Viajantes Interplanetários

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domingo, 19 de outubro de 2014

TV MARTE no ar:




Super Brasília World - Eleições 2014
Animação e ilustração: Fernando Rangel
Trilha sonora: Super Mario World - Nintendo 2014 Toon Doom

segunda-feira, 26 de maio de 2014

TV Marte no ar: DIVERSO - Poetas do Recife


Desigual e caótica. Fragmentada e poética. Assim é Recife narrada por Zizo, Miró e Valmir Jordão, poetas marginais que emprestam seus versos e veias para o Diverso desta semana. 


Conectados pela palavra, despedaçados pela cidade. Espalhados nas ruas, declamados nos becos e na silenciosa leitura de zines. Os três artistas têm em comum o fato de pertencerem a um movimento cultural que emergiu nos anos 1970/1980 e que sacudiu e ainda pulsa a Recife atual, nas esquinas, universidades e livrarias. Tudo isso depois de transbordar espaços como o Beco da Fome, o DCE da UFPE e a Livraria 7, frequentados por artistas, estudantes, intelectuais e militantes. 


No programa, eles falam porque acreditam no poder que a poesia tem de salvar o mundo, as vidas enquadradas nas janelas dos ônibus e nas ocupações urbanas; no singular e no universal; na consciência e na loucura. "Para mim, o poeta tem que dizer a palavra que ninguém nunca disse. Para mim, a função do poeta é dizer alguma coisa que você enlouqueça", reflete Miró, que performa no corpo e nas ruas a força da sua escrita. "A minha poesia é visceral, poesia de rua. Todo mundo entende. O engenheiro entende, o engraxate entende, quem tá passando aqui, agora, entende", diz. Durante a entrevista, Miró caminha pela cidade e mostra porque é conhecido por declamar figuras urbanas, repensar a vida em sociedade e também o que há de mais ordinário e comum na existência humana. Constantemente inspirado pelo caos da urbe e, sobretudo, pelas mulheres, Zizo fala sobre sua adoração pelos quadrinhos e sobre seus métodos reclusos de escrita e criação. Valmir Jordão, que pertence à mesma safra de poetas, mas se aproximou mais dos movimentos sindicais e estudantis da cidade, versa sobre a ditadura e como ela marcou aquele espaço e a vida que ali brota. E morre. 


Não dá para sair ileso de Recife. Não dá para sair ileso do encontro com o verbo que emana do peito destes três artistas. Este foi o sentimento da equipe do Diverso, que esteve na metrópole, e voltou com, ao menos, uma certeza: a da potência dos encontros, das trocas e da tomada de consciência para desencadear mudanças rumo a um espaço mais humano, mais igualitário, mais habitável.


sexta-feira, 21 de março de 2014

TV MARTE NO AR: João Cabral de Melo Neto - De Lá Pra Cá


João Cabral de Melo Neto é um dos maiores poetas brasileiros e um dos gigantes da literatura em língua portuguesa. Criou um estilo inconfundível, propôs uma estética nova, influenciou várias gerações nas décadas de 50 e 60. Quase ganhou um Nobel pelos 20 livros que escreveu. 

Também foi diplomata ao longo de 40 anos. Fez amizades com artistas importantes, recebeu honrarias e tem a obra estudada em centros acadêmicos prestigiados. 

Participam do programa Ferreira Gullar, José Castello, Ariano Suassuna, Domício Proença Filho, José Dumont.

O programa, apresentado por Ancelmo Gois e Vera Barroso, vai ao ar, todo domingo às 18h, na TV BRASIL. Reprises nas sextas-feiras, às 20h30.


Assistir


assistir (parte II)

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

TV MARTE NO AR


Miguel é um menino que sente as coisas. E passa toda a vida tentando aprender com a dureza da vida, como se constrói uma identidade. Criado num ambiente pobre de afeto, ele aprender a enxergar nos detalhes, o segredo das coisas. E é nas nuvens que ele se vê espelhado, com todas as dificuldades e arestas da relação pais e filhos. 

Direção: Lázaro Ramos
Roteiro: Elisio Lopes
Produção Tânia Rocha

Elenco:

Flávio Bauraqui
Clementino Kelé
Tatiana Tiburco
Kaiky Bonifácio

quarta-feira, 17 de julho de 2013

TV MARTE NO AR

Skylab recebe Chacal e, num bucólico bate-papo, o letrista fala sobre seus poemas, a importância da arte e suas memórias marcadas pelo movimento da poesia marginal.

