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domingo, 13 de janeiro de 2019

Leitor não se nasce, se cria.






A gente não nasce leitor, a gente vai se formando leitor, desde o útero, recebendo variedade de leitura, muito antes do nascimento, recebendo a leitura alimento, o pão de poesia.
E ao nascer, num berço, o ser pequeno e frágil, de livros coberto e vestido, além toda a sorte de afeto, ouvir as canções e cantigas, dorme-se e se sonha entre contos de fadas e fábulas, um leitor em criação.
A gente vai crescendo e se transformando leitor, renascendo de fora para dentro, quando pelo prazer da leitura se cresce e voa, se aperfeiçoa:
Das letras ao sonho,
da palavra à imaginação,
da realidade à fantasia numa história ouvida, ou lida.
A gente não nasce leitor, a gente se cria por meio das histórias contadas, dos livros vivenciados!
A palavra nos refaz  e nos constrói leitores, célula a célula, no amor e no prazer de se criar num ambiente chamado cercado de amor e respeito: O livro!

Paula Belmino

Obrigada aos parceiros: Editoras, amigos, poetas e escritores que nos ajudam nessa construção de uma sociedade leitora na formação da cidadania e de indivíduos conscientes de seus direitos.








sexta-feira, 14 de dezembro de 2018

Aboborela


Aboborela é a personagem do  conto de fadas, daqueles que encantam , que nos faz lembrar as histórias contadas por nossos avós.
Escrito por Stela Barbieri com ilustrações de Fernando Vilela pela Editora Pulo do Gato, onde o protagonista dessa história é Shen,  um rapaz trabalhador e pobre, que nada tinha a não ser uma túnica, uma calça, um chapéu e um par de chinelos. Shen morava sozinho numa casa pobre e sentia falta de uma companhia.



Um dia indo para o trabalho encontra um velhinho, e ao conversar com ele sobre sua vida, o velhinho lhe dá uma flauta mágica e ao colocar na boca parece até  que já tocava há muito. Um dia passando sobre uma ponte Shen salva uma carpa de umas crianças que estão machucando-a, e em gratidão a carpa lhe dá uma semente de abóbora, que de bom grado Shen planta.  Da semente nascerá uma abóbora e a solução para a solidão de Shen, a bela Aboborela, moça corajosa e cheia de virtudes que se casa com Shen, mas a notícia logo chega aos ouvidos do rei que é ambicioso, e rapta  Aboborela, o final da história é surpreendente, um enredo cheio de mistério e suspense.

O livro acaba de receber o Selo Cátedra UNESCO pela PUC-Rio









Um conto lindo que as crianças ouviram com muita atenção e depois leram em duplas por partes, depois reescreveram tentando seguir as características de um conto, e ilustraram.
Vejam o relato das crianças:




Uma aula gratificante com mistério, suspense, fantasia e imaginação.
Para adquirir o livro:

https://editorapulodogato.lojaintegrada.com.br/none-32319067

quinta-feira, 10 de maio de 2018

10 livros infantis para comemorar o dia das mães



Todos os dias são para comemorar o dia das mães, afinal não há um dia inteiro que possa ser suficiente para se fazer festa  completa e render ás mães homenagens que seja igual ao amor que se sentem por elas.
Dia de mãe é todo dia,e todo dia é o momento certo pra se falar da grandeza de um coração materno, que pulsa e tem pequenas paradas quando ver o filho sofrer, se machucar, cair.
Todos os dias são dias de mãe, pra falar dessa luta árdua que é educar,
da ternura incessante do amar,
da loucura suprema da missão de servir,
do se doar dia e noite, noite e dia.
Todos os dias de mãe são pra falar que ser mãe é puramente milagre
é graça estendida do céu.
Ser mãe é abnegação, sacrifício, oferta aos céus, quando em oração, 
a mãe de joelhos intercede pelo filho
e nas mãos leva as chagas do sofrer por ele.
Um coração moído, todos os instantes, no pesadelo de não o ver feliz.
Mãe é surpresa, é festa, é sorriso gratuito, é coração aberto ao mundo.
Diariamente, todos os instantes, são para as mães todos os dias e 
em nenhum dicionário caberia o montante de adjetivos para descrever tão profundo amor, 
pois mãe é indescritível, sua força, sua luta, sua dor
Mãe é anjo de Deus na terra a cuidar de seus filhos, 
e com força desumana supera os desafios, enfrenta batalhas, corre perigo,
 tudo para ver o filho sorrir.
Todos os dias são de mãe, para elas foram feitos e benditos, pois na palavra mãe está escrito: Amor!

