Viajantes Interplanetários

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quinta-feira, 28 de maio de 2015

FILOSOFANDO À TOA 29

SOBRE UM PARICEIRO POETA OU A POETICIDADE VIVA EM
VALMIR JORDÃO.

“O velho mendigo Diógenes
Na sua porta a girar
Perguntei qual o problema
Más ela não quis falar
Nas mãos tinha uma lanterna
Pra iluminar toda a cidade
Talvez ainda hoje procure
Por alguém de verdade”
(Marcelo Nova, Sinais de Fumaça)


Por Célio Lima.

Pra começar essas linhas sobre um pariceiro contemporâneo me veio como uma nuvem negra algumas perguntas, -O que gosto em poesia? -O que de escrever essas linhas? Respondereis a primeira que servirá para uma possível resposta da segunda e das demais pensadas/por sobre a mente avoada.-Gosto de poesia que me cheira a perfume provocação. Gosto de poesia que tenha a força de um soco de Éder Jofre ou um coice de uma égua parida. Gosto de poesia agite meus neurônios tal qual um grupo de siris compactuados em uma lata posta em uma areia praiana. Gosto de poesia. Gosto de poesia que tenha uma boniteza questionadora ou o puro sarcasmo das drummondianas de: Carlos Drummond de Andrade em sua “ESPECULAÇÃO EM TORNO DA PALAVRA HOMEM” ou em algum “CONGRESSO INTERNACIONAL DO MEDO” Ou da força dos versos da nossa musilingua presentemente em Marcelo Drummond Nova: “Noite, talvez pelo seu tamanho / Me faz sentir um corpo estranho / Não lhe posso pertencer / Noite, eu lhe adoro e lhe detesto / Mas me conformo com o seu resto / O dia que vai nascer”. Isso  que deveria parecer com uma introdução é apenas pra dizer da importância e da força alem da poeticidade também encontrada nos versos do poeta do Jordão como veremos mais adiante em RECIFERIDO e outros Haicais Maloqueiristas Blues.

O poeta Valmir Jordão é um bardo underground contemporâneo dono de uma ferocidade ativa tanto em sua poética quanto em suas discussões ou enfrentamento existencialmente diário. Ele é um poeta que vive minuto a minuto sua poesia, desde 1982 esse bardo urbano/suburbano poe um pé no mato na poesia e um pé no rock de alguns bicos (trampos gráficos, oficinas literárias, sarais em bares entres outros blues). Sua poesia-viva é em sim um espetáculo diário. Esse marginal poeta, segue na margem de toda uma industria cultural em prol do capital entretenimentalmente falando com sua luta presente em varias antologias, 12 livros/livretos publicados, sua marginália esta presente em haicais Hai Kaiando em dois reais vendidos em formato cordel nos bares e no bordeis do real brasil pernambuco falindo/falando para o mundo.

Eis Valmir Jordão criador de versos que viraram algo próximo dos ditados populares/domínio público: “Coca para os ricos / Cola para os pobres / Coca-Cola é isso aí” , “Ana que ia / Ana que ria / Ana queria/ Anarquia!” , “Índio não quer Sting. Índio quer estilingue”. Ele autoralmente descreve/denuncia a sua própria condição marginal e dos da sua geração ou subdivisões dos movimentos pariceiros da nossa literatura pernambucana (poetas marginais / poetas independentes/ poetas alternativos) nos versos do poemas Ah, recife / aos pariceiros dos anos 80 (um uivo recifense): “Dizem os bardos que uma cidade / é feita de homens, com várias mãos / e o sentimento do mundo. / Assim Recife nasceu no cais / de um azul marinho e celestial, / onde suas artérias evocam: /Aurora, Saudade, Concórdia, Soledade, / União, Prazeres, Alegria e Glória. / Mas nos deixa no chão, / atolados na lama / de sua indiferença aluviônica: / a ver navios com suas hordas invasoras / e o Atlântico como possibilidade /de saída...”
“Eu vi os expoentes da minha geração consumindo muito álcool, na Hospício em busca da loucura, chapando insistentemente no Beco da Fome para recitar na Sete de Setembro contra o auto otarismo e o autoritarismo em voga, / andando pelas ruas da Boa Vista feito zumbis bêbados, ansiando fumar um nos miseráveis apartamentos sem água e sem luz, flutuando sobre os tetos da cidade contemplando junkies que desnudaram seus cérebros ao céu e, viram o CCC com as mãos sujas do sangue do Pe. Henrique, / cansados dos acadêmicos sem brilho, dissecando as almas dos poetas malditos, com toda a mediocridade e arrogância dos que tentam apropriar-se do alheio, / enquanto Gregório de Matos, William Blake e Patativa do Assaré reluzem em outras dimensões, éramos detidos e baculejados pela polícia suspeitos de vagabundagem e subversão, / e vi a juventude mergulhada nas drogas alopáticas, uns dependentes do Algafan, outros no éter e no Pambenyl e mais alguns usando Cocaína ou Fiorinal para encontrar o seu próprio paraíso artificial, / presenciei o bardo Alberto da Cunha Melo a combater o regime de exceção na estrada do excesso, pois todo gênio que se preza, busca a sua garrafa, enquanto boa parte da sua geração camuflava-se na aura da vaidade literária, / Erickson Luna com sua auto-flagelação nas drogas, no alcool e na anorexia das noites insones no Cais de Santa Rita ou em Santo Amaro das Salinas, armado de copo na mão com aparência a esganar o mundo e todo mundo, a dizer que a felicidade é apenas um golpe publicitário, / Espinhara espinhando as relações com o seu jeito espinhoso de ser, Lautreamont, Augusto dos Anjos, Jean Genet e Chico Buarque foi o seu quarteto mais que fantástico, fora de si, tentou afogar-se na lama mas a Buarque de Macedo rejeitou esta atitude, semeava o Lítero e colhia pessimismo com o seu mau humor e machismo digno de um Bukowski e, foi o poeta da flor e do espinho, / o comportamental França nos seus recitais notívagos e sedutores, a atrair burguesas branquelas com a sua fala e o seu falo de ébano, a repetir quem quer querelas? / o deseducador cultural Jomard Muniz de Brito evocando Glauber e o Tropicalismo nordestinado contra a caretice nos meios e nas mansardas recifenses, a quebrar tabus sendo eternamente Pagú e Papangu nos canaviais e carnavais da Mauricéia travada pela burrice, mil vivas ao mau velhinho! / Fred Caminha nas pensões e manicômios, nos Coelhos e no Bairro do Recife ou na Palma em busca de uma puta, uma carreira ou uma bola para rolar na Conde da Boa Vista, Príncipe ou Manoel Borba, / Jorge Lopes tatuando na própia alma seus desejos de sexo, drogas & rock and roll, da Caxangá a Riachuelo na sua batalha diária contra a fome de viver, para não torna-se uma garatuja de si própio, / vi Cida Pedrosa, Lara, Samuca, Miró e os Cavaleiros da Epifania a calvagar na Ilusão de Ética e na resenha Interpoética sempre Amarginal, / Hector Pellizzi, Juhareiz Correya, Fátima Ferreira, Wilson Vieira, Joca de Oliveira e Humberto Felipe ecoando poemas no Savoy, no Calabouço,e na Livro 7 mostrando o quanto a América estava indignada, / e todos se reergueram no passo libertário do Frevo e na síncope do Maracatu e na batida literalmente do Côco, provaram o vinho avinagrado dos tempos difíceis, mas mesmo assim deixando o que houve para ser dito no tempo após a morte...”

