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sexta-feira, 24 de novembro de 2017

Frederica a Galinha do Pé Azul




Frederica nasceu com um pé azul e outro amarelo
diferente das outras galinhas de sua espécie
ela até gosta de seu pé azul
o que dói é sempre olharem pra ele atravessado
o que incomoda é como estão sempre apontando por chão
seu pé azul que causa distração.


Ela tem mais dois irmãos
Joia uma galinha vaidosa
e Heráclito um galo brigão
Eles também são diferentes
por que não?
Cada um tem suas particularidades
é importante a aceitação.
Joia e Heráclito logo arrumam um jeito de ajudar Frederica
pintar os pés dela de amarelo ouro
a pobrezinha de pé pro ar, se cansa
que confusão!
Não deu certo não!


A avó faz chás de girassol
coloca Frederica de molho no chá
o pé enruga 
mas todo azul vai continuar.


Levam então Frederica a uma especialista
recomendações, conselho
simpatia ecológica:
suas penas numa bananeira  enfiar
cortam as penas da pobrezinha e 
esperam o cacho de banana amadurecer
de amarelo só as bananas
o pé de Frederica sempre ali a azular.


 Até que um dia na escola chega uma professora
alguém que logo reconhece em Frederica sua condição especial
seu jeito singular
e com arte apresenta as cores primárias
que bom é ter cor por todo lugar!
E muda-se toda situação:
Frederica aprende a não mais se importar
os amigos a enxergam além de sua diferença
e Frederica aprendem a respeitar,
pois todos somos diferentes
é bom viver a diversidade
o modo de se expressar.
Não faz diferença o nosso modo de ser,
diferença existe pra nos completar.


Paula Belmino

Poema inspirado no livor de Maria Cininha: Frederica a galinha do pé azul pela editora Cosmos.
As crianças leram, releram, criaram seus fantoches com recorte e colagem, recriaram a história usando um teatro de fantoches e trabalhamos sobre aceitação, diversidade, respeito e muito mais.

Vejam mais:


Reescrita:



                                                                  Confecção dos fantoches




Assistam a apresentação





Saiba mais sobre a artista Maria Cininha essa amiga linda que pudemos abraçar



Maria Cininha é arte educadora e bacharel em Artes Plásticas pela Faculdade de Belas Artes de São Paulo. Mestre pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, onde desenvolveu pesquisa sobre criatividade e envelhecimento. Nasceu e vive na cidade de São Paulo. desenvolve trabalhos em recorte e colagem. Como a criação de personagens, entre eles, As Marias, figuras femininas, lúdicas que, com suas formas inusitadas, falam do cotidiano e do meio ambiente. Foi através das Marias que a escrita chegou à sua vida. Entrelaça delicadamente a imagem e o texto, de maneira que a união entre eles provoque no leitor a possibilidade de construir outras histórias.

Visitem o site

sábado, 23 de setembro de 2017

Dandi e a árvore palavreira.





Dandi era um menino sonhador.
O filho caçula de uma família grande com mais 4 irmãos, João, Jonas, Jacira, Janaína e ele Jurandir que apelidado carinhosamente virou Dandi


Dandi sonhava em conhecer a escola, pois moravam no sítio e a escola ficava longe e a família não podia arcar com as despesas de todos os filhos.No entanto eles tinham uma tia, a tia Tonha, que além de fazer doces gostosos, também ensinava as primeiras letras a ele e aos irmãos.


Dandi ajudava os pais a cuidar da roça, tirava leite da vaca e o momento que mais gostava era estar com seu avô Chico ouvindo histórias.


Vô Chico, descendente de índios e negros, usava um chapéu de palha e um cajado e  sabia o que era viver. Contava histórias de um tempo passado, de guerras, de gente que se perdeu e nunca mais foi achada, historias de escravos, de lendas, como curupira e boitatá, coisas de deixar qualquer um assombrado.


Um dia Vô Chico leva o menino a conhecer um lugar misterioso, um segredo no meio da mata, uma árvore diferente que ao invés de frutos dá palavras... algo mágico de se conhecer, pois só vê a árvore que crê na lenda que ela lhe conta e por ela foi criada.




