Viajantes Interplanetários

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sábado, 30 de janeiro de 2016

A ARTE DE SER INESQUECÍVEL

MILKSHAKE LITERÁRIO


Capa linda do lançamento de Aline Negosseki Teixeira


               Aloha! :D

São tantas emoções nessa postagem, que nem sei por onde começar!
Nunca consegui escrever uma resenha para nenhum livro de Aline Negosseki Teixeira, apesar de já ter lido todos os publicados e das milhares de anotações espalhadas pelo arquivos de Words e Pdfs. Quando termino um livro alinesco, o turbilhão de sensações que me acomete é imenso, vocês não poderiam fazer ideia, eu mesma ainda não faço. E eu sempre penso, que nada do que eu me arrisque a pôr no papel, vai chegar a um décimo daquilo que eu realmente gostaria de dizer. Só que dessa vez, resolvi me aventurar.

Conheci Inesquecível, em quase sua totalidade, há alguns anos, quando conversávamos (Eu e Aline) sobre a enxurrada de bad boys que estavam aparecendo no mercado editorial. Ahhh Téo, foi paixão à primeira lida. Não posso culpar a Larissa por ter sentido o mesmo...
Mas, esse romance ficou em suspenso, enquanto Aline trabalhava em outros projetos. Quando ela me contou que tinha chegado a vez de Inesquecível ganhar o mundo, o coração palpitou. Não estava acreditando, finalmente eu iria conhecer a totalidade da história de Téo e Lari!
Logo no comecinho, na sessão denominada “Sobre Canções e Inspirações”, o primeiro baque no coração e o responsável por me deixar com o coração apertado durante todo o texto. Prestem bem atenção nessa parte.
 O texto é dividido em 7 Atos, como em uma peça teatral, mais uma Cena Final. O texto de Aline é leve e denso, uma mescla incrivelmente bem dosada. As personagens são intensas, cheias de personalidade, cativantes.
Teodoro é um chargista, apaixonado por rock and roll e velocidade! Fã de carteirinha do Guns N’ Roses e das Motocicletas Harley-Davidson (Como não amaaaaar?), alto, olhos claros e misteriosos, indefiníveis... Decidido (teimoso) e apaixonante.
Larissa é uma meiga estudante de gastronomia, que já passou por muitos altos e baixos ao longo da vida, mesmo tendo tão pouca idade. Por isso mesmo, tem sempre suas reservas em confiar, não tiro sua razão... Mas o mais bonito em Larissa é que ela não tem medo de se dar uma nova chance e o seu coração continua bondoso, apesar de tanto sofrimento.
De quebra ainda conhecemos D. Soleá, a avó paterna de Larissa e sua verdadeira segunda Mãe e Pai, que guarda segredos tão bonitos quanto doloridos...
Os acontecimentos são intercalados entre o passado, antes mesmo dos nossos protagonistas nascerem, e o presente. O romance corre solto e é de tirar o fôlego! 

Não posso contar muita coisa, para não ir estragando as surpresas. Esse é um livro lindo, que merece ser lido com calma e ser refletido. Você pode até achar clichê o que vou dizer, mas é muito fácil se esquecer de que nada dura para sempre nessa vida. Ficar em cima do muro por medo de se magoar é a pior bobagem, assim magoa-se muito mais. Aline, como sempre, faz a gente sentir tudo o que as personagens estão passando. Nos envolvemos de verdade com a história e isso acontece da maneira mais natural possível.

À autora, só me resta agradecer a cada novo livro, que sempre me traz tantos aprendizados. A história me deixou com aquela vontade de ler mais, de saber detalhes, queria o dobro de páginas! Ainda vou ficar marinando, por uns dias, certos acontecimentos, sempre pensando no "se"... E os outros momentos de pura ternura e amor, são incríveis, emocionantes. Vocês hão de concordar comigo que o nome faz jus a obra e esse é um romance Inesquecível.
E agora, eu já estou à espera do que Aline me reserva nos futuros romances!

P.S: Ontem eu fui curar minha DPL (Depressão Pós-Livro) correndo no parque, ao som de Appetite for Destruction e Use Your Illusion I. Recomendo a todos (: 
AQUI, a playlist que montei no Youtube, com base nas dicas da autora, em sua postagem oficial no Blog Oficina Letras Lilases.

Para Saber Mais:



Mahalo :*

 

domingo, 10 de agosto de 2014

Jornal Literário do Círculo de Escritores de São José dos Pinhais - PR

É com toda a alegria que apresento o primeiro número do Jornal Literário do Círculo dos Escritores de São José dos Pinhais.
Espero que seja o primeiro de muitos e faço torcida que um dia consigamos uma versão impressa.
A princípio ele se inicia com um pueril Varal Poético, que tem as folhas balançadas pelo vento das profundíssimas impressões de cada poeta que deu a honra ao Jornal de publicá-los.