Se temos o poeta como um homem de seu tempo, indivíduo este que em sua obra há um combate tanto sobre forma de denúncia como um embate visivelmente com o meio e não só elogios ou o rasgar ceda das localizações de espaço/tempo: geográficas. Temos na poeticidade viva de Valmir Jordão, Versos que brigam, que esfaqueia, versos balas que mostram as marcas do tempo e do ambiente visto/vivido por o poeta que nem sempre seja um fingidor diante da dor e do odor nos males existenciais. A poesia talvez tente criar um sentido através de suas bases estéticas ou de sua busca pela perfeição. O poeta consciente em si até quando remando contra a maré ou cavalgando errantemente tenta transforma-se em um outro no mundo tido como transformação constante como dizia o grego Heráclito de Éfeso. Temos então nessa mistura ou duelo de uma sensibilidade literária e um desejo de mudança, de justiça, de querer ser/ver acontecer a transformação tanto no que confere ao elemento local (espaço/tempo) quanto ao vir a ser do próprio indivíduo artista que consciente da sua condição/militância (libertaria) que também evoluir. Eis a poeticidade presentemente na obra desse poeta/bardo do Jordão. Que em sua busca vida que transcender em vontade potenciadora a própria extinção produzida pelos instintos do muitas vezes bestial animal racional politikarmente falando ou ser politico que ver e questiona em sua obra um Capibaribe descapibarizado, esse cidadão de pernambuco falindo para o mundo como nos versos do: Monólogo de um Cidadão da Mauricéia Favelada: “Princesa das águas sujas / das pontes e dos mendigos / não és digna da legião / de subversivos gerados em bacanais. / Foda-se, Recife! / com a insurreição reacionária / com essas procissões / de famintos e esfarrapados, /  com a decadente oligarquia malária, / e seus poetas abandonados”.

Valmir Jordão por ele mesmo, literatura pra que:
“Eu não faço livro só pra vender. É o seguinte: a literatura pra mim é um caminho. Não é um fim de ganhar dinheiro, sabe? Nem meio de ganhar dinheiro. Pra mim ela é um instrumento de trabalho, que eu adoro fazer, que eu amo fazer. Agora, essa história do toma lá, dá cá, existe, sim, porque você recebe muito carinho, muita gentileza, e um livro não paga uma gentileza. Nem há dinheiro que pague uma gentileza, entendeu?”

Sobre seu processo criativo:
“Eu anoto, assim, tópicos. E começo a somatizá-los. Assim, sem forçar a barra. Começo a pensar sobre eles e aquilo vai tomando conta. Fico esperando o poema engravidar”

Sobre sua produção/organização:
“Eu deixo amadurecer uns três, quatro dias, e volto, pra rebuscar. E fico juntando. Quando tenho em torno de 40 ou 50 poemas, já dá um livro. Aí eu vou pra um Lan House. Eu não tenho computador, detesto incomodar. Você entrar no computador de um seu amigo, eu acho uma intromissão. Aí no Lan, digito, coloco no meu email, guardo, e gravo num CD. Depois levo pruma gráfica”.

Sobre o seu reconhecimento como poeta:
“Foi no Diretório Central de Estudantes, da Federal, em 1990, quando vendi numa noite 500 livros. Pra mim aquilo foi impactante. Então foi quando eu decidi abandonar as outras coisas. Porque eu já fui balconista, já fui auxiliar administrativo, trabalhei 10 anos na Farmácia dos Pobres”.

Sobre a sua opção por literaruta em vez de um trabalho qualquer:
“Porque eu tinha preguiça de fazer as atividades que eu estava exercendo. Por pura preguiça. Eu achava aquilo tão medíocre, entendesse? Eu me disse: pra ganhar esse dinheiro que eu ganho aqui, ralando 10 ou 12 horas por dia, eu ganho trabalhando pra mim”.

Sobre suas influências poeticas:
“Não sou panfletário, mas adoro poesia política. Lorca, Neruda, Carlos Drummond de Andrade. Na poesia pernambucana tenho muitas. Alberto da Cunha Melo, com Noticiário. Ele me chamou a atenção de que eu era capaz de escrever poesia. É um livro de 78. Manuel Bandeira. Jaci Bezerra. Angelo Monteiro. Antonio Campos. Erickson Luna, o grande mestre, o grande pareceiro, porque éramos pareceiros. Não éramos parceiros nem irmãos. Éramos pareceiros. Geraldino Brasil.



“Oh! minha bela, inefável E inescrupulosa veneza.
Dos mercados e mascates, Hoje perseguidos porque
Pobres enfeiam a cidade. E, a especulação imobiliária
Projeta-se sobre a ambição Dos farisaicos governantes.
Teu podre hálito, reflete-se Nos fétidos discursos dos
Infectos poderes, e na Sua gênese reacionária. 
Cidade invadida, cidadãos excluídos 
De suas benesses e riquezas. Das bacanais nos carnavais 
Regadas no erário, bancada Pelos otários, e dadivadas
Aos condes Joões, aos Barões sebosos e aos Séquitos famintos.
Salve Recife! cidade madrasta Prostituta dos vampiros
De todas as dicções e origens. Meu Capibaribe, Capiberibe!
Descapibaribado pela Indiferença dos gestores 
E, do perjúrio oficial...

(Valmir Jordão)

sexta-feira, 16 de maio de 2014

FILOSOFANDO A TOA 27













SOBRE DANIEL ALVES & A BANANA, JARDS MACALÉ & A VAIA, NEY MATOGROSSO & A COPA.


Por: Célio limA.

“Soou profundamente infeliz a meus olhos (e ouvidos) a tag #somostodosmacacos, lançada por Neymar e a agência de publicidade Loducca, e urgentemente capitalizada por Luciano Huck em forma de camisetas logo postas à venda, após o igualmente infeliz episódio da banana envolvendo o jogador brasileiro Daniel Alves na Espanha. Duplamente infeliz, eu diria, porque antes de tudo corrobora de forma burra o argumento dos racistas (de que “negros se assemelham a macacos”), depois porque, a julgar verdadeira a tese de Darwin, o slogan presume e sugere um retrocesso de pelo menos alguns milhões de anos. Sim, porque, se viemos mesmo dos macacos, é certo também que evoluímos a um ponto altíssimo, o ponto de aprendermos incríveis capacidades, legadas apenas a humanos (até onde se sabe), como fazer arte, escrever livros, criar campanhas antirracistas, apresentar programas de tv e jogar futebol. E também de aperfeiçoá-las ao máximo e colocá-las a serviço da vileza (“escrotidão” talvez fosse mais apropriado), do cinismo e do arrivismo mais desbragado. Os idiotas consumistas têm um fetiche: querem ser update, estar na “crista da onda”, como se dizia no tempo em que eu era jovem e o mundo um inferno um pouco menos inóspito e mais poético. A massa ignara certamente comprará milhões dessa estúpida camiseta, mas não tenho dúvidas: #somostodosbabacas seria mais adequado.” (Zeca Baleiro)


Recentemente o senador Cristovam Buarque opinara que o brasileiro precisa se indignar com o atual modelo educacional e que a partir dessa indignação talvez surja enfim um processo de uma revolução no quesito educacional. Eu vejo que a indignação brasileira ainda seja uma “mosca sem asas” e digo isto principalmente quando penso que “o gigante” que disseram que tinha acordado ou estar sonolento ou por certo está muito ocupado em colar as figurinhas do álbum da copa. Dito isto falarei de algumas indignações que me ocuparam nesses últimos dias. Três acontecimentos que me levaram a pensar um pouco sobre a importância da indignação na vida do indivíduo. Principalmente quando esta deixa um retorno no popular o cuspir ao invés do engolir, melhor explicitando: o digerir e o retornar na forma de um vômito tal acontecimento.


