Viajantes Interplanetários

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terça-feira, 22 de setembro de 2015

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SETEMBRO CINZA II 



A notícia veio inbox:

Cálculos renais;

Chikungunya;

Leishmaniose;

Metástase;

Psoríase...

Fé.


- D.Everson -

sexta-feira, 5 de junho de 2015

Vinho barato em barril de carvalho



Vinho curtido em barril de carvalho
Vinho apurado há trinta e um anos
Bonina efervescente e carnaval
A cada ano mais caro
A cada ano mais fino
Veneno para o fígado
BezerrenseRecifemetropolitanoPotiguarParaíbano
Vinho de Baco, Baco está bêbado
É quarta feira
Cinza fogos fogueira
Esse vinho já foi uva
Agora é uma uvinha
Comecei a servir-lo
E o caminho é mais suave
Ressaca faz parte
A vida não é um sonrisal

D.Everson

sábado, 14 de março de 2015

#GloboGolpista



Massa de coxinha



Brasil punheiteiro destro

Gozando de esquerda.

Bruzundanga que vira coxinha para ganhar a rua,

Mas volta cedo para ver na rede ovo

Corinthians e Flamengo.

Bate panela quem não tem fome,

Não dá para entender essa lógica escatológica.

I-M-P-E-A-C-H-M-E-N-T

Será que é assim mesmo que se escreve isso?

Petróleo, dólar e justiça só para políticos.

Enquanto isso na UFF a turma da faxina

Pede justiça social, mas a doutora,

Blindada por um diploma que só dura uma vida,

Mera massa de coxinha, assovia pelos corredores

Que essa turma não tem vez.

Nesse momento o Brasil é um disco tocando ao contrário

E deve ser por isso que não estou entendo mais nada.



D. Everson


segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

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ESTÔMAGO


Eu não poso de feliz
Sou completamente inumano.
Sinto dor, frio e calor.
Meu colar de buda
Está quase sem pérolas.
A vaca profana
Já enroscou todo o rabo
E a serpente do Éden me chama.

D. Everson

segunda-feira, 3 de novembro de 2014

VENENO E ASFIXIA


A política tupiniquim
Chegou a um nível
Tão rasteiro, que em Brasília
Só coabitam cobras.
Umas venenosas e outras não,
Mas todas cobras.

D.Everson


quinta-feira, 31 de julho de 2014

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BR 304


Saio das rotas dos aviões

E vou-me morar onde os sols nascem,

Um sol par cada habitante.

Terras potiguares salpicadas

De meu suor pernambucano.

Voltei Recife tocando sem parar na mente,

Nunca me senti tão saudosista como hoje

Longe do meu umbigo.

Um novo útero mais uma vez me convida

A nascer, nascer, nascer...

E provar sons, cheiros e imagens.

Sou um camaleão.


D.Everson

quinta-feira, 24 de julho de 2014

ESTRELA DE NINAR


Uma estrela quando morre
É uma explosão,
É um estrago.
O chapéu da noite perde um broche.
Nada substitui à luz, porque pequenina
Ela se faz visível na escuridão universal.
Daria um dedo por mais cem anos do seu brilho,
Mais dedos eu desse a decisão de ir e vir não seria minha,
Mas daqueles que acreditam nos pós-lúmen
Sonhar noutra dimensão fitando Dalva na imensidão.

D.Everson



sábado, 21 de junho de 2014

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A minha prece?
Não tem pressa.
Não mastiga,
Me engole.
Às vezes quem
Está por baixo
Sobe.


D.Everson

quarta-feira, 30 de abril de 2014

CASTANHA MECÂNICA no ar:

Nas entrelinhas das três linhas de D.Everson, está o seu traço mais característico: a liberdade pela forma. O famoso universo 5-7-5 dos haicais, por Everson não cedeu espaço a sua ousadia na construção de suas edificações poéticas. Que por sinal estão consideravelmente mais concretas que o seu livro de estréia, Poemas do S(ó)l. O número de imagens sólidas é sensivelmente superior a sua primeira aparição em uma publicação. O que não exclui o lado abstrato de Poemas das Estrelas e/ou Haicais Minguantes. Leia-se como abstrato: as paixões e os quase amores, tão característicos nas linhas desse poeta marciano.