Paula Belmino

E para comemorar o dia das mães com muita leitura trago algumas dicas de livros:



1-Tua mão na minha de Eloí Bocheco  ilustrado por Walter Moreira Santos, pela Editora Habilis retrata o amor de uma filha por sua mãe vivida pelas lembranças, no brincar, no sonhar, e nas delicadezas de um caminho e uma vida toda percorrida sob os olhos da mãe que partira e deixara a saudade, que sob estrelas e nuances de anjo voa perto sempre a olhar a menina Dúnia que deitada com as flores do caminho, insetos e passarinhos tem o colo e o consolo de sua avó. Uma mãe, uma filha, um amor iguala  tantos outros como o nosso, o seu , o de Eloí Bocheco, que rasga a alma em verso e prosa pra encher de lágrimas os olhos de um leitor, mais diretamente o olhar de uma mãe.
Vale a pena conhecer, ler, adquirir, guardar no coração e compartilhar com seus filhos, sobrinhos, netos, amigos e é um lindo presente para o dia das mães, afinal um livro é amor para a vida toda, é eterno.

Outro livro que deve ser presenteado a uma mãe e lido em família:



2-As mães nunca são iguais com texto e ilustrações de Raquel Prestes pela Editora Adonis, trata com ludicidade o fato das mães apesar de terem a mesma preocupação e  cuidado com os filhos e algo em comum,serem singular e na sua diversidade cada uma mostrar o seu melhor , cada uma com uma característica.





3-Outra dica de um livro muito legal é o Mãenhê de Ilan Brenman, ilustrações de Guilherme Karsten pela Editora Brinque Book
O livro conta a história de uma mãe que não aguentava mais a gritaria sendo chamada pelo filho, não podendo ficar sossegada um segundo sem ser interrompida, até que ela pleneja algo que faça o filho não importuná-la. Será que deu certo?
Uma história sobre empatia e afeto, relacionamentos familiares.



4- A mãe que chovia de José Luis Peixoto com ilustrações de Daniel Silvestre da Silva pela Editora Companhia das Letras
Uma historia com tom de poesia e muita drama, de uma mãe que precisa estar aqui e ali e de um filho que precisa aprender sobre cuidado com o mundo e dedicação, nesta história o menino é filho da chuva e vai ter que aprender a lidar com várias situações adversas, mas no fim de tudo o amor incondicional de uma mãe.



5- Dorme menino, dorme de Laura Herrera e July Macuada
Um livro que é todo em poesia retrata o amor de uma mãe pelo seu filho e de toda forma afetuosa que é cantar para o filho antes dele dormir, mostrando que são nessas horas que se cria a memória afetiva e que ao cantar uma canção de ninar, ler uma história traz nesse momento o vínculo fortalecido e a segurança para a criança crescer feliz e saudável, segura de si,



 6- Coisas de mãe de Sílvia Alves e ilustrações de João Caetano pela Paulinas Editora
Todos os dias, no começo da tarde, a menina adormecia no colo da mãe, embalada por uma canção que a seguiria sempre na sua vida. Coisas de mãe, da escritora portuguesa Sílvia Alves, é um texto eminentemente poético que sustenta uma infância nutrida pelo afeto materno, enquanto o pai estava longe de casa. Mãe e filha passavam os dias juntas: regavam a horta, assistiam ao pôr do sol, apreciavam o cheiro das maçãs... e acrescentavam muitos pontos às histórias; as mesmas passadas de pai para filho, como a da cigarra e da formiga. E havia muitas formigas e muitas cigarras... tantas que era possível inventar história para cada uma delas. O ilustrador João Caetano imprime sua interpretação imagética à história, conferindo autonomia às imagens, que, paralelamente, constroem a sua narrativa. Ele utiliza várias técnicas e seduz o leitor para os cantos das páginas, para fora das molduras, para dentro da boca do lobo... convidando-o para uma viagem que não tem fim.