O primeiro fato não em seqüência cronológica. Ocorrera com o jogador Daniel Alves em uma partida de futebol um torcedor adversário arremessa em sua direção de forma preconceituosa uma banana (https://www.youtube.com/watch?v=6L47VQ9H1oo). Ele em um momento de ação/reação acertadamente engole e a digere como fonte de vitamina auxiliar ao seu cruzamento melhorando até o seu desempenho isto por o seu psicológico não ter sido abalado negativamente com o acontecimento. Essa reação do jogador fora de uma grande importância para uma luta inteligente contra a burrice que é o preconceito, lamento a manipulação da mídia e algumas celebridades se alto promoverem em cima desse ocorrido, assim como algumas asnas campanhas quando não canalhas que tomaram conta das redes sociais. Mais quero valorizar essa atitude do jogador baiano que interpreto abusadamente como se ele ao comer a banana desse o seguinte recado ao adversário: “Seu burro macaco branco europeu, que com esse seu preconceito desperdiça alimento em um país também em crise” realmente vejo isso como um gol que nesse momento ele derrotou o preconceito.


O fato descrito me lembrou de um outro ocorrido em 1969 com o cantor Jards Macalé no IV Festival Internacional da Canção em que o próprio com o conjunto negro “Os Brasões” sofreram uma tremenda chuva de vaia na apresentação/teatral da canção “Gotham City” parceria do Macalé com o poeta Capinam (https://www.youtube.com/watch?v=DqJ0kF1_oL0&feature=youtu.be). Uma letra que era uma critica ácida ao seu tempo. Vejo que o Jards Macalé digerira bem aquela ignorante vaia, vomitando-a aos berros com os próprios versos da canção: “Cuidado… há um abismo na porta principal. Há um morcego na porta principal. A saída é a porta principal”.


O terceiro, fora a entrevista do cantor Ney Matogrosso concedida a uma emissora portuguesa(https://www.youtube.com/watch?v=DqJ0kF1_oL0&feature=youtu.be). Em que o brasileiro desabafa e cospe críticas pesadas a nossa política, a economia, a precariedade na saúde, a corrupção descarada e escancarada como nunca antes na história desse país fora vista tão banalmente excessiva. Além das medidas paliativas do governo como o bolsa família, a má educação de um lado e do outro o superfaturamento e gastos do erário publico para a realização da copa 2014. Que até o atual momento não deixará melhorias visíveis para a população, talvez a farra das empreiteiras desfrutem tais melhorias que edificará simbolizada nos elefantes brancos.


 "O Brasil não só tinha condição de sediar uma Copa, como tinha a condição de sediar a maior Copa de todos os tempos. Assim como todos, eu fui enganado. Eles tinham divulgado que 90% do gasto seria de dinheiro privado. Hoje temos quase 98% de dinheiro público, gasto totalmente errado. Dinheiro que a gente poderia colocar em outras áreas que são extremamente precárias, como educação e saúde. O que vejo de mais errado é esse gasto astronômico, totalmente fora do planejado, e o enriquecimento ilícito de vários políticos (...) Acreditei nos três. No Lula, na Dilma e no Ricardo Teixeira. É uma maioria bem grande que acreditou. Quem não quer uma Copa do Mundo no país? Principalmente com todos os gastos vindo de empresas privadas. Mas, infelizmente, virou totalmente contra o que era lá atrás e virou uma roubalheira". (Romário)


Célio limA. (ATIVISTA CULTURAL) É filósofo por natureza; anarquista por tesão e poeta por diversão. Membro fundador dos movimentos literanarkos: A Sociedade dos Filhos da Pátria; A Liga Espartakista-Sempre Mais & O Movimento Poético Geleista!!!. AtuanosBlogs:http://salveopoetasalve.blogspot.com.br/http://sexopoemaserocknroll.blogspot.com/http://poetasdemarte.blogspot.com/ http://tribunaescrita.blogspot.com/

sexta-feira, 11 de abril de 2014

FILOSOFANDO A TOA 26


SOBRE VALESCA POPOZUDA & A FILOSOFIA.

Toda orgulhosa a visão de mundo tão parcial. Brasil manda melhor nessa categoria Pois a ninguém precisará pedir ajuda Temos a pensadora cheia de energia, Que República Francesa Com sua filósofa Simone de Beauvoir. Ora, “O segundo sexo” não põe mesa Causa-nos frouxos de riso, ah! ah! Ah! Hannah Arendt nasceu na Alemanha Cunhou a frase “A banalidade do Mal” Parece-nos pensadora bem estranha Com uma canta e dança, Valesca Popozuda. Morra de inveja Europa da periferia O terceiro mundo lhe deu um caluda!” (JAIRCLOPES)



















Esses dias causara furor uma prova de filosofia aplicada no distrito federal na qual em uma das questões a funkeira carioca fora taxada por “a grande pensadora contemporânea”. As redes sociais viraram uma enxurrada de críticas que se alastrou perante a grande mídia impressa e televisiva.

Quase todo o Brasil opinara sobre o fato consumado. Eu também não vou ficar calado assim quando vi ou ouvira algo a esse respeito, só pudera interpretar como pura ironia, assim como chamo o cantor Zeca Pagodinho de pensador em sua filosofia do “deixa a vida me levar”. O homem como um animal que se diz ser racional é um ser que pensa, mesmo quando pensa asneiras. Sendo assim a menina Valesca do popozão é uma pensadora sim, que seja do funk, que contesta as outras poderosas na interpretação do seu beijinho no ombro. Em suma é uma pensadora contemporânea sim. Por estar inserida na vulgaridade e na ostentação banalizante dos nossos dias. Assim como o senhor Olavo de Carvalho é um pensador que atua sem a posse de terra do academicismo mais que de forma autodidata trabalha o seu pensamento em seus livros/vídeos que você concorde ou não. Também o roqueiro Lobão é um pensador contemporâneo mesmo quando utiliza da sua verborragia em prol do seu marketing pessoal ou quando de forma autodidaticamente lera o sofista de Platão por “o sufista de plantão”. Coisa que  o ex-professor Paulo Guiradelli Júnior abomina tal aprendizado autodidático. Embora o próprio Paulo com o academicismo ao seu favor às vezes se porte mais próximo do menino lobo em sua tarefa de desbanalizar o banal via rede social. Outro filósofo contemporâneo o Luiz Felipe Pondé que utiliza o guia do politicamente incorreto dias desses lera umas linhas suas que o enxerguei com as orelhas bem crescidas. Era um texto em que ele se preocupava com a preocupação da união europeia sobre o gênero sexual das crianças em vez dela tá voltada para os problemas reais como a Rússia de Putin... Ora contemporâneo Pondé as suas orelhas estão lhe empatando de enxergar o próprio rabo (como se o país Brasil não tivesse problemas menores do que a velha Europa) me faça o favor pelo amor da coruja de minerva olhar para o solo aos seus pés com mais frequência em vez de divagar sobres a morte das estrelas, o buraco é mais em baixo. O eterno retorno do buraco é real, o filósofo pode cair sim.   
Ser chamada de “grande pensadora” é pura ironia e provocação direta em si! Vou além desse jardim, se a Valesca é uma grande pensadora! -Em nome do sagrado feminino pensante (Scarlett Marton, Viviane Mosé, Marcia Tiburi, Marilena Chauí, com todos os seus prós e contras). Eu não quero conhecer a pequena pensadora brasileira!!!
   
