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domingo, 13 de janeiro de 2019

Leitor não se nasce, se cria.






A gente não nasce leitor, a gente vai se formando leitor, desde o útero, recebendo variedade de leitura, muito antes do nascimento, recebendo a leitura alimento, o pão de poesia.
E ao nascer, num berço, o ser pequeno e frágil, de livros coberto e vestido, além toda a sorte de afeto, ouvir as canções e cantigas, dorme-se e se sonha entre contos de fadas e fábulas, um leitor em criação.
A gente vai crescendo e se transformando leitor, renascendo de fora para dentro, quando pelo prazer da leitura se cresce e voa, se aperfeiçoa:
Das letras ao sonho,
da palavra à imaginação,
da realidade à fantasia numa história ouvida, ou lida.
A gente não nasce leitor, a gente se cria por meio das histórias contadas, dos livros vivenciados!
A palavra nos refaz  e nos constrói leitores, célula a célula, no amor e no prazer de se criar num ambiente chamado cercado de amor e respeito: O livro!

Paula Belmino

Obrigada aos parceiros: Editoras, amigos, poetas e escritores que nos ajudam nessa construção de uma sociedade leitora na formação da cidadania e de indivíduos conscientes de seus direitos.








quarta-feira, 5 de dezembro de 2018

Não sou mais bebê (Dica de Livro)





Alice não se acha mais bebê e destinada está a fazer tudo sozinha não quer que a mãe lhe ajude na higiene


Muito menos que o pai lhe ensine a se vestir.


Alice é independente agora e nem o avô e nem a avó lhe convencem do contrário.


Ela pode fazer tudo sozinha, não quer ser mais criança
Dispensa tudo, a ajuda da irmã para lhe ajudar na alimentação e nos cuidados.
E na escola não precisa mais de ajuda da professora para concluir suas tarefas


Ao ser convidada pelo pai para fazer algo,  Alice percebe  que não precisa fazer tudo sozinha, e que para algumas coisas é ótimo ser tratada como bebê. O que seria? 


 A leitura é colo que aninha, é abraço que acolhe, é pouso e família, e nos fazer voltar no tempo, sempre crianças a brincar na imaginação.

Livro lindo do Ilan Brenman com ilustrações de Anna Aparício Catalá pela Editora Aletria que acaba de ser lançado e é ótimo para ler para as crianças.
Na escola li e encenei com os pequenos pois, na escola não lemos apenas , mas entramos no livro.


Na escola a gente não só lê, a gente entra no livro, experimenta, sente, com todos os sentidos, a gente encena, se faz protagonista e personagens do livro
A gente ler, brinca, fantasia, reconta, coloca nossa voz no livro, interage.
Um livro é feito para além de ler , desdobrá-lo em muitas outras histórias inventadas .
Após leitura e encenação as crianças fizeram a história com ilustrações deles em quadrinhos e escreveram.

Vejam nossa interação com o livro:



Para comprar o livro:

https://www.aletria.com.br/Nao-sou-mais-bebe

sexta-feira, 28 de setembro de 2018

O Batuquinho Dica de Livro)



A música é expressão, é arte, é dom, é alma para nossa vida.
Por meio da música nos enlevamos, refletimos, brincamos, sorrimos ou choramos.
A música é poesia que acalma, que leva o espírito ao mais secreto e depois a fruir.
A música deve estar presente desde os primeiros anos de vida, afinal é natureza, está em tudo, é som, é ritmo, é louvor.
Toda escola deveria ter um professor de música, e as crianças ter o contato com a iniciação musical, numa escuta para aprender da música que já é presente no vento, no som das aves, a metodologia, os ritmos, sons graves e agudos, sobre instrumentos, poder aprender a tocar um para desenvolver a inteligência musical que com certeza muitos a tem, mas necessita ser desenvolvida.
Levamos sempre que podemos alguém para tocar na escola, uma música para ouvir, ler e cantar, ou dançar, fazer uma coreografia e quando temos livros literários que falam de música ai assim cada vez mais nos emocionamos e aplaudimos quem pensa na criança como ser musical.



