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terça-feira, agosto 12, 2008

Dois poemas de Vitor Hugo da Silva



Vitória da Graça

Não sou mais um guerreiro.
O que será de mim?
O que poderei fazer?
Não terei mais prazer em minhas próprias conquistas.
Minha espada fora queimada,
Meu escudo destruído.
Melhor fosse meu inimigo ter feito isto,
Não sentiria tanta vergonha.
A minha alma grita:
Fomos favorecidos, fomos favorecidos!
E continua:
Não merecíamos tal favor! Não merecíamos tal favor!
Nunca em toda a minha vida,
Havia comemorado uma derrota.
Pergunto a ela:
Alma! Não deverias estar chorando abatida?
Exultante ela exprimi:
Fomos favorecidos, não merecíamos tal favor!
E continua:
Fomos derrotados, fomos esmagados.
O nosso próprio Senhor nos desarmou,
E arrancou a nossa falsa couraça.
Oh, minha alma,
Arvoremos então uma bandeira,
E cantemos um hino, este hino:
Senhor Deus!
Queimaste nossa espada,
Quebraste nosso escudo.
Só nos restou o teu favor,
O teu imerecido favor.
Fomos derrotados,
Derrotados pela Tua Graça,
Pela Tua Graça irresistível.
Maravilhosa graça!



O Legalista

Costureiro do véu já rasgado,
Usurpador da verdadeira comunhão.
Repare você:
O grosso véu tornou-se lençol fino,
Transparente, e aparente a todos.
É macio, de fino toque,
Tão leve como a pena.
Feitura de puras mãos,
Para ser apreciado na liberdade.
Daqueles que a desejam,
E a sabem usufruir.


Visite o blog do autor: www.pericopecc.blogspot.com
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