A de Alejadinho B de Beethoven C de Camões D de Dostoiévski E de Einstein F de Foucault G de Godard H de Hermeto Pascoal I de Ionesco, é teatral J de Jung K de Karl Marx L é Lord Byron M Machado de Assis N de Nietzsche O de Olavo Bilac P Platão QI coeficiente dos irmãos R de Rousseau S Saramago T de Tiradentes Tem pra ele feriado U de Ulisses W de Weber Y é o cromossomo que não tem na mulher X de Xuxa Z Zaratrusta O V não esqueci Toca um Vivaldi aí! Toca um Vivaldi, toca um Vivaldi aí! É o Goethe, é Goethe, é o Goethe É o Goethe, é Goethe, é o Goethe Daquele jeito Li tudo do Leon Tolstoi Li tudo do Leon Tolstoi Surra de Schubert Surra de Schubert Eu vou pro MAM ver a Tarsil Agora escrevo Orelha e ninguém vai me segurar Qual a diferença entre o Lutero e Kant? Um é Iluminista e o outro Protestante Stanislavski compõe o personagem Brecht quebra a parede com a plateia interage Penso Logo Existo, Penso Logo Existo Descartes quem disse isso Mona Lisa ! É nós Tipo Gioconda, Tipo Gioconda ! Nessa dança tem que ter uma invenção, Nessa dança tem que ter notoriedade Pergunta numero um : Quem escreveu 1984? George Orwell ! George Orwell ! George Orwell ! Pergunta numero dois : Quem é o cineasta espanhol amigo Salvador Dali? Buñuel ! Buñuel ! Buñuel ! Buñuel ! Buñuel ! Buñuel ! Pergunta numero três : Quem é o autor do livro "o Príncipe" ? Maquiavel ! Maquiavel ! Maquiavel ! Maquiavel ! Maquiavel ! Maquiavel ! Pergunta numero quatro : Qual o prêmio mais importante do mundo ? Nobel ! Nobel ! Nobel ! Nobel ! Nobel ! Nobel ! Prêmio Nobel! Agora quero ver pra terminar , quem vai saber? A pergunta numero cinco : Quem foi que inventou o telefone? Graham Bell! Graham Bell ! Graham Bell ! Graham Bell Graham Bell! Graham Bell ! Graham Bell ! Graham Bell Alô? Português herói , navegante e o Cabral Para tudo ! É terra vista O bonde segue sua Nau Segue sua Nau O bonde segue sua Nau Segue sua Nau! O bonde geral na Nau! Geral na Nau! segue geral na Nau Geral na Nau! Geral Segue geral na Nau Segue sua Nau!” (MARCELO ADNET , http://www.youtube.com/watch?v=37ZYHIv9Qbg)  


OBS: Célio limA. (ATIVISTA CULTURAL) É filósofo por natureza; anarquista por tesão e poeta por diversão. Membro fundador dos movimentos literanarkos: A Sociedade dos Filhos da Pátria; A Liga Espartakista-Sempre Mais!!!. Atua nosBlogs: http://salveopoetasalve.blogspot.com.br/http://sexopoemaserocknroll.blogsp

quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

FILOSOFANDO Á TOA 25


SOBRE A TRANCEDÊNCIA ATRAVÉS DO USO DE SUBSTÂNCIAS.·.


Por: Rildo de Deus e Melo Júnior.

Anjo bom, anjo mau, Anjos existem E são meus inimigos, e são amigos meus  E as fadas, as fadas também existem  São minhas namoradas, me beijam pela manhã  Gnomos existem e são minha escolta  Anjos, gnomos, amigos, amigos,  Tudo é possível uma vida futura, passada  Existem também drogas pra dormir  E ver os perigos no meio do mar  O sono pesado, tudo meio drogado  Existem pessoas turvas, pessoas que gostam E eu estou de azul e amarelo  De azul e amarelo Senhores deuses me protejam, de tanta mágoa Estou pronto para ir ao teu encontro, senhor Mas não quero, não vou, eu não quero Não quero, não vou eu não quero  Existem também drogas pra dormir e ver os perigos...” (Lobão , Cazuza , Cartola )

Acredito em transcendência, e que a Arte nos proporciona uma transcendência ao psicológico e espiritual. Falo do espírito que paira desde que foi lançado ao espaço, tempo, e todas as dimensões; referindo-me aos compositores da História da música erudita, Rock ‘n roll, nyabinghi, punk, e etc. Acredito que o consumo de drogas como: LSD, cocaína, álcool, haxixe... Proporcionaram aos sentidos dos artistas canais de meditação ao self. E está provado que esses canais que os artistas encontram com o consumo de droga de fato causam resultados de valia. Aos conservadores de plantão digo que ao escrever vários capítulos de “Assim Falava Zaratustra” o filósofo F. Nietzsche estava sob efeito de ópio; o poeta e filósofo Charles Baudelaire cita em “O poema do Haxixe” que uma frustração de Edgar Allan Poe era que ele só se tornava um genial escritor depois de comer, ou fumar flores de ópio. Voltando a discorrer sobre os músicos: Na banda de rock ‘n roll Jefferson Airplane todos os integrantes consumiam LSD ao tocarem, prestem atenção ao material dessa banda, sobretudo: ”Live in Woodstock”; será que eu deveria mencionar a banda Anjo Gabriel? E Jimi Hendrix, Jim Morrison, Janis Joplin, Raul Seixas, Cazuza, Lula Côrtes... Esses músicos comungaram de drogas tanto no processo criativo quanto de execução; não vou deixar de mencionar o contexto filosófico social na música. Se vocês avaliarem a produção do Pink Floyd, Frank Zappa, Tom Zé, e Marcelo Nova; observarão que as letras e harmonia direcionam uma reflexão aos ouvintes a respeito do sistema opressor, críticas à pedagogia de Fabricação Social. Sob o efeito de LSD, Haxixe, e até de careta; os sintetizadores e cada instrumento anunciam que a população mundial está em evolução espiritual. Os dodecafônicos vão te amolecer as idéias, ossos... se tens a capacidade de afinar a vibração de teu corpo e espírito a música vai transmutar tua aura e expandir-te ao espaço. Ouça á música “Futurível” do disco Gilberto Gil (1969) e entenderão o que estou falando. Não faz sentido o Estado proibir drogas como essas que menciono nesse aforismo, pois o mercado negro cresce e essas leis deixam os consumidores sob a corrupção e perseguição das autoridades. Estamos em um processo de Evolução, são somos Homo Sapiens Sapiens, nunca houve tal raça na História da humanidade, somos Espirituais, e a psicodélica vem para transcender essa fenomenologia, e a fonte de evolução não é afundar-se em vícios, mas o estudo de todas as Artes. A humanidade sempre consumiu droga, faz pouco tempo que drogas como ópio, haxixe, e cocaína são proibidas, e mesmo assim até hoje estão na composição da maioria dos remédios. Enfim, ainda temos muito a debater sobre esse assunto, espero que essa rápida publicação do Filosofando a Toa chegue aos olhos dos que precisam. Enquanto isso malandro...