* * *

Confira um pouco da obra Poemas das Estrelas:



A chuva chuvisca
E molha só uma flor lá fora.
Mas a lis? Invicta!



HAINIVERSO

Estrelas na blusa apontam:
Há um universo!
Dentro de cada um, à solta.



HAIKIPÉDIA

No principio era o verbo.
E agora? Wikipédia:
Descrevendo pau e pedra.



P&B

A gente luta para não ser igual.
Mas morre xérox mal tirada:
Faltando a parte que era original.



MUDAR É PRECISO, NAVEGAR NÃO É PRECISO.

Poderia até dizer que sou diferente.
Mas como? Se meu barco furou
Ainda nado de acordo com a corrente.

Adquira aqui: http://www.castanhamecanica.com.br/acervo.php?id_not=16


sexta-feira, 14 de março de 2014

Equus africanus asinus


Não me esforço
A vida é esse rolo compressor
Que nos transforma em pasto
Para os que estão no falso topo
Da pirâmide invisível da servidão

Dedos mínimos bolinando vidas
Humilhando a classe operária
Os rostos molhados de suor
Que cantou Maiakovski

Eu sou um deles você também
E não importa se acedem ou apagam a luz
Nosso drama é sempre TRABALHAR!
PRODUZIR!
SOMAR!

Não somos pessoas
Somos primatas!
Homos burros!

D.Everson

sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

FRAGILIDADE E PÁSSAROS


Falo para as paredes é mais fácil ser ouvido.
A tarde escorre pelos meus dedos e penso na praia,
E penso nas horas que perco vendendo meu sangue.
É tudo tão frágil aqui dentro e um desafio lá fora.
Vejo os pássaros que não se deixam intimidar
E voam longe, bem longe dos meus sonhos
E dessa tarde quente de janeiro.

D.Everson

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Mulher de briga


Você que não é besta e nem cheira a naftalina
sabe de cor todas as coisas que eu não gosto
e insiste em fazê-las  só para testar meu ódio.

Você que não ingere álcool e nem queima gasolina
põe fogo na estrada para acabar com a minha vida.
E de quebra tem um nome tão ruim que não cabe rima.

Você que quando não mata alucina,
Que quando não é paixão é cisma.
Que quando não é amor é sina.

Daniel Andrade.

quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

A SOBREMESA HOJE É MÚCIO...


Por:  Daniel Andrade


Adquira aqui
Um poeta feito o Múcio Góes não poderia ficar de fora da farra do Castanha Mecânica. É o novo destaque da estante do projeto liderado pelo jovem escritor Fred Caju (figurinha tarimbada da nova cena literária Recife/Olinda). Com o livro drops pop Múcio vem engrossar o coro dos trovadores que já deixaram suas marcas no projeto tais como: Zé de Lara e Valmir Jordão, poetas mais que consagrados.


Após a leitura de três livros desse moço (haicaos; Grãos ao alto!; O avesso e o verso) com certeza posso afirmar que o cabra é bom de bola quando o futebol é com poesia. Rápido no gatilho seus versos, fosse eu Leminski, classificá-los-ia como o máximo no mínino, sito Leminski por que sou um pequeno idiota que não foge a combinações para viver; afinal mais ou menos como diria o Tom Zé: tudo é plágio combinatório.

um dia sem você
não tem remédio
é tudo tédio
não tem poesia
um dia sem você
é meio dia

Para mim poeta bom é igual a disco novo tocando na radiola: tem de impressionar logo de cara se não é passarinho que só canta em gaiola e não entende nada de voar. E foi assim com Múcio – cruzado de esquerda no queixo e contagem do juiz a miúde. O cabra é bom, e eu sou bem crítico para vender peixe podre, bote fé! (como diria Caju).
Eu hoje
 acordei meio assim
meio dia lá fora
meia noite em mim [...]
Tenho dito!