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sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Natal

Para os meus amigos:



Presente de Natal

O melhor presente de Natal

que você pode oferecer a alguém

é justamente aquele que

você já recebeu:

a vida !

E como presentear ?

Distribuindo alegria,

esperança,

fé em si mesmo,

conforto

e otimismo

para que as pessoas possam

cada vez mais valorizar

a Vida.



Que teu Natal seja com muita Paz e

2011 seja o primeiro de muitos anos de Prosperidade!


Abraço

Silvia

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Natal


Canto de Natal
O nosso menino
Nasceu em Belém.
Nasceu tão-somente
Para querer bem.

Nasceu sobre as palhas
O nosso menino.
Mas a mãe sabia
Que ele era divino.

Vem para sofrer
A morte na cruz,
O nosso menino,
Seu nome é Jesus.

Por nós ele aceita
O humano destino:
Louvemos a glória
De Jesus menino.

Manuel Bandeira

Natal


Três Presentes de fim de ano

Querida, mando-te
uma tartaruguinha de presente
e principalmente de futuro
pois viverá uma riqueza de anos
e quando eu haja tomado a estígia barca
rumo ao país obscuro
ela te me lembrará no chão do quarto
e te dirá em sua muda língua
que o tempo, o tempo é simples ruga
na carapaça, não no fundo amor.

II

Nem corbeilles nem
letras de câmbio
nem rondós nem
carrão 69
nem festivais
na ilha d’amores
não esperes de mim
terrestres primores.
Dou-te a senha para
o dom imperceptível
que não vem do próximo
não se guarda em cofre
não pesa, não passa
nem sequer tem nome.
Inventa-o se puderes
com fervor e graça.

III

Sempre foi difícil
ah como era difícil escolher
um par de sapatos, um perfume.
Agora então, amor, é impossível.
O mau gosto
e o bom se acasalaram, catrapuz!
Você acha mesmo bacana esse verniz abóbora
ou tem medo de dizer que é medonho?
E aquele quadro (objeto)? Aquela pantalona?
Aquela poesia? Hem? O quê? Não ouço
a sua voz entre alto-falantes, não distingo
nenhuma voz nos sons vociferantes...
Desculpe, amor, se meu presente
é meio louco e bobo
e superado:
uns lábios em silêncio
(a música mental)
e uns olhos em recesso
(a infinita paisagem).

Carlos Drummond de Andrade

Natal


Poema De Natal

Para isso fomos feitos:
Para lembrar e ser lembrados
Para chorar e fazer chorar
Para enterrar os nossos mortos –
Por isso temos braços longos para os adeuses
Mãos para colher o que foi dado
Dedos para cavar a terra.

Assim será a nossa vida:
Uma tarde sempre a esquecer
Uma estrela a se apagar na treva
Um caminho entre dois túmulos –
Por isso precisamos velar
Falar baixo, pisar leve, ver
A noite dormir em silêncio.

Não há muito que dizer:
Uma canção sobre um berço
Um verso, talvez, de amor
Uma prece por quem se vai –
Mas que essa hora não esqueça
E por ela os nossos corações
Se deixem, graves e simples.

Pois para isso fomos feitos:
Para a esperança no milagre
Para a participação da poesia
Para ver a face da morte –
De repente nunca mais esperaremos...
Hoje a noite é jovem; da morte, apenas
Nascemos, imensamente.

Vinicius de Moraes

Natal


Monólogo do Natal


Eu não gosto de vancê, Papai Noé!
Tamém não gosto desse seu papé de vendê ilusão pra tar
da burguesia.
Se os meninu pobre da cidade soubessem o desprezo qui
o se tem, pelos humirde, pela humirdade eu acho que eles
jogava pedra em sua fantasia.
Você talvez vancê nem se alembra mais.
Eu cresci, me tornei rapaz, sem nunca me esquecê,
daquilo que passô.
Eu lhe escrevi um biete, pedindo um presente a noite
inteira eu esperei contente, chegou o sor, mais vancê
num chegou.
Dias depois, meu pobre pai, cansado, me trouxe um
trenzinho véio, enferrujado, e me ponhou ansim na
minha mão e me oiando baixinho me falou: toma, é pra
vancê, foi papai noé que mandou. E vi quandu ele
adisfarçou umas lágrima cum a mão.
Eu alegre e inocente nesse caso, pensei que o meu
biete embora cum atraso tinha chegadu em suas mão, no
fim do mês.
Limpei ele bem limpado, dei corda, o trem partiu, deu
muitas vorta, meu pai então se riu e me abraçô pela
urtima vez.
O resto, eu só pude cumpreender quando cresci e
comecei a ver as coisa com a realidade.
Um dia meu pai chegou ansim, cum quem tá cum medo e
falou pra mim: me dá aqui aquele seu brinquedo daqui
vou trocá por outro na cidade . Entônce eu entreguei
pra ele o meu trenzinho quase a soluçá.
e, como quem não quer abandoná um mimo, um mimo que
lhe deu, quem lhe qué bem, eu supriquei medroso: ?ô
pai eu só tenhu ele! Eu num quero outro brinquedo, eu
quero aquele. por favor pai, num vá levá meu trem?.
Meu pai calô e pelo seu rosto veio descendo uma
lágrima que, inté hoje creio, tão pura e santa ansim
só Deus chorou!
Ele saiu correnu bateu a porta, ansim como um doido
varido minha mãe gritou; pra ele: José! ele num deu
orvido. Foi embora e nunca mais vortô.
Vancê, Papai Noé, vancê me transformou num homem que
hoje a infância arruinô. Sem pai e sem brinquedo.
Afiná, dos seus presentes, num ai um que sobre da
riqueza do menino pobre que sonha o ano inteiro com a
noite de natá.
Meu pobre pai coitado, mar vestido, pra num me vê
naquele dia desiludido, pagô bem caro a minha inlusão,
num gesto nobre, humano e dicisivo, ele foi longe
demais pra me trazer aquele lenitivo, tinha robado
aquele trem do filho do patrão.
Quando ele sumiu, pensei que tinha viajadu, no
entanto, minha mãe despois deu grande, me contou em
pranto que ele foi preso coitado e tranformadu em réu.
Ninguém pra absolvê meu pai se atrevia.
Ele foi definhando na cadeia, inté,qui um dia, Deus
entrou na sua cela e o libertô pro céu.


Aldemar Paiva

Música interpetada por Rolando Boldrin

Natal


Uma pequena crônica de natal....


Os embrulhos mal cabiam em seus braços...
A felicidade estampada em seu olhos...
Ao sair de casa um semblante caído, desanimado
Triste...
Na volta ao lar, aquele sentimento de vitória,
Do guerreiro que vence a última das guerras...
E então a pergunta:...afinal o que acontecera??
Naquele momento ele, que estava a olhar,
Disse, como se lesse pensamentos:
“não, eu não ganhei na loteria, consegui um emprego!!”
Não, não haviam bebidas, nem cerveja...apenas presentes...

Natal é isso, é quando Jesus se mostra através dos homens e a felicidade se multiplica, porque felicidade é assim,ela nunca É sozinha, só funciona em rede!
Jesus sabe disso, por isso esse pai de família voltou aquele dia,
Com presentes na mão e emprego no bolso...
Nós que estamos sempre a procurá-Lo, só podemos encontrá-Lo,
Dentro de nós e no máximo, ao nosso lado....sempre!!


Valéria Trindade