“Beatles e Rolling Stones foram minhas maiores influências. Eles eram meus Menudos. Quando ouvi ‘Lucy in the Sky with Diamonds’ eu tinha 16 anos, lia Timothy Leary, tinha curiosidade. Aos 16 eu tinha ouvido falar nas drogas, aos 18 estava usando... Mick (Jagger), Keith (Richards) e Marianne (Faithfull, na época namorada de Jagger) estiveram em Arembepe (Bahia) em 1968 e voltaram para Inglaterra e Estados Unidos falando que no Brasil existia um paraíso tropical. Então todos os malucos começaram a ir para lá. O roadie do Jefferson Airplane (banda de rock psicodélico formada em 1965 em São Francisco) apareceu com 500 ácidos numa sacolinha e eu consegui dois. Chamava-se Purple Haze, puríssimo. Isso foi no início da popularização do ácido, porque depois todo mundo começou a tomar e perdeu-se a qualidade da coisa... Dos 18 aos 22, foram quatro anos de batalha árdua, fui ao inferno e voltei. Mas me recusei a ficar no purgatório. No purgatório tem um telão com a programação do SBT passando 24 horas por dia. Paguei o preço da curiosidade, da pouca idade. Foi uma experiência muito intensa, reveladora. Uma experiência complexa que traz no seu bojo o prazer e a dor lado a lado... Perdi amigo. Mas nunca me orientei pelos outros, sempre fui o timoneiro do meu próprio barco. Tive a consciência de que estava perdendo a capacidade de me manter íntegro, senti medo. E o medo é uma sensação poderosíssima. Talvez eu tenha tido sorte... Não esquecendo que fui minha própria cobaia. Porque não existe literatura a respeito no Brasil. Os pais dos adolescentes acham que maconha é igual a cocaína que é igual a heroína. Não tem informação específica sobre o assunto. Tem comercial de tevê dizendo que droga mata, mas carro também mata. Tem que acabar com essa hipocrisia... Meu posicionamento é o mesmo de sempre. Quando você pensa em falar com uma multidão, o que é bom para um não é bom para outro. Cada organismo é diferente. Fumar um baseado pode me dar vontade de ouvir Hendrix, mas outra pessoa pode querer sair berrando pela rua. Se houvesse uma literatura que explicasse aberta e claramente sobre os efeitos e dosagens, ajudaria a decidir se vale a pena ou não. Quando tive minha experiência, vi que era muito mais do que qualquer coisa que já tinham me falado. Isso me rendeu uma música, “Quando eu Morri”, lançada em 1989 no disco “Panela do Diabo”, com o Raul Seixas. Foi escrita 16 anos depois, e fala basicamente sobre essa experiência vívida e sensitiva que eu passei ”. (Marcelo Nova)


quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

FILOSOFANDO Á TOA 24


SOBRE A RELAÇÃO DA MULHER COM A FILOSOFIA E A INVENÇÃO

Por: Marcos Lima

“Rebenta na febem rebelião Um vem com um refém e um facão A mãe aflita grita logo: não! E gruda as mãos na grade do portão Aqui no caos total do cu do mundo cão Tal a pobreza, tal a podridão Que assim nosso destino na direção São um enigma, uma interrogação E se nos cabe apenas decepção Colapso, lapso, rapto, corrupção? E mais desgraça, mais degradação? Concentração, má distribuição? Então a nossa contribuição Não é senão canção, consolação? Não haverá então mais solução? Não, não, não, não, não... Pra transcender a densa dimensão Da mágoa imensa e tão somente então Passar além da dor, da condição De inferno e céu, nossa contradição Nós temos que fazer com precisão Entre projeto e sonho a distinção Para sonhar enfim sem ilusão O sonho luminoso da razão E se nos cabe só humilhação Impossibilidade de ascensão Um sentimento de desilusão E fantasias de compensação? E é só ruína tudo em construção? E a vasta selva só devastação? Não haverá então mais salvação? Não,  Porque não somos só intuição Nem só pé de chinelo, pé no chão Nós temos violência e perversão Mas temos o talento e a invenção Desejos de beleza em profusão E idéias na cabeça coração A singeleza e a sofisticação O choro, a bossa, o samba e o violão Mas se nós temos planos, e eles são O fim da fome e da difamação Por que não pô-los logo em ação? Tal seja agora a inauguração Da nova nossa civilização Tão singular igual ao nosso ao E sejam belos, livres, luminosos Os nosso sonhos de nação”. (Lenine / Carlos Rennó)

A RELAÇÃO DA MULHER COM A FILOSOFIA E A INVENÇÃO

Ao fazermos um retrospecto de toda a história da filosofia não iremos encontrar nenhum grande sistema de pensamento desenvolvido por mulheres, desde o seu surgimento até os dias atuais seja na antiguidade clássica, no medievo, na era moderna ou, na contemporaneidade. Houve sem dúvida algumas mulheres que deram alguma contribuição para a filosofia, mas de tão inexpressiva os manuais de filosofia só muito raramente fazem a elas alusão. Por que não existem então mulheres pensadoras? A mim parece que a natureza não dotou a mulher da faculdade da abstração. Kierkegaard afirma “que na mulher não existe uma intelectualidade dominante”*, conseqüentemente não existem muitas mulheres também inventoras. Recorrendo a qualquer fonte de pesquisas sobre invenções em todas as épocas da história não existe testemunho de grandes invenções ou mesmo descobertas feita por mulheres, Voltaire no seu Dicionário Filosófico afirma haver mulheres sábias e guerreiras, mas nunca inventoras** . De fato se volvermos também a história das invenções não iremos encontrar qualquer contribuição significativa da mulher neste campo. Em suma, não é exagero afirmar que este é um mundo construído essencialmente por homens e para eles, que só por adaptação a mulher nele consegue viver.