7-Mamãe tem medo de: Beatrice Masini, ilustrações Alireza  Goldouzian, tradução de Márcia Leite pela Editora Pulo do gato
Mamãe Cabra é uma mãe preocupada. Muito preocupada. Ela morre de medo de tudo, principalmente de que alguma coisa aconteça com seus cabritinhos. Por isso, vê perigo em toda parte. Às vezes ela exagera um pouco em seu cuidado. Para Mamãe Cabra, em qualquer hora e em qualquer lugar, alguém poderá fazer mal para seus filhotes, e ela só encontra uma saída para protegê-los: ficar perto deles.


8-Quero minha mãe-robô? do autor Davide Cali, ilustrações: Angela Laura Cantone, tradução Marília Garcia , Editora Rovelle
Quem disse que há limites para a imaginação das crianças? Um garoto inventa um robô para substituir sua mãe. Ao contrário da mãe de verdade, a mãe-robô faz tudo o que ele quer, comandada por controle remoto. Ela pode passar o tempo todo com ele, fazer todas as suas vontades, preparar a comida de que ele mais gosta e não lhe impor nenhuma regra. E mais: nunca lhe diz "Não!". Parece perfeito. Mas ele sente falta de alguma coisa: o jeito de dar amor e carinho que só a mãe de verdade sabe fazer. Será que ele vai repensar sua grande invenção?


9- Minha mãe, a Elefanta escrita por Rita Espeschit e ilustrada com os desenhos inconfundíveis de Ricardo Azevedo, Pela Editora Global desperta na criança a ideia de que ler é desvendar mistérios, construir sentidos, brincar de pensar.
Um menino pequeno, tímido, conta a história. Antes de mais nada, é preciso esclarecer algumas coisas: não tenho quatro patas, não uso tromba para tomar refrigerante e nem ao menos sou muito gordo. Sou um menino comum, até magrinho, igual a qualquer outro. Só que moro ao lado de um shopping e tenho uma mãe que é elefanta.
Construída a partir de vários símbolos, a narrativa sensibiliza. O menino revela, em cada frase, sua dificuldade de relacionamento com a mãe. Porém, um dia, um fato transforma essa relação em um forte e demorado abraço.





10- Coração de mãe
Autora: Isabel Minhos Martins
Editora: Tordesilhinhas

Livro lindo que mostra que o coração de mãe é mais que um músculo, é onde acontece todas as coisas extraordinárias, sempre ligado por um fio fininho ao coração dos filhos. Se o filho rir, o coração da mãe até dança.
Se o filho adoece o coração da mãe fica pequenininho.
Coração de mãe, congela, fica até sem um pingo de sangue ...
Assim é o coração de mãe, movido e alimentado pelo filho.

Bem que dizem que quando se é mãe o coração da gente bate fora do peito.


E por fim ser mãe vale todas as poesias do mundo, todas as homenagens e dedicatórias não só no dia das mães, mas todos os dias de sua vida.








segunda-feira, 7 de maio de 2018

O Diário de Blumka (Dica de Livro)





A Pedagogia da alegria e do amor se dá quando sabemos respeitar respeito ao outro, motivar, fazer valer o princípio de liberdade de ideias, no saber ser humanista, valorizando as pessoas no que elas têm de melhor, cuidar dos animais, preservar o meio ambiente e acima de tudo, educar para a paz.

