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sábado, abril 18, 2026

Três poemas de Edna das Dores de Oliveira Coimbra

 


Lamentar, reclamar ou murmurar?

 

O lamento é o pranto que é sincero,
Tristeza pesada que cruza a madrugada.
Lágrima contínua, a alma carregada,
A mágoa exposta do âmago em desespero.

 

A reclamação é a fala que busca o norte,
Com a fé que resta, pede ajuda aos Céus:
"Ajuda-me, Senhor", clama o fiel,
Mas segue reclamando, repleto de fel.

 

A murmuração é a via traiçoeira,
Dúvida e amargura que o sentimento atormenta.
Fala de Deus, mas não com Ele,
Espalha o veneno, o íntimo consente.

 

Três vozes, três caminhos a se notar,
Três posições a se tomar.
Escolha com o coração aberto:
Lamentar, reclamar ou murmurar?

 


Ressuscitar com Cristo

 

Páscoa é tempo de renovação,
Entrelaça dor e amor na estação.
Na cruz, o sofrimento que mata,
Na ressurreição, o amor que arrebata.

 

Páscoa é fé, esperança e bonança,
Mesmo na dor, a cura se alcança.
A fé é o alicerce que nos sustenta,
Na tempestade, a paz que acalenta.

 

Páscoa, tempo de amor e perdão,
Um novo começo, uma nova canção.
O amor de Cristo jamais falha,
Nos dá a vida, vence a batalha.

 

Páscoa, tempo de vida, de renovação,
Deixar para trás a velha estação.
Ressuscitar com Cristo, viver de novo,
Com fé, com amor e constante renovo.

 

 

Equívocos

 

Quantos erros cometidos,

promessas quebradas,

palavras mentirosas,

vidas abaladas.

 

Quantos passos em falso,

escolhas precipitadas,

frases ditas sem pensar.

Jesus! Quantas vidas devastadas!

 

Quantos tropeços,

feridas causadas por mim,

enganos tramados,

marcas registradas em si.

 

Quantos equívocos,

mentiras refinadas,

disseminadas com astúcia,

tudo muito bem orquestrado.

 

Muitos foram os meus deslizes,

minha falta de compreensão.

Eu feri a quem amava,

magoei sem razão.

 

E agora, como ser perdoado?

Como evitar o abismo ardente?

Ó minha alma, ó minha alma!

Perdoe-me! A culpa é minha, integralmente.


quarta-feira, fevereiro 23, 2022

Três poemas de Adelino Alves Bonfim



UM CHORO NO CARNAVAL

 Uma lágrima escorre

do rosto pintado

da dançarina havaiana.
Quem esperava, não veio.
Será que se perdeu
nas nuances do caminho?
ou não quis vir
pois encontrou
dançarinas mais belas?
O choro quase contido
se mistura a música alegre
mas ninguém nota
cada um vive seu mundo
e o dela 
está quase caindo.
Ensaia alguns passos da dança
mas não sabe que passos
dará na sua vida
se vida tiver ainda
se ele não aparecer.
Volta para casa chorando
e por entre as lágrimas
vê a mãe no portão
esperando!
Um sorriso

um abraço
e uma frase:
-Jesus te ama!


RARIDADES

“Olhos que olham são comuns, olhos que veem são raros!”
J. Oswaldo Sanders 1902-1992
Escritor e Missionário Neozelandês

São raros, os olhos que enxergam
os demais olhos apenas...
olham!
São raros, os ouvidos que escutam
os demais ouvidos apenas...
ouvem!
São raras, as mãos que ajudam
As demais mãos apenas...
apertam!
São raros, os abraços que confortam
Os demais abraços apenas...
abraçam!
São raras, as vozes que dizem verdades
As demais vozes apenas...
dizem o que queremos ouvir!



PÁSCOA, UM PÃO PARTIDO AO MEIO

Um pão
partido ao meio
repousa esquecido
na mesa agora
vazia!

Quem o partiu
partiu de repente
deixando dois corações
crédulos,
fiéis
e ardentes!

O partidor de pães
companheiro do caminho
ensinou,
confortou
abençoou
e agora foi embora.


Cleófas e o amigo
voltam correndo
o caminho já palmilhado
em busca do Messias
que estava com eles
e eles não sabiam!
Ah... como seus corações ardiam!


Seu coração ainda arde?