Essa é a história linda escrita por Ana Cristina Melo com ilustrações de Patrícia Melo que fala de amor entre um menino e seu avô, de uma família numerosa e unida. É um livro que resgata a importâncias da cultura, e de nossos descendentes, é um ato de cidadania, e de enfrentamento, de pertencimento e autoconhecimento de nossa história de forma terna, lúdica, um convite a sonhar e brincar e imaginar .


As crianças ouviram na escola, lido o livro ainda no pátio, para todo o turno, uma maneira de celebrar o dia da árvore e a chegada da primavera.
Depois em sala , os meus alunos recriaram e fizeram uso da escrita criativa, recontando a história em forma de quadrinhos, com belas ilustrações. E quando o trabalho ficou pronto fomos pendurar os livros frutos na nossa árvore de jardim, para que a árvore palavreira tomasse vida própria. Com os livros ali expostos as turmas podiam ler um do outro, comentar, ver os desenhos e sonhar, imaginar-se ali embaixo da árvore palavreira a escrever palavras que guardarão no coração.

Vejam:








Para conhecer e comprar o livro:

https://www.editorabambole.com.br/livro-dandi-e-a-arvore-palavreira


segunda-feira, 17 de julho de 2017

Alimentação saudável e Qualidade de Vida



Frutas, legumes
verduras com vitaminas
saúde, vitalidade
força das hortaliças.

Pra crescer saudável
pra manter o equilíbrio
pra garantir inteligência
e viver tranquilo.

Sem sobrepeso
sem doenças desse século
diabetes, pressão alta
colesterol e obesidade.

Alimentação natural
deixando pra lá industrializados
ser mais verde, 
plantar uma horta com produtos orgânicos 
viver o natural.

Reaproveitar cascas e sementes
saber o que faz bem à gente
Esse é o nosso projeto
Alimentação consciente

Para além da escola 
ter qualidade de vida
com muita riqueza que vem da terra
saber por à mesa uma refeição colorida.


Paula Belmino




E assim iniciamos nosso projeto Alimentação saudável e qualidade de vida, com a justificativa d eque as crianças da escola estão com quadros de desnutrição e muitas nunca provaram alimentos saudáveis, e se alimentam de muitos produtos industrializados. Para isso usamos o lúdico, o vivenciar, o experimentar,  já que com crianças é mais fácil conquistar com a cor, com  a imaginação. Nos apropriamos de contos, poesia e cordel para alimentar a alma e a barriga das crianças e tivemos êxito, pois as crianças puderam experimentar novas frutas e hortaliças que  tinham resistência.

 Com o livro Meu amigo Paladar de José de Castro e Antonio Francisco pela Editora Comunique  com belas ilustrações de Rodrigo Brum, iniciamos a tarefa de conquistar pelo paladar e outros sentidos como o olfato e tato, a fim de que as crianças pudesse conhecer novos sabores, despertando a curiosidade, sem nunca sair de nossa meta de aprender com significado.
Nossa aula com salada de frutas rendeu uma sequencia didática, de começar de onde os alimentos vem, o que desperdiçamos, o que pudemos reaproveitar nas cascas como por exemplo: As cascas do abacaxi para um suco, as cascas de banana para um bolo, levando em conta a preocupação com o meio ambiente, e o descarte, o lixo orgânico que pode gerar adubo de qualidade para um plantio de uma horta ou ajudar nas árvores e plantas do jardim enriquecendo o solo.



As crianças trouxeram algumas frutas e trabalhamos o gênero receita, o passo a passo da receita foi feita em sala de aula e eles anotaram, aprendendo assim que poesia e receita andam juntos, e que a escrita tem uma função seja de informar, divertir, ensinar.
Além de escrita de receitas, trabalhamos a leitura de gráficos e tabelas criados com as crianças sobre qual fruta veio mais, a preferida das crianças, dobro, dezena , e algumas situações problemas envolvendo adição e  subtração.


Outra receita citada no livro: Meu amigo Paladar que eleva a culinária potiguar e nordestina  foi o feijão verde, que as crianças puderam experimentar com bastante cheiro verde



Na área de geografia e ciências  as crianças puderam observar as partes da planta, o solo e o clima que podem influenciar na sobrevivência das espécies, quais delas precisam de mais água e mais ou menos sol, tudo com ajuda do conteúdo do livro didático que é uma boa ferramenta de estudo e leitura em sala de aula.