Desde o gelado Planeta das Araucárias, diretamente para o caloroso Planeta Vermelho.
;)
Abçs,
Aline


domingo, 27 de abril de 2014

CAMPINA DOS LOBOS



É com a maior empolgação e orgulho que anuncio a vocês a publicação do meu romance Campina dos Lobos. Publiquei ontem no Amazon: http://bit.ly/1idmEAj
Esse foi o segundo livro que comecei a escrever, porém, devido a complexidade da obra, não foi o segundo que terminei. Antes dele teve o término De Amor e Destino, Por Falar em Disputa e Por Falar em Lembranças... que foram iniciados depois.
Levei cerca de dois anos para escrevê-lo e o fiz assiduamente e com muita emoção.
Uma amostra pode ser baixada gratuitamente no Amazon para leitura em PC e demais plataformas digitais. Nessa amostra é possível ler o resumo da obra, notas, o pre-âmbulo que escrevi quando do término do romance e até missivas digitais com a amável e querida Dinda desse blog, no que se torna possível começar a compreender de que se trata esse livro que me é um filho tão caro que se estende por mais de 750 páginas.
Originalmente, eu planejei que tivesse cerca de 300, mas, quem mandava não era eu! ;D Não eram outros se não esses emblemáticos personagens que gritavam todos os dias pedindo destino.

Espero que leiam, quem sabe apreciem, e mais quem sabem ainda me escrevam me dizendo as impressões que esse querido entre queridos causou.

um abraço da mais profunda gratidão pela constante atenção,
Aline NT.


Resumo da Obra:


Idos da segunda metade do século XIX — 1862 - 1877


Vale Fluminense do Café...
A Corte do Rio de Janeiro...
A Recife dos abastados canavieiros...
Idílios paradisíacos e palcos de horror!
Opulentos espaços e sinistras reentrâncias!
Histórias de amor de vidas que se intercruzam tecendo a vida de almas sedentas por justiça, liberdade e... amor!

Fazenda Campina dos Lobos, Vale Campina – RJ

1871
Aidan de Henriques, rico financista, feito Coronel e herói na sangrenta Guerra do Paraguai pelo próprio Duque de Caxias, com cicatrizes riscando seu corpo e sua alma, assoma em Campina dos Lobos, opulenta fazenda cafeeira do Vale do Paraíba, em busca de retaliação.
Depois de ter deixado nas conflagradas regiões fronteiriças do Prata seu sangue, sua fé, e sua esperança, só um propósito de vida o demove: vingar-se de seu pai, o Barão Luís Tasso Carneiro, o qual lhe impusera terrível trauma muitos anos no passado, quando não era mais que um menino de calças curtas.

No entanto, ali entre os Carneiros, encontra tudo o que jamais esperaria.

Desde o primeiro olhar tem a vida e a devoção capturada pela figura contraditoriamente doce e rebelde de Arielle Moissonner, a filha de dezesseis da preceptora de seus meios-irmãos. Não hesita em fazê-la sua — os argumentos para isso não falham, embora o principal que ele não negará, seja o febril e ardente desejo que ela lhe desperta e o intenso amor que ao longo do tempo, dos anos que passam, se torna cada vez mais obsessivo.

Novo Senhor do arraial de Vale Campina e da grandiosa fazenda Campina dos Lobos, pequeno império que compulsoriamente Aidan exige hereditariedade, no escorrer dos dias, meses, anos ele encontra motivos para desviar-se do plano inicial que o movera a tomar a região.
Se de seus atos surgem consequências terríveis, o que ele fará incansavelmente e sem descanso é cuidar que elas não se tornem em tragédias cáusticas que fariam por sucumbir de vez o homem que da vida só teve ilusões desfeitas e as boas intenções varadas pela lança da hipocrisia e iniquidade.

Então o tempo, o reencontro, a paixão avassaladora...

Após quase cinco anos Arielle julgava ser indiferente ao marido que nunca mais vira desde a manhã seguinte a sua casta noite de núpcias da qual carrega lembranças e impressões inefáveis. Depois de enviada para a Corte, naquela manhã longínqua, dia a dia ela construiu suas próprias aspirações para o futuro. Numa noite inesperada ele a arrebata do portentoso Colégio da Viscondessa de Corusca e rumam para Botafogo, hotel Pharoux. E, daí, para Recife numa luxuosa nau, para a adiada lua-de-mel na qual já inicialmente se pressagia que uma verdadeira guerra está por começar. Arielle, nos anos de distanciamento, fez novos amigos, aderiu ao movimento abolicionista e republicano, estudou o Iluminismo, os filósofos e, decididamente, não tem certeza dos sentimentos que o formidável e temível militar alcançou nela quando não passava de uma inocente sinhazinha provinciana. Então, a estadia em Ilha da Jangada para lhe render, dobrar, domesticar. A selvagem e jovem baronesa entregará seu espírito Iluminado ou, antes Iluminará um obscurecido?
Era apenas uma batalha.