Mais poemas nos blogs do autor: http://opoetabonfim.blogspot.com/



sexta-feira, maio 29, 2020

Três poemas de Zenilda Reggiani Cintra


PÁSCOA: VAZIOS E PROMESSAS


Isto foi antes, antes da cruz vazia,
Antes do túmulo e da ressurreição.
Tudo era sem sentido e sem esperança,
A cruz era o castigo e o túmulo o fim.
Mas agora é Jesus, o nosso Redentor,
O que era e há de vir.
Quem preenche os vazios,
Com o seu tão grande amor.

A cruz está vazia,
mas cheia de promessas,
De vida e libertação.
Em Cristo somos livres,
da morte e  condenação.
Ele se fez pecado e a si mesmo se deu,
O véu se rompeu e houve escuridão,
Por seu sangue que verteu,
Ele nos trouxe a salvação.

O túmulo está vazio,
mas cheio de promessas,
Porque tudo recomeça
No encontro com o Pai.
Aleluia, ressurgiu! E não é vã a nossa fé.
Ao Cordeiro que foi morto,
Ao Rei que agora reina
Ao Nome sobre todo o nome,
Toda a honra e toda a glória.

Jesus esvaziou-se,
mas ele é a Promessa,
Do amor do Pai que nos alcança
Com seu amor e a sua graça,
A esperança e o seu perdão.
Vazios de nós mesmos,
do pecado e humilhados,
Com ele também morremos,
E seremos ressuscitados.

(Publicado em O Jornal Batista, 20abril2014)


PÁSCOA - LUZ NA ESCURIDÃO

Havia trevas sobre a face do abismo
E disse: haja luz!
No princípio era Jesus,
E Jesus estava com Deus,
E Jesus era Deus.
Todas as coisas foram feitas por Jesus
E sem Jesus nada do que foi feito se fez.
Em Jesus estava a vida
que resplandece nas trevas.


O povo que andava em trevas
viu uma grande luz,
Porque Jesus se fez carne
e habitou entre nós.
Deus nunca foi visto por ninguém,
Mas foi revelado por Jesus.
e todos quantos o receberem
deu-lhes o poder
de serem feitos filhos de Deus.


Houve trevas em toda a terra,
escurecendo-se o sol;
Quando o Cordeiro de Deus,
Que tira o pecado do mundo,
Foi ferido pelas nossas transgressões
E moido por nossas iniquidades.
Quando clamou em alta voz:
Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito.
E expirou.


No domingo, ao despontar da luz,
as mulheres foram ao sepulcro.
A pedra estava revolvida
E não acharam o seu corpo.
Dois anjos disseram:
Por que o buscais entre os mortos?
Não está aqui, mas ressuscitou.
Ide e anunciai.


E Jesus se apresentou e disse-lhes:
Paz seja convosco!
Mulher, por que choras?
Não temais.
O néscios, e tardos de coração
para crer nos profetas!
Não convinha que o Cristo
padecesse estas coisas
e entrasse na sua glória?


E os discípulos disseram:
Fica conosco, porque já é tarde,
e a noite chegou.
E ele, tomando o pão, o deu a eles,
Que então o conheceram
e Jesus desapareceu.
E disseram um para o outro:
Porventura não ardia em nós o nosso coração
quando no caminho nos abria as Escrituras?


Era necessário que o Cristo padecesse.
e ressuscitasse dentre os mortos
E em seu nome se pregasse o arrependimento
e a remissão dos pecados,
em todas as nações.
Tudo foi escrito para que creiais
que Jesus é o Cristo.
Pois quem o segue não andará em trevas,
Porque ele é a luz do mundo.
(Publicado em OJB - 24mar13 - com alterações)


DIA DO PASTOR E DA PASTORA - POEMA

Ao redor do mundo, 
Seguem abençoados,
Os pés que levam a paz
e anunciam o Evangelho
da graça do Pai.

Homens e mulheres,
chamados pelo Senhor,
preparados e moldados.
Parceiros no cuidado,
da igreja e do seu povo.

Homens de Deus,
heróis da fé,
Que renunciam os acenos,
E a sedução deste século,
e seguem na visão
do santo ministério.

Mulheres de Deus,
heroínas da fé,
Que lutam contra a esperança,
com os olhos no seu Deus,
Que as chamou desde o ventre,
Para o santo ministério.

Homens e mulheres,
constrangidos por Jesus,
Que superam as barreiras
e edificam a igreja,
Combatendo o bom combate,
Para ver raiar a luz.

