E ainda com incentivo para ler e escrever brincamos com essa fábula que ganha lindas ilustrações e versos de Dircéa Damasceno para contar a história da baratinha que ganhou o coração das crianças.
Em casa foi uma festa, pois incentivo o ler para a Alice com brincadeira, com vivência, e junto com a amiga Bia, um laço de baratinha para ler e fantasiar dá mais gosto para ler.
Leitura em casa e sempre levando também para a escola a beleza poética e literária como estímulo para mudar a realidade das crianças e torná-las protagonistas de sua própria história.
As crianças leram, brincaram, e ouviram de minha parte a leitura compartilhada, brincando com a entonação da voz, brincamos com as onomatopeias, e é claro amaram as ilustrações.
Depois de toda leitura fiz um ditado com as palavras do texto, e depois de corrigir coletivamente os erros ortográficos dei para cada crianças duas palavras para que elas criassem uma quadrinha para contar a história. Foi muito criativo e precisei apenas fazer ajustes, e um ajudava o outro com palavras que rimavam.
Depois ilustraram sua quadrinha numa folha de papel e fomos apresentar o texto no jardim para a turma toda ver o trabalho de cada criança.
Deixo um poema meu para o caso de não se achar um marido para Dona Baratinha não arrumar marido (risos)
A cantiga de Dona Baratinha
Dona baratinha
vive na janela a sonhar.
Faz tempo espera um marido
e o dinheiro em sua caixinha
já perdeu o valor.
Vive a lamentar, a baratinha,
pois nenhum bichinho ainda
encontrou pra casar.
Depois de passar por ela:
gato, bode, cão e castor
uma infinidade de bichos,
um ratinho delicado
por ela se apaixonou,
mas era guloso e
no dia do casório
caiu na panela da feijoada
morreu afogado,
deixando Dona baratinha só.
Agora ela vive a sofrer de solidão
e na sua janela
pensa sem solução:
O que fazer com o dinheirinho?
O senhor grilo, um amigo de verdade
lhe mostra uma sugestão:
_Compra uma fita de cabelo e se enfeita
Vai com os amigos passear
Desfila entre borboletas, joaninhas,
abelhinhas a
zunir.
Põe uma fita amarela no cabelo, sai por ai.
Com amizade e canção
se cura toda dor.
Enfeita a cabeça
e na boca, põe um colorido batom.
Não há mal que não se cure
Com um sorriso cheio de cor.
Depois desse conselho,
Quem passa na casa da Dona Baratinha,
Sempre a ouve cantar assim:
“Quem quer ser amiga da Dona Baratinha
Que tem fita no cabelo
E usa rosa batom?”
A amizade é sinônimo do amor
E é remédio para toda a dor.
Paula Belmino
Para saber mais do livro:
Autor: Dircéa Damasceno
Ilustrações: Dircéa Damasceno
Páginas: 32
Formato: 20 x 20 cm
Páginas: 32
Formato: 20 x 20 cm
Editora: Bambolê
ISBN: 978-85-69470-24-3
http://www.livrariabambole.com.br/pd-49aab9-um-marido-para-dona-baratinha.html