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terça-feira, julho 21, 2020

Poesia Evangélica em Literatura de Cordel - Uma antologia para download gratuito



Mais que um simples estilo literário popular, o cordel é uma riqueza cultural ímpar de nossa nação. E digo nação e não apenas Nordeste, pois a sagacidade, a criatividade, a alegria e o humor do cordel têm atingido todas as regiões do Brasil, levado num primeiro momento pela mão de bravos migrantes, e depois ganhando vida própria em contextos e pelas mãos de atores não nordestinos. Não em vão o cordel foi reconhecido no ano de 2018 como Patrimônio Cultural Imaterial Brasileiro. A miríade de temas que o gracioso cordel abarca com inaudita liberdade faz dele um veículo de comunicação poderosíssimo, e uma ferramenta pedagógica de primeira ordem.
Esta seleta vem antologiar os versos de um panteão de autores cuja criatividade é insuflada pela sua fé – fé naquele nazareno cabra arretado que, com sua vida e seu sacrifício, proporcionou salvação gratuita para qualquer pessoa que nEle crer.
Em nosso país cristão, é natural que a fé atinja e repercuta por todas as artes, notadamente as populares. A fé protestante/evangélica, que representa um retorno aos valores bíblicos e apostólicos de inícios do cristianismo, é abraçada por cada vez mais pessoas por este Brasil de Deus, pessoas ávidas por um relacionamento mais próximo ao Redentor, e uma fé mais atuante e vívida. Foi o que aconteceu, em algum momento, com cada um dos poetas aqui antologiados. Se sua excelência artística permite a todos eles transitarem com desembaraço por qualquer tema a que se proponham, sendo tal característica um dos fundamentos de um verdadeiro cordelista, eles também falam com idêntica ou quiçá maior galhardia de temas da fé cristã que os move e sustenta. Compartilhar alguns desses verdadeiros tesouros do cordel é o singelo objetivo desta obra.
Este é um livro gratuito – um presente a você, leitor – e desde já lhe convidamos a compartilhá-lo de todas as maneiras ao seu alcance.

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quinta-feira, agosto 28, 2014

A poesia de Silvano Lyra


Trechos diversos

Nascer é primeira fase, Onde a vida começa, E crescer é uma peça, Como alicerce ou base, Descrevo tudo na frase, «Reproduzir é viver» Ainda vou me atrever, Falar do fim da corrida, Das quatro fases da vida, A mais temida é morrer.


Mentira e lamentação,
Falsidade e cilada,
Armadilha e traição,
Faca punhal e espada,
Vício engano e maldição,
Rancor ódio e patada,
Ergue cura e enobrece,
Abençoa e fortalece,
Por Jesus na caminhada.


Desdizer o que Deus disse,
Carne mundo e pecado,
Porque está desse lado,
Satanás dizendo visse,
Tudo fez pra que servisse,
O bem como repressão,
E o mal por consagração,
Na inversão do que é ruim,
A minha alma me diz sim,
Enquanto a carne diz não.



Se andar de todo jeito,
e agir precipitado,
poderá ser reprovado,
quanto a causa ou efeito,
sem permitir preconceito,
e nem qualquer julgamento,
busco o discernimento,
em Deus com sabedoria,
aconselho em poesia,
com Deus no meu pensamento.


Silvano é grande promotor da poesia cristã nordestina, em suas variadas correntes.Visite um dos muitos blog do autor: http://cordelimprovisado.blogspot.com.br/


segunda-feira, outubro 01, 2012

Cordel: Dois poemas de Silvano Lyra


ATÉ O CEGO VER

Pra fazer um cego ver,
Tem que ser grande a façanha,
Tirar as névoas dos olhos,
Sem tentar fazer barganha,
Mostrando que ao seu redor
Há coisa não tão estranha.

Minha arte não tem manha,
Vejo sem fazer atalho,
Fogo de amor sem fumaça,
Planta de obra com galho,
Boca de noite falando,
Tártaro em dente de alho.

