLD Literário 2018
As crianças ficaram encantadas com o lirismo do texto que além de belo e todo rimado instiga a imaginação e às crianças a participar da leitura descobrindo que rima vem a seguir, bem como trata sobre valores e sentimentos, mas, além disso, de a gente poder sobressair de uma situação por meio da graça, da poesia.
A história de um gato atrás de um rato, e de uma lua no céu estonteante roubando a cena. Com ilustrações lindas de Graça Lima



As crianças leram, interpretaram, ilustraram e depois lemos no livro didático algumas informações cientificas sobre a lua, observamos o calendário, estudamos matemática nos "quartos" da lua. Por ex: Quantos quartos a lua têm? Quanto dura um quarto de lua? Se a lua tem 4 fases quantos dias daria todo o ciclo?
Fizeram continhas de adição e multiplicação, divisão.


Tudo sem sair da mágica da poesia, quando receberam bolachas recheadas para dividir para um grupo de quatro e criar suas luas em fases, escrever as fases e apresentar. Para casa levaram os pratinhos, e a lição de casa é: Explicar aos familiares sobre a lua, suas fases, de que ela é composta, quartos dias demoram um quarto de lua e gravar um vídeo e mandar para a professora ver e amanhã mostrar na escola.


Aula produtiva e contextualizada sem nunca esquecer a leitura literária.

Paula Belmino

Para conhecer o livro Gato de Cá, Rato de lá e indicar no PNLD Literário




quinta-feira, 10 de maio de 2018

10 livros infantis para comemorar o dia das mães



Todos os dias são para comemorar o dia das mães, afinal não há um dia inteiro que possa ser suficiente para se fazer festa  completa e render ás mães homenagens que seja igual ao amor que se sentem por elas.
Dia de mãe é todo dia,e todo dia é o momento certo pra se falar da grandeza de um coração materno, que pulsa e tem pequenas paradas quando ver o filho sofrer, se machucar, cair.
Todos os dias são dias de mãe, pra falar dessa luta árdua que é educar,
da ternura incessante do amar,
da loucura suprema da missão de servir,
do se doar dia e noite, noite e dia.
Todos os dias de mãe são pra falar que ser mãe é puramente milagre
é graça estendida do céu.
Ser mãe é abnegação, sacrifício, oferta aos céus, quando em oração, 
a mãe de joelhos intercede pelo filho
e nas mãos leva as chagas do sofrer por ele.
Um coração moído, todos os instantes, no pesadelo de não o ver feliz.
Mãe é surpresa, é festa, é sorriso gratuito, é coração aberto ao mundo.
Diariamente, todos os instantes, são para as mães todos os dias e 
em nenhum dicionário caberia o montante de adjetivos para descrever tão profundo amor, 
pois mãe é indescritível, sua força, sua luta, sua dor
Mãe é anjo de Deus na terra a cuidar de seus filhos, 
e com força desumana supera os desafios, enfrenta batalhas, corre perigo,
 tudo para ver o filho sorrir.
Todos os dias são de mãe, para elas foram feitos e benditos, pois na palavra mãe está escrito: Amor!

Paula Belmino

E para comemorar o dia das mães com muita leitura trago algumas dicas de livros:



1-Tua mão na minha de Eloí Bocheco  ilustrado por Walter Moreira Santos, pela Editora Habilis retrata o amor de uma filha por sua mãe vivida pelas lembranças, no brincar, no sonhar, e nas delicadezas de um caminho e uma vida toda percorrida sob os olhos da mãe que partira e deixara a saudade, que sob estrelas e nuances de anjo voa perto sempre a olhar a menina Dúnia que deitada com as flores do caminho, insetos e passarinhos tem o colo e o consolo de sua avó. Uma mãe, uma filha, um amor iguala  tantos outros como o nosso, o seu , o de Eloí Bocheco, que rasga a alma em verso e prosa pra encher de lágrimas os olhos de um leitor, mais diretamente o olhar de uma mãe.
Vale a pena conhecer, ler, adquirir, guardar no coração e compartilhar com seus filhos, sobrinhos, netos, amigos e é um lindo presente para o dia das mães, afinal um livro é amor para a vida toda, é eterno.

Outro livro que deve ser presenteado a uma mãe e lido em família:



2-As mães nunca são iguais com texto e ilustrações de Raquel Prestes pela Editora Adonis, trata com ludicidade o fato das mães apesar de terem a mesma preocupação e  cuidado com os filhos e algo em comum,serem singular e na sua diversidade cada uma mostrar o seu melhor , cada uma com uma característica.





3-Outra dica de um livro muito legal é o Mãenhê de Ilan Brenman, ilustrações de Guilherme Karsten pela Editora Brinque Book
O livro conta a história de uma mãe que não aguentava mais a gritaria sendo chamada pelo filho, não podendo ficar sossegada um segundo sem ser interrompida, até que ela pleneja algo que faça o filho não importuná-la. Será que deu certo?
Uma história sobre empatia e afeto, relacionamentos familiares.



