É TEMPO DE CAJU
Um brado contra o estabelecido, contra o predestinado, contra tudo aquilo que a escravidão moderna impõe sem aceitar um não como resposta. Assim é o lance de dados desse camarada Caju:
por: Laut Iong Fu
Olá! Regrados leitores, várias fatos levaram para a minha falta de assiduidade nas postagens por esses lados. Minha terra natal tem passado por uma grande provação, já não bastou a segunda guerra que me rendeu a morte de parentes e amigos, e agora o Japão passou por esse terrível terremoto, por sorte minha família em Okinawa está salva. Mas não é do terremoto que venho falar aqui hoje e sim de suas conseqüências em Fukushima. Mais uma vez o ocorrido nos anos 80 na Ucrânia se repete: a criatura está sendo engolida pela criação. Por que nós seres humanos temos esse horroroso costume de mexer com o desconhecido? Algum tempo atrás eu discutia com um acadêmico mui tolo a estúpida idéia que alguns cientistas tinham em mandar pequenas “na visão deles” quantidades de lixo radiativo em direção ao sol (dizendo ser inofensivo), ora como são tolos, imagine como é grande um elefante e como um pequeno rato que o assusta pode fazer com que o bicho torne-se uma verdadeira “arma branca” descontrolada pisando pau e pedra e ocasionando o caos. Jogar esse lixo no sol ocasionará o que?
A problemática nuclear é antiga e mesmo assim pessoas como Mahmoud Ahmadinejad ainda insistem em usar tal energia para bens “pacíficos”. Vamos todos repensar melhor o futuro da humanidade, principalmente vocês jovens leitores, pois longe de se acabar em 2012 o mundo está, isso eu tenho certeza, no entanto a humanidade eu já não posso dizer o mesmo. Como diria o poeta “tudo isso é fruto da grana que destrói e constrói coisas belas...” Vamos hoje refletir um pouco junto com esse velho tolo sobre o poder destrutivo que cada um de nós está aplicando sobre essa massa azul suspensa num universo que nos torna ínfimos grãos de areia no deserto. Não vim aqui fazer discurso marxista nem muito menos capitalista vim apenas chamar a todos para um reflexão: que futuro eu quero para meus filhos? Netos? Esposas? Irmãos...
Um pedaço do Brasil em Okinawa
Colunista: Laut Iong Fu
Olá! Mui regrado amigos marcianos, estive sumido por esses dias, pois tive que visitar minha terra querida. Lá infelizmente não tive tempo de postar nada, tendo em vista que tinha muitos lugares e pessoas para visitar. Chegando em Okinawa tive uma grande surpresa ao encontrar um velho amigo engenheiro químico por lá, nossa! apresentei-lhe a minha província querida, passamos todo um dia juntos. Mas o que aquele cidadão brasileiro de nome Carlos*** estava fazendo tão longe das terras tupiniquins? Esta grande questão me deixaria mui perturbado não fosse a notícia que li num jornal local que dizia que a Petrobrás deveria processar petróleo em Okinawa a partir de 2011. Essa notícia, que aliás, não foi comentada no nosso passeio, acho que nos entreteremos tanto principalmente por que nossas netas se adoraram e pelo fato de minha esposa não parar um segundo de repassar as mais altas receitas japonesas para a adorável Paula*** que acompanhava seu marido nessa viagem. Soube por fim que estavam todos juntos por que procuravam uma casa por lá, sabia que nenhum era nisei, mas também sabia que ele era um renomado engenheiro químico no Brasil. Abençoado jornal local que aliviou essa minha curiosidade nada budista. Bem adoráveis amigos em breve retornarei com mais curiosidades luso-japão-brasilieras. Matta ne!
Basta lembrar: o preço é o preço....
Por: Laut Iong Fu