Além disso pudemos pesquisar os nutrientes de hortaliças como couve, repolho, e legumes usados na sala de aula para receitas como salada e caldos, tudo com experimentação, passo a passo e escrita das receitas para a confecção do caderno que intitulamos: Qual a receita da sua poesia? com arte da capa de Maria Cininha e suas Marias, obra essa que as crianças já conheciam desde o projeto Água e vida, e que puderam interferir ilustrando o cenário com muitas frutas e verde.

Trabalhamos ainda poesias de vários autores como, Sérgio Caparelli que recitei na abertura do projeto  o poema : A semana inteira e tive apoio de todas as crianças da escola num coro só envolvendo, com entonação e ritmo, e som e brincadeira, pois a palavra alimenta e surpreende, encanta e transforma.


Outros pemas usados foram os de Eloí Bocheco, tais como Ou Ou, que as crianças aprenderam e brincaram e pesquisaram os benefícios dos alimentos citados no poema  como o mel, sempre retomando os conceitos atitudinais de preservação da vida, como é o caso da manutenção das espécies de abelhas tão necessárias para a floração e preservação da natureza.

As crianças também produziram seus poemas e ilustraram os da autora, e claro depois teve sarau poético




Assistam:


E ainda teve aula passeio , com vista à horta conhecendo hortaliças que só sabiam o nome, e ainda provar em saladas enriquecendo à hora da merenda



Não esquecemos a arte de Tarsila do Amaral que já estávamos trabalhando com matemática e as formas geométricas e desa vez a releitura da obra: O vendedor de frutas, fazendo a  releitura com as crianças encenando e desenhando também.


Ainda teve muitas outras atividades, se fosse colocar aqui nem caberia, mas conto no próximo post sobre a hora de leitura com livros lindos como:
 A repolheira de Claudia Nina pela Aletria
O maior nabo do mundo de Celso Sisto também pela Aletria, 
Esses dois postarei como dica de livros.
Aguardem!!!

Paula Belmino








quarta-feira, 28 de junho de 2017

Cadê a escola que estava aqui?






Um livro que inspira a curiosidade, esse é o: Cadê a escola que estava aqui? De Cesar Cardoso com ilustrações de Lúcia Brandão pela Editora Biruta nossa parceira aqui no blog.

Uma história contada em versos que falam de uma escola que sumiu de um dia para o outro. 
Os personagens? Uma menina e um menino, esse último vai pra escola quando de repente ela não está mais lá, e começa a aventura, procura em meio ao nevoeiro, passa por tempestades, e já só o menino andando sente fome, come o lanche quando encontra uma menina, também perdida a procurar pela escola. Os dois seguem caminho, subindo morro, atravessando riacho, quase de cabeça pra baixo, buscando por todo lugar. 
Aquela bela escola onde estará?


Iniciamos a sequencia didática sobre diversidade, e nada melhor que a escola para tratarmos sobre diferenças, respeito, combate ao bullying, que acontece principalmente nos corredores da escola.
Recebemos o livro da Editora Biruta no momento certo e nos serviu de muita alegria, as crianças adoraram viajar com o menino pela imaginação em busca da escola, e depois de ouvir e aprender a história as crianças produziram suas releituras, primeiro usando a escrita em versos, ou não.





E depois de escrever e lermos para a turma alguns dos textos reescritos por eles, as crianças puderam fazer a animação da história em 3 D usando cartolina e papel, desenhando eles mesmos, o cenário e os personagens para em casa recontar a história para os familiares.




E aliado sempre ao livro didático fizemos roda de conversa sobre inclusão, respeito ás diferenças, e durante essa semana fomos lendo sempre e interpretando, trabalhando a ortografia dentro do texto, com correções individuais, ou coletivas e um colega sempre ajudando o outro, como deve ser saber ser parceiro e solidário, usando ditados, cruzadinhas , e listas sobre como deve ser a escola de nosso sonho.


Os textos das crianças sobre a nossa escola me surpreenderam pois todas falam que amam ler, e que adoram a aula porque leio muito, e eles escrevem. Então nessa escola estou indo bem não é?








Assistam só a interação das crianças e se inscrevam no nosso canal


Para saber mais e comprar  o livro:



http://www.blogbirutagaivota.com.br/sem-categoria/cade-a-escola-que-estava-aqui/