Selo em carta de baralho
E cloro em água de coco,
Mãos massageando o ego,
Cérebro em cabeça de toco,
Banco de areia com nome,
Rins com parede e reboco.

Pra sair desse sufoco,
Pé de serra com sapato,
Laço pra corda vocal,
Boca de noite no mato,
Pista de crime com curva,
Garanto existir de fato.

Para não deixar barato,
Vi perna de mesa andando,
Bico de luz dando piu,
Boca da noite falando,
Aro em pneu de gordura,
Deixará cego enxergando.

Vejo, me maravilhando,
Música em disco de embreagem,
Cutícula em unha de fome,
Asa de avião ter penagem,
Cachorro quente latindo,
Provo que não é visagem.

Folhas de mato sem triagem
Para imprimir documentos
Vara de justiça em cerca,
Lá não se faz juramentos,
E peixe espada não corta,
Nem sequer nos pensamentos.

Nós queremos ter momentos
De achar alguma pulseira,
Que caiba em braço de rio,
Ou que se encontre na feira,
Banana de dinamite, 
Embalada em garrafeira.

Pra subir nessa ladeira,
Peito de frango é verdade,
Com prótese ou silicone,
Não se encontra na cidade
E os feitos de borracha,
Perderam Notoriedade.

Eu falo grande verdade,
Na cadeia alimentar,
Não tem revolta de presos,
Ninguém vai se acorrentar,
Assunto em chá de sumiço,
Impossível é se encontrar.

Nunca vai se apresentar
Manga de blusa madura,
Não dá pra achar o cacho,
Que contenha mole ou dura,
Corte de pano com sangue,
Somente existe em pintura.

Nem mesmo numa figura,
Não se entra pelo cano,
Pra dá nó em pingo d'água,
Será grande o desengano,
Procurei riso amarelo,
Quem conta isso é cigano.

Para matuto ou urbano,
Deixo aqui minha lição,
Ajudei o cego a ver,
Nessa minha inspiração,
Abra seu entendimento,
Cristo muda sua visão.



Perda de um ente querido

Me virei para o passado,
Fui logo me machucando,
Os pertences encostados,
Minha alma manquejando,
As prosas do dia a dia,
Na mente eu examinando.

E foi se multiplicando,
Lamento, choro e dor,
Deu um goto na garganta,
Por não ser um explorador,
Fui logo ao meu jardim,
Das flores sentir o odor.

Como um amplificador,
No ouvido a sussurrar,
Dos conselhos que me dava,
Eu comecei a chorar,
Fiz um o lenço na alma,
Para me recuperar.

Comecei a melhorar,
Quanto ao triste sentimento,
Não importa o parentesco,
Nisso há choro e lamento,
Os gestos nobres que tinha,
Me dá mais contentamento.

Agora aqui eu comento,
Pois o ente era querido,
Pelo amigos de fora,
Era muito preterido,
No trato com a família,
Era bem mais aguerrido.

Sem fazer mais alarido,
Uma mensagem vou dizer,
Com Cristo em nossa vida,
Vivemos com mais prazer,
Chegando a hora da partida,
No céu teremos prazer.


Nosso irmão Silvano mantém o blog Poetizante. Mantém também diversas rádios online, inclusive a Rádio Poesia e a Rádio Repentistas Evangélicos.

sexta-feira, fevereiro 18, 2011

Rádio Repentistas Evangélicos



Amados irmãos, o nosso querido Silvano Lyra, que está à frente do ministério Repentistas Evangélicos, agora conseguiu botar no ar a Rádio Repentistas

Ouça a rádio e seja abençoado: http://radiorepentistas.com/

E mais: o Silvano solicita aos irmãos que enviem poemas em áudio (declamações) para que ele possa veicular na Rádio. Vamos lá poetas, eis mais um canal aberto para a Poesia Evangélica!
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