A MULHER COMO SUJEITO DA HISTÓRIA


O aparecimento da mulher como sujeito da história se dá de forma extremamente rara, seu aparecimento ocorre discreta e quase imperceptível, sua participação no universo do intelecto se acontece é de modo marginal. Sobre isto escreve Giulia Sissa: “Como sujeito da história o aparecimento da mulher acontece esporadicamente, mas sempre a margem do exercício filosófico, médico, ou literário, vindo à exceção confirmar a regra da exclusividade masculina no domínio intelectual” História das mulheres Vol. II p. 79. Segundo ainda a autora, consoante os filósofos: Fílon de Alexandria, Plutarco, Platão, enquanto no homem existe a predominância do intelecto, na mulher predomina a sensação, esta capacidade de sentir estar em plena harmonia com sua natureza sexual, que é de receber em si. Talvez nesta forma passiva, que em minha visão, habita a essência feminina, resida uma capacidade de aprender e assimilar, talvez maior do que nos homens, pois ela aceita as coisas como lhe são apresentadas sem questionamentos. Se esta visão estiver correta, podemos então explicar o porquê da predominância das mulheres nos concursos, que em termos relativos tem suplantado os homens. O homem com seu cérebro especulativo, diante de qualquer ensinamento sempre questiona antes de aceitar, o que retarda o aprendizado, embora este  possa se tornar mais sólido e criativo.  


O ABSURDO CRITÉRIO DA COMPARAÇÃO


Nós seres humanos estamos a todo o momento estabelecendo comparações, sem levar em conta as singularidades de cada ser. Sempre buscamos onde este ou aquele ser vivente é superior ou inferior a outro ser vivente, este é um critério perverso, discriminatório, que lamentavelmente permeia toda a nossa forma de ver as relações entre os seres. Possivelmente esta forma de ver o mundo está ligada a idéia de competição, é como se todo o universo estivesse mergulhado em contínua guerra para saber quem é o melhor, e dentro desta visão, ser vitorioso significa destruir o outro. Segundo o poeta “A vida é combate que os fracos abatem que aos fortes e aos bravos só faz enaltecer”. Naturalmente que o poeta não indaga sobre a culpa de alguns serem fracos, mas sua colocação é como se todas as coisas dependessem exclusivamente de uma escolha. Ora, todos nós temos plena consciência de que em nossas vidas desde a concepção até a morte não temos o poder de determinação de inúmeras coisas. Ainda não somos capazes de escolher qual a cor de nossos olhos, o tipo de cabelo, a cor da pela, quem será nossos pais, nosso QI, a altura e estatura que gostaríamos de ter etc. Também não escolhemos o contexto social em que queríamos nascer, e durante toda a nossa existência ou estamos sempre em luta para nos manter dentro de determinado contexto ou lutando para alcançá-lo. Ora, nesta guerra os mais aptos sobreviverão e galgarão seus objetivos outros ficaram pelo caminho arrastando consigo o sabor amargo da derrota e o desprezo de todos. Alguns alegam: “A vida nem sempre é justa!”. A vida não é justa ou os homens a tornaram injusta? Com certeza que a vida de todos os seres humanos seria bem melhor se cada indivíduo fosse respeitado e aceito com suas virtudes e limitações. Caso a velha máxima do marxismo - De cada um segundo suas capacidades e a cada um segundo suas necessidades- fosse observado em todas as sociedades humanas, seriamos muito mais felizes.


HOMEM X MULHER


Este maldito hábito da comparação fez surgir, com o próprio ato de pensar, a idéia de escravização e dominação, posteriormente endossada pelos preconceitos religiosos, sobretudo em nossa cultura judaico-cristã***. Por que infernos temos que estar sempre estabelecendo comparações? Por que temos que comparar homens com mulheres? Porque este estímulo a competição e a guerra entre os sexos? O que existe de bom, racional, sublime, maravilhoso, nesta competição? Onde estes critérios têm promovido o amor, a harmonia, a tranqüilidade, entre os sexos?  Acredito que não se pergunta qual o melhor: o leão ou a leoa? O cão ou a cadela? O cavalo ou a égua? O gorila ou a gorila? Em fim, nós, chamadosanimais racionais, não questionamos que na natureza cada espécie animal seja macho ou fêmea tem uma predestinação e vivem harmonicamente segundo as leis da natureza. Sim, mas, os animais são irracionais! Objetem talvez. Mas que desgraça então o nosso raciocínio serve para espalhar a discórdia entre os seres ditos racionais? Bem parece ser esta a história da “inteligência humana”.  Mas não acredito que tenha de ser necessariamente assim, pelo menos, não entre homens e mulheres.


*Desespero Humano p. 50. Editora Martin Claret                                                                                                                                                   **Voltaire, Dic. Filosófico p. 254 Coleção os pensadores, 1978 São Paulo                                                                                                            ***Segundo a narrativa do livro do Gênesis Deus ao criar o homem como soberano absoluto sobre toda a criação, diz a narrativa bíblica: Então Deus disse façamos o homem nossa imagem e semelhança. Que ele reine [...] sobre toda a terra [...] submetei-a e dominai Gen. Cap. 1: 26-28
São as nossas pequenas ofensas do dia a dia que dividem as mulheres em grupos distintos: As putas e as Santas, mas o que causa essa divisão são apenas conceitos formulados por sentimentos de inveja e frustração em relação as escolhas de cada uma,uma maneira de se vestir,de ser,não pode servir de argumento pra comportamentos preconceituosos e intolerantes,o puritanismo e a hipocrisia ainda ferem e fazem novas vítimas todos os dias.Baseado nesse machismo que existe desde que o mundo é mundo a gente acaba reproduzindo os mesmos erros e justificando esses erros com os mesmo argumentos. (Edna-Dinha)


