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sexta-feira, 24 de outubro de 2008

"Maddie: A Verdade da Mentira"

Terminei hoje de ler o livro "Maddie, a Verdade da Mentira", de Gonçalo Amaral.
Prefiro não dar a minha opinião acerca do conteúdo do livro.

Gostei de ler e já sabia, à partida, que não deveria estar à espera de um grande género literário, já que este livro visa não a leitura recreativa, mas algo mais.


Só li agora o livro porque o quis ler temporalmente longe do mediatismo que envolveu o caso e das reacções intempestivas e coléricas que até há alguns meses eram indissociáveis deste caso. Toda a gente tinha uma opinião sobre o que aconteceu a Maddie.

Hoje as pessoas parecem esquecer-se que um dia uma menina inglesa desapareceu no Algarve. E que pela sua condição de estrangeira recebeu mais atenção do que qualquer outra criança até aí dada como desaparecida. Pelo menos já não é tema obrigatório da chamada "conversa de circunstância".


Não gosto de livros verdadeiramente comerciais, que apenas visam publicitar esta ou aquela pessoa, nem de livros que foram claramente escritos com o único propósito do lucro. Repudio os pseudo-escritores que decidem auto-intitular-se de "escritores" só porque decidiram pegar numa notícia polémica e escrever sobre ela.

Exactamente ou não, com ou sem rigor, não interessa. Porque apenas pretender vender a "banha da cobra" e ganhar dinheiro.
Não penso que este seja o caso. E essa foi uma das razões que me levou a querer ler o livro.

Porque penso que será o relato de um homem que digna a sua profissão, que a honrou, e que se sente injustiçado e impedido de continuar a sua carreira, deixando assim sem solução uma histórica trágica. E sem o deixarem trazer ao de cima a verdade.


Sinceramente, o que mais me levou a ler o livro foi o facto de querer compreender melhor o lado ligado ao Direito, minha área, que não conheço, mas que comigo trabalha no sentido da Justiça. Porque os casos chegam-me depois da actuação deste órgão de segurança. Porque acho que não são devidamente valorizados e porque queria conhecer o seu modo de actuação. Principalmente num caso tão inédito e em que tudo o que era mostrado via meios de comunicação podia ser deveras dissimulador dos esforços realmente conduzidos pelos órgãos de investigação.


Li o livro e gostei de o ler. Só espero que a verdade um dia seja trazida ao conhecimento de todos e que os culpados pelo desaparecimento desta criança - não por ser inglesa, não por ter sido em Portugal, não por ter pais médicos e aparentemente influentes, mas por ser uma criança - sejam punidos.


E sobretudo que a partir deste caso nunca mais uma criança desapareça sem o mesmo esforço ser movido para a encontrar, independentemente da sua raça, idade, religião ou nacionalidade.

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Resumo do meu dia

1º Julgamento do dia: Adiado.

2º Julgamento do dia: Adiado.

De tarde meti baixa psicológica. Finalmente pude fazer o que já adio há tempo demais e é das minhas coisas preferidas: passar a tarde relaxada, a ler (mas literatura decente, e não casos da vida, esses já leio todos os dias no estágio!) e a empanturrar-me de gomas... (aquelas amorinhas são a minha perdição...)

E pronto, como a minha nos últimos meses passa por ler imensos processos (nunca pensei que a vida das outras pessoas fosse tão chata) acumulei uma boa pilha de livros para ler.

Prometi a mim mesma pôr a leitura em dia e não adiar mais prazeres como este. Para ser mais fácil para mim não fugir à promessa (se gosto, o trabalho não se pode intrometer de tal forma que aniquile este meu vício) vou publicando frases giras dos livros que for lendo.


Hoje li 2 livros do Oscar Wilde (sou fã, desde o momento em que, ainda em miúda,, me deram o meu primeiro livro deste escritor que fiquei fã) cada um com 5 contos, um na versão original e outro em português. Aqui ficam as frases que me chamaram a atenção:


"Nada se parece tanto com a inocência como a indiscrição", in Lord Arthur Savile's Crime

"A verdadeira base do casamento é a incompreensão mútua", in Lord Arthur Savile's Crime

"
As mulheres foram feitas para ser amadas, não para ser compreendidas", in A Esfinge sem Segredo

"A menos que se tenha muito dinheiro, não vale a pena ser-se uma pessoa encantadora" e "O sentimentalismo é privilégio dos ricos, não é profissão para os desempregados", in O Modelo Milionário (é suposto esta frase ser interpretada, como toda a sua obra, tendo em atenção a época vitoriana em que o autor viveu e na qual ele se inspirou para as inúmeras críticas sociais).

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