Levam a boa semente,
Em ventos contrários
ou aconchegados,
A tempo e fora de tempo,
Pastores e pastoras,
Que lutam sem cessar.

E enquanto eles caminham
O Senhor faz brotar,
Com seu amor e poder
A semente do Evangelho
Capaz de transformar
A vida do que crê.

Que o amor de Deus Pai,
A graça de Cristo Jesus
E o consolo do Espírito,
Sobre pastores e pastoras,
Os guardem para sempre,
Até à eternidade,
Nos braços do Senhor.

(Pra. Zenilda Reggiani Cintra, publicado em OJB 10junho2012)

Leia outros textos no blog da autora: http://caminhosdamulherdedeus.blogspot.com/

domingo, abril 01, 2018

PÁSCOA - Dois poemas de Sâmara Antero



Sábado

Hoje o dia estava nublado,
uma expectativa rondava os corações
o vazio de Sua presença tão doce
ecoava
nas casas fechadas
nos olhos aflitos,
será que ele voltará?
Suas mãos perfuradas, Seu lado transpassado
vi seu corpo velado
não consigo enxergar,
que Ele possa estar perto novamente
poderei ouvir Sua voz?
Com o poder de Tua palavra mudaste
nossas vidas
diante de Deus e do homens…
Voltarei ao túmulo,
amanhã bem cedo
antes que desponte o dia
meu coração se aperta em agonia
deixarei ao menos
minhas lágrimas
àquele que por muito tempo
transformou-as em alegria


Domingo

É madrugada
meu coração levanta
triste e ansioso
para visitar o túmulo do meu Senhor
levo comigo perfumes para
adorná-lo de amor
um amor tão pequeno comparado
com o Teu
que naquela cruz por nós se rendeu
e em vida abriu os nossos bagos olhos
da escuridão para a luz
ah estimado Jesus…
Por que foste morrer?
Chegando ao sepulcro meu coração foi
arrebatado em temor
a pedra deslocada estava,
e dois anjos ali a guardavam
meus olhos não retiveram as lágrimas
e então me perguntaram:
Por que choras?
Levaram o meu Senhor… Pensei
não poderia existir outra razão
mais dolente que a perda de quem
mais se estima
olhei para trás e o jardineiro
me perguntou:
Por que choras?
A quem procuras?
Então lhe respondi,
Senhor, se tu o tiraste do túmulo,
dize-me onde o puseste e eu o levarei
Antes que pudesse pensar em algo
como um delírio da alma ouvi:
Maria!
Era a doce voz de Raboni,
era a doce voz do Mestre.
O mestre voltou como a alva manhã
nos aquece e traz esperança
depois da densa noite
não o detive
meu coração queria parar aquele momento
como um eterno alento
dentro de mim
todavia fui anunciá-lo
e o farei
na minha vida até
o fim

quinta-feira, abril 13, 2017

O Cristo e sua Páscoa: 3 Poemas


Paixão

Newton Messias

Foste pendurado nu entre céu e terra
como se ambos te condenassem ao degredo.
Mas não: convulsionou-se aflita em baixo a terra
e em cima o céu, em pleno dia, fez-se negro.

Foste traído pelo amigo, aprisionado
e bem alto, de abandono, se ouviu teu grito.
Como se até mesmo por Deus abandonado
morresse fora dos muros um ser maldito.

Mas em segredo e longe dos olhos humanos
(são sempre ocultos os milagres mais reais)
o véu do templo se rasgava totalmente.

Sinal que o Pai cumpria enfim antigos planos
de perdão, reconciliação, gratuita paz:
inaugurando um novo reino para sempre.



O milagre da Páscoa

Rosa Leme

Seu amor divino ilumina nossos corações.
A grande infâmia e as dores agudas
O seu amor e o poder da sua paz.
Da cruz serve para revelar 
Ele se esvaziou...
Resplandeceu dos seus lábios.
Ali pregado na rude cruz ele não exaltou. 
Só o amor e a graça
Desse mundo árido, seco.
Ele teve sede ofereceram o cálice amargo. 
Ele sentiu a aridez má, 
O terrível cálice da ira
Foi transpassado pela afiada espada.
Esgotou até a última gota 
Do amargo cálice 
Sobre o maldito madeiro da cruz. 
“Eloi, Eloi, Lamá sabactani...”
Estou firme no glorioso caminho;
O grito de angustia resume 
O fim do tormento das trevas.
 A morte está vencida. 
Tudo está consumado. 
No gozo do céu a coroa de amor
Feliz páscoa para todos!
Substituiu a coroa de espinho. 
A cruz vazia é a evidencia 
Que o milagre do amor
Já foi concluído.