Quando Aidan de Henriques vê seu maior sonho a ponto de se realizar os Carneiros se engalfinham feitos lobos selvagens, fazendo-o pagar por seus atos e, outra vez, roubando-lhe o tempo e encarcerando seus pensamentos, seu grande amor.

Embora os anos venham engolindo as acres lembranças dos entreveros entre a tríplice-aliança e os paraguaios, empurrando a pútrida página de uma história vil para baixo do tapete do heroísmo, as impressões doridas de um Coronel enojado com a torpeza da guerra, sob os dedos delicados da baronesa incauta, a quem só resta esperar, se reavivam como brasas esquecidas sobre as cinzas da amargura.
Do alto da fabulosa Mantiqueira que aveludada abraça a Fazenda Campina dos Lobos, palco de alegrias e dores, uivam os lobos-guarás. As famílias coexistem enquanto, na mata, o inexplicável, por isso, creditado sobrenatural, acontece.

Os entrelaçares de vidas perfazem o conto de uma fatia de tempo do idealizado e romântico século XIX. 
O amor proibido do poeta e estudante de medicina abolicionista Eduardo d’Anjo Maia por Mariana de Faria, filha do Boi de Prata, escravocrata temível; as ardentias sensuais e inspirações melancólicas geradas desse amor impossível que vem a resultar no nostálgico “mal-do-século”.
A justiça idealística do amor de uma escrava mestiça e de um tenente filho da classe média carioca — antiga profecia e mistérios insondáveis dos antigos príncipes do reino d’África, os de Luanda.
O modo militar acrescido de uma tática obediência-recompensa do Barão Aidan de Henriques em sua fazenda, culmina no descontentamento dos escravos do Conde de Boaventura, da Fazenda vizinha. Cansado das exaustivas corridas a quilombos e lutas internas ele traz ao arraial os primeiros imigrantes italianos. Abatidos, combalidos, desiludidos e doentes eles chegam num dia certeiro a Vale Campina. O dia que o Dr. Tiago vem pela estrada, pensando no seu coração confuso que insiste em reclamar a baronesa para si, mulher de seu irmão mais velho. Nessa tarde, Dr. Tiago Carneiro será apanhado pela bela Giulia Merindello e, assim, o casal começa a escrever as primeiras linhas da futura cidade civilizada por ele idealizada.

Quanto às assombrosas surpresas, os vis infortúnios e a tortuosa caminhada pela senda psicológica que remete desde a infância, somente a personalidade impávida da audaciosa Arielle poderá suster o Coronel, como um homem completo — acima de qualquer título de nobreza, patente ou posição social. O homem que “é”, antes do que “tem”. Um homem pode resgatar a pureza adormecida no ofendido mancebo que foi?

Paixões proibidas, amores perdidos, velhas influências e conspirações completam o enredo que constitui o emaranhado de ações que se ligam de algum modo a desagravos de amor, de liberdade, de igualdade e de justiça.
Um romance que, mais que narrar fatos épicos da história do Brasil, sonda de perto o psicológico dos entes que o compõe e, por sua complexidade e entrelaçar de personagens, lembra uma obra de teledramaturgia.


São mais de 750 páginas de amor, romantismo, surpresas e idealismo.

Fonte: http://www.alineteixeira.com/2014/04/campina-dos-lobos.html

sexta-feira, 21 de março de 2014

Um ano... da publicação de Serenata - Poesias, Poemas e outros Versos Líricos com suas Narrativas Sonoras e Melodias Silenciosas...

Quem diria! Um ano completou que publiquei meu livro de poemas.
Suspiros -> 14.03.2013Um ajuntamento (quase) aleatório dos versos que escrevi desde os 12 ou 13 anos até os 27.
O download gratuito pode ser feito AQUI.




Quatro Girassóis Colhidos - Tela 600 x 354 - OST - 1887 (VINCENT VAN GOGH)



Girassóis!
            13.03.2013
Deitados nas pradarias poéticas,
Esparzidos nas telas épicas,
A ensolarar o coração das gentes
Nas flutuações paisagísticas
Que em arranjos abundam quentes...

...os girassóis abraçam as próprias sementes!

Circulares, cáusticos, sorridentes,
Espetáculo de vida e cor,
giram. Giram, giram frementes
a procura do sol com fabuloso amor
e, apaixonados girassóis, o fitam belamente.
A beberem insaciáveis seu intenso calor...

...os girassóis abraçam as próprias sementes!

Incendeiam minha alma dolente
na dança que lhes impõem o ventos:
pinceladas, canções, lembranças, tormentos.
Deito o olhar e absorvo ternamente...

...os girassóis abraçam as próprias sementes!

Minha alma escorre...
Minha alma grita...
Minha sensível alma transcorre,
Se agita!
Minha alma doura, feliz morre,

Sob a mensagem solar da flor que gira!


Um abraço e até outra vez! ;)
Aline