É sobre isso que trago hoje na nossa dica de livro.
Um livro que conta a história de um educador que viu a educação para a igualdade, a valorização da infância e autoestima considerando a individualidade de cada um, numa "pedagogia da alegria" centrada no amor, no incentivo à  criatividade,  no respeito à diversidade, à escuta, á singularidade de cada uma delas. Tudo isso não faltou ao Doutor Korczak que junto com a senhora Stefa acolheu mais de 200 crianças judias órfãs num orfanato em Varsóvia na Polônia.
É sobre tudo isso e muito mais que nos conta o livro: Diário de Blumka da Autora e ilustradora: Iwona Chmielewska pela Editora Pulo do Gato. O livro descreve como viviam Blumka que escreve o diário, algumas crianças e enfatiza a pessoa do Doutor Korczak  , sua personalidade, seu amor, seu modo de ser para com as crianças, e para com a natureza.

Janusz Korczak era, na verdade, Henryk Goldszmit, nascido em uma bem-sucedida família judaico-polonesa, na cidade de Varsóvia, Polônia, em 1878. Era conhecido pelo pseudônimo Janusz Korczak. O Doutor Korczak tinha uma consciência sobre a infância e o respeito às suas necessidades e vontades. Formou-se em Medicina e atuou como pediatra até descobrir sua vocação na educação. 


No diário escrito por Blumka uma das crianças do orfanato, além dela falar sobre a vida no cotidiano do orfanato e descrever 12 das crianças seus amigos ,entre eles:

Abramek, melhor marceneiro da oficina do orfanato,


Aron que tem dons para os trabalhos de artes


Zymek , que ganhou um prêmio por descascar mais cebolas


Zygmus, que devolveu a liberdade a um peixe; 


Reginka, que enchia de luz as noites mais escuras com suas histórias; 


Pola, que decidiu cultivar uma ervilha em seu próprio ouvido; 


Chaim, que foi a júri por destruir um formigueiro; 


o pequeno Pedrinha, que ajudou a descarregar a carroça de carvão com seu penico... 


Hannah , a menina despenteada e magrinha com quem ninguém queria brincar pois xingava muito, mas mudou o comportamento através do diálogo


Stasiek , melhor aluno da escola


Riwka, de todas a melhor nos esportes


e Blumka que escreve sobre todos em seu diário, e, quando lhe faltam palavras, ela desenha. 





De todas as revelações no diário uma das mais importantes é como ela descreve a personalidade e o grande caráter do Doutor Korczak que nos traz a reflexão para uso de uma pedagogia do amor e da liberdade, e que em épocas passadas este homem revolucionário já pregava e vivia.


Algumas ações e ideias revolucionárias do DR Korczak

*Para ele toda criança tem direito de sonhar e guardar para si seus segredos.
*A verdade deve sempre ser contada para as crianças.
*Todos tem o mesmo direito não importa classe, raça ou gênero.E que tanto meninos como meninas podem fazer as mesmas coisas.
*Dialogar e registrar o que sentimos e vivemos é uma forma de ser livre.
*Dr Korczak estimulava a criação de jornal entre as crianças e de diários para que elas pudessem escrever suas ideias, mostrando assim que as crianças são seres de direito.
*Educava a cuidar bem de seus pertences e materiais pelo exemplo, o próprio doutor limpava os sapatos das crianças para ensiná-las a cuidar do que  tinham.
*Era totalmente contra castigos físicos.E o melhor do que castigar é recompensar.Pedir desculpas, perdoar.
*Permitia que cada um pudesse fazer sua oração na forma como acreditava
*Descansar é tão importante como brincar.
*Cuidar do planeta e respeitar os animais era essencial
* Todos têm direito a voz. O doutor criou uma espécie de tribunal onde casos como agressão, roubo eram discutidos e julgados e receber pontos negativos e positivos, e aprender viver e obedecer regras.


No livro Blumka descreve relatos de como as crianças conviviam em liberdade para brincar, pensar, aprender valores e ensinamentos de amor ao próximo e ao meio ambiente. Até que chegou aguerra, mas não pode silenciar a voz do amor.



Diário de Blumka foi lançado em homenagem ao 70° aniversário da morte de Janusz Korczak, simultaneamente na Polônia e Alemanha.


O diário de Blumka é escrito pela autora e ilustradora: Iwona Chmielewska pela Editora Pulo do Gato

Vem você também conhecer?




E assistam aqui um pouco mais sobre a vida de Dr Kuczak e não se incomode se as lágrimas caírem.