Clic na imagem e veja o vídeo

sexta-feira, 28 de junho de 2013

A FLOR E A NÁUSEA / Carlos Drummond de Andrade


Como o vídeo foi produzido por uma turma de colégio (meus parabéns), deixo-o aqui tentando acreditar que nas próximas manifestações eu possa cruzar com algum cartaz do gauche de Itabira. Poema por escrito aqui.

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Oficina de HAIKAIS

Boa noite, queridos marcianos!

Eis a primeira postagem da correspondente do outro lado da América.

 

domingo, 26 de agosto de 2012

Visão Periférica: Ilhados culturalmente (Ou o clássico desconhecido)

Aqui no Brasil, temos um pequeno problema em relação aos demais países da América Latina: o português. Não falo isto por não gostar de nossa língua-mãe ou por não achá-la sonora ou ainda por talvez achar o espanhol mais melodioso que ela. Nada disto é verdade. A discussão se uma língua é "mais bonita" que outra também me parece totalmente irrelevante e bobinha, coisa de criança que disputa com o coleguinha quem tem o "brinquedo mais legal" ou "pai mais forte".
O português é um problema graças ao isolamento linguístico que ele nos provoca. O brasileiro médio nem pára para lembrar que é latino americano, até porque em um país de monoglotas, o espanhol ou qualquer outra língua ainda são duras barreiras a serem ultrapassadas. Portanto, parece sempre que há um "eles" latino-americanos e não necessariamente um "nós".
Além disto, a grande mídia, em geral, nos dá acesso quase sempre ao que há de pior dentro da cultura alheia, ou seja, tudo aquilo que seja capaz de vender de carros a pasta-de-dente, absorventes e ração para gatos. Isto é simples de se notar quando sabemos que o escritor brasileiro mais vendido no mundo é Paulo Coelho e que o sucesso mundial do último janeiro foi o Michel Teló com sua incomparável "Ai... se eu te pego".
Por isso, mesmo as pessoas com uma maior formação cultural em relação a maioria dos brasileiros, ignora quase que totalmente o que acontece com nossos vizinhos latinos. Então se você já leu Neruda, Borges, García Márquez, Quiroga, Galeano ou Vargas Llosa, pode ter certeza que você faz parte de uma minoria (bem minoritária) da população brasileira. São escritores que não deveriam ser ignorados, mas ensinados nas escolas. Melhor que os meninos conheçam bons livros do que essa preocupação bairrista de que um jovem de catorze anos leia "A Moreninha", um dos livros mais medíocres da literatura mundial e que é insistentemente martelado pelos nossos queridos professores de literatura. Não que não existam bons autores no Brasil, mas é que além de lermos pouco os bons autores, gastamos muito tempo fazendo com que nossas crianças odeiem ler.
Enfim, falo tudo isto aqui, por uma questão bem simples: quem aqui já ouviu falar de Los Jaivas? Essa é uma banda chilena fundada desde 1963 que segue em atividade constante,  seu som mistura a música folclórica andina com rock progressivo, jazz etc. Eles já gravaram músicas de diversos grandes compositores, tais quais Violeta Parra, Victor Jarra, Osvaldo Rodríguez (sei que são desconhecidos da maioria, mas posso garantir que são de primeira linha) e ninguém menos que Pablo Neruda.
Ponho aqui um clássico: a gravação completa da TV peruana feita em 1981, em Macchu Picchu do disco em que Los Jaivas musicaram os poemas de Neruda. Além disto, no vídeo vários poemas do mesmo autor são recitados por Mario Vargas Llosa e, para completar o cenário, tudo foi gravado nas Alturas de Macchu Picchu, que é, inclusive, como se chama este trabalho. Um amigo peruano quando me mostrou pela primeira vez esta banda disse "Es el Pink Floyd andino", depois de escutá-los, achei bastante pertinente a associação. 
Deixo vocês aqui com a certeza de não estar jogando pérolas aos porcos.



domingo, 5 de agosto de 2012

BANHO DE SAL


PARA VER MAIS PRODUÇÕES DESSE TIPO ACESSE: http://www.youtube.com/user/danielevrson

segunda-feira, 30 de abril de 2012