DE TAL MANEIRA

Julia Lemos

O homem que amou o mundo de tal maneira
não fez poesia.
mas suas palavras incandesciam
varavam portas e prorrompiam
as paredes do coração

O Mestre não era homem de poesia
mas sua frases arremessavam-se tais torpedos
acordando reis estarrecidos.

Não era lírica a voz do homem que se apaixonou
daquela forma pelo mundo.
Falava dos lírios
dizendo que se tivéssemos fé 
seriam assim nossos vestidos.
Falava dos pardais
para nos lembrar a nossa importância,
Deus teria todo o cuidado se a Ele
entregássemos nossos mais secretos fardos.

Eram como versos brancos
as suas palavras lisas e de pedras pontiagudas
ferindo nosso amor de brilhantes,
safiras, águas marinhas, turmalinas. 
E ungia-nos com óleo fresco e a água lustral
que se davam aos deuses.

Na noite já alta ele despedia amigos
com os corações contentes
e as mentes cheias de perguntas.

Dobrava os joelhos.
Lá no monte sua voz ecoava
em remoinho pelo deserto:
- Pai!
Falava sobre os homens 
e suas palavras eram ouvidas a meio-tom
por um Deus perplexo.



domingo, abril 03, 2016

Um poema de Ricardo Mendes Rosa


I Soneto Pascal
Pastarão juntos um dia
O feroz leão e o gentil cordeiro,
E não será o Sol que nos alumia
A estrela mais brilhante do filamento inteiro.
Não verteremos mais choro
A tristeza será consumida pelo amor,
Veremos ruas como de diamante e ouro,
Findará o medo e o terror.
Celebramos o fim da dor
E a vida sempre eterna
De um Rei cujo Reino não é desta terra!
Celebramos o esmagar da morte,
Cristo ressuscitou!
Verdadeiramente, Ele ressuscitou!

sexta-feira, março 25, 2016

No dia da Sua morte, poema de J.T.Parreira


no dia da Sua morte
hoje os cordeiros sentiram calafrios
no leite materno, beberam
os trigos o orvalho do chão
inclinando as espigas
hoje o sol abrandou
o seu ímpeto de fogo
e cedeu
a angústia pesada das pedras
dos sepulcros
hoje neste dia desigual
todas as mães sentiram
estremecer o útero
porque na cruz
uns olhos bordados de doçura
sucumbiam.

sábado, abril 19, 2014

Jesus, Nazareno, três dias morto - Poema de J.T. Parreira



Jesus, Nazareno, três dias morto

Jesus, Nazareno, três dias morto
Entre lençóis com os aromas
Do seu corpo reúne o ar
A mirra e o aloés
Sua alma desceu ao fundo
Dos velhos mortos, esqueceu
O grito da multidão
E milhares de olhos judeus
Esqueceu as mãos inúteis de Pilatos
Cobrindo-se de água inútil
Três dias morto
Até ao romper da pedra da manhã
Apenas o silêncio
Dentro do seu coração
Um corpo apenas fechado em sossego. 

sexta-feira, abril 18, 2014

O sacrifício e a vitória de Jesus Cristo, poema de Mário Baleizão Jr.