Recebemos o lançamento da Aletria: O Batuquiho de Leo Mendonza e ilustrado pro Rubem Filho O livro conta a história de um menino que nasceu com a música na verve, desde pequeno toca panelas, caixa de fósforo, batuca qui, batuca ali, se caixa de sapato, o sapato dentro dança. E assim ele saí por ai batucando, até que um dia encontra um pandeiro que vai lhe mostrar o universo da música , dos ritmos, como samba, baião, reggae etc... e  como outros instrumentos de percussão estão inseridos nesses ritmos para dar vida á música.



O livro foi lido na escola, apresentei alguns ritmos às crianças, elas leram aos pares e viram os instrumentos ilustrados identificando os que já conhecem, por aqui tem a banda marcial, então alguns como: Tarol, tambor, caixa clara, zabumba, são conhecidos das crianças entre outros como o berimbau devido o grupo de capoeira da cidade e que alguns fazem parte.
Após leitura fiz um ditado com os instrumentos musicais para incentivar a escrita e aprender mais de palavras desconhecidas
E para correção das palavras cada um vem ao quadro, corrige, com a turma, e depois dei uma cruzadinha com instrumentos musicais para poder apreender o conteúdo e ficar mais fácil guardar nessa aprendizagem significativa.As crianças também ilustraram fazendo releitura das imagens coloridas de Rubem Filho





Outra atividade foi produzir som usando objetos ao nosso lado, dei a missão de procurar na escola materiais alternativos que podiam ser usados como instrumentos, saiu sacola, lápis e arame do caderno, paus e pedras, garrafas d'água etc... levaram o desafio de criar um instrumento de percussão usando material reciclado
E saiu no dia seguinte pandeiros de latas, chocalho de garrafa pet, caixas com milho e arroz uma infinidade de criação criativa




A aula de leitura com a professora Vitória Lópes deixei o livro para continuar a aula e ela fez a leitura e dessa vez a intervenção buscando numa caixa mágica palavras , cada palavra retirada pela criança deveria ser cantada, e com a turma acompanhada em ritmo pelos instrumentos.



Por fim ouvimos e cantamos algumas músicas tocando esses materiais introduzindo ritmos, por meio da música vivenciar a inclusão, pois temos um aluno com PC e cadeirante com pouca mobilidade nos braços e mãos, mas ama cantar e tocar com os pés, foi um momento também para exercer o direito de se expressar de forma diferente e das outras crianças respeitar a diversidade, se colocar no lugar do outro e sem fazer diferença todos estarem unidos a brincar e aprender, afinal todos nós podemos tudo dentro de nossas limitações.

Vejam os vídeos:

Recontando a história:



Interagindo com a história




Para conhecer mais e adquirir o livro

https://www.aletria.com.br/O-Batuquinho

quarta-feira, 29 de novembro de 2017

Adelaide , a canguru voadora



Adelaide é uma canguru diferente, ela nasceu com asas. Essa é a personagem principal do livor de Tomi Ungerer com tradução de Ronaldo Simões Coelho pela Aletria editora acaba de ser lançado e já voou aqui pro RN encantando a Alice e os primos Amós e Hadassa que é apaixonada por cangurus.
Na escola o livro fez a criançada se esbaldar de alegria, brincaram de conhecer algumas curiosidades da França, já que na história Adelaide vai voar para lá e conhecer museus e monumentos, a torre Eiffel por exemplo e a catedral de Notre-Dame em Paris.