4- A mãe que chovia de José Luis Peixoto com ilustrações de Daniel Silvestre da Silva pela Editora Companhia das Letras
Uma historia com tom de poesia e muita drama, de uma mãe que precisa estar aqui e ali e de um filho que precisa aprender sobre cuidado com o mundo e dedicação, nesta história o menino é filho da chuva e vai ter que aprender a lidar com várias situações adversas, mas no fim de tudo o amor incondicional de uma mãe.



5- Dorme menino, dorme de Laura Herrera e July Macuada
Um livro que é todo em poesia retrata o amor de uma mãe pelo seu filho e de toda forma afetuosa que é cantar para o filho antes dele dormir, mostrando que são nessas horas que se cria a memória afetiva e que ao cantar uma canção de ninar, ler uma história traz nesse momento o vínculo fortalecido e a segurança para a criança crescer feliz e saudável, segura de si,



 6- Coisas de mãe de Sílvia Alves e ilustrações de João Caetano pela Paulinas Editora
Todos os dias, no começo da tarde, a menina adormecia no colo da mãe, embalada por uma canção que a seguiria sempre na sua vida. Coisas de mãe, da escritora portuguesa Sílvia Alves, é um texto eminentemente poético que sustenta uma infância nutrida pelo afeto materno, enquanto o pai estava longe de casa. Mãe e filha passavam os dias juntas: regavam a horta, assistiam ao pôr do sol, apreciavam o cheiro das maçãs... e acrescentavam muitos pontos às histórias; as mesmas passadas de pai para filho, como a da cigarra e da formiga. E havia muitas formigas e muitas cigarras... tantas que era possível inventar história para cada uma delas. O ilustrador João Caetano imprime sua interpretação imagética à história, conferindo autonomia às imagens, que, paralelamente, constroem a sua narrativa. Ele utiliza várias técnicas e seduz o leitor para os cantos das páginas, para fora das molduras, para dentro da boca do lobo... convidando-o para uma viagem que não tem fim.


7-Mamãe tem medo de: Beatrice Masini, ilustrações Alireza  Goldouzian, tradução de Márcia Leite pela Editora Pulo do gato
Mamãe Cabra é uma mãe preocupada. Muito preocupada. Ela morre de medo de tudo, principalmente de que alguma coisa aconteça com seus cabritinhos. Por isso, vê perigo em toda parte. Às vezes ela exagera um pouco em seu cuidado. Para Mamãe Cabra, em qualquer hora e em qualquer lugar, alguém poderá fazer mal para seus filhotes, e ela só encontra uma saída para protegê-los: ficar perto deles.


8-Quero minha mãe-robô? do autor Davide Cali, ilustrações: Angela Laura Cantone, tradução Marília Garcia , Editora Rovelle
Quem disse que há limites para a imaginação das crianças? Um garoto inventa um robô para substituir sua mãe. Ao contrário da mãe de verdade, a mãe-robô faz tudo o que ele quer, comandada por controle remoto. Ela pode passar o tempo todo com ele, fazer todas as suas vontades, preparar a comida de que ele mais gosta e não lhe impor nenhuma regra. E mais: nunca lhe diz "Não!". Parece perfeito. Mas ele sente falta de alguma coisa: o jeito de dar amor e carinho que só a mãe de verdade sabe fazer. Será que ele vai repensar sua grande invenção?


9- Minha mãe, a Elefanta escrita por Rita Espeschit e ilustrada com os desenhos inconfundíveis de Ricardo Azevedo, Pela Editora Global desperta na criança a ideia de que ler é desvendar mistérios, construir sentidos, brincar de pensar.
Um menino pequeno, tímido, conta a história. Antes de mais nada, é preciso esclarecer algumas coisas: não tenho quatro patas, não uso tromba para tomar refrigerante e nem ao menos sou muito gordo. Sou um menino comum, até magrinho, igual a qualquer outro. Só que moro ao lado de um shopping e tenho uma mãe que é elefanta.
Construída a partir de vários símbolos, a narrativa sensibiliza. O menino revela, em cada frase, sua dificuldade de relacionamento com a mãe. Porém, um dia, um fato transforma essa relação em um forte e demorado abraço.





10- Coração de mãe
Autora: Isabel Minhos Martins
Editora: Tordesilhinhas

Livro lindo que mostra que o coração de mãe é mais que um músculo, é onde acontece todas as coisas extraordinárias, sempre ligado por um fio fininho ao coração dos filhos. Se o filho rir, o coração da mãe até dança.
Se o filho adoece o coração da mãe fica pequenininho.
Coração de mãe, congela, fica até sem um pingo de sangue ...
Assim é o coração de mãe, movido e alimentado pelo filho.

Bem que dizem que quando se é mãe o coração da gente bate fora do peito.


E por fim ser mãe vale todas as poesias do mundo, todas as homenagens e dedicatórias não só no dia das mães, mas todos os dias de sua vida.