quarta-feira, 23 de outubro de 2013

FILOSOFANDO A TOA 23

  
SOBRE AS QUERELAS BRASILEIRAS
Por: Célio limA.
“Na certeza de que as visões do Brasil a partir de suas coisas oficiais, sagradas, sérias e legais são as mais correntes e familiares, quero aqui revela-lo por meio de outros ângulos e de outras questões (...) uma leitura do Brasil que deseja ser maiúsculo por inteiro: o BRASIL do povo e das suas coisas. Da comida, da mulher, da religião que não precisa de teologia complicada nem de padres estudados. Das leis da amizade e do parentesco, que atuam pelas lágrimas, pelas emoções do dar e do receber, e dentro das sombras acolhedoras das casas e quartos onde vivemos o nosso quotidiano. Dos jogos espertos e vivos da malandragem e do carnaval, onde podemos vadiar sem sermos criminosos e, assim fazendo, experimentamos a sublime marginalidade que tem hora para. começar e terminar. Deste Brasil que de algum modo se recusa a viver de forma totalmente planificada e hegemonicamente padronizada pelo dinheiro das contas bancárias ou pelos planos... dos ministérios encantados pelos vários tecnocratas e ideólogos que aí estão á espera de um chamado. BRASIL commaiúsculas, que sabe tão bem conjugar lei com grei, indivíduo com pessoa, evento com estrutura, comida farta com pobreza estrutural, hino sagrado com samba apócrifo e relativizador de todos os valores, carnaval com comício político, homem com mulher e até mesmo Deus com o Diabo. Por tudo isso é que estamos interessados em responder, nas páginas que seguem, esta pergunta que embarga e que emociona: afinal de contas, o que faz o brasil, BRASIL?” (Roberto da Mata)
A final quem nós somos? Existimos? A que será que se destina? Tal nosso desatino? Exilamos em nosso próprio país? Para nada? Para algo? Para todos? Para que?
O homem talvez seja uma ponte entre o macaco de Darwin e o além do homem, como assim me falara o amigo Frederico Espirro. Portanto vou aquém e me digo ser uma ponte entre o que for sagrado e o que for profano. Digo que apesar de ser brasileiro vejo que ser brasileiro não se define só por gostar de samba ou de futebol, eu to mais com um pé no rock e outro no mato, ando por entre uma balada e um blues, exemplificando-me-ser!
Creio que essa ponte brasileira ou relação se dá no limiar/transitar do individual para o social. É o fator que aguça a capacidade individual criativa/potenciadora de um povo perante as necessidades já históricas pra não dizer por natureza. Ela é o que mantém as relações desse povo em casa, festas, trabalho, etc. É o que faz ser um povo individuo/coletivo carnavalizante-ser!
Outro fator importante que caminha de mãos dadas nesse processo e que vem do coletivo para o individual é a esperança. Seja a fé nas religiões, fé ideológico-utópica (política ou anárquica) a fé como fator de esperança no progresso, ciência, evolução ou simplesmente de que as coisas mudem. Tanto faz se seja através do jogo, da solidariedade ou do amor (amorismo).
Sim, fomos colonizados por portugueses, espanhóis, franceses, holandeses, jesuítas entre outros fdp´s... Ainda somos? Por americanos? Pela polarização PT-PSDB? Pela midiatização Globo-Record? Pelas empreiteiras e o financiamento de campanhas eleitorais? Pelo agronegócio ou pela globarbarização? Pelas bancadas evangélico-ruralista?
Apesar de discordar do preconceito do professor Ariano Suassuna e ver que não fomos horiginalizados dos mouros ou das cores de suas cabras criadas... Pois apesar de sermos uma mistura de todo esse processo historicamente a ferro e fogo. Antes dos mouros o som dos relâmpagos, dos trovões e dos: “pingos de chuvas chorados por fúrias de felicidades” já nos educavam e nos misturávamos ao outro nos rituais antropofágicos.
Se os nossos jovens andam de skate, embolam/duelam um rap, caem num funk ou teclam a noite-madrugadadentro em telas de tablets, celulares ou em pc’s um consumismo americanonizado, eles aindam amam o futebol arte, mesmo diante de todo falatório chato em prol do tic tac espanhol. Eles não trocaram ainda a magia do carnaval das ladeiras de Olinda, das ruas de São Salvador, do curral do samba ou embriagando-se na pauliceia, fora de época: Fortaleza. Não trocaram o frevo pelo vale cultura de algum show da Lady Gaga ou de algum mega evento internacional. Continuamos querendo comer o outro sim, feito sardinha, degustar o sol estrangeiro, o universal. Sem correr o risco de esquecer o bom dos costumes, e da cultura popular. Como no São João do Nordeste, das folias de momo e de reis ou mitificação da espera do “tempo do espírito santo”, eterno retorno de Dom Sebastião personificado na procissão do meu Rio de Janeiro, da multidão fervorosa no Círio, no Juazeiro de pedras que choram por sobre cabeças do rebanho da fé, nos duelos dos bois, no Recife pegando fogo na pisada do maracatu etc e tal.
Vejo que da para transitar tanto no Shopping Center como na feira de Caruaru, ler quadrinhos da Marvel Comics como devorar os Cordéis do mestre J. Borges, da para comer o Hambúrguer do Mac... com Coca-Cola (sem rato), como Tapioca com Café São Braz ou degustar um bom Caldo de Cana com pão doce, ir no Rancho da Pamonha ou comer aquele espetinho da esquina com aquela Pitú fabricada em Santo Antão do Egito como diz o “poeta”, ou  cair na night com Whisky com Red Bull.
Por fim ou por enquanto, concordo com outro brasileiro: “amar e mudar as coisas me interessa mais”.
“O povo brasileiro pagou, historicamente, um preço terrivelmente alto em lutas das mais cruentas de que se tem registro na história, sem conseguir sair, através delas, da situação de dependência e opressão em que vive e peleja. Nessas lutas, índios foram dizimados e negros foram chacinados aos milhões, sempre vencidos e integrados nos plantéis de escravos. O povo inteiro, de vastas regiões, às centenas de milhares, foi também sangrado em contra-revoluções sem conseguir jamais, senão episodicamente, conquistar o comando de seu destino para reorientar o curso da história.(...) "O espantoso é que os brasileiros, orgulhosos de sua tão proclamada, como falsa, "democracia racial", raramente percebem os profundos abismos que aqui separam os estratos sociais.O mais grave é que esse abismo não conduz a conflitos tendentes a transpôlo, porque se cristalizam num modus vivendi que aparta os ricos dos pobres, como se fossem castas e guetos. Os privilegiados simplesmente se isolam numa barreira de indiferença para com a sina dos pobres, cuja miséria repugnante procuram ignorar ou ocultar numa espécie de miopia social, que perpetua a alternidade. O povomassa, sofrido e perplexo, vê a ordem social como um sistema sagrado que privilegia uma minoria contemplada por Deus, à qual tudo é consentido e concedido. Inclusive o dom de serem, às vezes, dadivosos, mas sempre frios e perversos e, invariavelmente, imprevisíveis. (...)A história nos fez, pelo esforço de nossos antepassados, detentores de um território prodigiosamente rico e de uma massa humana metida no atraso mas sedenta de modernidade e de progresso, que não podemos entregar ao espontaneísmo do mercado mundial. A tarefa das novas gerações de brasileiros é tomar este país em suas mãos para fazer dele o que há de ser, uma das nações mais progressistas, justas e prósperas da terra”. (Darcy Ribeiro)

OBS: Célio limA. (ATIVISTA CULTURAL) É filosofo por natureza; anarquista por tesão  e poeta por diversão. Membro fundador dos movimentos literanarkos: A Sociedade dos Filhos da Pátria; A Liga Espartakista-Sempre Mais!!!.                                                                 Atua nos Blogs: http://salveopoetasalve.blogspot.com.br/http://sexopoemaserocknroll.blogspot.com/http://poetasdemarte.blogspot.com/ http://tribunaescrita.blogspot.com/                                                           

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

FILOSOFANDO Á TOA 22




SOBRE ASSÉDIO SEXUAL
(NOS COLETIVOS E AGLOMERAÇÕES)
Por: Marcos Lima
“São códigos culturais que são compartilhados. É difícil você descrever objetivamente, mas as pessoas sabem o que se passa quando vivem a situação” (Júlia Rabahie)