Iniciei a aula querendo saber deles o que já conheciam sobre os cangurus, classe, alimentação, uma vez que já estudamos os animais, mesmo assim sempre estamos rememorando e aprendendo juntos.
Depois sobre a França como se fala, algumas saudações por exemplo.
O aluno Paulo logo disse que se diz Merci em francês para se dizer obrigado.
Daí fomos falar sobre o autor consagrado um dos mais influentes do mundo na literatura infantil e premiado pelo prêmio Hans Cristian Andersen, um dos maiores prêmios da literatura infantil.
 Li uma vez o texto, fizemos a roda de conversa sobre a personagem principal, suas características, os valores da família dela, o amor, o quanto é importante a gente estar em família. Uma roda de conversa que visa por meio da literatura a aproximação de pais e responsáveis, de ser cada vez mais unido, de amar os amigos e respeitar suas diferenças, aceitação e inclusão.
Depois da primeira leitura chamo as crianças para ler a três, em duplas, quartetos, por agrupamentos produtivos para que lendo em voz alta ajustem a pauta sonora, tirem dúvidas sobre fonemas e grafemas, para ler sem medo de errar e se apoiar nos outros para uma leitura fluente.
Enquanto isso os demais vão recontando suas histórias transformando em histórias em quadrinhos, onde estimulo o uso das características como os diálogos, ainda não o fazem por completo, mas conhecem o gênero, suas características e importância.
Minha sala de aula parece um circuito literário: Uns leem, outros desenham, outros que terminam primeiro podem ajudar os colegar, montar os jogos, ler de novo, até todos estarem prontos, e a gente recontar e avaliar o que estudou naquele dia.

As crianças recriaram assim suas histórias





Adelaide, a canguru voadora


Adelaide nasceu diferente de todos de sua família, tinha asas, erra apaixonada por tudo que voava e sonhava conhecer o mundo. 
Quando cresceu se despediu de seus pais e acompanhou um avião que passava, o piloto se admirou. Adelaide logo fez amizade e quando cansava deitava-se sob a asa do avião.



Com seu amigo Piloto ela conheceu muitos lugares do mundo. Foi até a Índia, conheceu um rico marajá


Depois seguiu viagem até à França, lá resolveu aterrizar e conhecer museus, monumentos, os lugares mais interessantes


Adelaide não sabia das regras da sociedade, que precisava de dinheiro para por exemplo pagar um táxi e quando foi cobrada ficou bem envergonhada. Nessa ocasião conheceu o Monseur Marius, um homem muito gentil com quem logo fez amizade. Monseur Marius lhe mostrou pontos históricos de Paris como a torre Eiffel, a Catedral de Notre-Dame, entre outros lugares e passeios divertidos.





Adelaide na França se tornou artista, e uma salvadora de crianças


Adelaide era feliz, realizava seus desejos, mas algo lhe faltava ,ela queria conhecer um canguru como ela.


E assim Adelaide percebeu que as asas lhe foram úteis para realizar seus sonhos.
Um lindo livro que não vou dar spoiler para contar o final pra não tirar a graça da história, mas que garanto foi ricamente aproveitado pelas crianças.

Além de todas as atividades contextualizando as disciplinas as crianças usaram o Tangram, um jogo de origem japonesa, para montar as personagens e cenário da história usando as formas geométricas





Assistam a interação das crianças com a história:


Para saber mais sobre o autor Tomi Ungerer que ontem fez 86 anos e comprar o livor com desconto especial de lançamento aproveitem e visitem o site da Aletria






Sobre o autor:



Jean-Thomas Ungerer, mais conhecido como Tomi, nasce na cidade francesa de Estrasburgo, região da Alsácia, no dia 28 de Novembro. Filho de Alice e Theodore, Tomi tinha três irmãos: Bernard, Edith e Vivette.
Com uma infindável lista de prêmios, dentre eles o Hans Christian Andersen, maior premiação da literatura infantil mundial, Tomi Ungerer tem nada mais nada menos que um museu fundado pelo governo francês em sua homenagem, o Tomi Ungerer Museum. Seu museu, localizado em Strasbourg, foi escolhido pelo conselho de Arquitetura da Europa como um dos “Top 10” museus europeus. Tamanha é a importância do autor e ilustrador, que o Tomi Ungerer Museum foi o primeiro museu público na história da França a homenagear uma personalidade ainda viva. 

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