Viajantes Interplanetários

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sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

ANO DA SERPENTE

Vida a pino quase não durmo,
Meus dias tomaram um novo rumo
Sem tempo para bebida ou fumo.
 
O que me espera fora consumo:
Um amor discreto? Semente e adubo?
Ou insônia em um eterno acumulo.
 
D.Everson

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

DOIS MIL E DOZE


Tenho quase nada pra comemorar:
Minha avó no começo quase foi pra lá...
Meu time pra segundo voltou a despencar.
No mestrado não quiseram me aceitar.
Fiquei em dezembro sem ter onde morar.
Que pedras ainda irão rolar?
O mundo deveria mesmo acabar!

D.Everson

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

QUE VENHA O ARTISTA



Cardoso ficou encarregado
De receber o Oscar.
Assim ficou assuntado:
Primeiro convida o cabra
Para comer um manjarzinho,
Depois vai logo ao assunto
E diz a ele:
Por aqui tem muito trabalho:
Buda, Krishna, Jesus...
 E uma lista enorme de anjos
Estão há muitos séculos
Trabalhando no projeto
De mudar o mundo.
Eles já tinham um calculista
Agora chegou o arquiteto
Com 104 anos de experiência.

D.Everson

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

.

DEZEMBRO
Ou
A maré não está pra lua



Cabelos brancos

Estou na rua

Ninguém quer me alugar.


Confio?! Confio?!

Em quem confiar?

Só vejo dorsos longes

Dizendo até já!


Caspas, aspas

Minha cabeça coça

Toda vez que a vida entorta.


Quando o Ré é menor.

Quando a maré

Não está pra lua.

Quando a minha fé

Mora lá na rua.


Acho que vai chover

E de consolo se naufrago

Não é de sede que irei morrer.


D.Everson

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

COELETÂNEA AS CORES DO CINZA - POR D.Everson



COR PÁLIDA


É muito pouco essa dose de quase tudo que ando tomando da vida.
Pancada! Pancada! Pancada! Pancada!
É isso que a vida nos dá sem mais nem menos,
Apenas pelo infausto prazer de calejar.
E ainda tem gente por aí dizendo que é feliz,
Gritando aos quatro ventos que é dono do própio nariz.
A verdade é que nós ainda não sabemos da verdade,
O sistema conspira, o sistema castra
E maioria acha mesmo que a vida é isso aí...

D.Everson

domingo, 18 de novembro de 2012

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

SÉRIE POETAS BEZERRENSES

Só Assim Você Sobreviverá


Uma faca, uma fé... o braço sempre forte

Solidão, sem você saem rabiscos despercebidos
O pensamento voa longe
Já faz tempo, muito tempo
Ao invés de lágrimas, amargura
Doia o peito, existia um vazio
Nossas escolhas, os teus caminhos
Ao meu redor, gemidos vindos do além
Quanta gente desesperada
Vidas sofridas, destruidas
Finas agulhas penetrando nossa carne
Já faz tempo, há muito tempo
Ouvia histórias, ouvia gritos
Se eram sonhos, eu já não acredito
Não tenho fé nem muita força
As lâminas de mental complementam o meu braço
As loucuras dessa vida complementam minha vida
Faz com que minha existencia tenha sentido
Hoje é só mais uma madrugada, onde minha alma procura abrigo
Nessa estrada, nossa caminhada segue em busca de um sentido
E se não tiver futuro?
Olho pro passado e lá não quero mais viver
Eram tempos duvidosos
Eu se quer tinha você
Minha estrada, meu caminho
Eu apenas caminhava e em pensamentos você me seguia
Eu sempre te levava
Eram sentimentos que ninguém mais sentia
Eu estava longe, eu estava perto
Mais ninguém entendia
Se eram sonhos, eu já não acredito
Realidades tão banais
Celebridades presas numa tela virtual
Eu já não me sinto bem, não me sinto mal
Saudades dos bons tempos
Até tinha um pequeno temporal
Uma fogueira, fogo de fogueira
E uma tribo inteira festejando mais uma nova estação
No presente, uma tempestade
Não é dor, tão pouco amor
Pensamentos que se perdem no meio da cidade
Sentimentos que nos prendem quando nos querem juntos, quando nos querem distantes
Não se faz necessário tentar entender
Basta tentar, tentar querer
Ler um livro, um poema ou alguns versos
Viver em um universo onde só exista você
Basta querer, querer tentar
Viver assim, só assim você sobreviverá.

J. Marcelo Barbosa

terça-feira, 6 de novembro de 2012

SÉRIE POETAS BEZERRENSES




Somente o poeta é capaz de fazer
Tempestade em copo d’água,
 E verde azul alaranjado.

D.Everson