O sacrifício e a vitória de Jesus Cristo

Reuniram-se em volta da mesa, como irmãos,
Jesus com os discípulos, segundo a tradição.
Comeram a Santa Ceia pelas Suas Mãos
E Ele lavou-lhes os pés para grande lição.
Primeiro saiu o discípulo de ideias traiçoeiras,
Depois saiu Jesus para orar ao final do dia.
Já no horto, próximo ao Monte das Oliveiras,
Pediu a três discípulos para ficarem em vigia.
Como os vigias adormeceram, contra Sua vontade,
Um anjo desceu a confortá-lo na invisível guerra.
Então orou com tamanho fervor e intensidade,
Que suou gotas de sangue que corriam até à terra.
Depois da oração chegou Judas Iscariotes.
Prenderam Jesus e para julgamento O levaram.
Foi à presença de anciãos, escribas e sacerdotes,
Onde com ignorância e inveja O condenaram.
Cuspiram-lhe, foi esbofeteado e socado,
Cobriram-lhe o rosto para que não visse
E pediam que profetizasse quem lhe tinha tocado.
Mas, sendo humilhado Ele nada disse.
Levaram-No depois a Pilatos, para nova sentença,
Onde Jesus também ficou quase sempre calado.
Mas, embora se impressionasse com a Sua presença,
Mandou que fosse trinta e nove vezes açoitado.
Pilatos enviou-O a Herodes, que O queria conhecer,
Para saber se n’Ele encontrava alguma culpa.
Então os soldados começaram a d’Ele escarnecer,
Pois não ouviam da Sua boca confissão ou desculpa.
Deram-lhe uma capa escarlate, após o terem despido,
Colocaram-Lhe uma coroa de espinhos e uma cana,
Para parecer rei dos judeus, com um ceptro fingido,
Ao qual se curvavam os soldados da legião romana.
Depois tiraram-Lhe a cana, bateram-lhe na cabeça
E trocaram a capa escarlate pelas vestes que tinha.
“Sozinho” aguentou as dores (que ninguém o esqueça)
E, ferido, foi enviado a Pilatos, de onde já vinha.
Foi condenado pela voz da multidão enganada,
Que deu liberdade a um criminoso com antecedentes.
Pilatos, que O castigara, não O acusava de nada
E isso declarou, lavando as mãos para os presentes.
Para o Lugar da Caveira é Jesus conduzido,
É crucificado e entre dois malfeitores fica.
Os soldados repartiram o que tinha vestido
E deitaram sortes para um guardar a Sua túnica.
Durante três horas houve trevas e existiu medo.
“Porque me desamparaste” – clamou Ele ao Pai, aflito.
Com uma esponja deram-Lhe a beber vinho azedo,
E então Jesus expirou e rendeu o Seu espírito.
Como cordeiro sem mácula foi sacrificado,
Ofereceu-se inocente, puro e digno de adoração.
Com uma lança, um soldado trespassou-Lhe o lado
De onde derramou o sangue e a água da expiação.
O Seu corpo foi retirado da cruz e sepultado,
Mas o seu espírito não estava abandonado à sorte.
A sua gloriosa Luz abriu caminho por todo lado
E Jesus ganhou as chaves do inferno e da morte.
Ressuscitou ao terceiro dia, como tinha profetizado,
E trouxe com Ele santos que a muitos apareceram.
Visitou os discípulos e aqueles que O tinham amado,
Mostrou-lhes o Seu corpo e com Ele comeram.
Falou do Reino de Deus durante quarenta dias,
Depois subiu ao Céu e as nuvens O ocultaram.
Deixou o Seu Amor, a Sua Paz e profecias,
Que um dia virá para aqueles que em Si acreditaram.
À direita de Deus está no trono sentado,
Onde intercede pelos que o Seu Nome invocam.
Pelos anjos e santos junto do Pai é adorado
E desce à Terra, onde a Sua unção os homens tocam.

quinta-feira, abril 17, 2014

PÁSCOA, um poema de Rosa Leme



Páscoa
Páscoa o que é? É ressurreição?
A paixão de Cristo?
Páscoa o que é isso?
Ovos, coelhos,
chocolates, simpatias?
Páscoa significa renascimento
Páscoa é época de renovo,
Renascer do pó, das cinzas.
Páscoa é a possibilidade
De uma nova vida.
É uma nova chance de mudar.
Mudanças para melhorar
Mudança de comportamento, de atitudes.
Páscoa é tempo de reflexão
É tempo de repensar a vida
A maneira de agir e interagir
Com os outros, com o mundo.
Páscoa para todos que encontraram a verdade
É O real caminho do crucificado.
o Significado real de páscoa é Jesus Ressuscitado.
Para estes a páscoa,
É a esperança e a certeza que nas lutas e vitórias
Jesus será sempre. Sua fonte de luz.
Páscoa é tempo de festejar sim.
Festejar a vida, a vitória.
Pois afinal Jesus derrotou a morte.
E não festejar o engano, a mentira,
E sim festejar a verdade.
A verdade da real mensagem da cruz;
Páscoa é tempo de renascer
e deixar a luz brilhar.
É Deixar o brilho de a sua alma resplandecer...
.
Brilhe. Jesus vive... Jesus está vivo. Aleluia!
Jesus a luz verdadeira...
Brilha dentro de mim, Ele brilha dentro de você.
Feliz Páscoa!

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