Há bem pouco tempo um parlamentar pernambucano elaborou um projeto de lei no qual previa vagões exclusivos nos trens do metrô para mulheres. O autor esperava que estas aderissem de forma entusiasmada ao seu projeto. Ocorre que em entrevistas realizadas pela imprensa local elas não se manifestaram a favor, resultado: o projeto de lei sequer chegou a ser votado.
Os motivos para o projeto de lei.
Possivelmente o ilustre parlamentar foi buscar inspiração nos noticiários do Rio e São Paulo onde com freqüência ouvimos falar em assédio nos ônibus e metrôs quando lotados. Em Recife praticamente não foram registradas reclamações neste sentido
Como se comporta a mulher nordestina diante desse tipo de assédio?
Certa ocasião uma amiga em bate-papo de barzinho me fez uma confissão sobre o que ela disse ter ocorrido com uma amiga casada moradora no conjunto Marcos Freire. Todos os dias esta senhora pegava o ônibus (quase sempre lotado) para o centro do Recife onde trabalhava. Nestas condições ensejava a aproximação de algum homem, este toque lhe proporcionava momentos agradáveis, mas de um passageiro ela guarda até hoje uma inesquecível lembrança. Estava ela no ônibus, próxima a cadeira do motorista, quando um sujeito se aproximou e em alguns segundos encontrava-se absolutamente encaixado em seu enorme traseiro. Uma sensação eletrizante percorreu todo o seu corpo e a partir deste momento tudo o que ela mais queria era que a viagem não terminasse nunca.
Certo senhor que mantinha uma relação aberta com uma profissional da área da saúde, certa ocasião perguntou-lhe se já havia sofrido esse tipo de assédio, e qual foi sua reação, ela confirmou e disse que em muitos casos era indescritivelmente prazerosa provocando um desejo quase incontrolável de fazer sexo.
Fatos como estes ocorre, ao que tudo indica, em todos os pontos do planeta, havendo até locais que simulam estas situações. Certa ocasião no programa do Jô Soares, em que estava sendo entrevistado um ex-diplomata brasileiro no Japão, este dizia que naquele país havia uns locais que reproduzia o interior de um transporte coletivo e homens e mulheres pagavam para passar alguns momentos neste roça-roça.
O que dizem os estudiosos.
Magnus Hirschfeld, em sua Enciclopédia da vida Sexual, pag. 151 Edições Spiker- Rio, citando Edgard Poe: “Há homens e mulheres que não podem resistir à tentação de estar em contacto com outros seres da sua espécie, mas de sexo diferente. Não são poucos os homens que não perdem a oportunidade de misturar-se a uma multidão qualquer com a simples intenção de sentir o calor de uma pessoa do sexo oposto, de poder apreciar a dureza de sua carne a turgescência das suas formas. E não poucas são as mulheres que sobem a um ônibus ou a um trem, sem necessidade alguma, quando vêem que está cheio de gente, sabendo de antemão que terão de viajar em pé e serão apertadas invariavelmente durante a viagem. Não me refiro evidentemente a mulheres depravadas, e anormais, porém a mulheres tidas e havidas como honestas, que aproveitam o momento para estar em contato com um desconhecido que, provavelmente nunca mais voltarão a encontrar, mas que durante alguns minutos lhes terá proporcionado uma impressão agradável, tanto faz moço como velho, contanto que se trate de uma pessoa de sexo oposto. Durante esses momentos desaparecem também todas as diferenças sociais. Estão em contacto apenas um macho e uma fêmea” É importante acrescentar que como conseqüências destes episódios surgiram paixões duradouras.
Este tema já foi abordado também pelo cinema. Quem não se lembra de uma produção brasileira de 1978, protagonizada por Sônia Braga, cuja produção foi baseada no romance de Nelson Rodrigues A DAMA DO LOTAÇÃO, onde a Sonia dá um show de erotismo, e bateu recordes de bilheteira. O enredo é mais ou menos o seguinte:
“Carlos (Nuno Leal Maia) e Solange (Sônia Braga) se amam desde jovens e, após um casto namoro, se casaram. Na noite de núpcias, Solange se recusa a fazer amor com ele. Primeiro ele implora, então em um acesso de raiva a estupra. Solange afirma que o adora, mas nos meses que se seguiram ao casamento ela não pode ser tocada por Carlos. Para provar a si mesma que não é frígida, começa uma rotina diária de seduzir homens em coletivos, homens que ela nunca viu nem verá novamente e nem mesmo sabe seus nomes.... Enquanto isso, ela busca ajuda psiquiátrica, pois não sente nenhum remorso” ( Anônimo).
É evidente que neste tipo de comportamento não se instala o sentimento de culpa, pois para os personagens envolvidos estes momentos de prazer não pode se caracterizar infidelidade, e tem ainda como atenuante o sentimento de tranqüilidade de não se ter exposto ao contágio de alguma enfermidade sexualmente transmissível. Contudo não são poucos os casos, relatados por passageiros, de que em viagens interestaduais durante a madrugada enquanto os demais passageiros dormem pessoas de comportamento tanto heterossexual  como gays fazem sexo, na maioria dos casos oral.
Os anormais
São inúmeras as reportagens levada ao ar pela imprensa televisada sobre este assunto, e em uma destas um entrevistado revoltado denunciava um sujeito que havia ejaculado sobre a roupa de sua mulher. É evidente que mulher alguma deseja passar por tal constrangimento, e segundo a opinião de muitos, um sujeito que assim procede é um tremendo canalha e tal procedimento tem o repúdio de todos, alguns já foram vítimas de alguma agressão por parte de alguém mais exaltado. Se a mulher consente nesta aproximação ela deseja o prazer do toque, mas não autoriza (segundo um marido revoltado) vagabundo algum a colocar o seu sêmen sobre sua roupa, ou ser tocada pelas mãos de alguns atrevidos que se julgam neste direito. Ouvimos relatos de que algumas mulheres conduziram as mãos de alguns homens (nestas circunstâncias) até sua genitália, mas por iniciativa dela. E algumas mulheres afirmam que certos elementos por não entenderem até onde a mulher está permitindo que ele vá, levaram tapa na cara.
Escancarar ou fingir
Entrevistamos um famoso sexólogo que afirma: que ao contrário do homossexualismo que é debatido, estudado e incentivado, esta questão será sempre tratada como sendo um perigoso desvio de comportamento, embora a coisa mais natural seja que dois seres de sexo oposto desejem estarem próximos. Em alguns, este desejo é mais forte e em outros ele é ausente. Claro que um pai ou marido vendo sua filha ou esposa envolvidas nesta fantasia prefere deduzir que elas estão sendo incomodadas, a ter que admitir que tudo que está ocorrendo naquele momento é resultado do consentimento delas. E o ciúme é o sentimento que eclode nestas situações ensejando cenas por vezes desagradáveis, quando tudo poderia ser resolvido com um apenas “quer fazer o favor de se afastar”. Muito dificilmente alguém resistiria a tal pedido, mas se o sujeito é insistente neste caso a melhor atitude da mulher é trocar de lugar.
Talvez em um futuro próximo, continua o sexólogo (que pediu para que seu nome não fosse revelado), quando as pessoas estejam libertas do sentimento de posse e o espírito de amor e compartilhamento faça parte de nossa natureza humana, manifestações de carinho e desejo externados em comportamentos como este, serão vistos com absoluta naturalidade. Mas fica uma advertência: ninguém, absolutamente ninguém, em circunstância nenhuma, ou em qualquer época, tem o direito de importunar quem quer que seja, sobretudo quando sua aproximação é repulsiva.

Marcos Lima dos Santos (Filósofo Urbano)